RYBENINHA

RYBENINHA
SINAL: BEM -VINDOS

DÊ-ME TUA MÃO QUE TE DIREI QUEM ÉS



“Em minha silenciosa escuridão,
Mais claro que o ofuscante sol,
Está tudo que desejarias ocultar de mim.
Mais que palavras,
Tuas mãos me contam tudo que recusavas dizer.
Frementes de ansiedade ou trêmulas de fúria,
Verdadeira amizade ou mentira,
Tudo se revela ao toque de uma mão:
Quem é estranho,
Quem é amigo...
Tudo vejo em minha silenciosa escuridão.
Dê-me tua mão que te direi quem és."


Natacha (vide documentário Borboletas de Zagorski)


SINAL DE "Libras"

SINAL DE "Libras"
"VOCÊ PRECISA SER PARTICIPANTE DESTE MUNDO ONDE MÃOS FALAM E OLHOS ESCUTAM, ONDE O CORPO DÁ A NOTA E O RÍTMO. É UM MUNDO ESPECIAL PARA PESSOAS ESPECIAIS..."

LIBRAS

LIBRAS
" A Língua de Sinais é, nas mãos de seus mestres, uma linguagem das mais belas e expressivas, para a qual, no contato entre si é como um meio de alcançar de forma fácil e rápida a mente do surdo, nem a natureza nem a arte proporcionaram um substituto satisfatório." J. Schuyler Long

LIBRAS

LIBRAS
"Se o lugar não está pronto para receber todas as pessoas, então o lugar é deficiente" - Thaís Frota

LIBRAS

LIBRAS
Aprender Libras é respirar a vida por outros ângulos, na voz do silêncio, no turbilhão das águas, no brilho do olhar. Aprender Libras é aprender a falar de longe ou tão de perto que apenas o toque resolve todas as aflições do viver, diante de todos os desafios audíveis. Nem tão poético, nem tão fulgaz.... apenas um Ser livre de preconceitos e voluntário da harmonia do bem viver.” Luiz Albérico B. Falcão

PEDAGOGIA SURDA

PEDAGOGIA SURDA
PROFESSOR BILÍNGUE

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS
“ A língua de sinais anula a deficiência e permite que os surdos constituam, então, uma comunidade lingüística minoritária diferente e não um desvio da normalidade”. Skliar

sexta-feira, 26 de junho de 2015

II CONEDU





 Cidade: Paraíba no estado de João Pessoa.



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O CONCEITO DE DEFICIÊNCIA


bola com vários tipos de imagens de inclusão



CONCEITO DE DEFICIÊNCIA?
Na legislação brasileira, de acordo com o Decreto no 3298/1999, no artigo 3º, Inciso I, considera-se deficiência “toda perda ou anomalia de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho da atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano”.

Por outro lado, o Código Interacional de Doenças (CID), Manual Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) e Classificação Internacional de Funcionamento, Incapacidade e Saúde (CIF) são considerados portadores de deficiência os indivíduos que enquadram-se nos quadros clínicos que caracterizam limitações de ordem física, sensorial, cognitiva e transtornos globais de desenvolvimento.

Segundo Royo e Urquizar (2012), a deficiência é definida como: [...] toda a perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica ou anatômica, que pode ser congênita ou adquirida, temporária ou permanente e de diferentes tipos (intelectual, de linguagem, de audição, de visão, visceral, musculoesquelética, desfigurativa, generalizada ou múltipla).

Outros autores acrescentam, a esta definição, o fato destas limitações acarretarem dificuldades para que estes indivíduos interajam de forma eficiente, autônoma e produtiva com o meio físico e social.

Almeida (2004) afirma que: [...] pessoa portadora de deficiência é aquela que apresenta, em comparação com a maioria das pessoas, significativas diferenças físicas, sensoriais ou intelectual, decorrentes de fatores inatos ou adquiridos, da caráter permanente, que acarretam dificuldades em sua interação com o meio físico e social.

Desta forma, são considerados portadores de alguma deficiência, todos os indivíduos que apresentam deficiência física, visual, auditiva, múltipla, intelectual surdocegueira, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação.

 http://atividadeparaeducacaoespecial.com/inclusao-o-conceito-de-deficiencia/

SME divulga Seleção Pública para a composição do núcleo gestor da escola municipal bilíngue - ORTALEZA / CE

SME divulga Seleção Pública para a composição do núcleo gestor da escola municipal bilíngue

A Secretaria Municipal da Educação (SME), através da Coordenadoria do Ensino Fundamental/Célula de Educação Especial, divulga a Seleção Pública para a composição do núcleo gestor da escola municipal bilíngue Francisco Suderland Bastos Mota.
O processo visa o provimento dos cargos comissionados de diretor escolar, coordenador pedagógico e secretário escolar da escola. A seleção será constituída por duas etapas, análise de currículo e entrevista, respectivamente, ambas de caráter classificatório e eliminatório.
As inscrições serão realizadas, presencialmente, na Coordenadoria do Ensino Fundamental, Célula de Educação Especial, no endereço Avenida Desembargador Moreira, nº 2875, Dionísio Torres. O período de inscrição vai de 22 de junho de 2015 até o dia 03 de julho de 2015, de 08 às 12 horas ou de 13 às 17 horas. A documentação necessária e todas as informações estão descrita no documento anexado logo mais abaixo.
 
Clique aqui para ver o edital
 
http://diariodosurdo.com.br/2015/06/sme-divulga-selecao-publica-para-a-composicao-do-nucleo-gestor-da-escola-municipal-bilingue/

Compulsão Alimentar -em LIBRAS

HISTÓRIAS INFANTIS EM LIBRAS PARA DOWNLOAD

CHAPEUZINHO VERMELHO

http://1drv.ms/1HcTopR



CINDERELA

http://1drv.ms/1HcTrlm



BRANCA DE NEVE

http://1drv.ms/1E2cCqA



A BELA ADORMECIDA

http://1drv.ms/1RvBz8o

1ª COPA PERNAMBUCO DE FUTSAL DE SURDOS

TIMES CONFIRMADOS: ADPL (Limoeiro), ACSO (Olinda) e ASSPE (Recife).

Abertura e jogos começaram a partir das 8h até 15h.

Local do jogo será AABB - Limoeiro.


 https://www.facebook.com/FPEDSurdos/photos/a.547883441892330.141159.547878381892836/1134105546603447/?type=1&theater

SEMINÁRIOS SOBRE DIDÁTICA E TRADUÇÃO - MG E SC

- Cursos Profª. Drª Anabel Mañas: Sala Drummond - 01 e 03 de julho, 18:00-20:00

- Cursos Profª. Drª Patricia Rodríguez Inés: Laboratório 007 (CCE Bloco A) - 22 e 24 de julho, 14:00-16:00

- Cursos Profª. Drª Guadalupe Romero: Laboratório 007 (CCE Bloco A) - 22 e 24 de julho, 16:15-18:15

- Cursos Profª. Drª Amparo Hurtado Albir: Auditório Henrique Fontes -21 de setembro: 14:00-16:00 e 16:15-18:15 / 22 de setembro: 14:00-16:00 e 16:30- 18:30


 https://www.facebook.com/307031122694178/photos/a.308242399239717.72901.307031122694178/910354239028527/?type=1&theater

Campanha: Closed Caption em Vídeos da Web

Esta petição está esperando pela aprovação da Comunidade da Avaaz.
Campanha: Closed Caption em Vídeos da Web

Por que isto é importante

Lentamente,os direitos dos deficientes auditivos vêm sendo conquistados em nossa sociedade. Como mostra a recente reportagem do Jornal Nacional (do dia 21/05/15) sobre a fraca inclusão dessa parcela da população brasileira, ainda há muito a se conseguir para garantir a plena igualdade de oportunidades a todos. Porém, a própria matéria da Rede Globo serviu para ilustrar ainda mais o despreparo do Brasil no que diz respeito à acessibilidade aos surdos, pois no próprio vídeo no site em que ela foi veiculada, após a sua exibição na TV, não há a presença de Closed Caption, impedindo que muitos deficientes auditivos, sobretudo os surdos oralizados, pudessem assisti-la posteriormente e compreender seu conteúdo.

O recurso do Closed Caption (legendas em vídeos) está presente em vários canais e programas de televisão atualmente, porém, quando se trata de conteúdo audiovisual disponibilizado on-line, nos sites das emissoras e dos jornais de grande circulação nacional, muito raramente há a presença do CC. A Internet possibilita uma grande oportunidade de acesso posterior às reportagens veiculadas na TV, mas infelizmente, para os deficientes auditivos, esta não é a realidade. Bianca Arraes, moradora de Itabuna/BA e usuária de Implante Coclear, explica uma situação muito comum que vivencia. “Às vezes, não tenho tempo para assistir na TV, e a única opção é assistir os vídeos no site da emissora. Mas muitos deles não possuem legendas, o que acaba dificultando para nós”, afirma.

Uma parcela significativa de usuários de aparelhos auditivos ou implantes cocleares enfrenta muitas dificuldades para compreender auditivamente as mensagens sonoras exibidas sem apoio visual. Maria Beatriz Rodriguez, residente de Itanhaém e usuária de aparelhos auditivos, comenta sobre a questão das legendas. “Antigamente, eu não tinha tanta dificuldade de assistir filme com legenda, mas, com o passar do tempo, comecei a ter que ver filmes, até novelas e outros programas com legendas, pois alguns atores falam baixo ou rápido demais. O mesmo ocorre com os vídeos que assisto pela Internet, pois, ou se presta atenção ao que se está assistindo ou ao que se está ouvindo, e aí fica complicado”. O que pode acontecer em alguns sites, como o do Jornal Nacional e o do Fantástico, ambos da Rede Globo, é as reportagens terem transcrição fora do vídeo, mas isto, apesar de ser de grande valia, impossibilita o internauta de acompanhar o conteúdo audiovisual ao mesmo tempo em que lê a transcrição.

Quando os vídeos disponíveis nos sites das emissoras não estão na plataforma do Youtube, que permite em algumas ocasiões o uso de um CC automático (na maior parte dos casos, de péssima qualidade), muitos deficientes auditivos ficam sem total acesso ao conteúdo sonoro das reportagens, e isso se configura numa forma de exclusão social e comunicacional. É extremamente injusto, sobretudo se levarmos em conta que, na maioria das vezes, essa exclusão é causada meramente por um problema técnico, pois o Closed Caption já está pronto e foi disponibilizado na TV anteriormente, basta inseri-lo e sincroniza-lo nos vídeos on-line.

Vamos dar um basta nesta situação e mostrar nosso descontentamento para todas as emissoras de TV e jornais com conteúdos audiovisuais na Web! Participe desta campanha assinando esta petição que a ADAP irá enviar para cada empresa de televisão e jornal que disponibiliza vídeos on-line. Contamos com vocês para buscarmos nossos direitos! 
 
 https://secure.avaaz.org/po/petition/Campanha_Closed_Caption_em_Videos_da_Web/?nRMcwjb

Ópera promove inclusão por meio da linguagem de sinais em Bauru

Ópera promove inclusão por meio da linguagem de sinais em Bauru

A ópera é contada e cantada pela Companhia de Ópera Curta 
A Ópera La Traviata será apresentada nesta quinta-feira (25), às 20h, no Teatro Municipal Celina Lourdes Alves Neves, em Bauru (SP). A ópera é contada e cantada pela Companhia de Ópera Curta, e executada por um quinteto de cordas composto de violinos, viola, cello e contrabaixo.
Durante o espetáculo com duração de 1h20, além das legendas em português das partes cantadas no original italiano, o espetáculo será integralmente interpretado na Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) para os deficientes auditivos. Já para os deficientes visuais, haverá uma cabine para transmissão simultânea da audiodescrição. Cada deficiente visual receberá na entrada do espetáculo um headfone entregue por um recepcionista.
saiba mais
Na ocasião da retirada dos fones, deverá ser entregue um documento que será devolvido ao final do espetáculo na devolução do headfone. O número máximo de headfones distribuídos é de 50 unidades.
A Companhia ressalta que os deficientes visuais deverão entrar na sala 20 minutos antes do início do espetáculo para que seja feita a apresentação do que irá ocorrer durante o espetáculo.
Baseada na ópera homônima de Giuseppe Verdi (1813 -1901) e com acessibilidade para o público, esta é a terceira vez que o teatro de Bauru recebe o projeto, sendo que o diferencial deste ano é a entrada gratuita. Não haverá a retirada de ingressos, sendo respeitada rigorosamente a capacidade do espaço que é de 450 pessoas.
Serviço
Ópera La Traviata
Local: Teatro Municipal de Bauru – Avenida Nações Unidas, 8-9
Horário: 20 horas
Gratuito

 http://diariodosurdo.com.br/2015/06/opera-promove-inclusao-por-meio-da-linguagem-de-sinais-em-bauru/

I Ciclo Debates – Libras

Categoria: Eventos
País: Brasil
Línguas: Português e Língua de Sinais Brasileira (Libras/LSB)
No dia 08 de julho de 2015, das 18h às 21h, o Departamento de Letras e Comunicação Social (DLC) do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) – campus Seropédica – irá realizar o “1º Ciclo de Debates sobre a Libras”. Participarão do evento os convidados Paulo Bulhões (“Prós e contras na influência das primeiras letras da língua portuguesa nos sinais da LSB/Libras”) e Heloise Gripp (“Experiência e preconceito linguístico em Libras”). O evento acontecerá no auditório do PAT (Pavilhão de Aulas Teóricas) e as inscrições, gratuitas, devem ser feitas por e-mail (sinais.foco@gmail.com).  

Clique aqui para visualizar divulgação oficial.

I Ciclo de Debates - UFRRJ (2) 
 
http://culturasurda.net/2015/06/24/i-ciclo-debates-libras/

TESTE - TV PUC-Rio: TV INES

Faça um teste: coloque o volume da televisão no mudo e tente entender alguma coisa. É assim que os surdos se sentem em relação à maioria da programação televisiva. De acordo com o último censo do IBGE, o Brasil tem quase dez milhões de pessoas com dificuldade auditiva. Para promover a inclusão deste público, surgiu, há dois anos, a TV Ines, a primeira web TV em língua brasileira de sinais. A programação é bem variada e qualquer pessoa pode assistir porque os programas também são dublados e legendados. 

Dicionário de Libras – Palavras e Termos da Biologia

Dicionário de Libras – Palavras e Termos da Biologia


http://epeem.cp.utfpr.edu.br/site/?page_id=8

Surdo e teimoso? Pare, por favor


A vida nos ensina muita coisa e encontra maneiras sagazes de nos fazer entender nossos erros. Lembro da minha adolescência e boa parte da vida adulta e penso no quanto tornei a vida dos que me rodeavam – e a minha própria vida – infinitamente mais difícil apenas porque, além de não aceitar minha deficiência auditiva, eu também me recusava a fazer qualquer coisa a respeito. Quando surgia algum ímpeto de coragem, comprava novos aparelhos auditivos, mas logo o ímpeto se transformava em desânimo e eles eram esquecidos dentro da caixinha. Acho que comecei a encarar a realidade só lá por 2009, ou seja, façam as contas e vejam quantos anos perdi por birra, teimosia, burrice e egoísmo. Acho que é por isso que sou tão chata e ríspida quando alguém me procura para dizer que sente vergonha de usar AASI. Pensando nos anos em que dificultei tudo para mim e para os que me rodeavam é que decidi escrever esse post.
teimoso
Que me desculpem aqueles que discordam mas é muito egoísmo consigo e com os outros não fazer nada a respeito da surdez quando algo pode ser feito. Explico. Se você pode usar aparelhos auditivos para ouvir as coisas (sair de uma surdez severa ou moderada e ir para uma surdez leve, por exemplo) e se recusa a fazer isso usando argumentos pobres e infantis como ‘Não quero’, ‘Não me adapto’, ‘Não gosto’, ‘Não estou a fim’, ‘Não enche meu saco’, ‘Não é como minha audição natural’, ‘Estou ótimo assim’, meu caro, você está extrapolando todos os limites do bom senso. Nem vou citar as pesquisas recentes que mostram o que acontece com o cérebro humano quando este precisa lidar com a nossa privação sensorial. Ser surdo não é motivo apenas para ‘conseguir um benefício‘, como dizem as dezenas de emails que recebo toda semana pedindo o caminho das índias para se ‘aposentar por invalidez ou se encostar no INSS‘. Ser surdo afeta a sua vida em TODOS os níveis e afeta a vida da sua família da mesma maneira.
A inspiração para pensar e escrever essas palavras veio da convivência intensa que venho tendo há 20 dias com a minha amada vó Tereca. Estou tentando convencê-la a fazer uma audiometria desde que ela me visitou no Rio de Janeiro em fevereiro, sem sucesso. Aqui, ficou mais claro do que nunca que ela precisa fazer já para descobrir qual grau de perda auditiva tem e então ver qual providência tomar – leia-se qual AASI comprar. Mas não! Não há o que faça a Tereca mudar de idéia. Rechaça todas as minhas tentativas. Diz que é uma bobagem, uma besteira, está ouvindo só o que quer e que eu a deixe em paz. E eu fico louca tentando arrastar a vó para uma fono porque me enxergo nela. É muito difícil ter alguém em casa que não escuta porque você para de poder contar com a pessoa. Ela não vai ouvir a campainha, não vai ouvir o interfone, não vai ouvir o telefone, não vai te ouvir chamando lá da cozinha. Vejam bem, eu estou falando especificamente das pessoas que podem usar a tecnologia para voltar ao mundo dos sons.
Tive esse comportamento horroroso durante muitos anos. Preferi sofrer em sala de aula, deixar de ouvir música, deixar de fazer intercâmbio, abandonar o inglês e várias outras coisas que me prejudicaram apenas porque eu não queria lidar com a minha deficiência auditiva que tinha solução! Nunca me prestei a ajudar em casa ouvindo um interfone, uma porta, um chamado, um telefone simplesmente porque, lá do topo do meu egoísmo e arrogância, eu pensava: “Eles que se virem, eles ouvem!“. Sabe aquele comportamento de PCD revoltado que quer se vingar do mundo? Pois é. De 2009 a 2013, quando já estava nas últimas com surdez bilateral profunda e progressiva e meus AASI já não eram capazes de me ajudar como eu precisava é que fui entender a dimensão da falta que eles fizeram antes disso na minha vida.
Se eu tivesse uma filha ou neta agindo como eu agia – ainda mais hoje com toda essa tecnologia maravilhosa disponível – eu não seria tolerante e compreensiva como minha mãe e avó foram comigo. Iria tocar o terror para que minha filha não se prejudicasse por imaturidade. Quando penso nisso lembro do esforço tremendo que ambas faziam para não machucar os meus sentimentos e para aceitar a minha arrogância do ‘não vou usar porque não quero‘. Nossasenhoradoaparelhoauditivo, não sei mesmo como elas me aguentaram.
Esse post parece agressivo? Pode ser, mas a realidade não é suave; a realidade além de ser agressiva também nos obriga a lidar com as consequências dos nossos atos. Virar as costas para os fatos óbvios e se trancar no quarto enquanto curte uma fossa não vai resolver nada. Buscar reabilitação auditiva vai te ajudar de modo imenso! Posso falar porque tenho experiência, né! Imaginem como me sinto sendo aquela que sempre ouviu super mal ou não ouvia nada e hoje, aos 33 anos, passou a ouvir muito bem, obrigada. É surreal!
Qual a minha intenção? Fazer com que cada pessoa que leia esse post, e que tem na família alguém que se recusa a lidar com a surdez, tenha a sabedoria necessária para pegar a mesma de jeito e dizer: “Vem cá, vamos conversar. O certo é enfrentar os problemas, não se esconder deles!” Gente, é tão simples. Quando estamos falando de alguém que pode colocar um AASI e ouvir mais e melhor, ganhar independência e ajudar a família e a si mesmo, cadê o mistério?
Os idosos são osso duro de roer pois são de uma geração que aprendeu que a surdez é ‘algo normal da idade‘. Só que não! Normal é ouvir, participar das conversas, zelar pela própria segurança, não ser passado para trás, ir ao cinema, viajar. Disse para a minha vó: ‘se você aceitar a perda auditiva sem fazer nada, sua audição vai embora e sua cabeça vai junto‘. Onde é que está escrito que os idosos devem se resignar com a perda auditiva? Na verdade acho assustador chegar à velhice sem ouvir pois é a época em que estaremos mais frágeis e sozinhos. Tenho grande admiração pelas pessoas de 80 e 90 anos que partem para o implante coclear porque querem ouvir, querem fazer parte do mundo e da vida como sempre fizeram. Se não tivéssemos recursos ainda vá lá, mas hoje a tecnologia ajuda a grande maioria dos casos de surdez.
Surdo e teimoso? Pare, por favor. Faça esse bem a si e aos que te amam. 

http://cronicasdasurdez.com/surdo-e-teimoso-pare-por-favor/

http://diariodosurdo.com.br/2015/06/a-brasileira-surda-que-vive-um-conto-de-fadas/

Brenda Costa superou a deficiência, é modelo e encontrou o grande amor da sua vida: o herdeiro de uma das maiores fortunas do mundo e que também não escuta

A brasileira surda que vive um conto de fadas
A brasileira surda que vive um conto de fadas

A brasileira surda que vive um conto de fadas


A carioca Brenda Costa, 31 anos, nasceu surda, porém, nunca gostou de se comunicar pela linguagem dos sinais. Aprendeu a falar (coisa rara para quem não ouve), virou expert em leitura labial (em várias línguas!) e ganhou o mundo como modelo – até fotografou com Mario Testino. Mas também sofreu preconceito e foi humilhada por sua condição física.
Há nove anos conheceu seu príncipe, Karim Al-Fayed, surdo como ela e herdeiro de uma das maiores fortunas do planeta. Eles têm uma filhinha perfeita. Sim, é exatamente o que parece: um conto de fadas com final feliz! Aqui, ela conta um pouquinho desta fábula moderna.
Sou carioca, filha única e surda de nascença – fato que nunca, gosto sempre de frisar, me impediu de realizar tudo o que quis na vida: desde me comunicar no dia a dia até trabalhar, pagar minhas contas, morar fora (em Nova York, Paris e Londres, onde resido hoje), namorar, casar e criar uma filha linda. Sou uma das poucas surdas que conheço que fala. É que o fato de não ouvir dificulta muito o processo de falar. Consigo me fazer entender, ainda que não articule os sons com perfeição, e isso foi fundamental para que eu realizasse tudo o que realizei. O fato de nunca ter estudado em escola especial ajudou bastante. Desde novinha tive de me esforçar muito para entender os amigos na escola, os professores… A vida toda conciliei rotina escolar com sessões de terapia e fonoaudiologia. Também estudei leitura labial e hoje, além do português, entendo francês, italiano e inglês.
Brenda Costa  (Foto: Alexis Chabala)
Príncipe
Tive muitos golpes de sorte na vida… Um dos maiores, melhores e que mais rendeu frutos foi conhecer num trabalho o amor da minha vida, com quem esotu há nove anos: o Karim (Al-Fayed, egípcio, filho do bilionário Mohamed Al-Fayed e irmão de Dodi, namorado da princesa Diana que morreu com ela no acidente de 1997). Antes dele tive namorados, claro, mas nunca com uma conexão assim! O Karim é fotógrafo e me conheceu numa campanha. Ele ficou louco atrás do meu telefone e, como a agência fez jogo duro, me escalou pra outra campanha, da Harrods, para poder me encontrar. O resto você pode imaginar… me apaixonei – e a recíproca foi verdadeira! Ah, faltou mencionar que o Karim também é deficiente auditivo. Ao contrário de mim, ele não nasceu assim – sua surdez é resultado da meningite que teve quando criança. Claro que essa coincidência terminou nos unindo. Nós dois conhecemos bem a linguagem dos sinais, mas não gostamos de usar. Sabemos e preferimos ler lábios em diferentes idiomas e temos a habilidade de falar – coisa que ele aprendeu também depois de muitas sessões de fono.
O Karim é um homem importante e sinto o maior orgulho disso, embora para mim ele seja “só” pai da nossa Antônia, hoje com 5 anos, e meu marido – um homem encantador, superprotetor, carinhoso e gentil. Se eu puder citar uma parte chata dessa história toda é que, às vezes, preciso bloquear minha agenda como modelo para poder aomcpanhá-lo nos compromissos (Karim atua como fotógrafo, é diretor de fotografia de cinema e, bem, herdeiro de uma das maiores fortunas do planeta). É assim quando se é mulher de alguém tão ocupado, fazer o quê? Isso me machuca um pouco, porque eu amo ser modelo, adoro trabalhar… Mas não se pode ter tudo, né?

Brenda Costa; Karim Al Fayed (Foto: Getty Images)
Minha mãe, minha filha, minha voz

Para falar a verdade, sinto que tenho quase tudo. Antônia veio coroar lindamente minha história de superação. Nunca temi que ela tivesse deficiência auditiva. Graças a Deus, minha filha escuta bem e nos entende perfeitamente. Como explicar isso? Parace que desde bebê ela sabe que não escutamos… Quando queria chamar nossa atenção, intuitivamente nos tocava, em vez de emitir sons, como fazem as crianças. Hoje, nos avisa quando a campainha ou o telefone da casa estão tocando. Antônia não conhece a língua dos sinais, mas fala inglês e português e gesticula muito bem. Nossa comunicação – minha, dela e do Karim – se dá por uma linguagem corporal única, que fomos criando naturalmente.
Tento fazer tudo o que posso pela minha filha: dou banho, levo e busco na escola, brinco, faço o dever de casa… Quero ser para ela o que minha mãe foi pra mim. Minha mãe sempre foi minha voz, um pedaço meu. Quando viajo a trabalho, fico doida querendo entrar no Skype pra ver a Antônia, para mostrar o que estou fazendo. Amo quando ela fica imitando minhas poses de modelo!
E o dinheiro?
Hoje, aos 31 anos, não sinto mais dificuldades ou preconceito por ser surda. Superei minhas inseguranças e me acostumei a viver dentro das minhas limitações. Vez ou outra me dizem que é fácil sentir essa aceitação toda porque tenho dinheiro. Bem, de fato o dinheiro é uma ferramenta para deixar a vida mais confortável e me ajudou muito a melhorar a minha comunicação. Afinal, fiz todos os tratamentos possíveis para poder falar e, em 2066, coloquei um implante coclear, uma cirurgia caríssima que proporciona uma leve sensação auditiva – como esquecer o som do vento, a primeira coisa que ouvi? Ou a primeira vez que minha mãe disse o meu nome?
Mas com ou sem dinheiro, uma coisa eu aprendi nesta vida: a gente precisa passar por cima das barreiras e lutar pelo que quer. Pode parecer bobo e óbvio, porém minha história prova que é possível. Mais: que vale a pena. Quero um dia trabalhar em uma ONG brasileira e fazer campanhas para mostrar que os deficientes auditivos podem vencer, ter sucesso em suas profissões, se superarem também no âmbito pessoal. Quero ver alguém dizer não.

 http://diariodosurdo.com.br/2015/06/a-brasileira-surda-que-vive-um-conto-de-fadas/

Libras Verbos de transição 20 frases

120 Frases Para Aprender Libras

Educação inclusiva para surdos avança no Paraná

Educação inclusiva para surdos avança no Paraná

Atualmente, 981 crianças com deficiência auditiva participam normalmente das aulas na rede pública do Estado

Mesmo que de forma lenta, a educação inclusiva para surdos, um direito garantido na Constituição Federal pela lei 7.853 de 1989, tem avançado ao longo dos últimos anos no Paraná. Segundo dados do Departamento de Educação Especial e Inclusão Educacional (DEEIN), vinculado Secretaria de Educação, o Paraná conta hoje com 981 crianças surdas frequentando as classes comuns do ensino regular (contando a rede estadual e a edução de jovens e adultos), um crescimento de 171% em oito anos.
Isso prova que crianças e adolescentes com necessidades especiais têm conquistado seus direitos, embora a falta de preparo dos professores e a dificuldade que o Estado encontra na hora de contratar intérpretes ainda dificultem a inclusão plena.
A política de inclusão das crianças com deficiências em escolas de ensino regular tem evoluído ao longo da última década em todo o Brasil, especialmente a partir de 2008, com a elaboração da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva pelo Ministério da Educação (MEC).
Naquele ano, dos 66.511 alunos matriculados, 40.389 (60,7%) estavam em escolas regulares, enquanto 26.122 (39,3%) frequentavam escolas especiais. Em 2010, o número total de matriculados já havia crescido 6%, chegando a 70.823, com 52.500 (74,1%%) surdos em escolas regulares e 18.323 (25,9%) em escolas especiais.
Segundo educadores do mundo todo, a inclusão só existe, de fato, quando há a mistura, a convivência entre ouvintes e surdos (ou portadores de outras deficiências) no mesmo ambiente.
“Educação inclusiva é dar acessibilidade na educação para um aluno que tem deficiência. No caso do surdo, vai ter o acesso ao currículo, ao conteúdo formal, na língua materna dele, que é a Libras”, explica Fabiana Ceschin Ribas, da área de surdez do DEEIN. Segundo ela, a educação inclusiva deve enfatizar a diversidade mais que a semelhança, assumindo que a vivência e a aprendizagem em grupos é a melhor forma de beneficiar a todos.
“No final das contas, quem ganha mais são os ouvintes, porque a gente aprende com a diferença do outro. As vezes achamos que temos algum limite, mas quando conhecemos o sujeito que tem uma deficiência sensorial e consegue dar conta, consegue vencer, o ouvinte acaba tendo um ganho. É como se fosse uma inspiração”, aponta Fabiana.
No Paraná, existem 250 instituições inclusivas que atendem surdos, espalhadas por 140 dos 399 municípios do estado. Uma das referências é o Instituto de Educação Erasmo Pilotto, localizado na região central de Curitiba. A instituição oferece ensino em tempo integral (das 8h30 às 18h), com 14 disciplinas no currículo e aula com acompanhamento de intérprete todos os dias para crianças a partir de 10 anos de idade até o terceiro ano do ensino médio.
Segundo o diretor-auxiliar do Instituto Erasmo Pilotto, Lourival de Araujo Filho, o estado hoje se coloca numa posição mais cumpridora dos deveres no que diz respeito aos surdos. “Hoje temos pessoas que trabalham diretamente com quem precisa dessa educação especial e os professores têm compreendido que não podem estar alheio às pessoas com necessidades e têm procurado se especializar”, diz.
“Mas ainda temos muito a caminhar, muito por fazer, embora o Brasil seja um país que está na frente dos outros. Em nossa escola mesmo, por exemplo, não temos como atender deficientes físicos, porque são s escadas, não temos rampas. Quando falamos em sociedade inclusiva estamos em um processo, mas o objetivo ainda est longe do alcançado.”
Surdos e ouvintes são iguais
Para que se garanta a inclusão, é necessário também garantir que haverá comunicação. Para tanto, é preciso que tanto alunos ouvintes quanto estudantes surdos tenham conhecimentos sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a própria Língua Portuguesa, a fim de formar uma sociedade que consiga ser, de fato, inclusiva.
Em Curitiba, o Instituto Erasmo Pilotto é uma das instituições de ensino que melhor consegue atender essa diversidade. “Aqui, alunos surdos e ouvintes frequentam os mesmos espaços e convivem perfeitamente. Da mesma forma que os alunos surdos aprendem língua portuguesa, os ouvintes aprendem Libras. E isso é interessante, porque eles (ouvintes) gostam e isso gera comunicação dentro da escola. A gente não exclui. Se queremos uma sociedade igualitária, temos que pensar em todas as pessoas”, diz Lourival.
Mas não é apenas nas escolas que se faz inclusão. E um exemplo é Jacarezinho, no Norte do Paraná, onde policiais civis da 12ª Subdivisão Policial (SDP) estão fazendo curso básico da Língua Brasileira de Sinais. Está será a primeira delegacia do Brasil a ter policiais com capacitação em libras.
Segundo o investigador Adjairo José Flavio de Carvalho, pioneiro no curso de Libras, a ideia de levar as aulas aos colegas veio após uma dificuldade no trabalho. “Passei por uma situação em que atendi uma pessoa com deficiência auditiva e vi a necessidade de ter este conhecimento. Foi então que comecei a fazer o curso no Instituto Federal de Jacarezinho e apresentei a proposta ao delegado”, conta. Ideia que foi totalmente apoiada pelo delegado-titular da 12ª SDB, Marcos Fernando da Silva Fontes. “Com a realização deste curso, nossos policiais poderão atender de melhor forma, realizando as demandas da polícia judiciária”, aponta Fontes.
Em todo o Paraná, existem 31 núcleos de intérpretes mantidos pela Secretaria Estadual de Educação, que tem aumentado os investimentos ao longo dos últimos anos.

 http://diariodosurdo.com.br/2015/06/educacao-inclusiva-para-surdos-avanca-no-parana/

Brasileiro de Handebol inova na interação entre árbitro e atletas surdos

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Sinalizações são feitas por meio de bandeira idêntica a usada por assistentes de futebol. Técnico da seleção mineira cria 19 gestos para facilitar marcações

Como sinalizar que o jogador com deficiência auditiva tirou de forma incorreta a bola do adversário? Ou que a entrada e saída da quadra foi feita de forma irregular? E as faltas cometidas pelos jogadores na área de gol? O técnico de Uberlândia e da seleção mineira, Rafael Tim, encontrou as respostas para essas perguntas e as colocou em prática durante a primeira edição do Campeonato Brasileiro de Handebol para surdos, realizada na cidade mineira nesse fim de semana. Rafael criou 19 gestos para otimizar o esporte e facilitar as marcações.  A cada apito, a arbitragem foi instruída a orientar os atletas com uma bandeira. O novo instrumento é idêntico ao utilizado pelos auxiliares no jogo de futebol.
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Rafael utiliza uma bandeira para comunicar com jogadores (Foto: Gullit Castro)
– A gente fez uma adaptação para a modalidade. Antes, usávamos o apito, por conta dos torcedores que acompanham os jogos, e gesticulávamos para que os atletas entendessem que a partida foi interrompida. No futsal (para surdos) a gente viu o uso da bandeira. Considero que é uma medida essencial para o atleta surdo, isso chama mais atenção e todos verão o que o árbitro está sinalizando – contou Rafael.
Campeão Mineiro pela equipe de Uberlândia, o atleta Gabriel Gonçalves disputou o estadual sem o uso da bandeira. No Brasileiro, ele entende que o desempenho poder ser ainda melhor e que a nova maneira de comunicação facilita o jogo.
– Os surdos podem ter esporte e isso ainda pode ser ampliado. Se não tem a bandeira, como que vamos fazer, a gente não ouve. Utilizando a bandeira, facilita a nossa partida. O canal principal nosso do jogo é a visão, e isso ajuda a entender melhor o jogo  – disse o jogador por meio de uma intérprete.
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A treinadora Maisa é intérprete da seleção mineira masculina (Foto: Gullit Castro)
Embora as regras sejam as mesmas, o handebol para surdos tem algumas características próprias. Além da nova comunicação entre juízes e jogadores, o papel do intérprete é fundamental, pois boa parte das pessoas que está nas arquibancadas ou até integrantes das comissões técnicas não tem fluência em língua de sinais.
Maisa Sena treina o time feminino de Uberlândia, a seleção de Minas Gerais e a seleção brasileira. Ela é o braço direito do técnico Rafael Tim, que não é fluente em libras.
– A gente acaba facilitando o trabalho do treinador, por isso tem essa importância, tanto nos treinos quanto nos jogos. Ajudo na hora de passar as informações no meio da quadra, no pedido de tempo, porque não podemos gritar. O Tim tem muita experiência no esporte, e juntando à comunicação tem dado certo – explicou.
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Mateus Zardo é um dos técnicos que utilizaram a nova forma de comunicação (Foto: Gullit Castro)
Quem passou por um processo de treinamento para o Campeonato Brasileiro em Uberlândia foram os árbitros. São 19 gestos que facilitam os atletas a entenderem a marcação e identificar a hora de parar e recomeçar o jogo.
– A regra é a mesma. Só que agora tem inclusão da bandeira, que nos permite interferir na partida de maneira mais assídua e deixar os atletas mais  informados. Fizemos um treinamento para o posicionamento da bandeira, para que os atletas possam identificar a interrupção. Fizemos um treinamento de como me organizar para levar a partida da melhor maneira possível – afirmou o juiz Mateus Zardo.
A etapa brasileira de handebol teve duas equipes femininas, Minas Gerais e Distrito Federal, e seis clubes masculinos, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Distrito, Rio Grande do Sul e Paraná. Os jogos começaram nesse sábado e serão encerrados na manhã deste domingo.

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http://www.surdosol.com.br/brasileiro-de-handebol-inova-na-interacao-entre-arbitro-e-atletas-surdos/

Trabalhos acadêmicos são transformados em obras de artes

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Estudante surdo realizou projeto em Libras

Todo aluno concluinte do curso de Artes Visuais (Bacharelado) da Unesc precisa realizar um Trabalho de Conclusão de Curso  (TCC) que resulte em uma produção escrita e artística. São dezenas de trabalhos acadêmicos que se transformam em obras de artes, apresentadas à sociedade. E, para o estudanteDiego Rabelo Alves, superar mais essa etapa foi libertador. “Libertaram meu corpo e minha voz de grades”, ressalta o aluno, por meio da Língua Brasileira Sinais (Libras‎), com qual se comunica, pois possui deficiência auditiva.
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 “Sempre vi no desenho uma maneira de estreitar a relação entre professor e aluno”, relata o estudante. Nesta terça ele apresentou seu TCC, intitulado Espelho Surdo: o corpo do artista como forma de expressão. A apresentação foi em Libras, com o auxílio de um interprete e vídeo. No trabalho ele propõe um entendimento entre a surdez e a arte. “O espelho mudo reflete o meu ser”, expressa.
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Coletiva – Além de Diego, mais de vinte estudantes de Artes Visuais estão apresentando seus TCCs, sendo que as obras ficam expostas em uma coletiva na Acic, até 3 de julho. Tanto a mostra Coletiva dos Trabalhos de Conclusão de Curso – Artes Visuais Bacharelado – 2015/1, quanto as defesas são abertas ao público em geral.
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 Segundo o coordenador do curso de Artes Visuais, Marcelo Feldhaus, a pesquisa em arte norteia a exposição, trazendo a público o processo de criação das obras, sempre com um sentido crítico de pesquisas artísticas que abordam as relações e o contexto.

 http://www.surdosol.com.br/trabalhos-academicos-sao-transformados-em-obras-de-artes/

MPF/ES recomenda a Ufes que disponibilize intérprete em libras

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Alunos com deficiência auditiva do Mestrado em Educação estão sendo prejudicados pela falta de profissionais nas aulas

O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES) enviou recomendação ao reitor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) para que seja designado pelo menos mais um intérprete em libras para atuar no curso de Mestrado em Educação. A carga horária deverá ser de 8h diárias, de modo que seja sempre assegurada a participação de dois intérpretes nas aulas.
Quando iniciaram o curso, no primeiro semestre de 2014, os alunos com deficiência auditiva eram assistidos por dois intérpretes do programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE). Mas, durante aquele ano, um dos profissionais foi afastado para realização de mestrado e seu posto não foi substituído. Com isso, os alunos com deficiência auditiva estão tendo dificuldades em acompanhar as aulas.
A situação, inclusive, só piorou desde a retomada das aulas em 2015. Segundo relato dos estudantes, o único intérprete disponibilizado pelo PPGE não está comparecendo com assiduidade às aulas – durante março e maio, por exemplo, ele só teria aparecido em duas oportunidades.
Procedimento – Tramita no MPF/ES um procedimento que acompanha a disponibilização de quantitativo suficiente de intérpretes em libras para garantir a assistência adequada aos estudantes deficientes auditivos do Mestrado em Educação da Ufes. Em um primeiro momento, existiu um trâmite administrativo interno na Universidade, em que se tentou, sem sucesso, uma solução definitiva para o problema.
Mas como não se chegou a alguma solução, e como o quadro de servidores da Ufes é integrado por alguns intérpretes, o MPF/ES entende que é possível que, mediante determinação da administração, ocorra a alocação adequada desses profissionais, para que os alunos não sejam ainda mais prejudicados.
A recomendação, assinada no dia 11 de junho, é de autoria da procuradora regional dos Direitos do Cidadão, Elisandra de Oliveira Olímpio. Foi dado prazo de 20 dias para que a Ufes envie documentos comprobatórios do cumprimento das providências recomendadas. O descumprimento ou retardamento indevido das medidas contidas na recomendação poderá ocasionar a responsabilização dos responsáveis na Lei de Improbidade Administrativa.

 http://www.surdosol.com.br/mpfes-recomenda-a-ufes-que-disponibilize-interprete-em-libras/

Brasília contrata primeira deficiente auditiva a praticar vôlei profissionalmente

A central Natália perdeu 70% da audição, mas consegue acompanhar os treinos

É preciso esforço para reparar que entre as novas contratações do Brasília Vôlei está a primeira atleta surda da modalidade a atuar profissionalmente no Brasil. Nos treinos na quadra de areia do Sesi Taguatinga, a central Natália Martins, 30 anos, age naturalmente: responde aos comandos do técnico Manu, brinca e solta risada com as colegas. Não fosse o aparelho na orelha direita, seria difícil saber que ela tem uma perda de 70% de audição.

23/06/2015. Crédito: Felipe Costa/Ponto Marketing Esportivo. Brasil. Brasília - DF. Natália Martins, jogadora do Brasília Vôlei em treino na quadra de areia do Sesi Taguatinga.
Natália: “Me perguntam como falar comigo, eu digo para irem falando. Deixa que eu me acho”

Conhecida na Superliga Feminina, na qual atua desde 2007, a jogadora considera a adaptação mais fácil a cada nova equipe que defende. “São poucas as jogadoras que não conheço. Quando elas me perguntam como falar comigo, eu digo para irem falando. Pode deixar que eu me acho”, diz, confiante.
A central Roberta, uma das remanescentes do elenco do Brasília Vôlei da última temporada, foi madrinha de casamento de Nati — elas se conheceram no Sesi-SP em 2011. Já a relação com o técnico Manu, que chegou ao time brasiliense há pouco, é bem mais antiga. Tanto que a data de quando trabalharam juntos, no Minas, está meio confusa na memória dos dois: “Foi em 2006 ou 2007, por aí”, arriscam.
Após participar com moral da estreia de Nati na elite do vôlei, pois o Minas acabou na terceira colocação, Manu terá toda uma temporada para matar as saudades, agora em solo candango. Para ajudar a atleta com uma possível leitura labial, o treinador procura falar de frente para Nati. “Apesar de não saber se comigo isso ajuda muito, já tenho a dicção péssima”, lamenta Manu, em tom de descontração.
A verdade é que tanto dentro quanto fora de quadra, o tratamento pouco se altera. “Pra mim, a Nati é igual às outras. Ela corresponde às expectativas, e a trato normalmente. Às vezes, até esqueço o problema auditivo”, emenda o comandante.
Como a própria jogadora descreve, ela tem uma “percepção bem rápida” do que é dito ao redor dela. “Adquiri isso na prática. Fico ligada nos gestos de todo mundo, com a atenção redobrada. Tem vez que as pessoas nem estão me chamando, mas eu já olho”, explica.
Carta para Bernardinho
A mãe de Natália Martins constatou o problema auditivo da filha quando ela tinha 4 anos. A música muito alta foi o principal indicativo. “No começo, eu sentia vergonha, porque tinha o cabelo muito curtinho e ficava de lado para tentar esconder o aparelho”, lembra Nati. Mas a baixa autoestima durou pouco. “Um ou outro fazia piadinha na escola, mas isso só me fez crescer”, ressalta, emendando que as pessoas com a intenção de ajudar acabaram sendo maioria na vida dela.
Uma dessas pessoas foi o técnico Bernardo Rezende, à frente da Seleção masculina desde 2001. Aos 12 anos, Nati já havia mudado da ginástica artística para o vôlei, por indicação da treinadora, já que era uma criança muito alta. Ao encontrar uma página de Bernardinho na internet, a jogadora de Lorena (SP) não pensou duas vezes em tentar contato com o ídolo. O meio foi um texto on-line. “No fim, perguntei se, sendo assim como sou, um dia eu chegaria a ser como ele, campeão de tudo”, conta.
A primeira resposta do treinador, dada pela internet mesmo, foi que, se ela tivesse garra e determinação, um dia chegaria lá. Já a segunda, ao saber da tal cartinha, foi pessoalmente, por ter sido chamada para defender o Brasil. “Quando soube que eu cheguei à Seleção, o Bernardo correu e me deu um abraço.” O cumprimento, cheio de emoção, se repete nos jogos em que se encontram, por enquanto, apenas como adversários. E, mesmo ao saber de Bernardinho sobre a intenção de um dia trabalhar com ela, Nati não perde a oportunidade de fazer graça. “Para você gritar comigo? Eu não”, brinca.

http://www.surdosol.com.br/brasilia-contrata-primeira-deficiente-auditiva-a-praticar-volei-profissionalmente/

Curso de Extensão em Língua Brasileira de Sinais oferece bolsas de estudo - VIÇOSA / MG

Minas Gerais – Inscrição encerra até 2 de julho.

O Curso de Extensão em Língua Brasileira de Sinais (Celib) oferecerá, para o segundo semestre de 2015, bolsas de estudo integrais ou parciais para pessoas carentes. Os interessados devem se inscrever pessoalmente, até 2 de julho, na secretária do Celib – localizada na casa nº 12 da Vila Giannetti –, de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h.
Para se inscrever, será necessário apresentar os seguintes documentos:
Para pessoas moradoras de alojamentos da UFV
1. Declaração (expedida pela Pró-reitoria de Assuntos Comunitários) de que pertence ao quadro de alunos carentes da UFV
2. Histórico Escolar (documento do Sapiens) com bom coeficiente de rendimento
3. Carta ou solicitação justificando a necessidade de bolsa
Para demais pessoas, da comunidade em geral
1. Cópias de comprovantes de renda do candidato e das pessoas que moram na mesma casa, assim como cópias de comprovantes de pagamento de aluguel, água, luz e telefone referentes ao mês de maio de 2014;
2. Histórico Escolar (documento do Sapiens) com bom coeficiente de rendimento, se for aluno da UFV
3. Carta ou solicitação justificando a necessidade de bolsa
Mais informações podem ser obtidas no site do Celib, pelo e-mail celib.ufv@gmail.com ou pelo telefone 3899-1931.

http://www.surdosol.com.br/curso-de-extensao-em-lingua-brasileira-de-sinais-oferece-bolsas-de-estudo/

Hino Nacional Brasileiro em LIBRAS

Curso de Libras forma turma e anuncia novidades na Unimar


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 Qualquer cidadão poderá participar e aprender Libras. Basta ter disponibilidade de frequentar semanalmente às aulas que serão ministradas às segundas (Turma C) e terças-feiras (Turma D) às 19h23 no Bloco 11 da Universidade, com início em 10 e 11 de agosto.

A Universidade de Marília (Unimar) segue batalhando e desenvolvendo ações com o objetivo de propagar o ensino da Língua Brasileira de Sinais em cumprimento a Lei de Acessibilidade.
Nesta semana, cerca de cem pessoas completaram o curso básico de Libras oferecido gratuitamente pela Instituição à colaboradores e à comunidade da cidade e região. Para o segundo semestre, além do primeiro nível do curso, a Universidade irá oferecer ensinamento avançado aos formados.
De acordo com a coordenadora curso, a docente Célia Pavarini, as atividades já atingem e capacitam pessoas de diversos segmentos. “Há algum tempo nossos alunos e colaboradores possuem acesso ao ensino da Língua, porém em 2015 a Universidade inovou e passou a oferecer gratuitamente a formação a pessoas da comunidade”, explica.
Nesta semana, além da formatura das turmas C e D de colaboradores, foi realizada a entrega de certificado para pessoas da sociedade que formaram as turmas A e B.
“Todas as aulas são demonstrativas principalmente porque Libras é uma língua gestual, com estrutura gramatical própria e independente da Língua Portuguesa. Sua dinâmica acontece na interação entre professor e alunos e entre os próprios estudantes. O nosso objetivo é que cada vez mais marilienses tenham capacidade de comunicação com os surdos, principalmente para incluí-lo em todas as camadas sociais, vencendo qualquer barreira”, comenta.
Para a Pró-Reitora de Ação Comunitária, Fernanda Mesquita Serva, é de suma importancia que a Universidade de Marília faça parte do processo de preparação da sociedade e inclusão do surdo. Na Instituição já são aproximadamente 100 colaboradores capacitados.
“Estamos desenvolvendo o processo por etapas preparando os alunos, colaboradores e agora a comunidade. Os resultados são muito gratificantes e queremos que o acesso seja ainda maior”, acrescenta.
A colaboradora da Universidade Ângela Luciano da Silva Oliveira participou de uma das primeiras turmas de Libras e já viveu situações interessantes depois disso.
“Nas aulas fomos orientados a ter atitude e em uma ocasião, quando avistei duas pessoas conversando por sinais, me apresentei e fui compreendidas por eles. Esta experiência foi gratificante e hoje eu sei como valeu a pena participar do curso”, conclui.
Qualquer cidadão poderá participar e aprender Libras. Basta ter disponibilidade de frequentar semanalmente às aulas que serão ministradas às segundas (Turma C) e terças-feiras (Turma D) às 19h23 no Bloco 11 da Universidade, com início em 10 e 11 de agosto.
As inscrições devem ser feitas até o dia 7 do mesmo mês através do email extensão@unimar.br contendo, além dos dados pessoais, a dia de preferência.

 http://www.surdosol.com.br/curso-de-libras-forma-turma-e-anuncia-novidades-na-unimar/

CODA Vídeo Poema

Fórum Permanente de Educação, Linguagem e Surdez debate formação de intérpretes

No dia 30 de junho, terça-feira, o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) dará continuidade à programação 2015 do Fórum Permanente de Educação, Linguagem e Surdez, aberto ao público. No encontro deste mês, Isaac Gomes (INES), Monica Duarte (INES) e Deise Cristina Pinto (UFRJ) vão debater o tema “Formação do intérprete: interpretação e tradução como desafios”, a partir das 10h.
O INES realiza mensalmente, todos os anos, o Fórum Permanente de Educação, Linguagem e Surdez, com o objetivo de reunir especialistas, educadores, técnicos, pessoas surdas e seus familiares para refletirem e discutirem sobre assuntos relacionados à área. Entre os convidados, estão professores do próprio INES e de outros institutos e universidades.
O fórum acontece no auditório do Colégio de Aplicação do INES (2º andar), das 10h às 12h30, sempre numa terça-feira a cada mês. Para participar, basta fazer a inscrição pessoalmente no dia do evento, meia hora antes do início. Para mais informações, entre em contato com a Divisão de Estudos e Pesquisas (Diesp) pelo telefone (21) 2205-0224 ou pelo e-mail diesp@ines.gov.br.
Confira a programação completa de 2015 abaixo.


 http://www.ines.gov.br/index.php/forum-permanente-de-educacao-linguagem-e-surdez-debate-formacao-de-interpretes

CURSO DE LIBRAS EM JAÚ / SP- Associação dos Surdos de Jaú - ASJA.

Curso de Libras- Associação de Surdos de Jaú está oferecendo curso de Libras para a comunidade em geral. A Libras, Língua Brasileira de Sinais, assim como inglês ou espanhol, é uma língua e possui sua estrutura diferente da Língua Portuguesa. Os interessados devem comparecer na ASJA no sábado dia 27/06 e 04 de Julho das14h às 16h30 para realizar a inscrição. Para receber mais informações sobre o curso acesse www.asja.com.br

1º Surdolimpíada Brasileiro

Quando:
19 de junho de 2015 – 26 de junho de 2015 dia inteiro
Onde:
Praia Grande – São Paulo
Praia Grande - SP
Brasil
Contato:
CBDS
 
 
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Divulguem e procurem sua Federação para maiores informações.

 http://www.surdosol.com.br/event/1o-surdolimpiada-brasileiro/

Aplicativo criado por brasileiros permite que surdos sintam a música

Aplicativo criado por brasileiros permite que surdos sintam a música

Você sabia que surdos também podem curtir uma música? A música vai muito além da audição e quem não pode ouvir consegue pelo menos senti-la através das vibrações. Pensando nisso, um grupo de amigos brasileiros criou um aplicativo que proporciona uma experiência nova para essas pessoas. Conheça!

 http://diariodosurdo.com.br/2015/06/aplicativo-criado-por-brasileiros-permite-que-surdos-sintam-a-musica/

Deficientes auditivos têm direito à isenção de IPI na compra de veículos, diz PGR


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Legislação sobre o tema fere princípio da isonomia ao conceder o benefício fiscal apenas para pessoas com deficiência física, visual, mental ou autistas

A isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de automóveis deve ser estendida aos deficientes auditivos. Esse é o entendimento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao questionar o inciso IV do artigo 1º da Lei 8.989/1995. A norma, ao especificar o rol de pessoas contempladas pelo benefício fiscal – pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda ou autistas, diretamente ou por intermédio de seu representante legal -, não incluiu as pessoas com deficiência auditiva.
Para Janot, não há razão para a discriminação. Segundo ele, a exclusão configura omissão parcial inconstitucional e afronta os princípios da dignidade da pessoa humana e da isonomia (artigos 1º, inciso III, e 5º, caput). Por essa razão, ajuizou a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão Parcial (ADO 30), ratificada em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 16 de junho.
De acordo com a ação, “apesar do esforço da Lei Federal 8.989/95 em garantir a isonomia material entre as pessoas com deficiência e as pessoas sem deficiência, a ausência dos deficientes auditivos no corpo da norma estabeleceu distinção desarrazoada entre pessoas que sem encontram na mesma situação”.
O procurador-geral destaca que, pela sua condição humana, as pessoas possuem igual dignidade, mesmo que existam diferenças físicas, intelectuais e psicológicas, devendo ter os seus interesses igualmente considerados, independentemente de suas capacidades e características individuais. Para ele, a efetivação dessa política fiscal revela o reconhecimento de algumas dificuldades que as pessoas com deficiência física têm para a vida em sociedade, em especial, quanto à mobilidade e acesso aos espaços públicos, e da necessidade de inclusão social dessa parcela da sociedade.
Para Rodrigo Janot, uma vez que o Estado tenha assegurado o cumprimento do princípio da proteção às pessoas com deficiência, “não há razão para que dentro desse grupo contemplado por tais ações afirmativas haja discriminação, favorecendo-se determinadas pessoas em detrimento de outras”.
Prazo – A ação também pede que seja estipulado prazo razoável para o Congresso Nacional editar norma para suprir a exclusão dos deficientes auditivos do rol do inciso IV do artigo 1º da lei 8.989/95.
Em sua manifestação, a Advocacia-Geral da União questionou, em preliminar, a possibilidade jurídica dos pedidos. Para o órgão, de acordo com a jurisprudência do STF, ao Poder Judiciário não caberia impor prazo obrigatório aos demais poderes para edição de ato normativo, ou por ato próprio suprir omissões do legislador. A AGU sustenta que essas providências resultariam em ofensa ao princípio da divisão funcional do poder.
De acordo com o parecer da PGR, o próprio STF admitiu configuração de inércia do legislador mesmo quando já tenha atuado ao propor projeto de lei ou dar início à sua tramitação. Janot destaca decisão do STF na ADO 24 que impôs prazo para que a lacuna legislativa fosse sanada.
“Dado o entendimento recente da Suprema Corte brasileira no que se refere às omissões inconstitucionais, é cabível estabelecer prazo razoável para que o Congresso Nacional inaugure ou conclua a deliberação acerca de proposição legislativa. Portanto, os pedidos formulados na inicial não devem ser considerados juridicamente impossíveis”, argumenta o procurador-geral.
Quanto à segunda preliminar, sobre a impossibilidade de o Judiciário, por ato próprio suprir omissão do legislador, a PGR sustenta que o tema confunde-se com o mérito da ação.
O relator da ação no STF é o ministro Dias Toffoli.
Confira a íntegra da ação e do parecer
Fonte: Ministério Público Federal

 http://www.surdosol.com.br/deficientes-auditivos-tem-direito-a-isencao-de-ipi-na-compra-de-veiculos-diz-pgr/

Carlos Gomes apoia a realização de provas adaptadas para surdos em concursos públicos

Encontro aconteceu no gabinete do deputado, em Brasília.
Encontro aconteceu no gabinete do deputado, em Brasília.

A realização de provas adaptadas para surdos em concursos e para exames de ingresso, em Libras.

Brasília (DF) – A realização de provas adaptadas para surdos em concursos e para exames de ingresso, em instituições de ensino públicas e privadas é o objetivo do projeto de lei, que o professor de Língua Brasileira de Sinais (Libras) da Universidade de Brasília (UnB), Messias Ramos Costa, sugeriu que o deputado federal Carlos Gomes (PRB-RS) apresente na Câmara dos Deputados. O encontro entre Costa e o parlamentar republicano, ocorrido na última quarta-feira (24), em Brasília, foi promovido pelo representante da comunidade surda no Rio Grande do Sul, professor Cristian Strack.
“A primeira língua dos surdos é Libras e, em provas como a do Enem, eles são obrigados a realizar o teste em português, que não dominam totalmente. Propomos a aplicação de vídeo-provas para garantir mais acessibilidade nos processos de seleção”, destacou Messias Costa, ao observar que a maioria das vagas para professor de Libras no país, são ocupadas por intérpretes ouvintes.
Carlos Gomes justificou o apoio à reivindicação ao ressaltar que é preciso garantir isonomia, em todos os concursos realizados pela administração pública. “Infelizmente, o Brasil é um país que ignora as características culturais e de comunicação dos surdos. Vamos encaminhar essa solicitação ao Ministério da Educação e exigir uma posição da pasta”, declarou.
Texto e foto: Jorge Fuentes / Ascom – deputado federal Carlos Gomes (PRB)
 http://www.surdosol.com.br/carlos-gomes-apoia-a-realizacao-de-provas-adaptadas-para-surdos-em-concursos-publicos/

Fotolibras oferece visita guiada com audiodescrição de fotografias


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Rio de Janeiro – O projeto pernambucano FOTOLIBRAS oferece visitação guiada com audio-descrição da exposição POR CONTATO, em cartaz pela primeira vez no Museu de Arte do Rio até o 5 de julho. Numa parceria com a equipe do Com Acessibilidade, a visita segue um roteiro criado para visitantes com deficiência visual com audio-descrição das 71 imagens expostas. O roteiro elaborado pela Com Assecibilidade será executado pela audiodescritora Gisele Silgom.
“A proposta é ampliar cada vez mais a apreciação da arte fotográfica para as pessoas com deficiência ou não, além de querer transformar o acesso de espaços como este museu para TODOS os públicos. POR CONTATO vem dialogar com esta quebra de barreiras entre as pessoas com deficiência e a fruição artística”, afirma a produtora executiva da exposição, Gisele Silgom. Para Gisele, transformar a arte e a cultura ao alcance de todos sem exceções é o objetivo principal da exposição. “Estamos trabalhando arduamente para isso, buscando dialogo direto com nosso público, empregando multiplicadores do projeto, tornando cada vez mais fluida a troca entre o fazer artístico e todas as pessoas”, comenta.
A audio-descrição é um recurso de inclusão que inseri o público com deficiência visual no contexto da exposição, por meio da descrição clara e objetiva do conteúdo. É a narração de informações de compreensão visual, como expressões faciais, corporais, do ambiente, figurino, tempo e espaço, além da leitura de créditos e qualquer informação em forma escrita. Ela permite inclusive a captação subjetiva da narrativa, da mesma forma que uma pessoa que enxerga.
As visitas guiadas para a exposição POR CONTATO podem ser agendadas pelo fone (21) 96933.4369 ou pelo e-mail gisele.silgom@gmail.com.
Visitação Aberta: de terça a domingo das 9h às 18h. Entrada gratuita.
Informações: (21) 30312741 ou www.museudeartedorio.org.br

 http://www.surdosol.com.br/fotolibras-oferece-visita-guiada-com-audiodescricao-de-fotografias/

Instituto Mirim encaminha ao mercado de trabalho alunos da Pestalozzi e do Ceada

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Divulgação

Instituto Mirim de Campo Grande (IMCG) investe na formação de pessoas com deficiência auditiva e intelectual para o mercado de trabalho

O Instituto Mirim de Campo Grande (IMCG), com as parcerias da Associação Pestalozzi de Campo Grande e do Ceada (Centro Estadual de Atendimento do Deficiente de Audiocomunicação), investe na formação de pessoas com deficiência auditiva e intelectual para o mercado de trabalho. A parceria é positiva e tem dado bons resultados. Todos os alunos da Pestalozzi que passaram pelo Instituto Mirim estão colocados no mercado de trabalho.
De acordo com o coordenador da unidade Centro, professor Luciandro Higashijima, o Instituto Mirim oferece cursos para os alunos da Pestalozzi e do Ceada, estes últimos que ficam responsáveis pelo encaminhamento deles para o mercado de trabalho. O IMCG disponibiliza, atualmente, 10 vagas para a Pestalozzi.
Além de atender a Pestalozzi e o Ceada, o IMCG abre vagas para as pessoas com deficiência que manifestam interesse em vir a frequentar os cursos ministrados pela Instituição. “Não estabelecemos cota. É por meritocracia mesmo. Se a pessoa tiver condições de obter um bom desempenho, recebe todo apoio do Instituto”, explicou o coordenador.
O coordenador do Programa de Formação para o Trabalhador da Pestalozzi, professor Marcelo Brito, informou que a parceria com o IMCG já dura cerca de 10 anos. Para ele, o sucesso da parceria deve, entre outros motivos, à abertura que o Instituto dá para a troca de experiências com os seus professores. “Um ponto importante está a discussão com a equipe pedagógica do Instituto Mirim no processo de formação da pessoa com deficiência intelectual para o mercado de trabalho”, declarou professor Brito.
Durante encontros realizados no Anfiteatro Leonardo da Vinci, no IMCG, o professor Brito transmite suas experiências e também conhece o trabalho dos professores do Instituto Mirim, os quais têm oportunidade de expor suas dificuldades. Conforme Brito, “com esta troca de experiências, discutimos sempre a parceria para que continue proporcionando resultados positivos”.
Na Pestalozzi, observou Brito, é feita a formação dos alunos com deficiência intelectual dos casos mais graves. Já, no Instituto Mirim, os alunos encaminhados já são alfabetizados e as dificuldades não são tão acentuadas. “Mesmo assim existem alguns desafios no processo de formação”, comentou.

 http://www.surdosol.com.br/instituto-mirim-encaminha-ao-mercado-de-trabalho-alunos-da-pestalozzi-e-do-ceada/

IV CONFERÊNCIA MUNICIPAL DOS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA


Presidente e Diretoria da SSBH apoia os surdos pela luta do direitos na conferência:


terça-feira, 23 de junho de 2015

Semana de Libras ocorre no mês de julho em Caxias do Sul


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 Inscrições para participar do evento são gratuitas
A oitava edição da Semana de Libras ocorrerá entre os dia 6 e 10 de julho, na Universidade de Caxias do Sul (UCS). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site da instituição. O evento é destinado a acadêmicos do Programa de Língua Brasileira de Sinais e demais interessados na área. O objetivo é promover uma reflexão sobre a aprendizagem e a formação nas áreas da docência e da interpretação na Língua Brasileira de Sinais.
Confira a programação:
Segunda-feira, dia 6: às 19 horas, no auditório do Bloco S, abertura oficial com com Hino Nacional interpretado pela Escola Estadual Helen Keller. Logo após, palestra sobre “Aprender é Mudar: um Novo Conceito em Libras”, com Flavia Medeiros Alvaro Machado (UCS), Gabriele Neves (UCS) e Marcos Luchi (UFSC);
Terça-feira, dia 7: às 18h30min, no Bloco M, Sala 205, oficina “Um Olhar Psicológico sobre a Autoestima da Cultura Surda”, com a psicóloga Suzymara Trintinaglia e, às 20 horas, oficina “Libras: Musicalidade e o Corpo”, com João Souza (IFRS);
Quarta-feira, dia 8: às 18h30min, no Bloco M, Sala 205, oficina “Intérprete Educacional”, com Marcos Luchi (UFSC) e, às 20 horas, oficina “International Sign (Sinais Internacionais)”, com Eduardo Mörschbächer (UFSC);
Quinta-feira, dia 9: às 18h30min, no Bloco M, Sala 205, oficina “Os Sinais da Informação – Jornal de Ensino Médio Helen Keller e TVLIBRASHK”, com Grasiele Pavan e aluno Júlio Girelli, da Escola Estadual Helen Keller e, às 20 horas, oficina “História da Escola Estadual Helen Keller”, com Franciele Carmago, da Escola Estadual Helen Keller;
Sexta-feira, dia 10: às 18h30min, no Bloco M, Sala 205, oficina “Conhecendo Libras dos Surdos na Década de 50″, pela Comunidade Surda Caxiense e, às 20 horas, acontece a gincana “Aprender é Mudar”, com os instrutores de Libras Arthur Fedrizzi, Douglas Faggion, Karin Kist, Jaqueline Fetter, Marcelo Bertoluci.

 http://www.surdosol.com.br/semana-de-libras-ocorre-no-mes-de-julho-em-caxias-do-sul/

Com apoio do Governo, MA participa do Encontro de Surdos e Surdas

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O encontro acontece nos dias 25 e 26 de junho, em Goiânia (GO)
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (Sedel), garantiu a representação do Maranhão no I Encontro de Surdos e Surdas, fornecendo transporte para o presidente da Associação dos Surdos do Maranhão (ASMA), Maik Waldemar Araújo Oliveira, participar do evento. O encontro acontece nos dias 25 e 26 de junho, em Goiânia (GO).
“Nosso objetivo durante o evento é mostrar o valor da prática do esporte entre os surdos. Além de conviver com deficientes de outros estados, queremos abrir o diálogo para um novo entendimento sobre o esporte para surdos”, explicou o presidente da ASMA.
De acordo com Maik Araújo, a ASMA tem investido em modalidades como futsal e vôlei, que já são praticados no estado, e planeja a realização de um seminário sobre educação e esporte, para o mês de novembro.“Estamos nos sentimos muito contemplados pelo governo do Estado nessa missão de mostrar aos surdos que eles podem atuar no esporte”, afirmou.
Para o secretário de Estado do Esporte e Lazer do Maranhão, Márcio Jardim, garantir a representação do Maranhão em momentos como o Encontro de Surdos e Surdas é uma ação que fortalece a democratização do esporte no estado. “A inclusão social é uma das diretrizes do governo do Estado e além de apoiar a participação do Maranhão nesse encontro estamos executando ações voltadas para a pessoa com deficiência, a exemplo do ParaJEMs e apoio fornecido durante o Campeonato Nordeste de Goalball, recentemente realizado em São Luís,”disse Jardim.

 http://www.surdosol.com.br/com-apoio-do-governo-ma-participa-do-encontro-de-surdos-e-surdas/

Deficientes auditivos não tem intérprete para fazer prova de CNH

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Detran não possui tradutor credenciado no Oeste Paulista. Segundo advogada recurso é garantido por lei.
Pessoas com deficiência auditiva encontram problemas no momento da realização da prova teórica para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), pois não têm um intérprete para traduzir as questões para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).
A prova teórica é feita de forma eletrônica em uma sala do Departamento de Trânsito (Detran) na unidade do Poupatempo em Presidente Prudente. O Detran afirma que é permitida a entrada de um intérprete ou alguém da família para fazer a tradução, desde que também esteja presente um outro intérprete designado pelo departamento.
O Detran reconhece que não tem um intérprete credenciado no Oeste Paulista, mas que existe a possibilidade de fornecer um profissional para fazer a tradução, mas para que ele esteja presente no momento da prova, o departamento diz que deve ser avisado com antecedência.
O Detran entende que a lei não obriga o órgão a disponibilizar esse profissional, mas segundo a advogada Ana Laura Teixeira Marteli a própria constituição estabelece que todos devem ter os mesmos direitos, e que existem outras regulamentações que determinam a presença do intérprete quando um candidato surdo vai prestar a prova.”Tivemos regulamentação em 2004 trazendo a obrigatoriedade desses profissionais além de concursos públicos para o provimento dessas funções no Detran”, diz a advogada.A advogada entende que o próprio Detran, desde os primeiros testes médicos e psicológicos, já sabe que o aluno precisa de atendimento especial, mas recomenda que a autoescola ou o candidato apresentem com antecipação e por escrito um documento deixando clara a necessidade do intérprete.O assistente administrativo Robert Fonseca é surdo e já fez as aulas teóricas na autoescola, mas reprovou no exame. A falta de compreensão da prova por não ter a presença do intérprete prejudicou o rapaz que sonha em ter sua CNH, pois para ele o português é a segunda língua, a primeira é libras.
“No dia da prova me senti péssimo, angustiado. Cheguei para fazer o exame e a prova era em português, não havia intérprete, pensei que teria esse apoio mas não tive. Isso me frustou muito”, diz ele.
O intérprete Thiago Augusto explica que a falta dessa tradução atrapalha no resultado final do exame para quem tem deficiência auditiva. “Ter uma prova sem interpréte é como se nós fossêmos realizar um teste escrito em alemão”, diz ele.
A estudante Maria Carolina Trombete que também não ouve já reprovou uma vez na prova teórica e se tivesse o apoio do intérprete estaria nas aulas práticas. Ela explica que está preparada pra essa nova fase e que tem o conhecimento necessário para ser aprovada na teoria desde que tudo esteja na língua que ela entende, a libras.

 http://www.surdosol.com.br/deficientes-auditivos-nao-tem-interprete-para-fazer-prova-de-cnh/