RYBENINHA

RYBENINHA
SINAL: BEM -VINDOS

DÊ-ME TUA MÃO QUE TE DIREI QUEM ÉS



“Em minha silenciosa escuridão,
Mais claro que o ofuscante sol,
Está tudo que desejarias ocultar de mim.
Mais que palavras,
Tuas mãos me contam tudo que recusavas dizer.
Frementes de ansiedade ou trêmulas de fúria,
Verdadeira amizade ou mentira,
Tudo se revela ao toque de uma mão:
Quem é estranho,
Quem é amigo...
Tudo vejo em minha silenciosa escuridão.
Dê-me tua mão que te direi quem és."


Natacha (vide documentário Borboletas de Zagorski)


SINAL DE "Libras"

SINAL DE "Libras"
"VOCÊ PRECISA SER PARTICIPANTE DESTE MUNDO ONDE MÃOS FALAM E OLHOS ESCUTAM, ONDE O CORPO DÁ A NOTA E O RÍTMO. É UM MUNDO ESPECIAL PARA PESSOAS ESPECIAIS..."

LIBRAS

LIBRAS
" A Língua de Sinais é, nas mãos de seus mestres, uma linguagem das mais belas e expressivas, para a qual, no contato entre si é como um meio de alcançar de forma fácil e rápida a mente do surdo, nem a natureza nem a arte proporcionaram um substituto satisfatório." J. Schuyler Long

LIBRAS

LIBRAS
"Se o lugar não está pronto para receber todas as pessoas, então o lugar é deficiente" - Thaís Frota

LIBRAS

LIBRAS
Aprender Libras é respirar a vida por outros ângulos, na voz do silêncio, no turbilhão das águas, no brilho do olhar. Aprender Libras é aprender a falar de longe ou tão de perto que apenas o toque resolve todas as aflições do viver, diante de todos os desafios audíveis. Nem tão poético, nem tão fulgaz.... apenas um Ser livre de preconceitos e voluntário da harmonia do bem viver.” Luiz Albérico B. Falcão

PEDAGOGIA SURDA

PEDAGOGIA SURDA
PROFESSOR BILÍNGUE

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS
“ A língua de sinais anula a deficiência e permite que os surdos constituam, então, uma comunidade lingüística minoritária diferente e não um desvio da normalidade”. Skliar

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

FILME - E SEU NOME É JONAS





Após assistir o filme, comente as relações que pode perceber entre a história contada no filme e a história do surdo.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

PALESTRA DE RONICE QUADROS - NATAL / RN


OFICINA DE CLASSIFICADORES - BH / MG

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=595576960567144&set=a.113937388731106.5903.100003445376356&type=3&theater

Pouca gente sabe, mas o Brasil tem uma segunda língua oficial.



A imagem pode conter: 1 pessoa, sentado e texto
Romário Faria

Pouca gente sabe, mas o Brasil tem uma segunda língua oficial. É a Língua Brasileira de Sinais (Libras). E ela foi instituída pela Lei 10.436/2002.
A legislação abriu espaço para a difusão da Libras nas instituições públicas, que passaram a ser obrigadas a garantir atendimento e tratamento adequado às pessoas surdas. A lei também garante que o sistema federal, estaduais e municipais de educação devem garantir o ensino em Libras.
Pra vocês terem uma ideia da importância disso, segundo o último Censo, 1,7 milhões de pessoas têm muita dificuldade pra ouvir e 344,7 mil são totalmente surdas. É mais do que a população de Curitiba inteira precisando de algum auxílio para se comunicar. O desafio que ainda enfrentamos é levar essa inclusão para além do sistema público.
Descrição da Imagem #PraCegoVer: imagem de Romário sentado sobre uma mesa. Em primeiro plano estão duas mãos gesticulando em Libras. Sobre a imagem, está escrito "Libras".

https://www.facebook.com/romariodesouzafaria/photos/a.118367314924915.24204.111949165566730/1222611937833775/?type=3&theater

Vereadora quer tradução em Libras nas sessões em SB

Germina defende que inclusão tem que ser para todos.

O presidente da Câmara barbarense, Kadu Garçom (PR), recebeu em seu gabinete na tarde desta terça-feira, a vereadora Germina Dottori (PV). Durante o encontro, que também contou com a presença de assessoras parlamentares e servidores efetivos do Legislativo, a vereadora sugeriu a implantação de medidas visando ao atendimento à Lei Brasileira de Inclusão, também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência, que afirmou a autonomia e a capacidade desses cidadãos para exercerem atos da vida civil em condições de igualdade com as demais pessoas.
As duas sugestões iniciais da nova parlamentar, as quais já foram aprovadas pelo presidente do Legislativo e encaminhadas aos setores responsáveis para as devidas providências, são relativas à disponibilização de profissional para a tradução em LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais) das sessões ordinárias, extraordinárias e solenes, assim como da realização de obras de acessibilidade no Plenário Dr. Tancredo Neves, o qual não permite o livre acesso a cadeirantes e demais munícipes com mobilidade reduzida. Essa última medida, Germina ressalta, também já havia sido sugerida pelo vereador José Luis Fornasari, o Joi (SD), na Legislatura passada.
“Durante minha candidatura, me comprometi a buscar, cada vez mais, uma cidade para todas as pessoas. Quero fiscalizar e garantir que a lei da inclusão seja aplicada no Município. Por isso, acredito que temos de começar dando o exemplo na própria Câmara Municipal, permitindo que pessoas com problemas de locomoção tenham fácil acesso ao Plenário e que aqueles com deficiência auditiva também consigam acompanhar as discussões entre os parlamentares”, afirmou.

http://www.surdosol.com.br/vereadora-quer-traducao-em-libras-nas-sessoes-em-sb/

Inscrições para cursos básico e intermediário de Libras - FENEIS - MG

Inscrições para cursos básico e intermediário de Libras podem ser feitas até o dia 23 de janeiro

Curso de nível básico ofertado pela Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos tem como público alvo surdos, pais e amigos de surdos, profissionais diversos e professores
03/01/2017 19h15
DIVULGAÇÃO
A Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis) Minas Gerais está com inscrições abertas para os cursos de nível básico e intermediário de Língua Brasileira de Sinais (Libras). As inscrições podem ser feitas até o dia 23 de janeiro, pelo link: feneis.co/4X3CtS. O interessado também pode solicitar a ficha de pré-inscrição pelo e-mail cursos@mg.feneis.org.br.
Com carga horária total de 180 horas, o curso de nível básico é oferecido em três módulos de 60 horas/aula cada. Já o de nível intermediário tem carga horária total de 120 horas e é divido em dois módulos de 60 horas/aula.
O curso de nível básico tem como público alvo surdos, pais e amigos de surdos, profissionais diversos e professores. A capacitação tem por objetivo proporcionar ao aluno conhecimentos básicos da Libras.
O interessado deverá realizar um investimento total de R$ 1.070,00 no boleto bancário ou R$ 1.010,00 no cartão de crédito. Os valores estão sujeitos a alteração. Para participar é necessário ser alfabetizado e ter idade mínima 12 anos completos.
Já o curso de nível intermediário tem o objetivo de proporcionar ao aluno conhecimento mais amplo da Língua Brasileira de Sinais, expandindo suas habilidades na Comunicação. Para participar é necessário um investimento total de R$ 680,00 no boleto bancário ou R$ 640,00 no cartão de crédito. Os valores estão sujeitos a alteração. 
Informações pelo telefone: (31) 3225-0088
Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos
A Feneis é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, que tem por finalidade a defesa de políticas linguísticas, educação, cultura, saúde e assistência social, em favor da comunidade surda brasileira, bem como a defesa de seus direitos.
Desenvolve ações de educação informal e permanente, com intuito de valorizar o ser humano e estimular a autonomia pessoal, a interação e o contato com expressões e modos diversos de pensar, agir e sentir.
Oferece, também, atividades de ação social, programas de saúde e de educação, programas especiais para crianças e terceira idade, dentre outros.

http://www.defatoonline.com.br/noticias/ultimas/03-01-2017/inscricoes-para-cursos-basico-e-intermediario-de-libras-podem-ser-feitas-ate-o-dia-23-de-janeiro

Inscrições para cursos de línguas e libras estão abertas em Dourados, MS

Cursos de inglês, espanhol e libras são para alunos e professores. Inscrições vão até dia 15 de janeiro. Comunidade também pode participar.

As inscrições para cursos de Espanhol, Inglês e Libras estão abertas até o próximo dia 15 de janeiro no Centro Estadual de Línguas e Libras (CEL) Fernando Peralta Filho, em Dourados, no sul de Mato Grosso do Sul. As aulas vão começar no dia 6 de fevereiro na Escola Estadual Abigail Borralho.
Os cursos são direcionados aos estudantes de ensino médio e professores da rede pública. Estudantes do ensino médio bolsistas de instituições privadas também podem se inscrever. A seleção será feita com o valor da bolsa concedida, do maior ao menor valor.
Para se inscrever, basta entrar no site específico ou da Secretária do Estado de Educação (SED) e clicar no ícone da matrícula digital. O candidato poderá se inscrever apenas para cursar uma única língua.
Depois de realizar a inscrição, os candidatos devem comparecer na escola Abigail Borralho, que fica na avenida Marcelino Pires, n° 696 – Centro, em Dourados, entre os dias 16 e 20 de janeiro. No local, devem apresentar: cópia do comprovante de inscrição (formulário impresso no site), cópia da Certidão de Nascimento ou Casamento, cópia da Cédula da Identificação (RG) ou Cópia de Carneira Nacional de Habilitação (CNH), cópia do CPF (incluindo menores de idade), cópia do comprovante de residência atualizado (luz, água ou telefone) e uma foto 3×4.
Além desses documentos, os estudantes também devem levar a declaração de que cursa o ensino médio na rede pública. No caso daqueles que são bolsistas da rede privada, deve-se apresentar declaração da unidade escolar, contendo o valor da bolsa concedida.
Os professores da rede pública devem levar a cópia do histórico de conclusão do ensino médio ou diploma de curso de nível superior, quando for o caso, e cópia de holerite atualizado.
Já a comunidade em geral deve apresentar uma cópia do histórico de conclusão do ensino médio ou diploma de curso de nível superior, quando for o caso.
Os cursos de línguas estão organizados no nível Inicial ( Módulos I, II e III) e Básico ( Módulos I,II, e III). Cada módulo possui duração de 60 h/a. Carga horária total é de 360 h/a.
No dia 25 de janeiro, a SED vai divulgar a lista dos candidatos selecionados no site institucional. Os selecionados deverão comparecer nos dias 26 e 27 do mesmo mês na escola Abigail Borralho com os documentos necessários para a matrícula. Para mais informações, entre em contato com o telefone (67) 3422-2177.

http://www.surdosol.com.br/inscricoes-para-cursos-de-linguas-e-libras-estao-abertas-em-dourados-ms/

Brasileiros estão com problemas de audição cada vez mais cedo; cuidado com os fones

Se você está usando um fone e quem não está consegue ouvir, isso significa que o som está muito alto e pode prejudicar sua audição.

 Quase 10 milhões de brasileiros sofrem com algum problema de audição e isso está começando cada vez mais cedo: a partir dos 40 anos. 

Vejam os vídeos:

 http://g1.globo.com/bemestar/noticia/brasileiros-estao-com-problemas-de-audicao-cada-vez-mais-cedo-cuidado-com-os-fones-de-ouvido.ghtml

CURSO DE LIBRAS - ITAMBÉ / PE


5º ENCONTRO DAS ASSOCIAÇÕES DE SURDOS DO NORDESTE

site www.5easne.com

https://www.facebook.com/asteteresina/photos/a.373260462840593.1073741827.369647426535230/725369414296361/?type=3&theater

O que um surdo não pode fazer? | Charley Soares



Publicado em 5 de jan de 2017
 
Charley é graduado em Pedagogia pela Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) e em Licenciatura Letras/Libras pela Universidade Federal de Santa Catarina.
É pós-graduado em Língua Brasileira de Sinais com ênfase tradução/interpretação pela UNIMONTES e possui Mestrado em Linguística pela Universidade de Brasília.
Atualmente, é professor assistente do departamento de Letras na Universidade Federal de Viçosa, MG, atuando na disciplina de Libras – Língua Brasileira de Sinais, além de ser Professor orientador e coordenador do CELIB – Centro de Extensão em Língua Brasileira de Sinais.

90% dos pais de surdos não aprendem Libras para dialogar com os filhos, revela autor

 

Com o objetivo de mostrar que os surdos sofrem com o preconceito e que existe violência contra eles, o cearense Nilton Câmara, escritor, intérprete e professor de Libras, escreveu o livro “Grito Silenciado: Conceitualizações de Violência na Comunidade Surda“.
O livro “Grito Silenciado: Conceitualizações de Violência na Comunidade Surda” trata de uma temática pioneira no Brasil e no mundo. Por conta disso, Nilton relata que foi complicado começar a escrever sobre o tema, pois não tinha bibliografia para se basear. Então, ele começou a ouvir os surdos para saber as dificuldades que eles enfrentam e assim, dar voz a eles e alertar as pessoas sobre o preconceito que eles enfrentam.
O interesse de Nilton pela temática surgiu quando ele se envolveu com a Comunidade Surda, em 1998, quando avistou um grupo de surdos em uma igreja local. Durante alguns anos, ele foi o responsável pela regência do Coral Mãos que Encantam, composto por 30 jovens surdos do Instituto Cearense de Educação de Surdos, tornando a música como uma ferramenta lúdica e educacional entre os alunos.
É complicado falar de ineditismo, mas se você for procurar outro livro com esse tema, não tem. Você encontra livros sobre violência contra a mulher, contra homossexuais, contra negros, mas contra surdos é difícil. O diferencial desse livro é que fala sobre isso a partir da perspectiva do próprio surdo”, explica Nilton.
Na sua pesquisa, Nilton constatou que os surdos sofrem com os apelidos que lhes dão, mas além, disso, ele percebeu que os surdos enfrentam obstáculos mais sérios, como pais que não fazem esforço para aprender Libras (Língua Brasileira de Sinais) e não conversam com os filhos.
É uma das reclamações mais recorrentes deles (dos surdos). Cerca de 90% dos pais não conversam com os filhos porque não sabem Libras, eles se comunicam por gestos, mas o diálogo não existe”, revela o escritor.
Além dos apelidos e da falta diálogo com os pais, outro obstáculo é a educação, que é ineficaz, pois não é preparada para lidar com os surdos, que são portadores de necessidades especiais. Nilton afirma que isso acontece porque a comunidade surda não é compreendida.
Segundo Nilton, “Grito Silenciado: Conceitualizações de Violência na Comunidade Surda” é um livro para todos, que tem o objetivo de instigar as pessoas a conhecer os surdos e aprender Libras. “O principal objetivo é mostrar que existe um grito, que essas pessoas clama por socorro”, conclui Nilton.

http://www.porsinal.pt/index.php?ps=destaques&idt=not&iddest=316

URI promove capacitação de tradutor e intérprete em Libras

Diante da necessidade e demanda de profissionais nessa área e pela política de inclusão social das pessoas surdas, a URI Erechim está promovendo o Curso de Capacitação Profissional: Tradutor e Intérprete em Libras-Português.

O Curso é destinado a instrutores de Libras sem a formação em tradutor e intérprete; profissionais que atuam em redes de ensino com alunos surdos, sem a devida formação; e interessados em atuar no mercado de trabalho de tradução e interpretação em Libras-Português com conhecimento médio em Libras.
De acordo com a Coordenadora do Curso, professora Ana Maria Dal Zott Mokva, “a Lei Nº 12.319, de 1º/09/2010, regulamentou a profissão do Tradutor e Intérprete de Libras – Língua Brasileira de Sinais, e o Decreto Nº 5.626/2005 determina que o profissional intérprete pode e deve atuar nas diferentes esferas sociais, tais como órgãos públicos, hospitais, igrejas, escolas e universidades. Neste contexto, cursos de capacitação tornam-se imprescindíveis.”
O curso é dividido em cinco módulos: Saberes de Libras na Interpretação e Tradução; Libras e Atuação do Intérprete; Libras e Língua Portuguesa: Comunicação e Expressão; Tradução e Interpretação: Práticas Laboratoriais; e Tradução e Interpretação: Integração de Saberes.
Os inscritos devem participar de um processo seletivo para testar seus conhecimentos em Libras em data que será informada por e-mail. Serão aprovados os que possuírem, no mínimo, conhecimento intermediário.
Informações detalhadas, bem como inscrições e valores, estão disponíveis aqui.

http://www.surdosol.com.br/uri-promove-capacitacao-de-tradutor-e-interprete-em-libras/


Você põe “cotonete” dentro do ouvido? É melhor parar agora mesmo

O uso incorreto de hastes flexíveis pode ocasionar problemas auditivos temporários ou permanentes, como a surdez


São Paulo – Como você limpa os seus ouvidos? Se você põe hastes flexíveis com algodão – conhecidos popularmente no Brasil como cotonetes, marca registrada da Johnson & Johnson – dentro do canal auditivo, especialistas indicam que você deve parar de fazer isso o quanto antes.
Com o uso de “cotonetes” dentro do ouvido, a cera acumulada é empurrada para dentro do canal auditivo, o que pode ocasionar uma obstrução, chamada de cerume impactado.
“As pessoas têm uma inclinação para limparem os seus ouvidos porque acreditam que a cera seja uma indicação de sujeira. Essa informação errada leva a hábitos de saúde que não são seguros”, Segundo Seth R. Schwartz, médico e responsável pela atualização do manual de boas práticas de cuidados com os ouvidos, da Academia Americana De Cirurgiões de Otorrinolaringologia, Cabeça e Pescoço, divulgado nesta semana.
O cerume tem funções importantes para nossos ouvidos: proteger contra danos causados por água, corpos estranhos, infecções ou mesmo algum tipo de trauma. O próprio organismo humano se encarrega de eliminar o que é necessário, seja durante o dia, enquanto você mastiga sua comida, ou na hora do banho.
“Os pacientes costumam pensar que estão prevenindo o acúmulo de cera limpando suas orelhas com hastes flexíveis, clipes de papel, cones auriculares ou qualquer outra coisa inimaginável que as pessoas colocam nos seus ouvidos. O problema com essa iniciativa de eliminar a cera está apenas criando mais problemas, porque a cera é somente empurrada e compactada para dentro do canal do ouvido”, segundo Schwartz.
Essencialmente, qualquer coisa que você colocar no canal do ouvido pode causar danos temporários ou permanentes, como a surdez.  
No caso de acúmulo anormal de cera, você deve procurar um médico, que poderá realizar o procedimento de limpeza com segurança. Segundo a academia americana, esse problema atinge, em média, 1 em cada 10 crianças e 1 em cada 20 adultos.
Não é só a instituição dos Estados Unidos que contesta o uso de hastes flexíveis dentro do canal auditivo. A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial também diz o seguinte: “Para limpar os ouvidos corretamente é necessário apenas um pano ou lenço de papel. Os médicos advertem: “hastes flexíveis podem machucar o canal auditivo e até causar perdas na audição”.
O Hospital do Servidor Público Estadual do Governo de São Paulo também tem um artigo sobre prevenção de problemas auditivos, no qual indica o uso incorreto de hastes flexíveis como um dos fatores que causa mais problemas. “Seu uso deve ser feito apenas na parte externa. Em nenhuma situação deve ser introduzido no canal”, de acordo com o hospital.
O Hospital Paulista, localizado em São Paulo e especializado em ouvido, nariz e garganta, ressalta que o uso dos hastes flexíveis deve ser feito somente na parte externa, nas dobrinhas da orelha, nunca dentro do “furinho”.
Os especialistas indicam que você pode limpar os ouvidos com toalhas macias.

Mas é gostoso…

A sensação de colocar hastes flexíveis dentro do canal auditivo é gostosa. Isso acontece porque o ouvido é cheio de nervos com fibras sensitivas, que levam esse estímulo para o cérebro.
A explicação é de Paulo Lazarini, presidente da Academia Brasileira de Otologia, e foi publicada pelo Oráculo, da Superinteressante. Ele compara o estímulo provocado pelas hastes com o alívio gerado quando você está com coceira nas costas e consegue coçar. No entanto, Lazarini também recomenda a limpeza do ouvido com uma toalha ou lenço de papel.

http://exame.abril.com.br/ciencia/voce-poe-cotonete-dentro-do-ouvido-e-melhor-parar-agora-mesmo/

O que é privação da língua?

Assista e aprenda como a falta de comunicação impacta uma criança surda.
Informe-se sobre este assunto e como você pode apoiar surdos e deficientes auditivos, crianças, proporcionando amor e língua.



https://blog.surdoparasurdo.com.br/o-que-%C3%A9-priva%C3%A7%C3%A3o-da-l%C3%ADngua-47927099b313#.2sbdkbny5

Garota é resgatada após ser encontrada trancada em quarto comendo as próprias fezes

por Editoria de web em Jornalismo / Atualizado

Garota é resgatada após ser encontrada trancada em quarto comendo as próprias fezes

Uma adolescente de 14 anos foi resgatada pela Polícia Militar em condições sub-humanas nesta sexta-feira, em um condomínio localizado na Rua Inácio dos Santos, no Bairro Taquaril, Região Leste de Belo Horizonte. De acordo com os militares, a garota, que teria síndrome de Down, foi encontrada trancada no quarto em meio às próprias fezes e urina e comendo os excrementos.
A polícia foi acionada pelos vizinhos devido ao mau cheiro provocado pelas fezes e a urina. Segundo os moradores, a adolescente batia na janela pedindo socorro. No local, ainda havia baratas. Ela estava sozinha na residência no momento em que os militares chegaram.
Muito debilitada, a garota foi socorrida pelos policiais, tomou banho com a ajuda dos vizinhos e foi encaminhada para o hospital para verificar o estado de saúde. Não se sabe há quanto tempo ela se encontrava nesta situação.
A adolescente viveria com a mãe, que ainda não foi localizada pela Polícia Militar. O caso poderá ser investigado como crime de abandono de incapaz, que prevê pena de seis meses a três anos de prisão.

http://www.itatiaia.com.br/noticia/adolescente-e-resgatada-apos-ser-encontrada-trancada-em-quarto-comendo-fezes

Amei Te Ver Tiago Iorc em LIBRAS

Lei pretende tornar teatro e cinema acessíveis para surdos

A entrada em vigor da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2016), este ano, trouxe novo impulso para criação de normas estaduais em favor da acessibilidade. Esse é o caso, por exemplo, de uma matéria aprovada pela Assembleia e publicada em setembro passado.

PERNAMBUCO – A proposta foi elaborada pelo deputado Beto Accioly (PSL) e prevê a distribuição gratuita do texto impresso de peças teatrais e a exibição de filmes nacionais com legenda para surdos. Ele também é autor da legislação em benefício da pessoa com visão monocular, que passa a ser considerada uma deficiência visual. O parlamentar reafirma a luta pela inclusão social: “Acho que a gente tem que defender essa bandeira. São pessoas que realmente precisam e o Poder Público tem que estar sempre voltado a ajudar, de uma certa forma, a vida de todos os deficientes.”
A dificuldade de comunicação em espaços públicos é algo que o engenheiro florestal René Hutzler, 38 anos, conhece bem. Ele tem surdez profunda, o grau mais elevado da deficiência, e se viu prejudicado na Universidade Federal Rural de Pernambuco, onde não havia intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras). René solicitou à instituição que as aulas fossem traduzidas e foi atendido.
Além do português, ele fala alemão, faz leitura labial em espanhol e lê em inglês. Bem-informado e incisivo, René Hutzler alerta que não se deve usar a expressão surdo-mudo, denominação incorreta, uma vez que a mudez é outro tipo de condição.
O engenheiro integra o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência e ressalta que o direito à cultura não é plenamente exercido no País. Ele considera a nova lei prevendo teatro e cinema acessíveis um avanço importante: “Eu acho muito bom haver esse acesso à cultura e ao teatro para o surdo. Porque é muito importante para o surdo ter acesso à comunidade.”
René aponta que os espaços públicos em geral ainda carecem de adaptação para surdos, a exemplo dos hospitais, que não disponibilizam intérpretes de Libras. “Podem aparecer raramente nos hospitais infantis, eu só vi uma vez. Todo hospital deveria ter um intérprete, pois é muito importante para que o surdo possa se comunicar, ter acesso a remédio mais certo.” Para saber mais sobre a luta dos deficientes auditivos, visite a página da campanha da legenda em filmes nacionais:  www.legendanacional.com.br

http://www.surdosol.com.br/lei-pretende-tornar-teatro-e-cinema-acessiveis-para-surdos/

Funcionários do Detran fazem curso de libras para atender motoristas surdos

O Ceará tem 270 motoristas surdos, que por lei têm direito a atendimento em Libras em repartições públicas.

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE) propôs aos seus servidores um convite especial: aprender libras. A iniciativa, que é realizada desde 2015, tem a intenção de tornar os servidores do órgão aptos a prestar serviços na área de carteira de motorista e de registro de veículos aos usuários surdos-mudos.
A princípio, a iniciativa seria algo pequeno. No entanto, o grande interesse dos servidores pelo novo aprendizado fez com que o órgão abrisse novos cursos. O convite rendeu uma excelente adesão, com vagas lotadas e fila de espera para a edição seguinte.
Segundo a diretora de habilitação do Detran, Luiziania Vasconcelos, a iniciativa é fundamental para o órgão, já que, atualmente, o Ceará tem 270 motoristas surdos, sendo 181 na capital e 89 no interior.
“O Brasil é um país bilíngue. Desde 2012 nós temos legislação para que os surdos sejam atendidos em qualquer repartição pública com intérpretes. A gente não vinha cumprindo de forma adequada. Então, desde o ano passado estamos conscientizando o servidor para esse atendimento. Montamos o curso de libras voltado especificamente para atendimento e estamos com um retorno muito bom”, declarou.
Ainda conforme Luiziania, o curso funciona também como uma ação de motivação para os servidores. “Quando recebemos uma pessoa surda e não sabemos libras, nós também ficamos angustiados. Depois desse curso, notamos que as pessoas ficaram satisfeitas em ajudar alguém com essa necessidade. Elas se sentem bem motivadas. Notamos a felicidade de os servidores estarem fazendo parte desse processo”, ressaltou.
O curso de libras, que é ministrada por um deficiente auditivo, é promovido pelo Detran acontece em parceria com a Escola de Gestão Pública do Estado, através do Núcleo para Educação Especial da Secretaria de Educação do Ceará.

http://www.surdosol.com.br/funcionarios-do-detran-fazem-curso-de-libras-para-atender-motoristas-surdos/

Calendário 2017 em Libras - 02

Calendário 2017 em Libras

O VALOR DESTA APOSTILA É DE R$ 30,00








 
https://vidacff.blogspot.com.br/2016/11/calendario-2017-em-libras.html

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Mãe e filho criam linguagem própria, para surdez não impedir o "eu te amo"

Mãe e filho criam linguagem própria, para surdez não impedir o "eu te amo"


Mãe e filho viram na mímica o caminho para comunicação e o carinho. (Foto: Fernando Antunes)Mãe e filho viram na mímica o caminho para comunicação e o carinho. (Foto: Fernando Antunes)
De um lado o silêncio, do outro, quem ouve. Há 23 anos, Maria Angélica de Freitas, que é deficiente auditiva, dava à luz ao segundo filho, Luiz Henrique de Araújo. O menino nasceu sem qualquer problema de saúde, hoje é músico, não aprendeu libras, mas criou com a mãe uma linguagem própria, que acabou virando elo.
Luiz tem 23 anos e diz que a palavra surdez surgiu na vida dele logo na infância, mas só fez sentido pouco antes dos 12 anos. Foi ali que o menino viu na deficiência da mãe um desafio e decidiu que nunca iria tolerar o preconceito.
"Na escola, tinha sempre um coleguinha que brincava com o fato da minha mãe não falar. As vezes isso me dava muito raia e já vi pessoas se aproveitando da surdez para falar pelas costas ou tirarem sarro. Eu sempre defendo e peço respeito", diz. 
Quando soube que a mãe era surda, filho lutou para dizer que isso nunca seria um problema. (Foto: Fernando Antunes)Quando soube que a mãe era surda, filho lutou para dizer que isso nunca seria um problema. (Foto: Fernando Antunes)
Quando teve noção de que se comunicaria de outra forma com a mãe, o jeito foi enfrentar como algo natural. "Sempre vi que isso não atrapalhava em nada a vida dela e eu sabia que eu tinha que me adaptar".
A mímica foi um dos caminhos que encontraram para a comunicação. "Faço sinais na cabeça quando falo de tomar banho, o coração para falar do amor e o teto para falar da nossa casa. A gente foi se virando com o que ficava mais fácil, não é Libras, mas a gente se entende muito bem e conversa de tudo dentro de casa. Quem olha de fora quase não entende, mas a gente não tem esse problema. São gestos que ela me ensinou desde criança", conta.
Para ele, a dificuldade maior tem sido aprender a linguagem de sinais, desde a infância. Mas ele garante que ainda vai aprender. "Não é fácil, é muita linguagem na mão que eu sinceramente ainda não consegui, mas eu vou aprender. Enquanto isso, a gente se comunica do nosso jeito, as vezes demora um pouco pra entender, mas a gente ri e tenta de novo. Porque até quando faço um gesto errado, mãe sempre sabe do que o filho tá falando, a gente se comunica até pelo olhar". 
Maria, tem 45 anos e ficou surda após ter meningite. A avó de Luiz ouviu da médica que Maria não iria mais ouvir aos 4 meses de vida, quando percebeu que a menina não dava sinais de incômodo ao barulho e dificilmente chorava. "Ela teve meningite logo que nasceu, minha avó conta que os médicos não disseram que ela estava com algum problema e depois que foi diagnosticada, soube que o caso era irreversível", conta.
Maria tem um jeitinho tímido, mas sorri por todo amor do filho. (Foto: Fernando Antunes)Maria tem um jeitinho tímido, mas sorri por todo amor do filho. (Foto: Fernando Antunes)
Apesar do choque com a notícia, a mãe de Maria seguiu adiante e batalhou para que os filhos sempre tivessem uma vida normal, assim como o irmão mais velho dela, que também é deficiente auditivo. "Meu tio também não escuta, então a família aprendeu muito com eles, apesar das dificuldades, isso nunca mudou em nada. A gente só se comunica de um jeito diferente", diz o filho.
E foi ela, Maria, quem mostrou que apesar das limitações auditivas, pode ser independente. Casou nova, separou do primeiro marido após 15 anos. Hoje é casada com o padrasto de Luiz que ele considera um pai.
Para o músico, a mãe é a base da família e um exemplo de mulher guerreira. "Nunca me deixou faltar nada. Muito menos amor e carinho, isso é o que eu mais admiro, porque ela nunca colocou a deficiência na frente, como uma dificuldade. Vai ao banco, supermercado, pega ônibus e faz tudo sozinha. Eu tenho muito orgulho disso", declara.
Atualmente, Maria trabalha como auxiliar de limpeza na Maternidade Cândido Mariano, em casa aproveita o carinho do marido e do filho coruja. "Minha irmã já casou, mas eu não sinto vontade de deixar ela sozinha e o que motiva e esse amor de mãe. Vale a pena todos os gestos". 
O "eu te amo" também não vem em palavras. Os gestos improvisados valem mil declarações de amor. "Ela diz eu te amo sempre e me lembra que a gente é uma família. Quando não mexo as mãos, é porque as vezes nem precisa, ela sabe como eu estou só pelo jeito que eu olho. Aquele amor incondicional de mãe que nunca vai precisar de palavra, sendo surda ou não", declara o filho.
http://www.campograndenews.com.br/lado-b/comportamento-23-08-2011-08/mae-e-filho-criam-linguagem-propria-para-surdez-nao-impedir-o-eu-te-amo

SURDEZ – PERDA AUDITIVA NO IDOSO – CAUSAS E TRATAMENTO

SURDEZ – PERDA AUDITIVA NO IDOSO – CAUSAS E TRATAMENTO

Surdez idoso
A famosa surdez do idoso é causada pela perda de audição natural que ocorre com o envelhecimento; esta alteração é chamada em medicina de presbiacusia. A Presbiacusia é uma doença multifatorial, caracterizada pela perda progressiva da audição em ambos os ouvidos ao longo da vida. Esta deficiência auditiva geralmente afeta as altas frequências da audição (explicarei melhor ao longo do texto).
A perda auditiva tem um enorme impacto sobre a qualidade de vida de milhões de indivíduos idosos, e está se tornando um transtorno cada vez mais comum com o envelhecimento da população.

CAUSAS DE PERDA ADITIVA NO IDOSO

A perda de audição torna-se mais comum conforme o indivíduo vai envelhecendo. Cerca de 11% dos pacientes entre 44 e 54 anos já apresentam alguma perda auditiva. Este percentual sobe para 25% entre as pessoas de 55 e 65 anos e chega a quase 50% da população com mais de 70 anos.

Acredita-se que a hereditariedade e a exposição crônica a ruídos altos são os principais fatores que contribuem para a perda de audição ao longo do tempo.
Outros fatores também podem acelerar a perda de audição ao longo da vida, entre eles:
1- Uso de substâncias tóxicas aos ouvidos, tais como:
– Antibióticos da classe aminoglicosídeos em doses altas (leia: ANTIBIÓTICOS | Tipos, resistência e indicações).
– Quimioterapia.
– Uso crônico de aspirina (leia: ASPIRINA | AAS | Indicações e efeitos colaterais).
– Uso crônico de anti-inflamatórios (leia: ANTI-INFLAMATÓRIOS | Ação e efeitos colaterais).
– Cloroquina.
– Intoxicação por metais pesados, como mercúrio, chumbo ou arsênico.
2- Infecções:
– Cocleíte viral.
– Meningite (leia: MENINGITE | Sintomas e vacina).
6- Traumas.

SINTOMAS DA PERDA AUDITIVA NO IDOSO

A principal característica de presbiacusia é a perda progressiva e simétrica da audição de alta frequência ao longo dos anos. Esta perda de audição também pode ser acompanhada de zumbido, vertigem e desequilíbrio.
O ser humano é capaz de ouvir frequências entre 20 Hz e 20000 Hz (20 KHz). Muitos adultos já não conseguem ouvir frequências acima de 15000 Hz (15 KHz). Na presbiacusia, a perda auditiva é ainda maior e as frequências mais afetadas são aqueles acima de 2000 Hz (2 KHz).
No vídeo abaixo é possível ouvir e entender o que são as várias frequências de som (o teste funciona melhor com fones de ouvido).
Com o passar dos anos, a capacidade de ouvir frequências altas continua a cair, e as frequências médias e baixas (0,5 a 2 KHz), associadas à fala humana, também tornam-se progressivamente envolvidas.
Em média, usamos sons com frequências que variam entre 250 Hz até 4000 Hz (4 KHz). No discurso humano as vogais costumam ser de média e baixa frequência enquanto as consoantes são de alta frequência. Algumas consoantes com o som de “Z”, por exemplo, podem ter frequências até 8000 Hz (8 KHz). Como resultado, os pacientes com perda auditiva da alta frequência muitas vezes relatam serem capazes de ouvir quando alguém está falando, mas não de entender o que está sendo dito devido à perda de informação dos sons das consoantes.
A dificuldade auditiva é exacerbada na presença de ruído de fundo. Pacientes com deficiência auditiva pela idade costumam se sair razoavelmente bem em conversas privadas em uma sala silenciosa, mas passam por dificuldades em ambientes sociais. Os pacientes também se queixam de ter mais dificuldades em ouvir as mulheres do que homens, já que estas têm naturalmente um discurso com frequência mais elevada (não confunda frequência do som com a altura do mesmo).
Um achado comum em pacientes com perda de audição é uma hipersensibilidade paradoxal a sons altos. Os idosos podem se queixar de que os sons tornam-se muito altos quando estão na verdade em níveis que são facilmente tolerados por pessoas com audição normal. Esta alteração explica o motivo pelo qual gritar com pacientes com presbiacusia pode muitas vezes ser bastante contraproducente. As pessoas imaginam que precisam falar muito alto para que idosos com algum grau de surdez possam ouvi-las. Ao gritarmos, as vogais de frequências baixas são amplificadas, enquanto as consoantes permanecem inaudíveis, o que pode ser muito desconfortável para o ouvinte. Na presbiacusia o problema é muito mais em relação às frequências do som do que propriamente à intensidade do mesmo. Gritar só funciona se o paciente tiver outras causas para a perda auditiva, como por exemplo, uma rolha de cerúmen (cera no ouvido) obstruindo a passagem do som.
A imensa maioria dos pacientes demora vários anos para procurar ajuda médica para sua perda de audição. Este fato ocorre em parte devido ao início insidioso da doença, bem como ao estigma negativo associado ao uso de aparelho auditivo.
A maioria dos idosos encara algum grau de perda auditiva como inevitável e não tratável. Entretanto, a presbiacusia quando não reconhecida e tratada pode levar a isolamento social progressivo e depressão, principalmente se o paciente também tiver outras limitações funcionais, como dificuldade para andar ou déficits visuais.
O zumbido também pode ser um problema importante na presbiacusia. O som é geralmente descrito como um zumbido afetando ambos os ouvidos ou difusamente “dentro da cabeça”.
Qualquer pessoa que sinta algum grau de perda auditiva deve procurar um otorrinolaringologista. Este médico é capaz de diagnosticar a deficiência auditiva e de identificar sua(s) causa(s). Com um exame chamado audiograma, o médico é capaz de identificar as perdas auditivas. Durante este teste, com fones de ouvido, você irá ouvir sons direcionados para um ouvido de cada vez. O otorrinolaringologista apresentará uma gama de sons, frequências e também várias palavras para determinar a sua capacidade auditiva.

TRATAMENTO DA PERDA DE AUDIÇÃO NO IDOSO

Não existe um tratamento que previna ou que cure a perda de audição nos idosos. Porém, já existem várias opções para se atenuar e compensar a perda auditiva.
Aparelhos auditivos
Os aparelhos auditivos podem melhorar a função auditiva na maioria dos casos de presbiacusia. A perda auditiva raramente se torna tão grave que os aparelhos auditivos não são eficazes em restaurar a capacidade de se comunicar.
Os avanços tecnológicos dos aparelhos auditivos nos últimos anos melhoraram significativamente o desempenho dos mesmos, minimizando as más experiências que eram comuns antigamente. Entretanto, como existem vários modelos no mercado, é possível que você tenha que experimentar algumas opções antes de encontrar aquele aparelho auditivo que melhor se adapta ao seu caso.
Os aparelhos auditivos também ajudam a melhorar o zumbido experimentado por muitos pacientes com presbiacusia.
Implante coclear
Para os pacientes com grave perda auditiva na qual o aparelho auditivo não é eficaz, existe a opção pelo implante coclear. O implante coclear envolve a colocação de um conjunto de eletrodos dentro do ouvido interno para estimular diretamente os neurônios responsáveis pela interpretação dos sons. Este procedimento pode ser realizado com segurança mesmo em pessoas acima dos 80 anos.
Os implantes cocleares são indicados para pessoas com perda auditiva bilateral severa que não melhora significativamente com aparelhos auditivos.
Este artigo também está disponível em Espanhol

http://www.mdsaude.com/2012/01/surdez-deficiencia-auditiva.html

Dormiu ouvindo, acordou surdo

Surdez súbita leva à perda auditiva repentina e pode até ser irreversível. Veja como lidar com o problema

Yara Achôa, iG São Paulo
Thinkstock/Getty Images
Estima-se que a surdez súbita atinja de 5 a 20 pessoas a cada 100 mil
Aos 17 anos, Dennis Brandão foi dormir ouvindo. Quando acordou, estava surdo. “Foi desesperador”, lembra o hoje assessor comercial, de 36 anos. Na época, a primeira coisa foi imaginar que o problema pudesse ser consequência de um quadro gripal que teria afetado o ouvido. Com o passar dos dias, sem regressão do problema, ele foi internado e tiveram início as investigações. Foi então que os médicos constataram que se tratava de um quadro grave de surdez bilateral, mas não souberam precisar as causas. No caso de Dennis, a surdez súbita tornou-se definitiva.
Acredita-se que a surdez súbita – que pode ser leve, moderada, profunda ou total – acometa de 5 a 20 indivíduos a cada 100 mil. Estudos alemães recentes relatam incidência de até 300 em cada 100 mil pessoas. “No Brasil não temos dados epidemiológicos oficiais. Mas apesar de parecer uma incidência baixa, a surdez súbita tem grande importância pela alta morbidade causada, pois ela afeta a audição e envolve aspectos emocionais, sociais e profissionais na vida do paciente”, diz médica Ana Cristina Kfouri, otorrinolaringologista e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Causas diversas
Não se trata exatamente de uma doença. “A perda auditiva repentina é um sintoma que pode denunciar a presença das mais diversas patologias. Algumas vezes descobrimos a razão do problema, mas na maioria dos casos ela é considerada idiopática, ou seja, não tem causa aparente”, explica a otorrino Norma Penido, chefe de clínica do Setor Interdisciplinar de Otologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Entre as principais causas conhecidas (cerca de 10 a 15% dos casos, em estágio inicial) tem-se drogas ototóxicas, trauma acústico, trauma mecânico, fístula labiríntica, acometimentos neurológicos (neurinoma do nervo cocleovestibular, acidente vascular cerebral, esclerose múltipla), causas neoplasicas (tumores, carcinomatoses meníngeas, mieloma múltiplo, leucemia) e radioterapia. “O restante supõem-se que sejam casos provocados por problemas virais, vasculares, autoimunes e psicossomáticos”, diz Ana Kfouri.
Quando se conhece a raiz da enfermidade, as chances de recuperação aumentam. “A partir do momento em que encontro a etiologia – um tumor, por exemplo –, irei direcionar o tratamento a ela. Assim estarei tratando também a surdez súbita. Muitas vezes, porém, apesar da medicação e até do uso de aparelhos auditivos, não há o que se fazer para restabelecer a audição”, diz a médica da Unifesp.
Em casos de surdez súbita idiopática, a recuperação pode ser total em 25% dos casos, parcial em 50%, mas 25% dos pacientes não restauram a audição.
Quando existe melhora (espontânea ou seguida de tratamento medicamentoso) ela acontece, geralmente, nas duas primeiras semanas. Mas também pode demorar até cerca de seis meses. “Há fatores prognósticos que dão indícios quanto à maior ou menor chance de recuperação do paciente, tais como intensidade da perda auditiva, tipo da curva audiométrica, exame vestibular alterado e demora para início do tratamento”, argumenta a médica da Santa Casa. 
Quando procurar o médico
O indivíduo pode se perceber surdo de repente ou notar perda progressiva em até 72 horas. Em 70% dos casos, o quadro pode estar associado a zumbidos e, em 40%, tonturas. É o que geralmente leva a pessoa a procurar o médico.
Segundo as especialistas, fatores sócio-econômico-culturais influenciam a busca por ajuda. “Muitas pessoas não procuram o médico por desconhecerem os possíveis problemas que podem afetar o ouvido além de dor; outros, porque não querem faltar ao trabalho (já que não dói, depois passa). Muitos até tentam, mas não conseguem vagas no serviço público de saúde. E, por fim, o indivíduo até chega ao clínico geral – mas alguns colegas, por despreparo, mal examinam o paciente ou acham que se trata de uma simples rolha de cera e não fazem o encaminhamento ao especialista. Por isso não conseguimos estabelecer a incidência desta afecção em nosso País e temos tanta dificuldade para pesquisas clínicas sobre o assunto”, analisa Ana Cristina Kfouri. 
Tratamentos propostos
Em uma fase inicial, os especialistas indicam o uso de corticóides sistêmicos (desde que não haja contra-indicação expressa), podendo-se associar vasodilatadores (pentoxifilina ou betahistina ou até ginkgo biloba). “O uso de antivirais é contraditório: alguns estudos relatam melhora; outros, dizem que seu efeito é o mesmo de um placebo. Atualmente, tratamentos ‘alternativos’ como câmara hiperbárica e corticóide intratimpânico têm sido estudados, mas com eficácia ainda discutível. Em uma deficiência auditiva refratária, alguns colegas têm indicado também a acupuntura, porém os resultados não são significativos”, explica a otorrino Ana Kfouri.
Os aparelhos auditivos – e até mesmo o implante coclear – são indicados em casos em que não existem mais chances de recuperação com uso de medicação e quando há condições para tal utilização.
Arquivo pessoal
Dennis Brandão: com o implante coclear ele recuperou a audição e resgatou a auto-estima
Final feliz para Dennis
O assessor comercial Dennis Brandão ficou sem ouvir por quase 15 anos. “Foi um choque perder a audição. Apesar disso, procurei levar uma vida normal, fiz faculdade, me formei em administração. Mas não escapei de períodos mais difíceis, sofrendo discriminação no trabalho – exercendo uma função inferior à minha capacidade pelo fato de ser surdo - e até mergulhando na depressão”, conta.
Em 2005, depois de experimentar aparelhos auditivos sem sucesso, ele se submeteu a uma cirurgia de implante coclear. “Mesmo sem a garantia de que voltaria a ouvir, arrisquei. Meu sonho era escutar uma buzina, um apito”.
O procedimento foi um sucesso e aos poucos ele foi resgatando a memória auditiva. E não esquece a primeira música que ouviu. “Foi uma canção do Wando, com aquele refrão ‘meu iaiá, meu ioiô’”, cantarola.
O implante foi feito no lado esquerdo – convênios médicos cobrem a cirurgia, mas só autorizam em um dos ouvidos e Dennis ainda batalha para realizar a operação no outro lado. Mas o fato mudou sua vida. “Progredi profissionalmente e até me casei. Voltar a ouvir me reintegrou à sociedade”, finaliza.

http://saude.ig.com.br/minhasaude/dormiu-ouvindo-acordou-surdo/n1237886782324.html