RYBENINHA

RYBENINHA
SINAL: BEM -VINDOS

DÊ-ME TUA MÃO QUE TE DIREI QUEM ÉS



“Em minha silenciosa escuridão,
Mais claro que o ofuscante sol,
Está tudo que desejarias ocultar de mim.
Mais que palavras,
Tuas mãos me contam tudo que recusavas dizer.
Frementes de ansiedade ou trêmulas de fúria,
Verdadeira amizade ou mentira,
Tudo se revela ao toque de uma mão:
Quem é estranho,
Quem é amigo...
Tudo vejo em minha silenciosa escuridão.
Dê-me tua mão que te direi quem és."


Natacha (vide documentário Borboletas de Zagorski)


SINAL DE "Libras"

SINAL DE "Libras"
"VOCÊ PRECISA SER PARTICIPANTE DESTE MUNDO ONDE MÃOS FALAM E OLHOS ESCUTAM, ONDE O CORPO DÁ A NOTA E O RÍTMO. É UM MUNDO ESPECIAL PARA PESSOAS ESPECIAIS..."

LIBRAS

LIBRAS
" A Língua de Sinais é, nas mãos de seus mestres, uma linguagem das mais belas e expressivas, para a qual, no contato entre si é como um meio de alcançar de forma fácil e rápida a mente do surdo, nem a natureza nem a arte proporcionaram um substituto satisfatório." J. Schuyler Long

LIBRAS

LIBRAS
"Se o lugar não está pronto para receber todas as pessoas, então o lugar é deficiente" - Thaís Frota

LIBRAS

LIBRAS
Aprender Libras é respirar a vida por outros ângulos, na voz do silêncio, no turbilhão das águas, no brilho do olhar. Aprender Libras é aprender a falar de longe ou tão de perto que apenas o toque resolve todas as aflições do viver, diante de todos os desafios audíveis. Nem tão poético, nem tão fulgaz.... apenas um Ser livre de preconceitos e voluntário da harmonia do bem viver.” Luiz Albérico B. Falcão

PEDAGOGIA SURDA

PEDAGOGIA SURDA
PROFESSOR BILÍNGUE

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS
“ A língua de sinais anula a deficiência e permite que os surdos constituam, então, uma comunidade lingüística minoritária diferente e não um desvio da normalidade”. Skliar

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

FESTA NA ASMG DIA 28/09/2013


VoiceLink


E o VoiceLink da Siemens finalmente está disponível no Brasil. Coisa boa! Os usuários do miniTek já podem comemorar a novidade. Com ele dá para escutar nosso interlocutor diretamente nos AASI, sem o ruído do ambiente.  É super útil em ambientes super barulhentos como restaurantes, salas de aula, palestras e conferências. Com o VoiceLink o usuário de aparelhos auditivos pode escutar a fala como se a pessoa que está falando ao microfone estivesse ao seu lado. Basta colocar o clipe que prende o microfone na roupa da pessoa que você quer ouvir – perto da boca da mesma, é claro.
SiemensVoiceLink
  • Compatível somente com o miniTek
  • Oferece os mesmos recursos do Tek Transmitter mais o microfone adicional
  • Controle de volume
  • Bluetooth (até 20m de streaming em campo livre)
  • Faixa de frequência 100 hz – 7 Khz
  • Bateria recarregável, duração de 5hs
  • A transmissão é por Bluetooth, diferente do sistema FM que é por frequência modulada
Para saber o preço basta contatar a revenda Siemens mais próxima de onde você mora.

 http://cronicasdasurdez.com/novidade-da-siemens-voicelink/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+CronicasSurdez+%28Cr%C3%B4nicas+da+Surdez%29

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Seminário Norte Mineiro dos Surdos "Escola Bilingue para Surdos: Perspectivas e Desafio"/ 25 e 26/09 - Montes Claros - MG

"IMPORTANTE


Seminário Norte Mineiro dos Surdos 
"Escola Bilingue para Surdos: Perspectivas e Desafio"

Palestrante: GLADIS PERLIN

Dias:  25 e 26/09

Local: Sala Geraldo Freire (ao lado da Câmara Municipal),  Montes Claros - MG.

Inscrição na ASMOC. Associação dos Surdos de Montes Claros

Abraços a todos!"


Veronicia Leite

https://www.facebook.com/daniane.pereira.7/posts/4982191887448

 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Direitos dos deficientes auditivos

Todos os dias recebo emails me perguntando se deficientes auditivos têm direito a isenção de ICMS, IPI e IPVA na compra de veículos e a resposta, infelizmente, é negativa. A lei é descaradamente discriminatória, pois deixou de fora única e exclusivamente os deficientes auditivos. Presume-se que nenhum de nós precisaria deste benefício e que somos todos ricos, pelo jeito. De chorar! Até hoje não descobri o motivo para que somente os D.A. estejam de fora dessa. A legislação aplicável está abaixo, e como a legislação referente ao IPVA difere de Estado para Estado, deixei de fora. Não adianta entrar na Justiça, como muitos pensam, porque a legislação tributária é interpretada de modo literal, ou seja, ou consta na lei ou não consta. Se não consta, sinto muito. É o nosso caso.
furia
Lei8.989 de 24/02/1995 diz:
Art. 1o Ficam isentos do Imposto Sobre Produtos Industrializados – IPI os automóveis de passageiros de fabricação  nacional, equipados com motor de cilindrada não superior a dois mil centímetros cúbicos, de no mínimo quatro portas inclusive a de acesso ao bagageiro, movidos a combustíveis de origem renovável ou sistema reversível de combustão, quando adquiridos por: (Redação dada pela Lei nº 10.690, de 16.6.2003)    (Vide art 5º da Lei nº 10.690, de 16.6.2003)
(…)
IV – pessoas portadoras de deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas, diretamente ou por intermédio de seu representante legal; (Redação dada pela Lei nº 10.690, de
16.6.2003)


Lei Complementar 53, de 19/12/1986 diz:
Art. 1º Ficam isentos do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS – os veículos automotores que se destinarem a uso exclusivo de paraplégicos ou de pessoas portadoras de defeitos físicos, os quais fiquem impossibilitados de utilizar os modelos comuns.

furia

A gente meio que se acostuma a ser discriminado dentro da própria deficiência então nem dá muita bola. Porém, pra mim, o fim da picada é não nos permitirem deduzir do Imposto de Renda os nossos gastos com aparelhos auditivos, implantes cocleares e pilhas. Penso eu que devemos deixar o SUS para quem realmente precisa dele, não acho certo que quem pode bancar um AASI ou qualquer outra prótese tire o lugar da pessoa que não pode. Sei de vários casos de pessoas que conseguiram próteses e outros artefatos pelo SUS, acharam uma ‘porcaria’ e  botaram fora/não usaram. Essa ‘porcaria’ poderia ter sido aproveitada por outra pessoa, não? Não quero criar polêmica sobre isso, sei que muitos vão dizer que o SUS deveria dar tudo para todos devido aos altos impostos que pagamos e blablabla. Concordo, mas sabemos não é assim que as coisas funcionam nesse nosso país patético. Enfim.
Se aparelhos auditivos, implantes cocleares e pilhas fossem baratos – um par de AASI de última geração pode chegar a R$24.000, um implante coclear mais de R$50.000 – até entenderíamos, mas sabemos como dói no bolso para que possamos garantir a nossa saúde auditiva quando temos que pagar por ela. Quem explica essa palhaçada? Mais uma vez, deficientes auditivos sendo feitos de trouxas e sendo tirados para ricos.
Deduções Despesas Médicas e de Instrução:
Art. 8º Na determinação da base de cálculo do imposto devido na declaração de ajuste anual das pessoas físicas poderão ser deduzidos, como despesas médicas, os gastos efetuados com o próprio contribuinte e seus dependentes com a aquisição de aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas, assim considerados:
I – pernas e braços mecânicos;
II – cadeiras de rodas;
III – andadores ortopédicos;
IV – palmilhas ou calçados ortopédicos;
V – qualquer outro aparelho ortopédico destinado à correção de desvio de coluna ou defeitos dos membros ou das articulações.
§ 1º A dedução é condicionada à comprovação, mediante receituário médico e nota fiscal em nome do beneficiário.

O que nos resta fazer? Infernizar em grau máximo deputados e senadores para mudar a legislação. Colocar a boca no trombone. Na real eu nem sei que direitos tem um deficiente auditivo. Só vejo os deveres. Já me perguntaram de uma carteirinha de identificação como D.A. que daria desconto no transporte municipal e intermunicipal, mas como moro numa cidade pequena e acabo nem usando transporte público, não faço idéia. Aliás, se alguém souber, deixe a dica nos comentários. Temos direito a Sistema FM pelo SUS (ajuda muito, pois é caríssimo), mas mais uma vez somos discriminados porque tiveram a capacidade de colocar limite de idade – até 18 anos. Surdos na universidade, como ficam? Ah, não ficam! Que se virem com seus super poderes.
É por isso que temos que infernizar de todos os jeitos possíveis esses legisladores, que inventam essas leis ridículas que só nos ferram a vida por total desconhecimento das nossas necessidades.

 http://cronicasdasurdez.com/direitos-dos-deficientes-auditivos/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+CronicasSurdez+%28Cr%C3%B4nicas+da+Surdez%29

À venda


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Pessoal, estou me desfazendo de um par de Siemens Motion 700 ITC (para perda moderada/severa, com conexão bluetooth via Tek/miniTek). Adquirido em 09/2010 e usado por menos de um ano. E também de um controle Tek (compatível com qualquer AASI Siemens que tenha conexão bluetooth) e  de um e-Charger + par de pilhas recarregáveis  nunca usadas (tamanho 13, ele recarregava meu Pure Carat, não recarrega o Motion pois são tamanhos de pilha diferentes).
Se alguém tiver interesse em comprar entre em contato comigo pelos comentários deste post. Não esqueçam que só quem pode dizer se o aparelho auditivo é indicado para a perda auditiva de vocês é uma fonoaudióloga de confiança. Se alguém quiser o Motion precisa saber de antemão que vai ter, obviamente, que refazer os moldes.
Depois da cirurgia de implante coclear, vou usar IC no ouvido direito e AASI no ouvido esquerdo. Estou ansiosamente na espera pela linha Micon da Siemens, que possui 48 canais, para seguir estimulando minha audição residual no OE até que seja feito o IC nele também – não sei quando isso vai acontecer, mas é a indicação. Quando a linha Micon chegar, vou me desfazer também de um par de Pure Carat da Siemens. Aí, aviso, caso alguém queira! :) 

 http://cronicasdasurdez.com/a-venda/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+CronicasSurdez+%28Cr%C3%B4nicas+da+Surdez%29

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O lugar mais silencioso do mundo

O lugar mais silencioso do mundo

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Essa eu encontrei no Facebook. Na sala mais silenciosa do mundo é possível ouvir o próprio sangue fluindo pelas veias. São apenas 9 decibéis de barulho. O silêncio é tão enlouquecedor que pode causar alucinações e até hoje o tempo máximo que alguém conseguiu ficar nesta sala foi de 45 minutos.
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Fui tirar a prova dos nove no Google e descobri uma reportagem da Vogue que diz o seguinte:
O lugar mais silencioso do mundo fica nos Estados Unidos e, para a surpresa de muitos, não está dentro de um monastério ou um penhasco distante. O silêncio mais preciso do mundo, que rendeu recorde no livro Guinness, fica guardado em uma sala de testes de um laboratório, em Minneapolis. A Anechoic Chamber (“câmara sem eco” em português), do laboratório Orfield, absorve até 99,99% do som graças ao seu revestimento de paredes duplas de aço, 30 cm de concreto e mais 3,3 m de espessura de vidro acústico. A sala testa o nível de barulho dos produtos de várias empresas. A Harley Davidson, por exemplo, usa a acústica para deixar suas motos menos ruidosas, sem mexer no ronco característico e patenteado do seu motor.
Mas o preço do sossego pode custar caro ao corpo humano. Ficar muito tempo dentro da câmara causa alucinações e afeta seriamente o desenvolvimento motor. De acordo com Steven Orfield, presidente do laboratório, para passar pela experiência de se trancar no quarto, só sentado na cadeira. “Normalmente, você se orienta pelos sons que escuta enquanto anda. Na câmara, você não tem essas pistas; você perde essas dicas importantes de percepção, que ajudam no equilíbrio do corpo”, explica. Segundo ele, nossos ouvidos se adaptam facilmente ao silêncio, e, quanto mais quieta for a sala, mais barulhos as pessoas poderão perceber ao seu redor – mesmo que você seja o próprio som. “Você pode ouvir seu coração bater, escutar seu estômago reclamando alto e, outras vezes, ouvir até os seus pulmões.”
Interessante, não? :) 

 http://cronicasdasurdez.com/o-lugar-mais-silencioso-do-mundo/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+CronicasSurdez+%28Cr%C3%B4nicas+da+Surdez%29

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

ESPETÁCULO MUSICAL EM LÍNGUA DE SINAIS - SANTO ANDRÉ - SP





Local: Centro de Formação de Professores Clarice Lispector
Endereço: Rua Tirol, nº 5, Vila Matarazzo, Santo André

V Seminário sobre Inclusão Social dos Surdos



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Convite para a Inauguração do IFSC - Câmpus Palhoça Bilíngue

A Magnífica Reitora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina, Prof.ª Maria Clara Kaschny Schneider e o Diretor Geral do Câmpus Palhoça Bilíngue, Prof. Vilmar Silva, convidam para a solenidade de entrega do Câmpus Palhoça Bilíngue à comunidade.

Data: 26 de setembro de 2013, às 19h.
Local: Câmpus Palhoça Bilíngue
Endereço: Rua João Bernardino da Rosa, s/n
Cidade Universitária Pedra Branca
Palhoça - SC

Favor confirmar presença até 18/09 pelo e-mail eventos.palhoca@ifsc.edu.br ou através dos telefones (48) 3341-6615 ou (48) 8830-1287.

Programação:
18h - Recepção dos convidados
19h30 - Cerimonial
21h - Coquetel

Haverá ainda:
- exposição de trabalhos acadêmicos;
- apresentação teatral: Companhia Mãos Livres (teatro surdo);
- lançamento de livros.

Governo de Pernambuco entrega celulares para pessoas com deficiência auditiva

Publicado em 05/09/2013, Às 19:45

O Governo de Pernambuco, por intermédio das Secretarias de Ciência e Tecnologia (Sectec) e de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (Sedsdh), irá entregar amanhã (06/09) os primeiros celulares do Projeto Nambiquara “Audição Digital” para 42 pessoas com deficiência auditiva selecionadas em edital.
A entrega acontece às 14h no auditório da Sectec, na Rua Vital de Oliveira, 52, Bairro do Recife. O Projeto prevê a concessão de aparelhos de telefonia móvel e de uso de software tradutor de voz para 621 usuários que se mostraram interessados em participar como voluntários e em caráter experimental, das ações do Nambiquara.
Os demais usuários irão receber os celulares na próxima semana. Ao todo, estão sendo investidos R$ 533 mil. O Projeto de Telefonia para surdos é um teste de campo para pesquisa de inclusão de deficientes auditivos à rede de telecomunicações móvel.
De posse dos aparelhos celulares, os primeiros beneficiados poderão executar o sistema desenvolvido e testá-lo para transformá-lo em um produto comercial acessível a todos os deficientes auditivos. Os 621 aparelhos foram comprados pela Sectec no final de 2012.

http://jconlineblogs.ne10.uol.com.br/jcnegocios/2013/09/05/governo-de-pernambuco-entrega-celulares-para-pessoas-com-deficiencia-auditiva/

PALESTRA E OFICINA COM RON ICE MÜLLER DE QUADROS - CAMPO GRANDE - MS




https://www.facebook.com/photo.php?fbid=577920418968721&set=a.400530600041038.87909.100002523053488&type=1&theater

Libras Escrita - PARTICIPE da aula gratuita

PARTICIPE da aula gratuita com Madson Barreto
Dia 11/09 às 20h, VIA INTERNET
"Descubra como aprofundar em 6x seus conhecimentos da Libras e memorizar sinais até 4x mais rápido"...
(conteúdo em português)


Inscrição gratuita: http://aulagratis.librasescrita.com.br/euquero
 
 https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn2/1175614_503303849752660_952748027_n.jpg
 
 

Escrita de Sinais - Tornando a vida mais fácil

Tornando a vida mais fácil

Descubra como a Escrita de Sinais facilita o aprendizado da Libras,
a memorização de sinais, como auxilia no trabalho do intérprete de Libras,
do professor e até mesmo do pesquisador das Línguas de Sinais…

Neste vídeo vou demonstrar porque a Escrita de Sinais é
mais 
prática e eficaz que anotações em glosas (EU IR CASA J-O-A-O) ou
anotações descritivas (duas mãos espalmadas, concêntricas, perpendiculares
tocam-se 2 vezes na ponta dos dedos)…

E também como facilita o dia a dia do familiar do surdo…




http://blog.librasescrita.com.br/tornando-a-vida-mais-facil/#comment-382

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

13º ENCONTRO DE ESCOLAS DE SURDOS - 04 E 05/10/13 - SANTA CRUZ DO SUL - RS


FILME O CANGACEIRO E O LEÃO na versão LIBRAS!

Acesse o filme: http://goo.gl/1tGeYf.

 E compartilhe para quem precisa.


 

http://www.filmesquevoam.com.br/filme.php?id=469

SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA- BA

Salvador-Ba
Divulgando o seminário de educação inclusiva que acontecerá do dia 21/09/13 e será no auditório na FIB.
Terá certificado.

 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=625431167496855&set=a.489700197736620.114882.489677664405540&type=1&theater

Itaboraí promove aula inaugural do curso gratuito de Libras

Cerca de 300 pessoas aguardam pela abertura de mais turmas
Aula inaugural do curso de Libras - Foto Sandro Giron
Aula inaugural do curso de Libras – Foto Sandro Giron
A Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Itaboraí (Semec), por meio da coordenação de Educação Especial, realizou, na tarde desta quarta-feira (21), na sede da OAB, a abertura oficial do Curso Básico de Libras (Língua Brasileira de Sinais), com aulas gratuitas destinadas a surdos e ouvintes. O evento marcou também o início da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência na cidade.

“Estamos felizes em oferecer, enquanto poder público, um curso voltado não apenas para os surdos, mas também para ouvintes. Para se ter uma ideia, há 300 pessoas aguardando a abertura de novas turmas”, afirmou Dilcelente Quintanilha, subsecretária municipal de ensino. “O governo está cuidando de cada cidadão em sua peculiaridade. Prova disso foi a convocação de 43 profissionais especializados em Educação Especial, a criação do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência e o projeto de implantação da clínica-escola para autista”.
Os instrutores de Libras Severino Pereira e Tarcísio Torres ministraram a “aula inaugural”, na qual foi transmitido aos alunos ações como a forma de aplaudir os surdos, o modo de abordar uma pessoa surda, os sinais do alfabeto e números em Libras. A ementa do curso consiste no aprendizado de aspectos históricos, culturais, linguísticos, educacionais e sociais, referentes à cultura surda; aquisição de leitura e escrita de Libras; vocabulário, datilologia e os parâmetros usados no ensino; análise reflexiva de estrutura do discurso e avaliação através de vivências práticas e escritas.
Para o presidente da OAB de Itaboraí, Jocivaldo Lopes, o município está evoluindo em Educação e buscando uma inclusão social, por meio de um governo atuante pela sociedade.
“Que este curso seja um sucesso, e que vocês possam ter um grande desempenho. A OAB está de braços abertos para todos”, afirmou Lopes.
A partir da próxima segunda-feira (26), as aulas, com duas horas de duração, acontecerão dus vezes por semana no Colégio Cenecista Alberto Torres, localizado na Rua Presidente Costa e Silva, n° 212, Centro. Haverá, ainda, atividades extras, como visitas a prédios históricos e passeios educativos, entre outros. O curso é composto por quatro níveis, com seis meses de duração cada. Ao todo, foram formadas 10 turmas, sendo nove de ouvintes e uma para surdos. Ao final de cada nível, os inscritos receberão certificado de conclusão emitidos pela Semec.
Iniciante no curso de Libras, a psicopedagoga Geruza Rangel, 30 anos, se diz empolgada com as aulas.
“Sempre me interessei por esta língua, e agora que tive oportunidade de fazer o curso, não vou desanimar, pois estou buscando mais este aprendizado”, disse Geruza.
Já a estudante Kassia Hellen, 15 anos e ingressando no 4° nível, sua fonte de inspiração foi sua amiga surda.
“Para me comunicar com esta amiga, fui aprendendo a Língua de Sinais e me encantei. Fiz outros cursos e agora quero dar continuidade, para futuramente me tornar uma intérprete”, comentou Kassia.
A coordenadora da Educação Especial de Itaboraí, Valéria Sales, comemorou a empolgação dos alunos no primeiro dia.
“É uma satisfação ver o aumento de pessoas que procuram o conhecimento de Libras. Isso se deve muito ao processo de inclusão dos surdos nas escolas, nas repartições públicas, e em empresas privadas, por exemplo. Um dos objetivos do curso é melhorar a comunicação entre a sociedade e as pessoas que possuem deficiência auditiva”, comentou Valéria.
Estiveram presentes ao evento a primeira-dama e coordenadora do Projeto Vida em Movimento, Ana Maria Cardozo, a subsecretária Administrativa da Educação, Rosemere Magalhães e o Chefe de Gabiente da Semec, José Leão Menezes.
Libras
A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é uma forma de comunicação e expressão, na qual o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constitue um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Foi reconhecida oficialmente e aceita como a segunda língua oficial brasileira, por meio da Lei n° 10.436, de 24 de abril de 2002.
 
 http://www.prefeituraitaborai.com/3637/itaborai-promove-aula-inaugural-do-curso-gratuito-de-libras/

MÊS AZUL!




Este é um mês importante para a comunidade surda... O NOSSO MÊS AZUL!
Um mês para mostrarmos o qto o surdo é importante, o quanto ele precisa ser valorizado em nossa sociedade preconceituosa e egoísta.
E para começar, ouvintes e surdos, vamos responder essa pergunta: "SER SURDO É..."

Oficina de Classificadores, com Rimar Romano Segala. 04 e 05/10/13 - PORTO VELHO - RO


DE QUE ADIANTA DUAS PERNAS SAUDÁVEIS SE VOCÊ TEM A MENTE DOENTE?


SINAIS DE MATEMÁTICA EM LIBRAS - Profª surda Zanúbia Dada


VI SEMANA DE LIBRAS - CAXIAS DO SUL

Prezados,
Façam sua inscrição pelo site da UCS. Segue o link com o formulário de inscrição: 


http://www.ucs.br/site/eventos/vi-semana-de-libras-10-anos-ensinando-libras/

A INSCRIÇÃO É GRATUITA!!!
Aproveitem as vagas são limitadas.


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OFICINA DE LIBRAS - GRATUITA - SALVADOR - BA




GRATUITO - Salvador/Bahia
Inscrição aberta para a próxima semana
Salvador, Bahia
Levar no ato da Inscrição Carteira de Trabalho e Comprovante de Conclusão de Ensino Médio.

VOLTADO PARA INICIANTES OUVINTES.

Professora Especialista em Educação Especial e Inclusiva.
Licenciada em Letras-Libras
Proficiência em Libras de Uso e Ensino de Ensino Superior - PROLIBRAS



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TRE-CE capacita servidores na Língua Brasileira de Sinais

Curso de Libras aos servidores dos cartórios eleitorais

TRE-CE capacita servidores na Língua Brasileira de Sinais

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) deu início, nesta semana, no Fórum Eleitoral, em Fortaleza, ao treinamento em Língua Brasileira de Sinais, Libras, para os servidores que trabalham diretamente com atendimento ao eleitor.

De acordo com o professor e intérprete de Libras Fernando Melo, que também é diretor administrativo da Associação de Surdos do Ceará, "é crescente a procura pelos cursos de Libras, no serviço público e em empresas privadas, porque o surdo tem o direito de ser atendido em sua língua".

Entre os servidores, a adesão ao curso foi imediata.

Jaqueline Fontenele, da Central de Atendimento ao Eleitor, avalia que o treinamento vem da "necessidade de aprimorar o atendimento, garantindo a acessibilidade".

A servidora Regina Marta Vasconcelos disse que "a Língua Brasileira de Sinais é, relativamente, fácil de aprender, mas é preciso agilidade nas mãos e prática constante".

A duração do curso é de 32 horas/aula. Além dos servidores da Central de Atendimento ao Eleitor, o TRE do Ceará está capacitando servidores da portaria e do protocolo.

Determinação legal
No Brasil, a Língua Brasileira de Sinais é oficial para surdos desde a edição da Lei n.º 10.436/2002. O Decreto n.º 5.626/2005 garante o acesso à educação e à saúde às pessoas portadoras de deficiência auditiva e determina que o Poder Público e concessionárias do serviço público devem garantir o atendimento diferenciado em Libras para os deficientes auditivos, realizado por servidores e funcionários capacitados.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social TRE-CE 

http://www.tse.jus.br/noticias-tse/2013/Maio/tre-ce-capacita-servidores-na-lingua-brasileira-de-sinais

ASSISTA ÀS SÉRIES DO PROGRAMA SALTO PARA O FUTURO COM INTÉRPRETE DE LIBRAS, LEGENDA E ÁUDIO NA TV INES

ASSISTA ÀS SÉRIES DO PROGRAMA SALTO PARA O FUTURO COM INTÉRPRETE DE LIBRAS, LEGENDA E ÁUDIO NA TV INES, É A FORMA MAIS ACESSÍVEL PARA TODOS NÓS.

EDUCAR NA BIODIVERSIDADE 1
http://www.tvines.com.br/video.php?idVideo=152


EDUCAR NA BIODIVERSIDADE 2
http://www.tvines.com.br/video.php?idVideo=153

EDUCAR NA BIODIVERSIDADE 3
http://www.tvines.com.br/video.php?idVideo=154

EDUCAR NA BIODIVERSIDADE 4
http://www.tvines.com.br/video.php?idVideo=155

EDUCAR NA BIODIVERSIDADE 5
http://www.tvines.com.br/video.php?idVideo=156

SOBRE LIBRAS


A LIGA - + 03/09 - Os desafios de ser deficiente

 A Liga mostra mundo dos deficientes

No programa, os jornalistas vivenciam o que mostram na TV. A Liga vai ao ar às terças-feiras às 22h30. Veja todos os vídeos de A Liga.

 Parte 1 - Mari Weickert sofre ao andar de cadeira de rodas

No episódio sobre 'Os desafios de ser deficiente', Mariana Weickert conheceu o cadeirante Paulo, que deu dicas de acessibilidade para que ela passasse um dia se locomovendo de cadeira de rodas.


Parte 2 - China topa desafio de passar um dia sem escutar

Para compreender melhor o mundo de uma pessoa surda, China usou protetores auriculares e passou 24 horas sem escutar.


Parte 3 - Cazé apita partida de futebol com pessoas surdas

Com a ajuda do deficiente auditivo Leonardo Castilho, Cazé assumiu o apito e foi árbitro de futebol jogado por pessoas surdas.


Parte 4 - Rita Batista conversa com mães de deficientes

No programa desta terça-feira, dia 3, Rita Batista visitou a AACD e bateu um papo com as mães de crianças especiais.


Parte 5 - Cadeirante supera trauma e anda de motocross

Após sofrer um acidente e virar cadeirante, Paulo superou o trauma e utiliza uma motocicleta adaptada para praticar o esporte que mais gosta.


Parte 6 - Cazé vai a uma balada para surdos

Através da vibração do piso, as pessoas com deficiência visual podem se divertir em uma balada improvisada.



  Veja todos os vídeos de A Liga.

 http://aliga.band.uol.com.br/episodio/100000628046/14657121/a-liga-mostra-mundo-dos-deficientes-e-desabamento-em-sp.html

Curso de Libras Módulo I (Básico) - Polo do Instituto Seli em Guarulhos.


Corram e façam suas inscrições!
Última chamada para o Curso de Libras Módulo I (Básico) - Polo do Instituto Seli em Guarulhos. Início das aulas: 10 de setembro.

FITA AZUL (SETEMBRO AZUL)


POR QUE OS SURDOS QUEREM ESCOLAS DE SURDOS?


O surdinho na farmácia (LIBRAS)

Oficina de máscaras africanas em LIBRAS

Vídeo produzido para a disciplina de Libras, Departamento de Geografia, Universidade Federal do Triângulo Mineiro.

 Postado no blog a pedido de Diego.

 From: diego-carlinho@hotmail.com 
To: danianepereira@hotmail.com
 Subject: Confecção de Mascaras africanas em Libras
 Date: Tue, 3 Sep 2013 10:13:39 -0300 

Olá tudo bem? Se puder, ajude a divulgar esse vídeo sobre confecção de mascaras africanas em Libras Creio que seja de seu interesse:

  http://www.youtube.com/watch?v=iKa_-z0mjC8&feature=youtu.be&a

  Att, Diego



Parabéns Diego e colegas.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

BÍBLIA EM LIBRAS

Pessoal,

Esses dvds foram produzidos pela igreja BATISTA. São dvds feito com carinho.

Preço especial Colossense R$25,00 frete grátis.
Efésios R$ 25,00 frete gratis.
Colossenses + Efesios R$ 48, frete grátis

Qq dúvida, email: peggyzinha@gmail.com
Abraços!


 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=569302653131910&set=a.165993643462815.43466.143740709021442&type=1&theater

Sistema FM disponível pelo SUS para estudantes com deficiência auditiva

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Essa notícia merece ser espalhada, especialmente porque as pessoas reclamam muito do preço do Sistema FM no Brasil – pelo que me informaram, entre R$7.000 e R$10.000!!! Portaria publicada no Diário Oficial da União traz ótimas notícias para estudantes com idade entre 5 e 17 anos que usam aparelhos auditivos ou implantes cocleares. O Sistema FM foi incluído na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais do SUS. Os critérios para receber o kit são:
• Possuir deficiência auditiva e ser usuário de Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI) e/ou Implante Coclear (IC);
• Possuir domínio da linguagem oral ou em fase de desenvolvimento;
• Estar matriculado no Ensino Fundamental I ou II e/ou Ensino Médio; 
• Apresentar desempenho em avaliação de habilidades de reconhecimento de fala no silêncio.
Neste link do Ministério da Saúde há uma ótima explicação sobre como o Sistema FM pode ajudar os estudantes. No meu período de colégio, infelizmente, não usei essa tecnologia assistiva (nem sei se já existia no meu tempo), mas acho fundamental para quem tem deficiência auditiva e está numa sala de aula, ambiente que é puro ruído, no qual a pessoa com DA tem grande dificuldade de entendimento de fala.
Para saber tudo sobre o Sistema FM, clique aqui e clique aqui - via Desculpe Não Ouvi. Pela informação que consegui junto ao Ministério da Educação, os pais que quiserem conseguir o FM deverão se dirigir à Secretaria da Educação da sua cidade, pois esta fará a articulação necessária junto à Secretaria de Saúde e SUS.
PS: Não consegui descobrir como ficam os estudantes usuários de AASI e IC que cursam faculdade, seja ela pública ou privada. O limite de idade me pareceu de certa forma discriminatório, afinal, são também estudantes com deficiência auditiva tentando acompanhar as aulas.

http://cronicasdasurdez.com/sistema-fm-disponivel-pelo-sus-para-estudantes-com-deficiencia-auditiva/

Surdo oralizado e Procurador

Advogado
‘Eu tinha 28 anos em 1999, quando, após uma inflamação boba no tímpano, decorrente de um mergulho, uma médica pediu uma audiometria “só para ter certeza” de que tudo estava bem.  Apareceu uma perda moderada no ouvido direito. Aí me dei conta de que ficava achando que o celular tinha problema, a toda hora aumentando ou diminuindo o volume, sem perceber que era porque estava em um ou outro ouvido.  Que pedia para saírem da frente da televisão “porque eu não estava ouvindo”, o que era uma piada pronta.  Sim, a surdez estava ali, e não era por conta da inflamação no tímpano, já estava lá antes.
O momento da vida era o “tudo ao mesmo tempo agora”: casado há um ano e meio, aprovado há dois num concurso para Procurador, no primeiro ano do Mestrado, minha primeira experiência como Professor. Claro, fiz que não era comigo e passei a virar a cabeça de lado quando queria ouvir melhor. Sempre gostei de falar em público e sempre me achei bom nisso. Mas os problemas foram piorando. Ao chegar para uma audiência, troquei de lugar com a parte, para poder ouvir melhor o que o Juiz diria.  A Juíza entrou e, com impaciência, me mandou destrocar, afinal “aquele não era o lugar certo” (embora não faça a menor diferença para o andamento dos trabalhos). Tive vergonha de dizer o motivo, fui para o lugar “certo” e ainda tive que ver os risinhos dos funcionários, que achavam que eu simplesmente não sabia onde me sentar na audiência. Num seminário, em que eu era um dos dois palestrantes e ainda havia um mediador, troquei a plaquinha de lugar, para ficar à direita (e poder ouvir o mediador falar ao meu ouvido esquerdo). Mas a zelosa funcionária foi lá, desfez a troca e ainda ficou zangada comigo (afinal – falo sobre isso em outro texto para o blog – para ela e para todo mundo não existe meio-surdo, e se eu era surdo não deveria ter a petulância de estar ali palestrando).
Os otorrinos são um capítulo à parte. Não vou citar nomes, para não cometer injustiças, já que a minha experiência individual pode não refletir o todo do profissional. O primeiro, após confirmar a audiometria, disse o seguinte: pela medicina do trabalho, só é considerado inválido quem tem surdez bilateral, se você só tem perda em um ouvido, e ainda mais parcial, não pode se aposentar.  Então tá: eu ali, aos 30 anos, iniciando duas carreiras que dependem da audição e da fala, cheio de sonhos e de planos, esperando meu primeiro filho e ele achando que eu queria me aposentar?  Na saída, vi o diploma de “médico do trabalho” orgulhosamente pendurado na parede e nunca mais voltei. Fui ao segundo. Esse disse que não faria a cirurgia porque, pela literatura médica, 1 em cada 50 estapedectomias (2%) resulta em perda total da audição, sem possibilidade sequer de usar o AASI depois.   O terceiro, foi exatamente o oposto.  Paguei 250 reais (em 2001) pela consulta para, em menos de 5 minutos de conversa, sem olhar para meu rosto e sem levantar da cadeira, me entregar um papel com os preços dele, do assistente, do anestesista e dizendo que exames eu teria que fazer para a cirurgia. Quando tive a audácia de perguntar sobre a tal estatística dos 2%, ele disse: “é verdade, mas eu já fiz mais de 500 cirurgias desse tipo, e todas que deram errado eu operei de novo e o paciente recuperou a audição”. Também nunca mais voltei.
Minha teimosia continuava. Concluí o Mestrado e continuei dando aula e fazendo sustentação oral (é o nome que se dá às argumentações orais que os advogados fazem nos tribunais).  Hoje, olhando para trás, tenho certeza de que no dia da minha defesa de dissertação, fiz um bocado de leitura labial inconsciente, pois o ouvido direito já tinha uma perda séria e o esquerdo começava a cair, embora devagar.  No velho dilema entre operar ou não, optei pelo AASI e detestei. Um intra-canal, que vivia entupindo de cera, dava microfonia e me deixava com dores. Acabou abandonado.
Foi aí que o destino deu uma daquelas voltas inexplicáveis. Estávamos esperando nosso segundo filho e minha mulher teve uma inflamação séria no tímpano.  O obstretra encaminhou para um otorrino e, por esse caminho torto, acabei achando o médico em que confio 100%.   Calmo, ponderado, conversou longamente comigo sobre como era a minha rotina e o quanto ouvir bem era ou não importante para mim.  Também não me deixou decidir logo pela cirurgia.  Quis que eu pensasse durante alguns meses, afinal o risco existe, e eu estava com dois filhos pequenos, em ascensão profissional e ainda relativamente jovem. Só então que – até quando esta expressão vai resistir – “a ficha caiu”. Após todos estes anos, eu não havia pronunciado a palavra “surdez” uma única vez.  Afinal, mesmo sem perceber, eu ainda me via “do outro lado”, achando que surdos eram criaturas de outro mundo, que só usavam linguagem de sinais e se sentiam confortáveis com o buzinaço de um engarrafamento. Sim, eu ainda tinha muito o que aprender sobre qual era “o meu mundo” e como ele era.
Fiz a cirurgia em 2003 e foi um sucesso. Fiz uma doação do meu antigo AASI e segui a vida.  Quando fiz a audiometria de controle, seis meses depois, mais uma surpresa: o direito estava bom, mas o esquerdo havia caído tanto que, no global, eu estava ouvindo pior.  Não desanimei e fui para a segunda cirurgia. Bingo! Audição quase normal nos dois ouvidos. E aí, pé no acelerador. Voltei a estudar inglês, passei um mês numa Universidade americana, me candidatei a dois doutorados aqui no Brasil, e comecei a cursar um deles em 2007. Com a vida acelerada, comecei a relaxar nas audiometrias, cheguei a deixar passar mais de um ano sem fazer. Mas os sinais voltaram. E o auto-engano também.  Que celular ruim, não consigo uma ligação decente. Como esse cara fala mal, não tira a mão da frente da boca! Como esse pessoal do trabalho ri de piada sem graça!
Comecei a ficar atormentado com a acústica dos Tribunais. Será que ninguém pensa que um surdo também pode advogar?  Não existia nada pior do que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Não sei se ainda é assim, mas as salas de julgamento tinham chão de taco e divisórias de compensado.  Quando alguém passava ao lado da sala – pelo lado de fora – com um sapato de salto barulhento, era o suficiente para eu não entender nada.  E, embora houvesse microfones em algumas salas, os Senhores Desembargadores simplesmente “não gostavam” de usá-los, além de falar olhando para baixo e com péssima dicção.
Mas retomei as audiometrias e elas não mentiam.  A otosclerose estava de volta, agora coclear. Progressiva e incurável. Minha companheira para o resto da vida, junto com o zumbido, que nunca me abandonou. Não podia mais me apoiar na ideia de que um dia iria fazer  uma cirurgia e acordar desse pesadelo.  Foi a segunda “queda de ficha”. A audição nunca mais iria melhorar, só piorar. E aí eu descobri que, para ser surdo, não importa o tamanho da sua perda auditiva, importa o quanto ela  interfere nos seus sonhos e nas coisas que você faz na vida. Imaginei um professor de música com uma perda moderada.  Um cardiologista que não consegue mais usar o estetoscópio. A mãe que não consegue ouvir, ao telefone, os filhos adultos que moram em outra cidade.  Sim, quanta gente sofre em silêncio e, como eu já pensei um dia, acha que não tem nem o direito de se considerar surdo.
Esta descoberta foi libertadora. Acho que tinha uma certa “comiseração às avessas”: nunca gostei de falar sobre o assunto, nem de me ver como surdo, porque sei que muitos têm perdas bem mais sérias que a minha.  Como eu poderia dizer que sou surdo se ainda consigo falar ao telefone (muito mal, mas consigo), se jogo futebol e muitos dos meus companheiros de jogo nem sabem da deficiência (embora reclamem da minha “desatenção” na hora em que pedem para eu passar a bola)?.   Além disso, nunca quis ouvir algo do tipo: “nossa, ele conseguiu isso tudo apesar da deficiência”.
Redescobri então o AASI, em 2011, desta vez bilateral, muito mais moderno (o que dez anos de progresso não fazem!), levíssimo e fora do canal.  Agora já não tinha mistério. Sempre gostei de usar o cabelo bem curto, e lentes de contato em lugar dos óculos.  Continuei fazendo assim, pois os aparelhos ficam bem visíveis e é bom que fiquem mesmo. Passei também a ver a vida como uma espécie de corrida contra o tempo.  Já que a doença é progressiva e um dia me deixará completamente surdo mesmo, vou logo tentar realizar todos os sonhos.  Me candidatei a um pós-doutorado no exterior e, por conta disso, fui aprender francês.
A vida, realmente, nos prega peças.  E não é por acaso, é porque precisamos aprender algo.  No meu caso, é porque nestes quinze anos nunca havia compartilhado minhas angústias com outras pessoas que tivessem o mesmo problema.  Não tinha amigos surdos, nunca conversei com nenhum surdo, nunca tinha contado minha história.  Acho que é por isso que este texto está tão longo.  Quinze anos esperando para contar para alguém.
Bem, mas porque eu disse que a vida nos prega peças? Continuando a história, meu projeto do pós foi aprovado e, sem saberem da minha surdez, me mandaram um convite para, logo no início do período, fazer uma palestra (em inglês) para estudantes de pós-graduação que estariam aqui para um módulo de três semanas.  Passei noites sem dormir, principalmente depois que cheguei aqui e vi que os estudantes tinham origens e sotaques tão diferentes, que eu não conseguia entender absolutamente nada do que metade deles falava.  Meu grande medo era não conseguir entender as perguntas. Quando terminei de falar, pedi aos alunos que perguntassem bem devagar e olhando para mim, “porque tenho dificuldade de entender alguns sotaques”, e me desculpei por isso. Tudo deu certo, consegui entender quase tudo e responder a tudo.  Fui dormir alividado e muito, mas muito feliz.    No dia seguinte, porém, aconteceu algo extremamente desagradável, que eu prefiro não contar, relacionado à surdez. Um dia no céu, outro no inferno!
Cheguei à Universidade muito triste e procurei no google “otosclerose coclear”. Talvez eu estivesse, numa recaída, de volta à procura por uma solução mágica, uma cirurgia, uma pílula milagrosa,  negando a realidade.  A solução mágica não veio, mas veio a prova de que, como eu disse lá em cima, a vida prega peças e o destino dá voltas inacreditáveis que nos levam ao lugar certo. Não descobri a solução mágica – que eu sei que não existe – mas cheguei a este blog, que trouxe a peça que faltava no meu quebra-cabeça: descobrir outras pessoas com problemas parecidos (quase sempre mais graves), saber de suas angústias, rir e chorar com as histórias. Detesto a ideia de falar da minha vida na internet (por isso, até hoje, não tenho conta em nenhuma rede social), por isso me surpreendi com minha vontade de compartilhar coisas tão íntimas com tantas pessoas que eu nem conheço. Ou melhor, conheço bastante, pois ao menos sei que eles têm a exata noção do que é “sempre ouvir, às vezes endender e nunca ter a certeza de realmente ter entendido”. Obrigado, Paula.’

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