RYBENINHA

RYBENINHA
SINAL: BEM -VINDOS

DÊ-ME TUA MÃO QUE TE DIREI QUEM ÉS



“Em minha silenciosa escuridão,
Mais claro que o ofuscante sol,
Está tudo que desejarias ocultar de mim.
Mais que palavras,
Tuas mãos me contam tudo que recusavas dizer.
Frementes de ansiedade ou trêmulas de fúria,
Verdadeira amizade ou mentira,
Tudo se revela ao toque de uma mão:
Quem é estranho,
Quem é amigo...
Tudo vejo em minha silenciosa escuridão.
Dê-me tua mão que te direi quem és."


Natacha (vide documentário Borboletas de Zagorski)


SINAL DE "Libras"

SINAL DE "Libras"
"VOCÊ PRECISA SER PARTICIPANTE DESTE MUNDO ONDE MÃOS FALAM E OLHOS ESCUTAM, ONDE O CORPO DÁ A NOTA E O RÍTMO. É UM MUNDO ESPECIAL PARA PESSOAS ESPECIAIS..."

LIBRAS

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"Se o lugar não está pronto para receber todas as pessoas, então o lugar é deficiente" - Thaís Frota

LIBRAS

LIBRAS
Aprender Libras é respirar a vida por outros ângulos, na voz do silêncio, no turbilhão das águas, no brilho do olhar. Aprender Libras é aprender a falar de longe ou tão de perto que apenas o toque resolve todas as aflições do viver, diante de todos os desafios audíveis. Nem tão poético, nem tão fulgaz.... apenas um Ser livre de preconceitos e voluntário da harmonia do bem viver.” Luiz Albérico B. Falcão

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS
“ A língua de sinais anula a deficiência e permite que os sujeitos surdos constituam, então, uma comunidade linguística minoritária diferente e não um desvio da normalidade”. Skliar

segunda-feira, 21 de março de 2022

DIALOG(ANDO) COM A BIBLIOTECA! 1º/04/2022

 


** Nossa próxima convidada:
Professora Ma. Myrna Salerno Monteiro

Livro: "A Interferência do Português na Análise Gramatical em Libras: O Caso das Preposições"

@amazonprime

FONTE: https://www.facebook.com/photo/?fbid=5281078975244853&set=a.300524386633695

Fugir da guerra sem ouvir as sirenes de alerta

 


À chegada à Roménia, uma mão cheia de voluntários apoia os refugiados ucranianos surdos a fazer a transição não só para uma nova língua, mas para um novo alfabeto sabendo que entre o círilico e o latino há um mundo de desafios.

Tamara já falava língua gestual inglesa e isso ajudou à comunicação. Deixou a Ucrânia logo a seguir aos primeiros bombardeamentos. Atravessou a fronteira com a Roménia e foi em Siret que conheceu esta equipa de voluntários. Está provisoriamente a viver em Botosani, na Roménia, mas quer chegar a Praga, na Chéquia.

Não é a única a querer afastar-se da fronteira com a Ucrânia. "A maioria deles não quer ficar perto das fronteiras, sentem-se demasiado próximos da zona de conflito e têm medo," diz Daniel Hliban, presidente da Associação romena de Surdos em Botoșani, acrescentando que mesmo os locais "não sabem bem como lidar com isto [a guerra]".

Esta associação dá agora abrigo a 13 refugiados surdos, incluindo algumas crianças.

Cumprem agora o protocolo de registar todos os que por aqui passam. O fluxo de refugiados não pára desde o início da guerra e com ele o trabalho contínuo de encontrar um teto para quem chega.

De acordo com dados recolhidos no local pela Euronews Roménia, Associação romena de Surdos já apoiou quase um milhar de refugiados da Ucrânia desde 24 de fevereiro.

São uma fatia especialmente vulnerável dos 3 milhões de refugiados que foram empurrados para fora da Ucrânia.

Na Roménia, usam a língua gestual para comunicar o que mais desejam e para a câmara deixam três frases: "Por favor, parem a guerra"; "Queremos a paz"; "Queremos voltar para casa, para a Ucrânia".

FONTE: https://pt.euronews.com/2022/03/17/fugir-da-guerra-sem-ouvir-as-sirenes-de-alerta

Secretaria de Cultura e Economia Criativa abre inscrições para curso de Libras - AM

 


A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa abre, nesta segunda-feira (21/03), as inscrições para o curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) Básico. As aulas são gratuitas e, ao todo, 40 vagas para o curso com carga horária de 80 horas serão disponibilizadas. O link das inscrições poderá ser conferido no Portal da Cultura (www.cultura.am.gov.br) ou na página no Instagram @culturadoam, a partir das 10h.

O secretário de Estado de Cultura e Economia Criativa, Marcos Apolo Muniz, informa que o curso é oferecido pela Assessoria de Inclusão da Pessoa com Deficiência da pasta desde 2012 e já formou mais de 350 pessoas.

“É nosso papel e uma determinação do governador Wilson Lima promover a inclusão. Fazemos isso nos nossos espetáculos, nas nossas atividades, destaca o titular da pasta. “É uma atividade gratuita, com 40 vagas disponíveis, voltada para o público em geral e qualquer pessoa, a partir dos 16 anos, pode participar”.

As aulas terão início no dia 29 de março e serão ministradas de terça a quinta-feira, das 14h às 16h, no Centro Cultural Palácio da Justiça (avenida Eduardo Ribeiro, 901, Centro). A proposta do curso básico é trabalhar uma linguagem para simples comunicação, como cumprimentos, advérbio de tempo, calendário, transporte, animais e família.

Departamento – Criada em maio de 2012, a Assessoria de Inclusão da Pessoa com Deficiência oferece atendimento a pessoas com deficiência (PcDs) que procuram os espaços e espetáculos da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

A equipe faz a recepção e presta serviço de interpretação de Libras e audiodescrição nos equipamentos culturais administrados pelo Governo do Amazonas.

Um exemplo recente foi o Carnaval que, neste ano, pela primeira vez, teve transmissão com audiodescrição. Para ninguém perder a apresentação das escolas de samba de Manaus, realizado em formato de live, a Assessoria de Inclusão da Pessoa com Deficiência realizou a transmissão com audiodescrição e tradução para Libras.

FONTE: http://agenciaamazonas.am.gov.br/noticias/secretaria-de-cultura-e-economia-criativa-abre-inscricoes-para-curso-de-libras/


Como "CODA" passou de "filme impossível" a candidato ao Óscar de Melhor Filme

 


Com orçamento modesto, filme sobre família de surdos foi filmado em condições extremas. Foi "impossível de fazer" reconheceu a realizadora. Agora, "CODA" está na corrida ao Óscar de melhor filme.

Com um orçamento modesto de dez milhões de dólares, o filme “CODA – No Ritmo do Coração” foi um filme “impossível de fazer”, disse a argumentista e realizadora Siân Heder, num evento organizado pela publicação Variety.

“A logística foi tão difícil”, afirmou a cineasta. “Foi um filme impossível de fazer com o tempo e os recursos que tínhamos. Sentíamos que a qualquer momento tudo se podia desmoronar”.

A história centra-se numa família de surdos em que Ruby (Emilia Jones) é o único membro que consegue ouvir. O acrónimo CODA designa, em inglês, filhos ouvintes de pais surdos (‘Child of Deaf Adults’), um tema raramente abordado por Hollywood que agora chegou aos Óscares.

“É uma história muito bonita para mostrar a nossa cultura”, considerou o ator surdo Daniel Durant, que interpreta o papel de Leo. A intensidade emocional do filme tem sido destacada pela crítica, numa temporada de prémios com várias nomeações e distinções.

“Houve uma jornada artística no filme, mas também uma consciencialização de quão ignorados e marginalizados estes atores incríveis têm sido”, afirmou Siân Heder. “Sinto que é essencial mandar esta porta abaixo”.

A cineasta disse mesmo que fazer este filme mudou a sua vida e caracterizou o processo criativo como “caloroso e saciante”, elogiando as qualidades pessoais dos atores. “Quero ser uma aliada desta comunidade e contar mais histórias de pessoas que foram marginalizadas”.

Com um orçamento tão baixo, explicou a realizadora, foi necessário filmar em condições extremas. O barco de pesca onde a família trabalha na história só aguentava dez pessoas de cada vez e não tinha casa de banho, o que obrigou a protagonista Emilia Jones a usar um balde para fazer necessidades.

“Foi tão difícil e sujo. E todos alinharam nisto”, disse Heder, referindo que a fasquia estava sempre muito elevada porque se alguma coisa corresse mal, como a rede não apanhar peixe no tempo de filmagem, não havia forma de repetir.

A falta de recursos tornou o sucesso de “CODA” surpreendente para toda a equipa, que viu o filme ser a sensação do festival de Sundance em 2021 e depois comprado pela Apple TV+ por 25 milhões de dólares. Na temporada de prémios, não só venceu Melhor Elenco nos Prémios do Sindicato dos Atores (SAG), como está nomeado para o Óscar de Melhor Filme.

“Éramos mesmo um filme muito pequenino e independente”, sublinhou Emilia Jones, recordando a emoção da vitória nos Prémios SAG. “Não tínhamos muito dinheiro, não tínhamos muito tempo, e todos os filmes com os quais estávamos nomeados tinham dinheiro e tempo. Foi incrível que nos tenham reconhecido”.

Além de Jones, o filme é protagonizado pelos atores surdos Troy Kotsur, Daniel Durant e Marlee Matlin, que foi a primeira atriz surda a ser nomeada e a vencer o Óscar de Melhor Atriz em 1987, pelo seu papel em “Filhos de um Deus Menor”.

“É uma jornada maravilhosa e deliciosa. Demorámos muito tempo a chegar a este ponto”, sublinhou Marlee Matlin, no mesmo evento. “Agora sabem que há atores surdos. Mas, ao mesmo tempo, queremos ser apenas conhecidos como atores, surdos ou não”.

Troy Kotsur, que venceu o prémio de Melhor Ator Secundário nos SAG, nos Prémios da Associação de Críticos e nos BAFTA, tornou-se o segundo ator surdo (e o primeiro homem surdo) a ser nomeado aos Óscares.

“Acredito que estas nomeações estão mesmo a fazer a diferença”, afirmou, contando que tem recebido várias propostas em Hollywood no seguimento do sucesso do filme. “Vejo Hollywood a tentar fazer algo novo. E isto é só o princípio”.

“CODA – No Ritmo do Coração”, que passou pelas salas de cinemas e se encontra disponível na Apple TV+ em Portugal, tem um argumento adaptado do filme francês “La Famille Bélier”, de 2014. Está nomeado para o Óscar de Melhor Filme, Melhor Argumento Adaptado (Siân Heder) e Melhor Ator Secundário (Troy Kotsur).

FONTE: https://observador.pt/2022/03/19/como-coda-passou-de-filme-impossivel-a-candidato-ao-oscar-de-melhor-filme/


sexta-feira, 18 de março de 2022

FENEIS - IMPORTÂNCIA PARA AS LUTAS DA COMUNIDADE SURDA - 23/04/2022

 


Palestra convida @magno_prates Vice-Presidente da FENEIS importante informação ASSOCIAÇÃO !

Dia 23 de Abril de 2022 às 19 hs
Live Instagram da Assb Barbacena.
FONTE: https://www.facebook.com/photo/?fbid=3300330786861056&set=a.1379383492289138

quinta-feira, 17 de março de 2022

CURSO = COMUNICAÇÃO EM LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS E FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO BILÍNGUE PARA SURDOS

 



FONTE: https://www.facebook.com/LibrasNaUfpr/photos/a.294768830699071/2107536459422290/

CURSO DE LIBRAS

 


A Feneis Paraná vai oferecer os cursos de Libras no início do ano 2022, tanto presencial e virtual.

👉🏼 O curso de Libras terá prática a Libras, aperfeiçoar e qualificar a sinalização, conhecer mais sobre a comunidade surda, e comunicar com o surdo (a), através ministrado pelo professor surdo.

👀 Terão presencial ou virtual, a sua escolha o que for melhor para você.

✨O link da inscrição está aqui:
https://ec2galileu.com.br/portal-preinscricoes/feneisbr
FONTE: https://www.facebook.com/feneis.oficial/photos/a.194545838695543/515794446570679/

CAS E AS LÍNGUAS DE SINAIS INDÍGENAS - 17/03/2022

 


O CAS SUDOESTE convida a todos os profissionais da Educação de Surdos para participarem da 1ª Live de 2022 a ser transmitida pelo canal do CAS no Youtube.
Teremos a presença da Palestrante Shirley Vilhalva.

A Live será transmitida por esse link:
https://www.youtube.com/watch?v=g7dhb4EDphQ

As inscrições poderão ser realizadas no momento da Live, no horário de cada evento. Aproveite e deixe seu like, inscreva-se em nossas redes sociais para acompanhar as novidades.

Instagram: https://www.instagram.com/cassudoestepr/
Site: https://casfranciscobeltrao.wixsite.com/cas-franciscobeltrao
Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCgLaY1cSZAnf4qLf8rmR8rQ
Esperamos por vocês!
FONTE: https://www.facebook.com/photo/?fbid=718612475971741&set=a.130826651416996

UFRR abre inscrições em minicurso sobre Língua de Sinais

 


A Universidade Federal de Roraima (UFRR) abriu inscrições gratuitas no minicurso on-line sobre Línguas de Sinais, Migração e Fronteiras.

Inscreva-se, aqui.

Conforme a instituição, os interessados podem se inscrever até o dia 25 de março. Já a atividade aberta ocorre no dia 29 pela plataforma Google meet, às 15h (horário de Brasília).

De acordo com a Universidade Federal, a atividade aborda questões identitárias e linguísticas com viés nos direitos humanos.

Além disso, o minicurso é uma ação do projeto “Formação para o trabalho com migrantes surdos” que integra o Programa Interinstitucional MiSordo. Esta é uma parceria da UFRR com a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).

Minicurso
Conforme a UFRR, o objetivo é refletir sobre as línguas de sinais em contextos de migração e fronteira, como a Língua de Sinais Venezuelana (LSV) e a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

O professor Paulo Jeferson Pilar Araújo, do curso de bacharelado em Letras/Libras da Universidade Federal de Roraima ministra as aulas.

Além disso, o projeto utiliza as atividades do programa MiSordo para debater outras ações de iniciativas de universidades brasileiras.

Misordo na UFRR
Criado em 2020, o Misordo tem como coordenadores os professores Augusto Azerêdo, professora Adriane Menezes na UFRR e pela professora Thaisy Bentes na Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).

O Misordo proporciona acesso à comunicação por meio de projetos e ações como serviços essenciais e assessoramento à comunidade por meio da LSV, no caso dos surdos Venezuelanos, e demais línguas.

FONTE: https://www.librasol.com.br/ufrr-abre-inscricoes-em-minicurso-sobre-lingua-de-sinais/?fbclid=IwAR19w9dNuLwg3Jj7cehDAcgBF0SAvi3ONYpKsM30DBgx43tHlnMn2lCuz4o

UFRR oferta minicurso sobre Línguas de Sinais, Migração e Fronteiras

 


Estão abertas até 25/03 as inscrições no minicurso on-line sobre Línguas de Sinais, Migração e Fronteiras. Na atividade serão abordadas questões identitárias e linguísticas pelo viés dos direitos humanos.
O minicurso é uma ação do projeto “Formação para o trabalho com migrantes surdos”, que integra o Programa Interinstitucional MiSordo, uma parceria da Universidade Federal de Roraima (UFRR) e a Ufopa.
O ministrante será o professor Paulo Jeferson Pilar Araújo, do curso de bacharelado em Letras/Libras da UFRR. O objetivo é refletir sobre as línguas de sinais em contextos de migração e fronteira, focalizando os casos da Língua de Sinais Venezuelana (LSV), utilizada por surdos venezuelanos migrantes em Boa Vista, e a Língua Brasileira de Sinais (Libras), encarada como língua de acolhimento.
Utilizando como estudo de caso as ações do programa MiSordo, serão debatidas também as possíveis frentes de ações a partir de iniciativas extensionistas de universidades brasileiras.
Aberta a todos os interessados, a atividade será realizada no dia 29 de março pela plataforma Google meet, com início às 15 horas (horário de Brasília).
As inscrições podem ser feitas pelo formulário disponível neste link. 

 FONTE: https://ufrr.br/ultimas-noticias/8191-ufrr-oferta-minicurso-sobre-linguas-de-sinais-migracao-e-fronteiras




20 ANOS DA LEI DE LIBRAS - 23/04/2022

 


*A Associação de Surdos de Manaus - ASMAN* convida a toda a comunidade Surda para participar do evento alusivo aos 20 anos da Lei de Libras.

Será realizado de forma virtual no dia 23 de Abril de 2022 às 17h com investimento de R$ 15,00.

Teremos como convidados a Profa. Dra. Patrícia Rezende e o Prof. Antônio Abreu, atual presidente da FENEIS.

Participe e convide seus amigos para participar também.

_*Link de inscrição:*_ https://shortest.link/3ioo

FONTE:
https://www.facebook.com/asman1989/photos/a.837546276600703/1611585902530066/

TST adere à tradução simultânea em Libras

 


O tribunal vai publicar um ato para que as sessões de julgamento sejam transmitidas também na Língua Brasileira de Sinais

O Tribunal Superior do Trabalho vai publicar nos próximos dias um ato determinando que todas as sessões de julgamento da Corte tenham tradução simultânea na Língua Brasileira de Sinais, a Libras. A decisão também compreende materiais em vídeo elaborados pelo tribunal, que também passariam a contar com opções de conteúdo inclusivas.

A inclusão tem que ser para todos e o acesso amplo à Justiça é uma de nossas missões, garantindo os princípios da dignidade e da democracia”, afirma o presidente do TST, ministro Emmanoel Pereira.

A assinatura do documento marca o início do processo que vai culminar na contratação do serviço para todas as transmissões do tribunal. A inclusão de legenda nos vídeos também está prevista no pacote.

FONTE: https://www.librasol.com.br/tst-adere-a-traducao-simultanea-em-libras/

quinta-feira, 10 de março de 2022

Jornalistas resgatam alunos surdos após bombardeio a escola na Ucrânia

 


Ataque russo atingiu dormitório e escritório de um internato no centro do país

Duas esquipes de imprensa resgataram cinco estudantes surdos, entre 11 e 19 anos, e uma professora nesta segunda-feira, 7, após um centro de formação multidisciplinar, reabilitação e educação inclusiva, que faz parte do Conselho Regional de Dnipropetrovsk, na região central da Ucrânia, ser bombardeado pelas tropas russas. Foram duas explosões. Uma abriu um buraco na parede do dormitório e a outra atingiu um escritório. Ninguém ficou ferido.

Jornalistas dos diários britânicos ‘The Sun’ e do ‘The Telegraph’ foram ao local, na cidade de Kamenskoye. Quase todos os estudantes do internato fugiram no primeiro dia da invasão russa, mas esses cinco restantes não tinham para onde ir porque seus pais moram em territórios ocupados.

As seis pessoas foram levadas para o norte, até a cidade de Zaporizhia, recebidas por funcionários de outra escola para surdos e devem seguir para o oeste.

FONTE: https://www.librasol.com.br/jornalistas-resgatam-alunos-surdos-apos-bombardeio-a-escola-na-ucrania/

quarta-feira, 9 de março de 2022

Finalista de Prêmio Nobel da Educação, professora brasileira de Libras é homenageada com sua versão da boneca Barbie e diz que 'igualdade não é inclusão’



Doani Emanuela Bertan ensina Libras e foi uma das doze homenageadas por fabricante de brinquedos no Dia da Mulher, ao lado de Shonda Rhimes e Pat McGrath


Com quase quinze mil inscritos no canal Sala8, Doani Emanuela Bertan, de 40 anos, ficou mundialmente conhecida pelo trabalho com crianças surdas. Há pouco mais de um ano, em 2020, a professora da rede pública de São Paulo ficou entre os dez educadores finalistas do Prêmio Nobel da Educação. Em entrevista ao GLOBO, ela contou que se considera "professora bilíngue raíz", já que sempre trabalhou com crianças surdas e, apenas em 2017, teve o primeiro contato com ouvintes.

- Desde a faculdade, já fui para o lado da inclusão. Foi apenas em 2017 que passei a ter turmas mistas, o que sempre tento fazer é buscar é um equilíbrio entre as duas realidades. Inclusão não é oferecer o mesmo recurso, igualdade não é inclusão -  explica a docente.

Para atender todos os públicos, a professora aponta a equidade como solução. A partir desta ideia, surgiu o canal Sala8, pioneiro no Brasil por trazer a Libras como principal língua.

- Não se trata de um conteúdo padrão com acessibilidade, ele foi planejado para os dois públicos. Eu tenho a voz em português, as imagens e tenho a Libras como protagonista. Ela não está em um cantinho pequenininho que ninguém enxerga, ocupa metade da tela – ressalta Doani que alerta que muitos conteúdos que dizem oferecer acessibilidade, não oferecem na prática.

O problema, para ela, já inicia no ensino público a partir do momento em que todas as crianças recebem livros didáticos em português.

- Imagine uma criança surda nesta situação. Ela recebe um material didático que não atende, não contribui para seu desenvolvimento linguístico. Que raio de inclusão é essa? Um surdo não pode ter que escrever uma prova na sua segunda língua. Padronizar não é incluir – questiona.

Além de dar assistência aos surdos, o canal contribui para a autonomia nos estudos das crianças ouvintes. Criado em novembro de 2017 para os trinta alunos que tinha à época, Doani não esperava atingir um público tão grande. Escolhida como uma das doze homenageadas pela marca Barbie, ela revela que não enxerga isso como um mérito pessoal, mas coletivo.

- Estou representando o meu país na área que é a minha maior paixão. Eu não vejo o meu rosto, mas sim todas as bandeiras que represento: escola de qualidade, ensino bilíngue e reconhecimento da Libras - celebra.

Homenagem da marca Barbie

No Dia Internacional da Mulher, a marca Barbie anunciou uma homenagem global a doze mulheres empreendedoras. De acordo com a assessoria, a ideia foi valorizar as mulheres que quebraram barreiras e são fontes de inspiração. Neste ano, a professora Doani Emanuela Bertan foi a brasileira escolhida para participar do projeto Mulheres Inspiradoras. Lançado em 2015, o projeto já homenageou outras três brasileiras: a surfista de ondas grandes Maya Gabeira em 2019, a biomédica Jaqueline Goes e a artista IZA em 2021.

- Sabemos que as crianças são inspiradas pelo que veem ao seu redor e é por isso que é tão importante que elas se vejam refletidas em modelos que superaram obstáculos e se tornaram as mulheres corajosas que são hoje - diz Lisa McKnight, vice-presidente sênior e chefe global de Barbie e bonecas da Mattel.

Além de Doani, confira as outras homenageadas deste ano:

- Shonda Rhimes, fundadora da American Television Production Company Shondaland;

- Ari Horie, fundadora e CEO da Women's Startup Lab e Women's Startup Lab Impact Foundation;

- Pat McGrath, maquiadora e fundadora do Pat McGrath Labs;

- Melissa Sariffodeen, CEO e cofundadora do Canada Learning Code e Ladies Learning Code;

- Adriana Azuara, fundadora da All4Spas;

- Jane Martino, presidente e cofundadora da Smiling Mind;

- Lan Yu, estilista de Moda;

- Butet Manurung, fundadora e diretora da SOKOLA;

- Sonia Peronaci, fundadora do site de comida italiana 'GialloZafferano';

- Tijen Onaran, CEO e fundadora da Global Digital Women e cofundadora da ACI Diversity Consulting; e

- Lena Mahfouf, criadora digital, cinegrafista e autora de 'Always More'.

 

FONTE: https://oglobo.globo.com/brasil/finalista-de-premio-nobel-da-educacao-professora-brasileira-de-libras-homenageada-com-sua-versao-da-boneca-barbie-diz-que-igualdade-nao-inclusao-25424011


Lei que define Libras como fator de desempate em concursos públicos é sancionada - LONDRINA

 


O objetivo é beneficiar pessoas surdas ou com deficiência auditiva, ampliando os mecanismos de atendimento e comunicação ofertados pelo poder público

Foi sancionada, nesta segunda-feira (7), a Lei Municipal nº 13.333 (clique aqui e confira), que estabelece Libras (Língua Brasileira de Sinais) como critério de desempate em concursos públicos e processos seletivos realizados em Londrina. 

O objetivo dessa lei, que foi criada a partir de um PL da vereadora Professora Flávia Cabral (PTB), é beneficiar as pessoas surdas ou com deficiência auditiva, ampliando os mecanismos de atendimento e comunicação ofertados pelo poder público.

Também está prevista a criação de uma central de intermediação oficial da Prefeitura, permitindo ao Executivo utilizar intérpretes contratados para garantir o atendimento, presencial ou remoto, às pessoas surdas ou com deficiência auditiva.

“A partir do momento que o curso de LIBRAS tiver peso diferenciado nos concursos, podendo definir os resultados, isso começa a gerar um impacto intenso em Londrina a médio e longo prazo, favorecendo milhares de pessoas. Este processo não irá gerar custos ao Município, ampliará o leque de atendimentos, além permitir a entrada de servidores mais preparados e gerar maior inclusão social”, disse Flávia Cabral.

FONTE: https://paiquerefmnews.com.br/noticia/lei-que-define-libras-como-fator-de-desempate-em-concursos-publicos-e-sancionada


Itabuna ganha primeira escola da Língua Brasileira de Sinais

 Espaço traz formação e também abre caminho para mercado de trabalho

Poucos de nós paramos para pensar na importância de alguém traduzir o conteúdo de uma conversa para aqueles que não podem ouvi-la, não é? Aí está um papel da Língua Brasileira de Sinais (Libras), cujo ensino acaba de ganhar uma escola inédita em Itabuna – aliás, no sul da Bahia como um todo. Estamos falando da InLibras.

Fundada pela intérprete Roberta Brandão, a unidade funciona na Travessa Santo André, nº 96, no bairro Conceição (Em frente ao Hotel Beira Rio). A inauguração, na noite de segunda-feira (07), contou com um culto conduzido pelos pastores Geraldo Meireles e Lucília Lopes. Ambos levaram uma mensagem que exalta o valor da inclusão e, sobretudo, de garantir que todos tenham os direitos respeitados.

O pastor Geraldo evidenciou a relevância daquela escola pioneira na região e os frutos que certamente oferecerá à sociedade sul-baiana. Sobre a fundadora, ele contou ter testemunhado o início do projeto e antevê (recorrendo ao teclado nosso de cada dia), sobre o futuro da profissional: “Vai escrever em caps lock, negrito e sublinhado o que deixou da vida”.

“Um direito conquistado”
Roberta, formada em História, é especialista em Libras e Educação de Surdos, além de Gestão Cultural, e atua como tradutora intérprete de Libras na Câmara de Vereadores. Prestes a abrir o empreendimento, concedeu entrevista ao Diário Bahia, enfatizando o valor de oferecer um espaço para o aprendizado sobre a cultura surda e a Língua Brasileira de Sinais – uma exigência na comunicação contemporânea.

Ela revela que passou a estudar sobre Libras na adolescência e dali só foi se aperfeiçoando nesse instrumento crucial para a comunidade surda. Com um caminho de quase 16 anos na área, reconhece que a pandemia ampliou a necessidade de os serviços virtuais alcançarem todos os públicos.

“Nossa escola é um lugar de fortalecimento do movimento surdo. A Associação de Surdos de Itabuna, por exemplo, ainda não tinha um espaço físico e a partir de agora, haverá uma cooperação constante”, constata. Ela argumenta, também, sobre o fato de ser uma exigência legal a tradução das mensagens em Libras nos órgãos públicos.

E analisa: “Uma conquista buscada pelas pessoas surdas, que há muito já militam por esses direitos: à comunicação, à informação, ao ir e vir, a ter um atendimento médico acessível; ou ir à Delegacia da Mulher prestar uma queixa. Esses espaços não têm profissionais que garantam essa acessibilidade. Então, a demanda é imensa para uma quantidade restritíssima de profissionais qualificados”, prossegue.

Investimento
Questionada sobre tempo de formação e custos para futuros alunos da recém-inaugurada escola, a intérprete explica: o aprendizado da língua de sinais vai do básico (12 prestações de R$ 210,00), intermediário (12 de R$ 230,00) ao avançado (12 vezes R$ 250,00) – sendo que cada etapa dura, ao menos, um ano. Em todos os níveis, está prevista isenção na matrícula e 5 por cento de desconto.

Cabe lembrar, ainda, o quão oportuno é o aprendizado da língua de sinais por professores, estudantes ou demais profissionais que lidem com o público. “Ao matricular um aluno surdo, a escola precisa de profissionais que tenham domínio linguístico para lidar com aquele aluno. Não cabe mais dizer: eu não posso matricular você, a escola não está pronta. As instituições públicas e privadas, sejam escolas, bancos, precisam respeitar as diferenças e os direitos da comunidade surda”, alerta.

Devido ao tempo de pandemia, frisa, são respeitadas todas as medidas sanitárias em favor do distanciamento, limitação de alunos por turma, uso de máscara e álcool em gel. Contatos podem ser feitos pelo telefone/WhatsApp (73) 99180-4436; Instagram @inlibrasba ou e-mail inlibrasba@gmail.com

Equipe envolvida
Segundo Roberta Brandão, a InLibras conta com profissionais bilíngues (professores surdos e ouvintes) que dominam a Libras. Assim, está aberta tanto para alunos surdos como não surdos. Mais que docentes, explica a fundadora, a escola prima pelo trabalho desse grupo em variadas áreas.

“Temos desde a base na reforma profissionais que são surdos. A gente está trabalhando com pedreiros surdos, com consultores surdos, pensando o espaço com a comunidade surda”, detalha.

Ela menciona as dificuldades enfrentadas pelas pessoas surdas para acesso a postos que reconheçam a capacidade cognitiva delas. “Por falta de conhecimento, por desrespeito à legislação, ainda não absorvem esses profissionais na sua competência intelectual e aí acaba absorvendo apenas na mão-de-obra como repositor de mercadoria, mesmo quando têm formação e habilidade para atuar em outras áreas”, constata.

“É como ter de três a cinco por cento de funcionários com deficiência, mas a empresa emprega aquela pessoa com deficiência que tem apenas um dedinho colado. Ou seja, contrata alguém com uma deficiência que exija o mínimo de adequação; quer aproveitar a mão-de-obra braçal de um surdo, para que ele não precise se comunicar”, critica.

Roberta pontua, então, que a escola contribuirá para mudar esse cenário. “Entramos no mercado com a responsabilidade de acolher esse profissional e também capacitá-lo”, planeja.

FONTE: https://www.librasol.com.br/itabuna-ganha-primeira-escola-da-lingua-brasileira-de-sinais/

segunda-feira, 7 de março de 2022

Curso de extensão traz história de movimento artístico surdo

 

Câmpus Palhoça Bilíngue lançou, por meio de um projeto de extensão, o curso online  História Visual dos Povos Surdos: Contribuições do Movimento De’VIA.

O curso, que é aberto a qualquer participante (sem necessidade de inscrição) e tem duração de 4 horas, conta a história do movimento artístico Deaf View Image Art (De’VIA, cuja tradução em português é “Imagem e Arte na Perspectiva Surda”) e as suas contribuições para a construção de uma narrativa surda sobre sua história e sua surdidade. O curso também se aprofunda na contribuição de mulheres surdas para os movimentos políticos das comunidades surdas.

Para participar do curso, acesse artedevia.wordpress.com. Não há prazo de início e fim – o estudante pode realizar as atividades no seu tempo, e ao final, gerar o seu certificado. O público a que ele se destina é a comunidade acadêmica em geral, em especial a comunidade surda, pelo fato de serem oferecidos conteúdos em língua brasileira de sinais (Libras) e em português. O curso de extensão foi pensado em formato MOOC (Massive Open Online Course, ou “Curso Online Aberto e Massivo”, em português), para atender a um público diverso, autoinstrucional e sem necessidade de tutoria.

O curso é um desdobramento da pesquisa de doutorado da professora Gabriele Vieira Neves, coordenadora do projeto de extensão, na qual ela investigou as estratégias de resistência política da surdidade na produção de imagens de crianças surdas na arte De’VIA. “Após a defesa da tese, senti que era importante socializar os conhecimentos acadêmicos produzidos e torná-los mais acessíveis para o público em geral, em especial para a comunidade surda. Fizemos um trabalho de transposição didática, transformando o texto teórico em um conteúdo mais visual e traduzido para a Libras, sem perder de vista o teor acadêmico”, explica Gabriele.

Conforme mencionado no curso, os artistas do movimento De’VIA, criado nos Estados Unidos, “intencionavam expor a sua experiência de ser surdo, as formas como se relacionam entre si e com a sociedade majoritariamente ouvinte”. Entre as características das produções do movimento, estão: imagens de mãos, olhos (lembrando a modalidade gestual das línguas de sinais), bocas e orelhas (essas duas partes do corpo simbolizando as formas de comunicação impostas aos surdos ao longo da história); cores fortes, contrastes, foco nas expressões faciais, escala humana de forma exagerada; e experiências de audiometria, oralização nas escolas, proibição do uso da língua de sinais, uso de aparelhos auditivos, implantes cocleares. A arte De’VIA é encontrada em pintura, escultura, cinema, teatro e poesia.

A principal contribuição da linguagem artística visual, segundo a professora Gabriele Neves, é tornar possível a exposição da contranarrativa surda sobre sua história e sua surdidade, independentemente da língua e da necessidade de tradução. “Os surdos vivem imersos num mundo de pessoas que, na grande maioria, não entendem a língua de sinais e mesmo assim constroem diferentes teorias e narrativas sobre o que é ser surdo. Transcender a barreira linguística e expor sua diferença pela arte transforma o fazer artístico em luta política. Quando uma pessoa surda se propõe a fazer arte, ela está resistindo ao silenciamento que lhe foi historicamente infligido pela lógica da normalidade”, comenta.

Participaram do projeto, além da professora Gabriele Vieira Neves: duas bolsistas do curso técnico integrado em Comunicação Visual (Kailani dos Santos da Silva, que é surda, e Maria Eduarda Gonsalves Rodrigues, que é ouvinte); o egresso do curso superior de tecnologia em Produção Multimídia Darley Goulart Nunes (surdo); e a tradutora-intérprete de Libras Camila Cardoso Fernandes, que atuou no Câmpus Palhoça Bilíngue até o ano passado.

Mais informações sobre o curso podem ser encontradas no site artedevia.wordpress.com ou obtidas com a coordenadora pelo e-mail gabriele.neves@ifsc.edu.br.

Surdidade

O termo surdidade (em inglês, deafhood), que aparece neste texto e ao longo do curso de extensão, foi criado foi criado em 1990 por Paddy Ladd, um pesquisador surdo, para definir o estado de existência de ser-surdo-no-mundo. “Até então, o termo médico ‘surdez’ era utilizado para enquadrar na categoria de deficiência auditiva toda a experiência de ser surdo”, lembra a professora Gabriele Neves. A palavra surdidade não designa um estado finito e essencial, mas um processo pelo qual os surdos concretizam as suas identidades surdas.

“Diferentemente da condição médica e estática que o termo ‘surdez’, a surdidade representa um processo”, complementa Gabriele. “Em síntese, ela significa reconhecer-se surdo para além da ideia de normalidade e de deficiência: é ser culturalmente surdo, ter orgulho de ser surdo, de usar a língua de sinais e de participar politicamente de uma comunidade”, finaliza.

FONTE: https://www.librasol.com.br/curso-de-extensao-traz-historia-de-movimento-artistico-surdo/