RYBENINHA

RYBENINHA
SINAL: BEM -VINDOS

DÊ-ME TUA MÃO QUE TE DIREI QUEM ÉS



“Em minha silenciosa escuridão,
Mais claro que o ofuscante sol,
Está tudo que desejarias ocultar de mim.
Mais que palavras,
Tuas mãos me contam tudo que recusavas dizer.
Frementes de ansiedade ou trêmulas de fúria,
Verdadeira amizade ou mentira,
Tudo se revela ao toque de uma mão:
Quem é estranho,
Quem é amigo...
Tudo vejo em minha silenciosa escuridão.
Dê-me tua mão que te direi quem és."


Natacha (vide documentário Borboletas de Zagorski)


SINAL DE "Libras"

SINAL DE "Libras"
"VOCÊ PRECISA SER PARTICIPANTE DESTE MUNDO ONDE MÃOS FALAM E OLHOS ESCUTAM, ONDE O CORPO DÁ A NOTA E O RÍTMO. É UM MUNDO ESPECIAL PARA PESSOAS ESPECIAIS..."

LIBRAS

LIBRAS
" A Língua de Sinais é, nas mãos de seus mestres, uma linguagem das mais belas e expressivas, para a qual, no contato entre si é como um meio de alcançar de forma fácil e rápida a mente do surdo, nem a natureza nem a arte proporcionaram um substituto satisfatório." J. Schuyler Long

LIBRAS

LIBRAS
"Se o lugar não está pronto para receber todas as pessoas, então o lugar é deficiente" - Thaís Frota

LIBRAS

LIBRAS
Aprender Libras é respirar a vida por outros ângulos, na voz do silêncio, no turbilhão das águas, no brilho do olhar. Aprender Libras é aprender a falar de longe ou tão de perto que apenas o toque resolve todas as aflições do viver, diante de todos os desafios audíveis. Nem tão poético, nem tão fulgaz.... apenas um Ser livre de preconceitos e voluntário da harmonia do bem viver.” Luiz Albérico B. Falcão

PEDAGOGIA SURDA

PEDAGOGIA SURDA
PROFESSOR BILÍNGUE

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS
“ A língua de sinais anula a deficiência e permite que os surdos constituam, então, uma comunidade lingüística minoritária diferente e não um desvio da normalidade”. Skliar

sábado, 4 de julho de 2015

No AC, pai tatua “ouvido biônico” para homenagear a filha surda

‘Sei que um dia ela vai me agradecer com palavras’, diz pai. Esposa e filha implantaram o dispositivo eletrônico no ano passado.

“Eu era o único diferente nesta casa”, diz o professor Marivaldo de Paula, de 31 anos, ao falar sobre a iniciativa de tatuar na cabeça um ‘ouvido biônico’. A imagem faz referência a um dispositivo auditivo, semelhante ao que a esposa e a filha implantaram no ano passado e que possibilitou que elas voltassem a ouvir.
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Marivaldo fez a tatuagem do dispositivo eletrônico em homenagem à filha (Foto: Tácita Muniz/G1)
Para incentivar e apoiar, principalmente a filha, Marivaldo resolveu tatuar o dispositivo na cabeça. A primeira tatuagem do professor, além de ser uma forma de homenagear a filha, também levanta a bandeira da tecnologia que pode ser a saída para quem sofre com a surdez.
“Há tempos queria fazer uma homenagem para minha filha, mas não tinha oportunidade. Até que um dia, vi um pai nos Estados Unidos que fez a tatuagem para que sua filha não se sentisse diferente. Foi aí que pensei: ‘aqui em casa só eu que não uso. Eu sou o diferente dessa casa’, e então resolvi fazer para incentivar minha filha e esposa”, explica.
O G1 acompanha a história de Marivaldo desde fevereiro de 2014, quando ele iniciou uma campanha nas redes sociais para levantar recursos e realizar o implante coclear tanto na filha, Ana Cristina, de 6 anos, quanto na mulher, Maria Erlene, de 27 anos. De acordo com Marivaldo, a surdez é recorrente na família da esposa.
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Professor diz que a tatuagem também levanta a bandeira para a tecnologia que pode ser a saída para quem sofre com a surdez (Foto: Tácita Muniz/G1)
O professor acredita que a tatuagem, além de ser uma homenagem à filha e esposa, também é uma forma de conscientizar as pessoas sobre o dispositivo. “Muitas pessoas não conhecem os benefícios do implante coclear, porque, apesar de ser uma tecnologia antiga, ainda tem muita gente que não conhece. Então, além de uma homenagem, também é uma campanha para que as pessoas conheçam o implante coclear”, acredita.
Porém, a ideia não agradou a todos. Marivaldo conta que chegou a receber duras críticas pelo Facebook. “Uma mulher chegou a dizer que a minha tatuagem era uma ofensa à comunidade surda. Eu me defendi e disse que não achava, pois todos faziam parte da comunidade humana e não de uma comunidade isolada”, relata.
A tatuagem foi fruto de uma campanha feita por um estúdio na internet. O desafio era gravar um vídeo e ganhar muitas curtidas do post. O professor acredita que seu vídeo tenha tido ao menos mil curtidas e foi o ganhador da promoção. A ideia de tatuar o aparelho pôde então virar realidade.
A esposa Erlene conta que só ficou sabendo da homenagem quando o marido chegou em casa com a tatuagem e cabeça raspada. Emocionada, ela define o ato como um dos mais bonitos.“Eu não sabia que ele tinha essa coragem toda. É interessante, porque sempre que olho para a cabeça dele, vejo a tatuagem e penso comigo mesmo: ‘agora ele está ouvindo’. A gente fica emocionada, é difícil explicar”, diz com os olhos marejados.‘É o fim da luta das duas’
Desde que Ana Cristina nasceu e a surdez foi diagnosticada, Marivaldo conta que seu maior sonho era ver a filha ouvir e falar algumas palavras. Hoje, com as duas ouvindo e acompanhando o passo a passo do progresso de Ana, ele diz sentir que um ciclo de luta foi finalizado.
“É o fim da luta delas duas, mas o início de uma campanha para esclarecer outras pessoas”, reforça.
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Mãe e filha passaram por um cirurgia para implantar o dispositivo que retorna a audição (Foto: Tácita Muniz/G1) ‘Uma vida repleta de sons’
Para Ana Cristina, os sons e as palavras ainda são áreas repletas de surpresas. Cada dia com o dispositivo, é um novo progresso. Diferente da mãe, que conseguia ouvir alguns ruídos, o mundo da pequena era só silêncio.
Questionado sobre como a filha deve lhe agradecer no futuro, quando tiver mais consciência, Marivaldo diz que já pode ter esse agradecimento diariamente. “Cada palavra que ela aprende, é como se ela me agradecesse. Ela se esforça muito para falar e para repetir as coisas que agora consegue ouvir. Eu me emociono muito quando ela aprende uma palavra nova’, conta orgulhoso.
Me emociono muito quando ela aprende uma palavra nova”
Marivaldo de Paula
Com a única tatuagem que tenta dimensionar o amor pela esposa e a filha, ele comenta que a dor na hora de gravar a na cabeça homenagem foi quase insuportável. Mas, ao ver o resultado, ele se diz satisfeito e realizado.
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Ana Oliveira, de 6 anos, foi submetida a cirurgia de implante coclear no ano passado, em São Paulo (Foto: Caio Fulgêncio/G1)
“Quando soube da surdez da Ana, nunca me aquietei, meu coração sempre dizia para buscar a saúde auditiva dela de qualquer forma. Por vezes, pensei em desistir, mas cada sorriso dela renovava as forças. Sempre repeti para mim que eu seria o pai que não tive. Homenageio minha filha e minha esposa que renasceram com uma vida repleta de sons e sei que um dia, ela vai me agradecer com palavras”, finaliza.
Implante Coclear
O implante coclear, popularmente conhecido como ‘ouvido biônico’, é um aparelho eletrônico interno que é implantado através de uma cirurgia. A função do dispositivo é restaurar a audição de pessoas que sofrem com a surdez profunda, que não são resolvidas com as próteses auditivas convencionais. O equipamento eletrônico substitui totalmente o ouvido dessas pessoas.

 http://www.surdosol.com.br/no-ac-pai-tatua-ouvido-bionico-para-homenagear-a-filha-surda-2/

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