RYBENINHA

RYBENINHA
SINAL: BEM -VINDOS

DÊ-ME TUA MÃO QUE TE DIREI QUEM ÉS



“Em minha silenciosa escuridão,
Mais claro que o ofuscante sol,
Está tudo que desejarias ocultar de mim.
Mais que palavras,
Tuas mãos me contam tudo que recusavas dizer.
Frementes de ansiedade ou trêmulas de fúria,
Verdadeira amizade ou mentira,
Tudo se revela ao toque de uma mão:
Quem é estranho,
Quem é amigo...
Tudo vejo em minha silenciosa escuridão.
Dê-me tua mão que te direi quem és."


Natacha (vide documentário Borboletas de Zagorski)


SINAL DE "Libras"

SINAL DE "Libras"
"VOCÊ PRECISA SER PARTICIPANTE DESTE MUNDO ONDE MÃOS FALAM E OLHOS ESCUTAM, ONDE O CORPO DÁ A NOTA E O RÍTMO. É UM MUNDO ESPECIAL PARA PESSOAS ESPECIAIS..."

LIBRAS

LIBRAS
" A Língua de Sinais é, nas mãos de seus mestres, uma linguagem das mais belas e expressivas, para a qual, no contato entre si é como um meio de alcançar de forma fácil e rápida a mente do surdo, nem a natureza nem a arte proporcionaram um substituto satisfatório." J. Schuyler Long

LIBRAS

LIBRAS
"Se o lugar não está pronto para receber todas as pessoas, então o lugar é deficiente" - Thaís Frota

LIBRAS

LIBRAS
Aprender Libras é respirar a vida por outros ângulos, na voz do silêncio, no turbilhão das águas, no brilho do olhar. Aprender Libras é aprender a falar de longe ou tão de perto que apenas o toque resolve todas as aflições do viver, diante de todos os desafios audíveis. Nem tão poético, nem tão fulgaz.... apenas um Ser livre de preconceitos e voluntário da harmonia do bem viver.” Luiz Albérico B. Falcão

PEDAGOGIA SURDA

PEDAGOGIA SURDA
PROFESSOR BILÍNGUE

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS
“ A língua de sinais anula a deficiência e permite que os surdos constituam, então, uma comunidade lingüística minoritária diferente e não um desvio da normalidade”. Skliar

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Conhecemos o SURDO?


No nosso dia a dia podemos vivenciar situações em que pessoas denominam os que não ouvem de “mudinho, “mudo” ou “surdo-mudo”, pois creem que todos os indivíduos surdos são mudos. O que muitas pessoas desconhecem é que, na verdade, bem poucos surdos são comprovadamente mudos e ainda muitos desses mudos não são surdos. Explanemos melhor: pessoa muda é aquela que é privada de algum órgão do seu aparelho fonador, como a falta de cordas vocais, por exemplo, o  que a impede de produzir sons. Assim, se esse indivíduo não pode produzir nenhuma espécie de som, ele não utiliza a fala.
A fala é uma atividade que envolve a produção de sons e não é utilizada pela grande maioria dos surdos. Os surdos podem produzir sons, nesse caso, vistos como ruídos ou barulhos, mas não conseguem captá-los e, assim, na maioria das vezes, é impossível que consigam reproduzir ou produzir os sons da fala.
            Quando falamos em atividade linguística oral, a fala é aprendida por meio da audição. No caso do surdo, há uma dificuldade ou impedimento da aprendizagem dos sons ditos linguísticos. Os surdos conseguem produzir sons vocais, mas, na sua grande maioria, esses sons são distorcidos e difíceis de serem compreendidos pelos ouvintes.
Há surdos que passam anos em tratamentos com fonoaudiólogos e professores de Língua Portuguesa para que consigam se comunicar bem por meio da fala.  Os diálogos com esses indivíduos necessitam ser estabelecidos frente a frente com o receptor, fazendo com que o surdo possa realizar uma eficiente leitura labial.
 Muitos imaginam que a grande maioria dos surdos realiza leitura labial. Contudo, para que tal atividade seja executada com sucesso, são necessários anos e anos de treino, além de o interlocutor formular as palavras com clareza, não existir obstáculos, como bigodes ou as mãos posicionadas na frente da boca, haver uma pequena distância entre as pessoas envolvidas no ato comunicacional e, principalmente, muita paciência. Nem sempre a leitura labial proporciona, ao surdo, total entendimento da mensagem, pois é fato comprovado que até o adulto mais hábil só consegue entender 50% (talvez menos) das palavras articuladas; em relação ao restante, é necessário que o surdo faça uso da adivinhação.
Usualmente, encontramos surdos que não fazem uso da língua oral pelos motivos acima citados. Para esses surdos, o meio natural de comunicação utilizado é a Língua Brasileira de Sinais, oficialmente reconhecida por meio da Lei 10436, de 24 de abril de 2002, que a tornou a segunda língua oficial no Brasil.
A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é um sistema linguístico visual, em que as palavras são articuladas por meio de sinais, que se organizam em frases e estas, em textos ou discursos.
A Libras, como sistema de comunicação dos surdos, é chamada de língua e não linguagem, pois é tão complexa como a língua oral, com características gramaticais próprias, possuindo todos os níveis de análise das outras línguas, sua própria sintaxe e o seu próprio vocabulário.
A diferença mais visível em relação às línguas orais é o fato de a Libras ser uma língua de modalidade visual-espacial: realizada por meio de gestos e expressões com as mãos, a cabeça e o corpo, é percebida pelo receptor através da visão. Por essa razão, a Libras é diferente de qualquer língua falada, oral-auditiva por natureza.
Atualmente, podemos dizer que a Libras não é conhecida pela população ouvinte e por uma parcela de surdos, pois muitos pais ainda consideram a Língua de Sinais como primitiva, ou inferior, à língua falada, privando os filhos de terem contato com esse recurso. Muitos surdos se tornam adultos sem conseguir estabelecer uma comunicação eficiente com os pais e, consequentemente, com a sociedade.
Por muito tempo, as pessoas avaliaram mal o conhecimento dos surdos, fazendo com que se sentissem oprimidos e incompreendidos. Essa postura vai de encontro à necessidade de ser compreendido, inerente a todos os seres humanos. Em contraste a essa situação, muitos surdos se sentem completamente “capacitados”, comunicam-se com os seus pares fluentemente, possuem um nível mais elevado de autoestima e alcançam bom desempenho acadêmico e social.
Devido aos maus entendimentos dos ouvintes em relação aos surdos, muitos ainda desconfiam dos ouvintes, mas quando estes se mostram sinceramente interessados em compreender a cultura surda e a Língua de Sinais e vislumbram os surdos como pessoas “capacitadas”, todos se beneficiam.
                 
                                         Andresa Vaniele Barbosa Pereira 
 
 http://oficinadelibras.blogspot.com.br/2012_05_01_archive.html

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