RYBENINHA

RYBENINHA
SINAL: BEM -VINDOS

DÊ-ME TUA MÃO QUE TE DIREI QUEM ÉS



“Em minha silenciosa escuridão,
Mais claro que o ofuscante sol,
Está tudo que desejarias ocultar de mim.
Mais que palavras,
Tuas mãos me contam tudo que recusavas dizer.
Frementes de ansiedade ou trêmulas de fúria,
Verdadeira amizade ou mentira,
Tudo se revela ao toque de uma mão:
Quem é estranho,
Quem é amigo...
Tudo vejo em minha silenciosa escuridão.
Dê-me tua mão que te direi quem és."


Natacha (vide documentário Borboletas de Zagorski)


SINAL DE "Libras"

SINAL DE "Libras"
"VOCÊ PRECISA SER PARTICIPANTE DESTE MUNDO ONDE MÃOS FALAM E OLHOS ESCUTAM, ONDE O CORPO DÁ A NOTA E O RÍTMO. É UM MUNDO ESPECIAL PARA PESSOAS ESPECIAIS..."

LIBRAS

LIBRAS
" A Língua de Sinais é, nas mãos de seus mestres, uma linguagem das mais belas e expressivas, para a qual, no contato entre si é como um meio de alcançar de forma fácil e rápida a mente do surdo, nem a natureza nem a arte proporcionaram um substituto satisfatório." J. Schuyler Long

LIBRAS

LIBRAS
"Se o lugar não está pronto para receber todas as pessoas, então o lugar é deficiente" - Thaís Frota

LIBRAS

LIBRAS
Aprender Libras é respirar a vida por outros ângulos, na voz do silêncio, no turbilhão das águas, no brilho do olhar. Aprender Libras é aprender a falar de longe ou tão de perto que apenas o toque resolve todas as aflições do viver, diante de todos os desafios audíveis. Nem tão poético, nem tão fulgaz.... apenas um Ser livre de preconceitos e voluntário da harmonia do bem viver.” Luiz Albérico B. Falcão

PEDAGOGIA SURDA

PEDAGOGIA SURDA
PROFESSOR BILÍNGUE

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS
“ A língua de sinais anula a deficiência e permite que os surdos constituam, então, uma comunidade lingüística minoritária diferente e não um desvio da normalidade”. Skliar

domingo, 2 de março de 2014

Libras no Enem: como funciona o atendimento especial


31.12 - Por Equipe Plantão Enem
Rosane
Rosane
As formas de acessibilidade são a grande preocupação de muitas pessoas com deficiência que vão fazer a prova do Enem. Para tirar algumas dúvidas sobre o assunto e entender como funciona o atendimento especial durante as provas, o Plantão Enem conversou com Rosane Lucas. A jornalista, que além de apresentar o Jornal Visual na Rede Minas, é intérprete no Exame. Ela conta um pouco de sua história, as propostas em andamento para melhorar o acesso em exames e concursos públicos e como anda o mercado de trabalho para quem domina a Libras.
Plantão Enem: Quando você começou a se interessar pela Libras?
Rosane Lucas: É importante lembrar que a Libras é uma língua e não uma linguagem! Ela tem estrutura gramatical e regras, sintaxe, morfologia, com fonologia... Mesmo não sendo uma língua oral, os aspectos fonológicos dela existem em outros parâmetros. Eu sou filha de surdos e tenho uma irmã que é surda, uma tia por parte de mãe e 30 primos surdos por parte de pai. Meu pai sempre foi militante da Associação dos Surdos e, como eu fui criada nesse ambiente, aos 16 anos já fui convidada para trabalhar lá e foi quando eu vi que queria trabalhar na área. Daí comecei a investir, a estudar, a buscar informação que, há um dez, quinze anos atrás não existia, assim como hoje a formação para intérprete é muito pouca. Hoje tenho uma experiência na prática, não de banco de escola.
Plantão Enem: Como surgiu a oportunidade de auxiliar pessoas com deficiência na prova do Enem?
Rosane Lucas: Existe uma comissão que é responsável pela contratação de fiscais especiais e no caso do Enem é a ocasião em que mais se precisa de intérprete, porque o candidato faz as provas em sua região, perto de casa. A organização não concentra todos os estudantes que precisam de atenção especial em um só lugar, por isso precisam disponibilizar dois profissionais para cada escola a cada três candidatos. E aí a gente monta uma rede muito grande de intérpretes! Chega até a faltar porque a demanda é muito grande!
Plantão Enem: Como funciona o atendimento às pessoas com deficiência no Enem?
Rosane Lucas: Essa é uma questão ainda muito polêmica porque não existe uma legislação para dar embasamento para a atuação do intérprete no momento de prova. A prova vem na língua portuguesa e a pessoa surda é geralmente usuária da língua de sinais. É como se um americano viesse aqui fazer a prova.
Plantão Enem: Quer dizer que muitos deficientes auditivos dominam mais a língua de sinais que a portuguesa?
Rosane Lucas: É uma outra língua! A Libras é visual-espacial enquanto que o português é oral-auditivo. São modalidades diferentes, a estrutura de texto é diferente... E o papel do intérprete na prova do Enem é traduzir palavras. A pessoa nos mostra qual a dificuldade na palavra. A gente não interpreta a prova toda porque são vários fiscais e corre-se o risco de existirem muitas interpretações e candidatos serem ou não favorecidos. E outra que, na hora de interpretar, o fiscal especial pode dar uma deixa para a resposta. O que a gente pensa em termos de pesquisa, e o que a UFES já tem aplicado, é formular uma prova em língua de sinais. Ela seria projetada em vídeo e o candidato teria acesso a uma folha com a pergunta também em português para poder acompanhar. A proposta é que se implemente esse sistema no Enem num futuro próximo e em outros concursos, provas e demais processos seletivos. Assim você torna a prova de fato acessível. Mas já aconteceram muitos avanços! Existe um manual que é oferecido pelo Enem com orientações para a nossa atuação. É legal porque o candidato se sente mais confortável até porque a gente ajuda a interpretar os avisos, o tempo de prova, se o estudante pede para ir ao banheiro não tem que ficar naquela preocupação do tipo “Nossa! Será que tem alguém que vai me entender?” O emocional no momento da prova já é aquela loucura, então se você tem alguém que fale a sua língua, você já fica mais tranquilo. E essa acessibilidade também é oferecida para as pessoas com deficiência visual.
Plantão Enem: E como é o atendimento à pessoa com deficiência visual?
Rosane Lucas: Pois é! Essa experiência eu tive no último ano. Não sei por que a prova da pessoa não veio em Braile como ela havia pedido, só em tinta. Mas a gente leu a prova toda para ela! E foi muito bacana porque a gente ficou numa sala de educação infantil e lá tinha muito material tátil. Na prova de biologia, por exemplo, que tinham várias gravuras, eu olhava e, enquanto um intérprete lia o texto, eu tentava “montar” a imagem para que ela pudesse sentir a forma! Foi uma questão de sorte estar naquela sala! Eu considero essa uma experiência ímpar.
Plantão Enem: Quem tem deficiência visual pode responder a prova em Braile?
Rosane Lucas: Sim. O candidato pode responder em Braile. Aí entra a figura do escriba, que é a pessoa que passa para tinta todas as respostas do candidato. Ele também pode responder oralmente e, para essas ocasiões a gente tem um gravador, que é registrado na documentação, e grava a resposta do candidato. Isso ajuda a resguardar tanto o estudante quanto o fiscal.
Plantão Enem: Agora uma pergunta mais profissional. Quem tem vontade de aprender Libras e trabalhar nessa área, por onde começar?
Rosane Lucas: Hoje temos muitos cursos de Libras dentro de instituições religiosas – na igreja católica, evangélica, os Testemunhas de Jeová têm muitos grupos – e tem também as associações de surdos que oferecem cursos livres, tal como existem os de inglês e espanhol. A profissão de intérprete [de Libras] foi reconhecida em 2010, e a gente ainda está traçando a formação do profissional. Hoje, os que trabalham na área são pessoas que têm parentes com deficiência ou que se envolvem por motivos religiosos. Mas a proposta do governo federal é expandir essa formação em nível médio-técnico. Então, quando o aluno entra no primeiro ano, ele pode optar por fazer um curso em tradução e interpretação. Ele funcionaria no mesmo esquema dos cursos oferecidos hoje pelos Cefets – pela manhã o Ensino Médio e outro turno para desenvolver as habilidades técnicas.
Plantão Enem: Como está o mercado de trabalho nessa área?
Rosane Lucas: O mercado de trabalho é amplo e necessita de mão de obra. A gente vê isso mesmo agora na contratação de fiscais! O estado está com duas vagas abertas já faz um mês e não é por questão de remuneração, porque o salário oferecido é, em média, R$ 1.200, é falta de capacitação. Uma dica que eu dou para quem ainda não escolheu a carreira a seguir é essa porque tem mercado! Com a proposta de inclusão do governo federal os recursos que têm sido investidos são todos voltados para cursos gratuitos na área.

 http://www.plantaoenem.com.br/blog/libras-no-enem-como-funciona-o-atendimento-especial

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