RYBENINHA

RYBENINHA
SINAL: BEM -VINDOS

DÊ-ME TUA MÃO QUE TE DIREI QUEM ÉS



“Em minha silenciosa escuridão,
Mais claro que o ofuscante sol,
Está tudo que desejarias ocultar de mim.
Mais que palavras,
Tuas mãos me contam tudo que recusavas dizer.
Frementes de ansiedade ou trêmulas de fúria,
Verdadeira amizade ou mentira,
Tudo se revela ao toque de uma mão:
Quem é estranho,
Quem é amigo...
Tudo vejo em minha silenciosa escuridão.
Dê-me tua mão que te direi quem és."


Natacha (vide documentário Borboletas de Zagorski)


SINAL DE "Libras"

SINAL DE "Libras"
"VOCÊ PRECISA SER PARTICIPANTE DESTE MUNDO ONDE MÃOS FALAM E OLHOS ESCUTAM, ONDE O CORPO DÁ A NOTA E O RÍTMO. É UM MUNDO ESPECIAL PARA PESSOAS ESPECIAIS..."

LIBRAS

LIBRAS
" A Língua de Sinais é, nas mãos de seus mestres, uma linguagem das mais belas e expressivas, para a qual, no contato entre si é como um meio de alcançar de forma fácil e rápida a mente do surdo, nem a natureza nem a arte proporcionaram um substituto satisfatório." J. Schuyler Long

LIBRAS

LIBRAS
"Se o lugar não está pronto para receber todas as pessoas, então o lugar é deficiente" - Thaís Frota

LIBRAS

LIBRAS
Aprender Libras é respirar a vida por outros ângulos, na voz do silêncio, no turbilhão das águas, no brilho do olhar. Aprender Libras é aprender a falar de longe ou tão de perto que apenas o toque resolve todas as aflições do viver, diante de todos os desafios audíveis. Nem tão poético, nem tão fulgaz.... apenas um Ser livre de preconceitos e voluntário da harmonia do bem viver.” Luiz Albérico B. Falcão

PEDAGOGIA SURDA

PEDAGOGIA SURDA
PROFESSOR BILÍNGUE

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS
“ A língua de sinais anula a deficiência e permite que os surdos constituam, então, uma comunidade lingüística minoritária diferente e não um desvio da normalidade”. Skliar

quarta-feira, 19 de março de 2014

Conheça as recentes descobertas sobre essa deficiência de múltiplos aspectos e entenda a realidade de quem convive com ela

Surdocegueira


Por Jussara Goyano (reportagem de Lucas Vasques)/ fotos: Shutterstock e arquivo pessoal


Shutterstock
Há cegos, surdos, surdos-mudos. E existem também os surdocegos, que carregam várias deficiências: não ouvem, não enxergam e, muitas vezes, também não falam. No entanto, mesmo privados de tantos sentidos, eles têm inúmeras chances de desenvolvimento pessoal e convívio autônomo em sociedade. É no tato que encontram sua forma de compreender o mundo e se relacionar, em um enorme esforço de comunicação e adaptação. Para melhorar a realidade dos surdocegos, novos estudos apontam caminhos para terapias que podem minimizar o impacto de síndromes que predispõem as pessoas à surdocegueira.
É o caso da Síndrome de Usher, a principal causadora da surdocegueira – uma doença genética, autossômica e recessiva (o que significa que é necessário que dois genes orientados para a síndrome se encontrem para que expressem mais fortemente as características herdadas). Um estudo norte-americano pouco divulgado no Brasil, publicado no final do ano passado, descobriu mutações genéticas causadoras da surdez na síndrome do tipo 1 (USH1), uma das mais comuns. As mesmas mutações também seriam causadoras do problema em pessoas sem a síndrome.
Nas mutações, uma certa proteína, em sua relação com o cálcio, seria a razão da disfunção que leva os portadores de Usher a perdas auditivas. É a CIB2, encontrada em estruturas ciliadas que possibilitam a audição e o equilíbrio, presentes também em células fotorreceptoras da retina, que convertem a luz em sinais elétricos para o cérebro.
A chave para desenvolver tratamentos a partir da descoberta, segundo os pesquisadores responsáveis pelo estudo, realizado com 57 pessoas no Paquistão, estaria no entendimento da interação entre o cálcio e essa proteína nas tais estruturas, processo que regula a transdução mecanoelétrica no ouvido, uma forma de converter vibração que passa pelo órgão em energia que o cérebro reconheça como som.
O estudo envolveu cientistas da Universidade de Cincinnati, do Cincinnati Children’s Hospital Medical Center, do Instituto Nacional de Distúrbios da Comunicação, Surdez e Outros (NIDCD) nos Estados Unidos, do Baylor College of Medicine e da Universidade de Kentucky.
É no tato que surdocegos encontram sua forma de compreender o mundo e se relacionar, em um enorme esforço de comunicação e adaptação
Juliana Maria Ferraz Sallum, médica oftalmologista, com especialização em Genética Clínica, professora afiliada da Universidade Federal de São Paulo e presidente da Comissão Científica do Grupo Retina, comenta o estudo. “Vários genes já foram descritos como associados à Síndrome de Usher”, inicia e atualiza, sobre o status das pesquisas relacionadas ao problema.
Shutterstock
Juliana comenta que listagem de genes relacionados com a Síndrome de Usher e, por consequência, com a surdocegueira, está disponível online. Todos podem trabalhar com cada um dos genes já descritos, ela informa, dando a entender que a quantidade (ou relevância) de pesquisas sobre o tema não pode ser relacionada, hoje, a pouca informação disponível.
A médica também comenta que já foram descritos 11 loci (local fixo onde está localizado determinado gene ou marca dor genético em um cromossomo) e 9 genes relacionados à Síndrome de Usher. Destes loci, 7 estão relacionados com o USH1, 3 com a USH2 (síndrome do tipo 2) e um com a USH3 (síndrome do tipo 3).
TRATAMENTOS“O diagnóstico [de Usher] é clínico. Um teste genético, que sequencia os genes relacionados, serve para melhor entendimento da doença”, diz Juliana. “Para o diagnóstico molecular do USH podem ser usadas as técnicas de microarray ou sequenciamento de nova geração”, explica a médica sobre modernos procedimentos para se detectar o problema.
A doença ainda não tem cura, mas possui uma terapêutica bem definida. Para minimizar seus sintomas, quando identificados, a médica recomenda acompanhamento oftalmológico e audiológico para a prescrição da melhor correção óptica/ auditiva e tratamento das complicações.
O diagnóstico de Usher é clínico. Um teste genético, que sequencia os genes relacionados, serve para melhor entendimento da doença
No caso de deficiência visual, “a reabilitação se passa pelo uso de instrumento de visão subnormal. Deve-se evitar fatores de progressão: exposição ao sol ou luz excessiva. Fazer dieta com vitaminas e antioxidantes também é importante, além de não fumar”, enumera a especialista.
Para lidar com as consequências de uma audição comprometida existem, por sua vez, aparelhos variados. “Próteses auditivas e de retina têm evoluído”, comenta a médica, também lembrando a existência de aparelhos que auxiliam na visão. Também há a terapia gênica (ou genética), que pode apresentar resultados para questões visuais e auditivas, segundo estudos internacionais.
“Conceitos de neuroproteção, controle de dano oxidativo, terapias farmacológicas baseadas nos conhecimentos da fisiopatogenia da doença, além de terapias gênicas e terapias celulares, estão entre estes estudos”, informa Juliana.


 http://revistasentidos.uol.com.br/inclusao-social/75/artigo279546-1.asp

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