RYBENINHA

RYBENINHA
SINAL: BEM -VINDOS

DÊ-ME TUA MÃO QUE TE DIREI QUEM ÉS



“Em minha silenciosa escuridão,
Mais claro que o ofuscante sol,
Está tudo que desejarias ocultar de mim.
Mais que palavras,
Tuas mãos me contam tudo que recusavas dizer.
Frementes de ansiedade ou trêmulas de fúria,
Verdadeira amizade ou mentira,
Tudo se revela ao toque de uma mão:
Quem é estranho,
Quem é amigo...
Tudo vejo em minha silenciosa escuridão.
Dê-me tua mão que te direi quem és."


Natacha (vide documentário Borboletas de Zagorski)


SINAL DE "Libras"

SINAL DE "Libras"
"VOCÊ PRECISA SER PARTICIPANTE DESTE MUNDO ONDE MÃOS FALAM E OLHOS ESCUTAM, ONDE O CORPO DÁ A NOTA E O RÍTMO. É UM MUNDO ESPECIAL PARA PESSOAS ESPECIAIS..."

LIBRAS

LIBRAS
" A Língua de Sinais é, nas mãos de seus mestres, uma linguagem das mais belas e expressivas, para a qual, no contato entre si é como um meio de alcançar de forma fácil e rápida a mente do surdo, nem a natureza nem a arte proporcionaram um substituto satisfatório." J. Schuyler Long

LIBRAS

LIBRAS
"Se o lugar não está pronto para receber todas as pessoas, então o lugar é deficiente" - Thaís Frota

LIBRAS

LIBRAS
Aprender Libras é respirar a vida por outros ângulos, na voz do silêncio, no turbilhão das águas, no brilho do olhar. Aprender Libras é aprender a falar de longe ou tão de perto que apenas o toque resolve todas as aflições do viver, diante de todos os desafios audíveis. Nem tão poético, nem tão fulgaz.... apenas um Ser livre de preconceitos e voluntário da harmonia do bem viver.” Luiz Albérico B. Falcão

PEDAGOGIA SURDA

PEDAGOGIA SURDA
PROFESSOR BILÍNGUE

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS
“ A língua de sinais anula a deficiência e permite que os surdos constituam, então, uma comunidade lingüística minoritária diferente e não um desvio da normalidade”. Skliar

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Central de Libras auxilia mãe surda a cuidar de filha com microcefalia

Yanara Mota conta que enfrentou muitos obstáculos para obter informações nos atendimentos médicos.

ALAGOAS – A estudante Yanara Mota, de 19 anos, teve o zika vírus e descobriu a microcefalia da filha, a pequena Dayara, no sexto mês de gravidez. Ela é surda e já enfrentou muitos obstáculos para obter informações nos atendimentos médicos.

 

“As informações eram quase impossíveis. Às vezes minha mãe quem ia junto para as reuniões e palestras e me ajudava na interpretação”, disse. A estudante começou a ser acompanhada pela Central de Interpretação de Libras (CIL) e conta que o apoio foi essencial para uma melhor comunicação nos atendimentos. “Depois que passei a ser acolhida pela Central de Interpretação de Libras, vejo o quanto os intérpretes da CIL foram importantes nesse acompanhamento e esclarecimento das informações”.
A Central de Interpretação de Libras (CIL) é um equipamento da Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh) que promove acessibilidade e atendimento especializado às pessoas com deficiência auditiva, surdas e com surdocegueira, por meio da tradução e interpretação da Língua Brasileira de Sinais (Libras).
“No meu sexto mês de gravidez, a médica percebeu que a massa craniana da minha filha estava curtinha. Nesse momento, meu sentimento foi de preocupação. Após ela nascer e realizar alguns exames, foi diagnosticada com microcefalia. Não fiquei triste, pelo contrário, a felicidade tomou conta de mim. Identifiquei-me com ela por entender a sua deficiência”, revela a estudante Yanara Mota.
Para Ana Lúcia Mota, mãe de Yanara, a CIL não só foi importante para elas, mas também, na vida de todas as pessoas que têm surdez. “A falta de comunicação entre ouvintes e surdos ainda é muito grande. Antes, quando não existia a CIL, a intérprete era eu. E, agora, com a chegada da CIL, a Yanara e qualquer pessoa surda têm facilidade no acesso às informações por meio dos intérpretes. Só tenho que agradecer pelo acolhimento da Central”, enfatizou.

 

Segundo a secretária de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos, Claudia Simões, o apoio da família foi fundamental na vida de Yanara e de sua bebê, Dayara. “Crianças com microcefalia precisam de muito amor, cuidado e atenção. No processo terapêutico, se a família não está envolvida não há resultado. O conhecimento da causa, o amor e a presença da mãe e de toda a família foram fundamentais na vida desta criança”, comentou a secretária.
Microcefalia
A microcefalia trata-se de uma condição neurológica que, geralmente, é diagnosticada no início da gestação. Dados do Ministério da Saúde apontam que, de 2015 a 2016, foram registrados 1.616 casos de microcefalia em todo o Brasil. Em Alagoas, 74 casos foram confirmados nesse período.
Alguns fatores estão diretamente ligados ao desenvolvimento da microcefalia em bebês, como por exemplo: o abuso de álcool e drogas ilícitas; algumas infecções adquiridas na gravidez (taxoplasmose, rubéola, citomegalovírus); e o causador do surto de casos de microcefalia em 2015, no país, o zika vírus, quando a mãe é infectada pelo mosquito Aedes aegypti, ainda no primeiro trimestre da gestação.
De acordo com Yanara, o zika vírus foi o causador da microcefalia em sua filha. “No primeiro mês de gravidez eu não sabia que estava grávida. Teve o surto de dengue e comecei a ter os sintomas do zika. Mas, tomei algumas vacinas e fiquei, naturalmente, bem. Depois de um tempo, fui novamente contaminada pelo vírus e fiquei preocupada, pois já sabia da gravidez”, relembra.
A superintendente da Pessoa com Deficiência, Dilma Pinheiro, falou do papel da Superintendência e da importância da CIL para o atendimento às pessoas com surdez. “O nosso papel, enquanto Superintendência da Pessoa com Deficiência, é articular, executar e monitorar políticas públicas para este segmento, aqui em Alagoas. A CIL veio com essa proposta de acolher e garantir o direito à comunicação, não só para a Yanara, mas para todos que necessitam deste atendimento”, disse a superintendente.
Prevenção para gestantes
Todo cuidado é pouco quando o assunto é Microcefalia. De acordo com o Ministério da Saúde, há várias formas das gestantes se prevenirem da microcefalia, como por exemplo: não usar medicamentos não prescritos pelos profissionais de saúde; fazer um pré-natal qualificado e todos os exames previstos nessa fase; relatar aos profissionais de saúde qualquer alteração que percebam durante a gestação.
Também é importante que as futuras mães reforcem as medidas de prevenção ao mosquito Aedes aegypti, com o uso de repelentes indicados para o período de gestação; o uso de roupas de manga comprida; evitar o acúmulo de água parada em casa ou no trabalho; e independente do destino ou motivo, consultar o seu médico antes de viajar.
Em Alagoas, a primeira Central de Interpretação de Libras foi implantada em 21 de agosto de 2015, em Maceió. Brevemente, o Estado contará com uma nova Central em Delmiro Gouveia, beneficiando a toda comunidade surda do alto sertão alagoano.
“É notório perceber a mudança que houve com a instalação da CIL. Vários surdos conquistaram autonomia. Para eles irem a qualquer lugar precisavam ter alguém da família ou ter dinheiro para pagar um intérprete. Então, foi por meio da CIL que esses surdos passaram a ter independência e acessibilidade em muitos lugares”, comenta a coordenadora da CIL, Gilmara Freitas.
A equipe da CIL é composta, atualmente, por seis intérpretes e um professor surdo. Para acessar os serviços, o usuário deve fazer um agendamento pelo número 3315-2132 ou de forma presencial. A CIL está instalada na Central da Mulher e dos Direitos Humanos, na Rua Augusto Cardoso, S/N, na Jatiúca.

http://www.surdosol.com.br/central-de-libras-auxilia-mae-surda-a-cuidar-de-filha-com-microcefalia/

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