RYBENINHA

RYBENINHA
SINAL: BEM -VINDOS

DÊ-ME TUA MÃO QUE TE DIREI QUEM ÉS



“Em minha silenciosa escuridão,
Mais claro que o ofuscante sol,
Está tudo que desejarias ocultar de mim.
Mais que palavras,
Tuas mãos me contam tudo que recusavas dizer.
Frementes de ansiedade ou trêmulas de fúria,
Verdadeira amizade ou mentira,
Tudo se revela ao toque de uma mão:
Quem é estranho,
Quem é amigo...
Tudo vejo em minha silenciosa escuridão.
Dê-me tua mão que te direi quem és."


Natacha (vide documentário Borboletas de Zagorski)


SINAL DE "Libras"

SINAL DE "Libras"
"VOCÊ PRECISA SER PARTICIPANTE DESTE MUNDO ONDE MÃOS FALAM E OLHOS ESCUTAM, ONDE O CORPO DÁ A NOTA E O RÍTMO. É UM MUNDO ESPECIAL PARA PESSOAS ESPECIAIS..."

LIBRAS

LIBRAS
" A Língua de Sinais é, nas mãos de seus mestres, uma linguagem das mais belas e expressivas, para a qual, no contato entre si é como um meio de alcançar de forma fácil e rápida a mente do surdo, nem a natureza nem a arte proporcionaram um substituto satisfatório." J. Schuyler Long

LIBRAS

LIBRAS
"Se o lugar não está pronto para receber todas as pessoas, então o lugar é deficiente" - Thaís Frota

LIBRAS

LIBRAS
Aprender Libras é respirar a vida por outros ângulos, na voz do silêncio, no turbilhão das águas, no brilho do olhar. Aprender Libras é aprender a falar de longe ou tão de perto que apenas o toque resolve todas as aflições do viver, diante de todos os desafios audíveis. Nem tão poético, nem tão fulgaz.... apenas um Ser livre de preconceitos e voluntário da harmonia do bem viver.” Luiz Albérico B. Falcão

PEDAGOGIA SURDA

PEDAGOGIA SURDA
PROFESSOR BILÍNGUE

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS
“ A língua de sinais anula a deficiência e permite que os surdos constituam, então, uma comunidade lingüística minoritária diferente e não um desvio da normalidade”. Skliar

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Delegada é investigada por prisão de idoso surdo, autista e com Alzheimer

Segundo família, homem se perdeu em DP e entrou em sala de delegada.


Ele chegou a ser levado ao Presídio Central, e só foi liberado após 12 horas.

A Corregedoria da Polícia Civil investiga a conduta de uma delegada de Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, que mandou um homem de 65 anos – que é surdo, autista e ainda sofre de Alzheimer – para o Presídio Central, como mostra o RBS Notícias (veja vídeo). Segundo a família, o idoso é interditado judicialmente.
O caso ocorreu no dia 25 de junho, quando a família dele foi até a delegacia registrar uma ocorrência de tentativa de abuso sofrida pela neta do idoso, de 11 anos. O idoso foi junto porque não podia ficar sozinho em casa, segundo a família. Na delegacia, ele acabou errando o caminho do banheiro e entrou na sala da delegada.

A filha do idoso, não foi identificada, conta que ele entrou por engano na sala. "Ela começou a agredi-lo com palavras, e começou a chama-lo de louco. E ele não ouviu ela pedindo para ele sair. Ela começou a chutar ele e aí chamou os outros policiais, e eles pegaram e derrubaram ele e algemaram."

As mãos e os braços ficaram machucados pelas algemas, como mostram as fotografias e o laudo de atendimento ambulatorial que constatou "agressão com trauma em mãos". A filha diz que tentou alertar os policiais e mostrou documentos que provam que ele é interditado judicialmente. O laudo diz que ele é "autista, desorientado no tempo, espaço, em relação a si mesmo, alienado da realidade e limitado para entender pedidos ou instruções".

"Eles não me deram nenhuma chance de explicar, nenhuma chance de nos defender. E aí ficaram eles debochando do pai o tempo todo, perguntando se ele tinha advogado, perguntando, todos eles riam. Dizendo para ele que se ele estragasse a algema, ele ia ter que pagar outra. Todo mundo rindo."
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Marcas das algemas em braço de idoso preso por delegada em Gravataí, no RS (Foto: Reprodução/RBS TV) 
Marcas das algemas em braço de idoso preso por delegada em Gravataí (Foto: Reprodução/RBS TV)
O idoso foi preso em flagrante acusado de desacato à autoridade e resistência. Ele foi  levado para a cela da delegacia em Gravataí onde passou uma noite sem contato com a família. No outro dia, a filha foi tentar falar com o pai e descobriu que ele tinha sido transferido para o Presídio Central em Porto Alegre.
O advogado da família, Rodrigo Cabral, disse que o idoso chegou a ser levado para as galerias com outros presos. Ele considera "grave" o incidente.  "Ninguém pode bater em um senhor idoso, o Estatuto do Idoso está aí, o segundo (problema) é prender alguém que é interditado, com Alzheimer, com problemas mentais, e mandar ele para o Central. Se achasse, que mandasse ele para o Hospital Psiquiátrico que o lugar de quem tem problemas mentais."

O homem só foi liberado após mais de 12 horas. Na decisão, a juíza homologou o flagrante, mas concedeu a liberdade provisória porque ele é portador de transtornos mentais e comportamentais e interditado.

A promotora Ana Carolina de Quadros Azambuja, que recebeu a denúncia da família no Ministério Público de Gravataí, estranhou o fato da polícia ter pedido a prisão do idoso porque os crimes são de menor potencial ofensivo e o levariam, pela lei, a assinar um termo circunstanciado e ser liberado.

"O Código de Processo Penal ele estabelece, justifica a decretação de uma prisão preventiva quando a pena for superior a quatro anos, o somatório dessas penas máxima não poderia ultrapassar quatro anos. Eu diria que essa situação que aconteceu não é uma situação comum de acontecer", observa a promotora.

Corregedoria abriu investigação
A corregedoria da Polícia Civil está investigando a conduta da delegada. "Iremos avaliar qual foi o procedimento pelos policias e qual foi a conduta dos policias ao atender essa pessoa na delegacia de polícia", explica o corregedor-chefe da Polícia Civil, Andrei Vivan.

O delegado explica que as investigações estão em fase preliminar, de coleta de informações. "Posso aí intensificar as investigações e verificar se haverá consequências nas esferas penal ou só na esfera administrativo disciplinar."

A filha diz que desde o dia em que saiu do Presídio Central, o pai passou a chorar muitas vezes ao dia. "Ele não tinha reação nenhuma quando ele saiu lá de dentro. E o pai é uma pessoa que ele só se enganou, ele só errou. Eles não precisavam ter tido essa atitude com ele."

A equipe da RBS TV procurou a delegada que não quis gravar entrevista antes do depoimento na corregedoria.

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2016/07/delegada-e-investigada-por-prisao-de-idoso-surdo-autista-e-com-alzheimer.html?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

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