RYBENINHA

RYBENINHA
SINAL: BEM -VINDOS

DÊ-ME TUA MÃO QUE TE DIREI QUEM ÉS



“Em minha silenciosa escuridão,
Mais claro que o ofuscante sol,
Está tudo que desejarias ocultar de mim.
Mais que palavras,
Tuas mãos me contam tudo que recusavas dizer.
Frementes de ansiedade ou trêmulas de fúria,
Verdadeira amizade ou mentira,
Tudo se revela ao toque de uma mão:
Quem é estranho,
Quem é amigo...
Tudo vejo em minha silenciosa escuridão.
Dê-me tua mão que te direi quem és."


Natacha (vide documentário Borboletas de Zagorski)


SINAL DE "Libras"

SINAL DE "Libras"
"VOCÊ PRECISA SER PARTICIPANTE DESTE MUNDO ONDE MÃOS FALAM E OLHOS ESCUTAM, ONDE O CORPO DÁ A NOTA E O RÍTMO. É UM MUNDO ESPECIAL PARA PESSOAS ESPECIAIS..."

LIBRAS

LIBRAS
" A Língua de Sinais é, nas mãos de seus mestres, uma linguagem das mais belas e expressivas, para a qual, no contato entre si é como um meio de alcançar de forma fácil e rápida a mente do surdo, nem a natureza nem a arte proporcionaram um substituto satisfatório." J. Schuyler Long

LIBRAS

LIBRAS
"Se o lugar não está pronto para receber todas as pessoas, então o lugar é deficiente" - Thaís Frota

LIBRAS

LIBRAS
Aprender Libras é respirar a vida por outros ângulos, na voz do silêncio, no turbilhão das águas, no brilho do olhar. Aprender Libras é aprender a falar de longe ou tão de perto que apenas o toque resolve todas as aflições do viver, diante de todos os desafios audíveis. Nem tão poético, nem tão fulgaz.... apenas um Ser livre de preconceitos e voluntário da harmonia do bem viver.” Luiz Albérico B. Falcão

PEDAGOGIA SURDA

PEDAGOGIA SURDA
PROFESSOR BILÍNGUE

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS
“ A língua de sinais anula a deficiência e permite que os surdos constituam, então, uma comunidade lingüística minoritária diferente e não um desvio da normalidade”. Skliar

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Surda oralizada e pedagoga


‘Oi, Paula! Sou leitora assídua do Crônicas, gosto e me identifico com o que você escreve, sou deficiente auditiva, severa/profunda (bilateral) desde os meus 10 anos de idade, a causa certa até hoje não se sabe, supõe-se que tenha sido em decorrência da rubéola. Tenho 50 anos, sou de Sampa, casada e mãe de dois garotos. Meu marido e meus filhos são ouvintes e são maravilhosos, não temos nenhum “grilo” com relação a minha deficiência. Sempre estudei em escola normal, sou formada em Pedagogia e trabalho em uma biblioteca escolar. Claro, que enfrentei e ainda enfrento muitas dificuldades, e são elas que me dão força pra seguir em frente e não desistir, NUNCA! Fazendo um retrospecto de tudo que já vivi, vejo que há muita desinformação das pessoas com relação aos deficientes, por isto, acho fundamental que falemos de nós, que mostremos as pessoas que nem todo o surdo é mudo, que nem todo surdo fala em libras, que existem surdos oralizados, etc … etc, enfim que se desmitifiquem velhos conceitos e abra a mente das pessoas para a diversidade.
Aos 10 anos eu perdi a minha audição, mas só aos 19 anos, meu pai conseguiu comprar um aparelho pra mim. Na década de 80 os AASI eram caríssimos, e não me esqueço do dia que coloquei o meu aparelho no ouvido, neste dia tinha uma criança chorando na sala ao lado da minha, e como foi bom ouvir aquele choro, parecia que aquela criança estava chorando no meu colo, saí de lá deslumbrada com todos os sons e barulhos que ouvia.  Daí em diante, nunca mais me separei dos meus aparelhos, só tiro pra tomar banho e dormir, EU AMO OUVIR e todas as vezes que precisei ficar sem o AASI por algum motivo, foi um sofrimento me separar deles. Devido o grau da minha deficiência, o ideal era que eu usasse um AASI em cada ouvido, mas a grana sempre foi curta e por um bom tempo só usei no ouvido direito, somente a partir de 2008 consegui adquirir outro que passei a usar no ouvido esquerdo. Durante muitos anos minha perda foi estável e os AASI’s eram suficientes para uma boa qualidade de vida, mas de um ano pra cá, notei que a minha audição já não era mais a mesma e comecei a ter dificuldades para ouvir e compreender, e ao fazer uma audiometria nova, veio à confirmação do que eu já esperava: os AASI’s já não me servem mais! Partido deste diagnóstico, agora estou fazendo uma bateria de exames para ver se posso fazer o implante coclear. Estou muito confiante, eu quero e vou fazer. Quero viver e morrer ouvindo todos os sons que a vida pode me oferecer quero ser uma pessoa ativa no mundo, não quero que a SURDEZ me distancie das pessoas e nem do mundo.
Sou uma grande admiradora da sua CORAGEM e FORÇA, tenho certeza que tudo já deu certo com o seu implante e que à partir do dia 11/11 um novo mundo sonoro se abrirá pra você, com muitas redescobertas e novas descobertas. Acredito que tudo nesta vida não é por acaso, e tudo tem que acontecer exatamente na hora que tem que ser. Quando eu descobri a minha surdez, não existia a internet, mas hoje graças a ela não existe barreiras para a informação e a comunicação ficou muito mais fácil. Através da net, conheci você, a Lak que disponibilizam informações sobre o IC e que esclarecem quem tem interesse em fazê-lo. Pra mim, este é o grande “barato” da vida, compartilhar experiências com as outras pessoas, tudo que doamos aos outros volta a nós multiplicados, é um ciclo. Ainda não li o seu livro, mas ele já está na minha lista de prioridades IMPERDÍVEIS! Sou GRATA ao UNIVERSO por tudo que aprendi e aprendo contigo, garota! Você é uma inspiração, desejo-te toda a sorte e felicidade do mundo, juntos somos fortes e tem muita gente torcendo por você.
Beijos, AnaLú

 http://cronicasdasurdez.com/surda-oralizada-e-pedagoga/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+CronicasSurdez+%28Cr%C3%B4nicas+da+Surdez%29

Nenhum comentário:

Postar um comentário

COMENTE AQUI NO BLOG!!!
SEU COMENTÁRIO FAZ TODA DIFERENÇA!!!

Um comentário é o que você pensa, sua opinião, alguma coisa que você quer falar comigo.

BJOS SINALIZADOS.