RYBENINHA

RYBENINHA
SINAL: BEM -VINDOS

DÊ-ME TUA MÃO QUE TE DIREI QUEM ÉS



“Em minha silenciosa escuridão,
Mais claro que o ofuscante sol,
Está tudo que desejarias ocultar de mim.
Mais que palavras,
Tuas mãos me contam tudo que recusavas dizer.
Frementes de ansiedade ou trêmulas de fúria,
Verdadeira amizade ou mentira,
Tudo se revela ao toque de uma mão:
Quem é estranho,
Quem é amigo...
Tudo vejo em minha silenciosa escuridão.
Dê-me tua mão que te direi quem és."


Natacha (vide documentário Borboletas de Zagorski)


SINAL DE "Libras"

SINAL DE "Libras"
"VOCÊ PRECISA SER PARTICIPANTE DESTE MUNDO ONDE MÃOS FALAM E OLHOS ESCUTAM, ONDE O CORPO DÁ A NOTA E O RÍTMO. É UM MUNDO ESPECIAL PARA PESSOAS ESPECIAIS..."

LIBRAS

LIBRAS

LIBRAS

LIBRAS
"Se o lugar não está pronto para receber todas as pessoas, então o lugar é deficiente" - Thaís Frota

LIBRAS

LIBRAS
Aprender Libras é respirar a vida por outros ângulos, na voz do silêncio, no turbilhão das águas, no brilho do olhar. Aprender Libras é aprender a falar de longe ou tão de perto que apenas o toque resolve todas as aflições do viver, diante de todos os desafios audíveis. Nem tão poético, nem tão fulgaz.... apenas um Ser livre de preconceitos e voluntário da harmonia do bem viver.” Luiz Albérico B. Falcão

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS
“ A língua de sinais anula a deficiência e permite que os sujeitos surdos constituam, então, uma comunidade linguística minoritária diferente e não um desvio da normalidade”. Skliar

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Encontro especialíssimo com Lak Lobato em São Paulo

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Dia 12 de agosto foi um dia muito especial. Depois de anos de amizade virtual, finalmente tive a honra de conhecer ao vivo e a cores a Lak  Lobato. Nem lembro da última vez em que fiquei tão ansiosa para conhecer alguém – mulher, tá, bofes sempre deixam a gente ansiosa hahaha. Combinamos às 20hs no Tea Connection da Alameda Lorena. Como tenho tique nervoso da pontualidade, vinte minutos antes eu já estava lá, peguei uma mesa e fiquei esperando. Minha mãe foi comigo. Quando a Lakita chegou, nossa!!! Sabe quando você dá um abraço em alguém e parece que conhece a pessoa há 20 anos? Foi assim que me senti. Essa guria tem uma energia boa contagiante. E ainda levou o Edu, maridão, junto. Antes de falar dela, deixa eu falar deles: que casal incrível. Que sintonia! Se comunicam com o olhar, ele é um doce, morre de orgulho dela, conhece todos os detalhes de tudo e mais um pouco da Lak, vibra com tudo o que ela fala. Observar os dois interagindo é como observar uma comédia romântica. Você fica com cara de cachorro abandonado enquanto se pergunta mentalmente: “Porque diabos isso também não acontece comigo?”.
Começamos a papear. A Lak percebeu a minha ansiedade a respeito do Implante Coclear – acho que fiz umas cem perguntas – e foi tão, mas tão doce e sensível, que tirou um dos dela e me fez pegar na mão, tocar, sentir o peso, me entrosar com ele. Me mostrou o controle, me fez tocar nele também. Era como se me dissesse ‘fica tranquila que eles não mordem’. E eu ali totalmente impressionada com o quanto o IC bilateral fez da Lak esse ser de luz. E a delicadeza dela com a minha mãe, gente? Minha mãe andava mais nervosa e ansiosa que eu a respeito do IC, bombardeou a Lak de perguntas, chorou, de tudo e mais um pouco. E a Lak nem por um segundo me fez sentir vontade de dizer aquilo que a gente sempre diz sobre mães corujas/choronas ‘não leva a mal, sabe como é’, muito pelo contrário. Me senti em casa. Me senti em família. Me senti acolhida.
Grande parte da minha coragem de partir para o Implante Coclear veio de ler os relatos impressionantes que a Lak escreve sobre a experiência dela no Facebook. Até disse pra ela que ela tá me causando transtorno de ansiedade com eles, porque leio e fico alucinada pensando que também quero passar por tudo aquilo. Também quero me emocionar de novo com os sons que possivelmente vou voltar a ouvir. Também quero ir no dentista e bater papo com ele de máscara. Também quero entender o que o taxista diz enquanto estou no banco de trás do carro. Também quero ouvir uma música que ouvi quando era criança e cair aos prantos. Também quero ir no teatro e entender. Também quero estar de novo numa sala de aula sendo capaz de compreender o que o professor diz. Suspiros, suspiros.
Me identifico muito com a Lak porque ela é uma mulher forte, decidida, sem papas na língua, que vai atrás do que quer e, principalmente, porque ela também sabe que a vida é breve. Lembro de uma frase que ela me disse na janta, mais ou menos assim: “Com tanta coisa linda pra ver, fazer e ouvir, você acha que vou perder meu tempo me lamentando? De jeito nenhum!”. Toca aqui, guria! Te conhecer foi uma das coisas mais sensacionais que me aconteceu esse ano. Espero que você continue sempre com o seu trabalho incrível de desmistificar o Implante Coclear por esse Brasil porque, pra mim e pra minha família, você fez isso com maestria. Te adoro, te admiro e te levo no lado esquerdo do peito. Conta comigo sempre!!!! ?
PS: a Lakita também escreveu um post lá no Desculpe Não Ouvi sobre o nosso encontro.

 http://cronicasdasurdez.com/encontro-especialissimo-com-lak-lobato-em-sao-paulo/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+CronicasSurdez+%28Cr%C3%B4nicas+da+Surdez%29

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

MINHA TURMA DE QUÍMICA DA UNIMONTES - CAMPUS BOCAIÚVA EM 20/08/13 - SINALIZANDO A MÚSICA "ABECEDÁRIO DA XUXA".









Turminha Querubin - O Amigo Perfeito - com LIBRAS

Estados Brasileiros em Libras

Cartilha de inclusão da PcD no mercado de trabalho.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=619876818044922&set=a.353740497991890.88466.227978660568075&type=1&theater

A Cartilha de Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho integra a Coleção Trabalho Decente, de responsabilidade da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) do Estado da Bahia.

Baixar cartilha: http://www2.setre.ba.gov.br/trabalhodecente/cartilhas/Cartilha%20PCD_web.pdf

Fonte: http://www.vivendodiferente.blog.br/2013/08/cartilha-de-inclusao-da-pcd-no-mercado.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Projeto Surdo Cidadão - Primeiro Emprego

BOM DIA


Projeto Surdo Cidadão - Ambiente de Trabalho

DIREITO DE SER SURDO


Mães de estudantes surdos cobram intérpretes de libras em escolas

Segundo elas, em algumas turmas faltam intérpretes desde o início do ano letivo, em maio.
Alagoas24Horas
Mães de surdos pedem retornos de aulas
Uma comissão de mães de alunos das escolas Estadual Tavares Bastos e Escola Estadual Dr. Edson dos Santos Bernardes estiveram, na tarde desta segunda-feira (19), na Defensoria Pública Estadual, para pedir uma solução para a falta de intérpretes de libras nas escolas citadas.
Segundo o grupo, cerca de 100 alunos estão sendo prejudicados com a falta dos profissionais. A informação que chegou ao Alagoas24Horas dá conta que algumas turmas estão sem intérpretes desde o início do ano letivo (em maio).
Cristiana de Moraes Santos é mãe de um estudante do 7º ano da Escola Estadual Tavares Bastos e, segundo ela, a turma do filho está sem intérprete há vinte dias. Assim como ela, várias mães vêm lutando para tentar resolver o problema desde o início deste mês. “Eu moro em Atalaia e como lá não tem escola com intérprete, meu filho veio estudar na Tavares Bastos, mas várias turmas estão sem intérpretes desde o início das aulas em maio. Na turma do meu filho, não tem há vinte dias”, reiterou a mãe.
Na Escola Estadual Dr. Edson dos Santos Bernardes o problema se repete. Maria Eliane Vieira de Barros, mãe de uma aluna do 7º ano, conta que o problema sempre existiu. “Na sala da minha filha, a intérprete disse está há três meses sem receber por isso deixou de ir trabalhar. As crianças estão em semana de prova, mas não querem fazer a avaliação porque não conseguiram apreender os assuntos. Passam as aulas apenas copiando, quando o professor escreve algo no quadro, ou desenhando”, disse a mãe.
As mães ainda disseram que antes de irem à Defensoria, já haviam procurado o Ministério Público Estadual e a Secretaria de Estado da Educação (SEE). Segundo o grupo, o setor de Recursos Humanos da SEE órgão informou que os contratos não haviam sido renovados e que não havia previsão para renovação.

Prazo para resolução do problema

O defensor Ricardo Melro, do Núcleo de Direitos Difusos e Coletivos da Defensoria Pública do Estado, explicou que a Secretaria de Estado da Educação terá um prazo de sete dias, contados a partir desta terça-feira, para que o problema seja resolvido.
“A secretaria terá sete dias para que haja uma resolução administrativa. Após o prazo, caso o problema não tenha sido resolvido, nós vamos entrar com uma Ação Civil Pública pedindo uma liminar que determine que a situação destes estudantes seja regularizada. Estas crianças estão sendo prejudicadas com a violação de um direito que está previsto na Constituição Federal”, explicou o defensor.
O Alagoas24Horas entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Educação, que irá apurar a situação dos contratos e a ausência de intérpretes nas referidas escolas, consideradas referência na educação de surdos, em Alagoas.

 http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vCod=154870

SER SURDO


sábado, 17 de agosto de 2013

FOTOS - CAPACITAÇÃO PARA INTÉRPRETE TRADUTOR DE LIBRAS - 10/08/13

Pessoal,

Aqui fotos do último dia da Capacitação para Intérprete Tradutor de Libras, promovido pela FOCAR Ltda e Associação dos Surdos de Montes Claros - ASMOC, no período de 08/06/13 a 03/08/13, com carga horária de 100h/a.


Foi no dia 10/08/13, com direito a apresentações em Libras, brincadeiras, almoço e muita diversão.


Foi muito bom!!!

Agradeço a todos os envolvidos (Veronícia, Valéria, Rosana, Flávio, colegas da capacitação e outros envolvidos) pelos conhecimentos compartilhados.























COLONIZAÇÃO DO CONTINENTE AMERICANO LIBRAS

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

APÓS ESTUDAR LIBRAS...SEU CÉREBRO NÃO SERÁ MAIS O MESMO!


Implante Coclear: verdades e mentiras

Me repassaram pelo Facebook informações a respeito de um livro que fala que o Implante Coclear pretende ‘normalizar’ as crianças surdas e o quanto se deve resistir a ele. Repasso a vocês as informações que recebi para que vocês leiam e formem as suas opiniões.
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‘Na contracapa, a Profa. Ronice Quadros apresenta: Patrícia Luiza Ferreira Rezende traz em IMPLANTE COCLEAR: NORMALIZAÇÃO E RESISTÊNCIA SURDA uma reflexão sobre os campos de tensão existentes sobre os corpos surdos. É uma leitura densa e perspicaz sobre as relações complexas envolvidas na questão do implante coclear envolvendo vários autores, entre eles, os surdos, os pais, os médicos e os fonoaudiólogos. A tensão parte da exclusão da criança surda implantada da comunidade surda. A proibição da língua de sinais pelos que fazem o encaminhamento do implante coclear representa uma violência para os surdos, pois inviabiliza a criança surda a se reconhecer parte da comunidade surda. A complexidade dessas relações é discutida pela autora a partir de sua perspectiva enquanto surda, integrante da comunidade surda brasileira. É uma leitura que desestabiliza o outro e a nós mesmos e nos provoca a construir novos olhares sobre a questão. Assim, convidamos a vocês, leitores, a aceitar este desafio e adentrar nessa leitura”. Para ler a tese de doutorado da autora do livro, clique aqui.
Este blog está careca de publicar casos de sucesso do implante coclear, de crianças a adultos. Como foi muito bem dito por um amigo meu, Gilberto Ferreira, ”o que me entristece nessa história de cultura/resistência/comunidade surda é a defesa da exclusão social. Num mundo que precisa, como nunca, de integração, escolhem a segregação própria… Acho isso triste!” Pois eu também acho triste. Outro amigo, Thales Lobo, me disse o seguinte: “E não só a segregação própria, mas a alheia. Porque ninguém está querendo obrigar ninguém a fazer nada que não queira. Por exemplo, não existe um movimento dos ouvintes ou dos surdos oralizados querendo forçar os surdos sinalizados a fazer IC. O que existe, isto sim, é uma reação dos sinalizados contra a oportunidade de os pais de crianças surdas oferecerem o IC a seus filhos. Ninguém aqui está combatendo “os surdos sinalizados”, mas esse “sindicalismo” que fala supostamente “em nome” da “ideologia” da sinalização, que parece partir do pressuposto de que os “Surdos” são uma outra espécie, cujos “corpos Surdos” são propriedade do “sindicato”, e o “sindicato” é quem sabe o que é melhor, só o “sindicato” pode apreciar o seu “ser “ser surdo”; os pais, meros membros da espécie humana, não são capazes de amar, querer o melhor e tomar decisões informadas por esse amor para com essas crianças. A Libras é uma língua e uma cultura como as demais línguas e culturas, e tem o direito de existir, argumenta a “ideologia” do “sindicato dos surdos”. Concordamos. Mas nenhuma língua, nenhuma cultura luta para sequestrar as crianças, contra a vontade dos pais, para que elas sirvam à propagação da cultura. O bonito das línguas e das culturas é, justamente, que elas se enriquecem em contato umas com as outras. Mas não a “cultura Surda” (nessa versão ideologizada, que é, certamente, uma caricatura da cultura que evolui a partir do uso da língua de sinais). Ela advoga ser a única proprietária dos “corpos surdos”, que existem para propagá-la. A língua de sinais, que devia ser um fator de integração, uma ponte, não só entre os surdos sinalizados, mas, por que não, entre sinalizados, ouvintes, oralizados, falantes português, de espanhol, de inglês, de tupi, passa a ser um muro, uma barreira que separa os sinalizados da “raça inferior” “implantada”, que pode ser “tentada” a falar uma língua oral graças à maldade desses pais que quiseram aumentar as opções culturais dos filhos “medicalizando-os”. Acho que pouca coisa merece mais valor do que a existência de diversas línguas, diversas culturas e o diálogo entre elas. Mas esse diálogo exige que elas não se fechem em si, que elas se abram para a experiência universal da humanidade, que elas busquem o que existe de verdadeiro e comum às visões de todas as culturas, em todos os lugares e todos os tempos.”
Qual a diferença básica entre surdos sinalizados e surdos oralizados? Os primeiros sabem o que é ser surdo, os segundos sabem o que é se tornar surdo. Sabemos o que é a perda de um sentido pois soubemos como foi ter esse sentido e todas as maravilhas e toda a segurança proporcionada por ele. Eu  não sou menos surda do que você e você não é menos surdo do que eu. Você não é superior por usar língua de sinais e eu não sou superior por querer ouvir.
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Já diziam John Lennon e Yoko Ono há muitas décadas atrás: não odeie o que você não compreende!!
Reproduzo abaixo o depoimento da Lak Lobato, do Desculpe Não Ouvi, sobre o seu implante coclear bilateral.
“Lamento imensamente que haja pessoas capazes de falar mal do implante coclear
Eu passei 23 anos de minha vida em silêncio. Silêncio este que não escolhi. Ele veio numa noite quando faltava poucas semanas para completar 10 anos e levou embora a capacidade sensorial que nos conecta com o mundo ao nosso redor. Seria mentira se eu dissesse que fui infeliz nesses 23 anos. Quem me conheceu durante esse período sabe que sempre fui uma pessoa alegre, que tirava de letra todas as mazelas do dia a dia. Eu sempre estudei. Namorei muito. Fiz todos os cursos e viagens que o meu bolso (e da minha mãe) me permitiu. Minha vida nunca foi menor ou incompleta só porque eu tinha deficiência auditiva. Mas, confesso que sempre senti falta de ouvir. Somos seres sensoriais. Gostamos do toque firme de um abraço. Do cheirinho de pão quente e café recém passado de manhã. Fazemos poesia para a beleza do pôr-do-sol. Adoramos o sabor das frutas frescas colhidas direto do pé. Por que ouvir seria diferente? Nosso entusiasmo depende muito do que sentimos, do estímulo desses sentidos que nos definem como seres humanos. E, como meu sentido auditivo me foi negado pela biologia, coube buscar recursos tecnológicos para poder alcança-lo novamente. O implante coclear não é barato, concordo. Há pessoas que ganham dinheiro com ele, também concordo. Mas são essas mesmas pessoas que tornam essa realidade possível. E quem pode mensurar o valor monetário do pôr-do-sol ou o preço de um abraço apertado dado pelo ente amado num dia frio? Quanto você estaria disposto a pagar por aquilo que torna a vida melhor, mais intensa e verdadeira? Depois de 23 anos de silêncio, foi graças ao implante coclear que pude ouvir o som da chuva. O barulho do mar. Descobrir que o miado dos gatos é um som e que não tem nada a ver com a palavra “miau” que usam para se referir a isso. Pude gargalhar com o som da pipoca estourando no meio de uma tarde chuvosa. Pude me surpreender com o som da minha própria respiração… Três anos depois, um novo milagre: o segundo IC me deu acesso outra vez à voz humana. E pude descobrir o valor imensurável de cada palavra que, lentamente, era capaz de decifrar. Frases que tomaram conta do meu cotidiano. Descobri que as pessoas falam enquanto abraçam. Que o sotaque dos cariocas é delicioso de ouvir. Descobri que as palavras cantadas ficam diferentes das faladas. Descobri o que é uma jura de amor dita ao pé do ouvido. Que facilidade é pegar o telefone e trazer pro fundo da alma a voz de un amigo querido a 450km de distância. Tudo isso e mais um número infinito de sons que sou incapaz de listar, são o valor que define o implante coclear. Quando país de crianças nascidas surdas escolhem o IC para seus filhos, não é porque querem que seus filhos sejam perfeitos, ou porque querem esconder uma deficiência. Eles querem que os filhos tenham acesso a todas as experiências riquíssimas que só são possíveis através do sentido auditivo. E privar crianças dessa experiência só porque tem gente preocupada em manter uma cultura deveria ser considerado crime. A cultura deveria servir seres humanos e não humanos serem escravos dela! O IC não impede ninguém de aprender qualquer idioma que seja. Tampouco proíbe que a LIBRAS seja o primeiro idioma de alguém. Mas negar o IC, criar teorias conspiratórias, propagar lendas falaciosas, ameaçar exclusão do grupo aos que optam por tentar ouvir, isso tudo impede o real direito inalienável de escolha. Quando optei por divulgar o IC, em momento algum tive pretensão de me tornar porta-voz dessa tecnologia. Eu apenas amei poder voltar a escutar. Mesmo ciente que não estava curada. Apenas tenho acesso ao som através de um recurso tecnológico. Mas, a revelia das minhas pretensões, se é de mim que esperam uma resposta, aí está: que o medo não nos torne reféns! O implante coclear é uma das maiores invenções da medicina. Que todos aqueles que tenham indicação para usá-lo, tenham também oportunidade. Ele vale a pena! Torna a vida mais rica, mais intensa, mais completa. Falo isso pelas minhas experiências diárias, relatadas com paixão, com sinceridade, com humildade. Apenas tudo o que desejo para qualquer outro ser humano. Sem querer nada em troca!
Beijinhos sonoros,
Lak”
Como qualquer cirurgia, o IC está sujeito a riscos. Acho grave que se use algum caso de insucesso isolado para aniquilar os milhares de casos de sucesso. Em hipótese alguma devemos esquecer que um surdo que fez IC não deixa jamais de ser surdo. E, como sempre digo, esse tipo de rebuliço só ocorre na deficiência auditiva – alguém consegue imaginar que pais de crianças cegas poderiam não oferecer a elas a chance de enxergar, se pudessem, em prol da continuidade do Braile? Vamos deixar os pais das crianças surdas decidirem sozinhos, apenas apresentando nossas histórias de vida. Querer influenciar alguém a fazer ou não fazer alguma coisa, especialmente se for propagando medo e mentiras, não é nem um pouco ético.
 
 http://cronicasdasurdez.com/implante-coclear-verdades-e-mentiras/

Grupo de alunos surdos do DF criam desenhos animados mostrando as dificuldades que enfrentam -

terça-feira, 13 de agosto de 2013

A ASSOCIAÇÃO DE SURDOS DE RIBEIRÃO PRETO PRECISA DE PROFISSIONAIS VOLUNTÁRIOS




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CURSO DECOUPAGE PARA SURDOS- ASRP



DIVULGANDO CURSO DECOUPAGE PARA SURDOS- ASRP

INSCRIÇÃO:

https://docs.google.com/forms/d/1QEdIShmeya7qcckDmkHEofLuUQsK5S6sAO11xBtAy58/viewform

FORMAÇÃO CONTINUADA DE TRADUTOR INTÉRPRETE DE LÍNGUA DE SINAIS - JOINVILLE - SC



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PALESTRA - O SURDO E O MERCADO DE TRABALHO - BALNEÁRIO CAMBORIÚ

PALESTRA GRATUITA!



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BÍBLIA EM LIBRAS


O BRASIL POSSUI DUAS LÍNGUAS OFICIAIS - VOCÊ SABIA?

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão em nosso país. É língua oficial do Brasil, ao lado do português. A lei nº 10.436 regulamenta seu uso, e inclui o ensino de Libras na grade curricular obrigatória dos cursos de Fonoaudiologia, Magistério e Educação Especial.



Deficiência auditiva x Aeroportos

aeroporto

Nessa última ida a São Paulo, fui e voltei no mesmo vôo que uma amiga. Na volta, estávamos as duas aguardando o vôo da Azul, já havíamos feito nosso checkin, ticket na mão, tudo direitinho bonitinho. Ambas fuçando no celular na esperança de conseguir um sinal de wifi (que pobreza de espírito não liberarem wifi em aeroporto, pelo amor de Deus) quando, do nada, ela me olha com olhos arregalados e diz: “CORRE!”. Simplesmente saí correndo atrás dela porque não fazia idéia do que tinha acontecido. Quando olho pra trás vejo um povo correndo junto, todo mundo com cara de desatino. Enquanto corria pensava nas possibilidades. Ataque terrorista? Incêndio? Arrastão? Avião caindo? Ai meldels! Que nada, nosso vôo tinha sido cancelado. Então, sabendo bem como é o perrengue de conseguir lugar em outro vôo num horário próximo, todos os passageiros saíram em disparada até o balcão da Azul.
Se ela não estivesse comigo, eu teria simplesmente ficado esperando o vôo igual a uma idiota, bem feliz, sem fazer idéia do que estava acontecendo. E porque? Porque os aeroportos brasileiros são VICIADOS EM ALTO FALANTES. Jamais pensaram na possibilidade de que gente que não ouve também viaja – será que esses burros pensam que a gente vive trancado num porão? São dezenas de TV’s espalhadas pelos aeroportos, custa avisar pela TV? Bueno, tanto custa que só avisam pelo alto-falante. E o pior é que além disso muitas informações mostradas nas TV’s estão totalmente equivocadas, fazendo a gente perder tempo procurando vôos em portões errados e, se bobear, nos fazendo até perder o vôo.
É o tipo de situação que penso que seria facilmente resolvida com bom senso. Avisa com som e com imagem, poxa. Qual é o drama? Alguns podem dizer: “Ah, você pode avisar a companhia aérea de que tem deficiência auditiva“. Sério? Tem necessidade disso se uma simples TV pode me dizer se meu vôo está confirmado e de qual portão ele sairá? Será mesmo necessário ficar plantado naquele cercadinho com crianças que estão viajando sozinhas só porque não escuto direito? Ah, vá.
Adoro o aeroporto de Ezeiza em Buenos Aires porque lá todos os avisos são via TV. Não existe aviso por alto falante (o que certamente prejudica passageiros cegos). Me sinto segura e tranquila quando pego um vôo em Ezeiza. Na real, ainda notamos que em váááários lugares e situações acessibilidade é vista como luxo, favorzinho, tapinha nas costas. Justamente por não querer favor nenhum é que precisamos de acessibilidade: me dá as ferramentas que eu preciso em função de não ouvir e eu resolvo meus próprios problemas sem incomodar ninguém. Facílimo!!! Tenho vontade de arrancar os cabelos quando pessoas de saúde perfeita complicam a nossa vida em coisas tão banais.
Dentro do avião muitas vezes me acontecem situações engraçadas. Nesse vôo, o piloto falou algo pelo alto falante (oh vida, oh céus) e percebi que os passageiros que estavam perto de mim começaram a procurar por aquele papel plastificado que tem as instruções de segurança. Meu sangue gelou. Para boa paranóica, meia dedução basta. Já comecei a pensar que o piloto tivesse avisado que o avião estava perdendo altitude e ia cair no mar, então era pro povo repassar as instruções de como sair do avião pelos escorregadores de borracha. Senhooooooooooor! No fim, ele só tinha avisado que as comissárias iam passar com aqueles lanches pobrinhos da Gol e que os passageiros deveriam procurar o cardápio…hahahaha! :) 

 http://cronicasdasurdez.com/deficiencia-auditiva-x-aeroportos/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+CronicasSurdez+%28Cr%C3%B4nicas+da+Surdez%29

sábado, 10 de agosto de 2013

CURSO DE CAPACITAÇÃO EJA - PROGRAMA BRASIL ALFABETIZADO - 09-08-13

Eu e minha turma do Curso de Capacitação EJA ( Educação de Jovens e Adultos) no âmbito do Programa Brasil Alfabetizado, ocorrido pela Fadenor, no dia 09 de agosto de 2013.

Tema: "Situando o campo da metodologia de ensino de língua de sinais - Libras". 















Professores do EJA, funcionários da Prefeitura Municipal de Montes Claros.