RYBENINHA

RYBENINHA
SINAL: BEM -VINDOS

DÊ-ME TUA MÃO QUE TE DIREI QUEM ÉS



“Em minha silenciosa escuridão,
Mais claro que o ofuscante sol,
Está tudo que desejarias ocultar de mim.
Mais que palavras,
Tuas mãos me contam tudo que recusavas dizer.
Frementes de ansiedade ou trêmulas de fúria,
Verdadeira amizade ou mentira,
Tudo se revela ao toque de uma mão:
Quem é estranho,
Quem é amigo...
Tudo vejo em minha silenciosa escuridão.
Dê-me tua mão que te direi quem és."


Natacha (vide documentário Borboletas de Zagorski)


SINAL DE "Libras"

SINAL DE "Libras"
"VOCÊ PRECISA SER PARTICIPANTE DESTE MUNDO ONDE MÃOS FALAM E OLHOS ESCUTAM, ONDE O CORPO DÁ A NOTA E O RÍTMO. É UM MUNDO ESPECIAL PARA PESSOAS ESPECIAIS..."

LIBRAS

LIBRAS

LIBRAS

LIBRAS
"Se o lugar não está pronto para receber todas as pessoas, então o lugar é deficiente" - Thaís Frota

LIBRAS

LIBRAS
Aprender Libras é respirar a vida por outros ângulos, na voz do silêncio, no turbilhão das águas, no brilho do olhar. Aprender Libras é aprender a falar de longe ou tão de perto que apenas o toque resolve todas as aflições do viver, diante de todos os desafios audíveis. Nem tão poético, nem tão fulgaz.... apenas um Ser livre de preconceitos e voluntário da harmonia do bem viver.” Luiz Albérico B. Falcão

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS
“ A língua de sinais anula a deficiência e permite que os sujeitos surdos constituam, então, uma comunidade linguística minoritária diferente e não um desvio da normalidade”. Skliar

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Rimas em língua de sinais: como rappers surdos estão mudando a música

 


Em abril de 2023, o DJ americano Supalee organizou o evento Supafest Reunion 2023 para celebrar os artistas e promotores da comunidade surda dos Estados Unidos.

O evento contou com apresentações do artista de R&B e rapper Sho'Roc, da rapper Beautiful The Artist, do grupo Sunshine 2.0, dos DJs Key-Yo e Hear No Evil, além da intérprete da língua de sinais americana (ASL, na sigla em inglês) e ex-rapper Urso Polar, que agora atende pelo nome de Red Menace.

Muitos desses artistas, ativistas e empresários contribuíram para uma cena de hip hop cada vez maior dentro da comunidade surda, que inclui um subgênero do rap conhecido como dip hop.

À medida que o hip hop celebra seu 50º aniversário, cinco décadas de seu impacto cultural reverberam nos ambientes mainstream e underground.

O que teve origem no Bronx, em Nova York, pode agora ser encontrado um pouco por todo o mundo, assumindo novas formas à medida que evoluiu numa diversidade de espaços e lugares, desde trap music e horrorcore até o spaza, um subgênero surgido na Cidade do Cabo, na África do Sul.

Dip hop é um dos muitos estilos de rap que se desenvolveram ao longo dos anos. Mas se destaca de outros subgêneros do hip hop porque os rappers criam rimas em línguas de sinais e músicas baseadas em suas experiências culturais na comunidade surda.

Como etnomusicóloga, acompanho o desenvolvimento do dip hop desde 2011, documentando como os rappers foram pioneiros nessa forma de arte enquanto apresentavam pessoas de fora, como eu, à cultura surda.

Em 2005, o rapper Warren "Wawa" Snipe criou o termo “DIP HOP” em ASL e em inglês para classificar um estilo de rap em desenvolvimento na comunidade surda.

Embora os artistas desse estilo identifiquem sua música de maneiras diferentes — alguns usam rótulos como "deaf rap", "deaf hip-hop" e "sign rap" — a designação dip hop vai além de adicionar um qualificador ao gênero musical mais amplo de rap.

Em vez disso, indica um estilo independente fundamentado no hip hop e na cultura surda. Como bounce, trap e drill, o rótulo dip hop faz uma distinção maior de ser uma variação do rap para um estilo fortemente situado na cultura surda e determinado pela estética surda.

De muitas maneiras, o dip hop seguiu uma trajetória não muito diferente do hip hop.

No final dos anos 1990 e início dos anos 2000, DJs surdos e empresários do entretenimento organizaram festas DIY (Do it Yourself, ou faça você mesmo), eventos noturnos e reuniões sociais. Esses locais ofereceram oportunidades para rappers, DJs, dançarinos e outros artistas começarem a desenvolver e explorar seu próprio estilo de hip hop e se conectar com outros rappers e DJs.

Cidades com escolas para surdos serviram como centros culturais para networking musical. A Universidade Gallaudet em Washington, DC e o Instituto Técnico Nacional para Surdos em Rochester, Nova York, têm atuado como importantes locais de produção nos Estados Unidos, conectando alunos surdos e com deficiência auditiva de todo o mundo.

Além disso, maior acesso à tecnologia de gravação, sites de streaming de vídeo e mídias sociais deram aos artistas surdos ferramentas para criar música e se conectar com outros artistas e fãs.

Embora a incorporação da linguagem de sinais seja um elemento fundamental do dip hop — e permaneça na vanguarda da definição desse estilo — o dip hop se estende muito além da criação de canções de rap originais em linguagem de sinais.

Ele envolve expressão musical que é moldada através do prisma cultural surdo — canções que reorientam as noções dominantes do que pode ser considerado música. Ao mesmo tempo, cada artista tem seu próprio estilo de rap, com performances de dip hop assumindo uma variedade de formas e estruturas diferentes.

Por exemplo, alguns artistas de dip hop trabalham com linguagens orais e manuais para tornar sua música acessível a pessoas que ouvem. Há aqueles que tocam nos dois idiomas simultaneamente, e outros que pré-gravam sua faixa vocal, que toca ao fundo enquanto eles fazem rap em língua de sinais.

Alguns artistas colaboram com intérpretes. Em Vergiss mich nicht, o artista Deaf Kat Night faz rap em língua de sinais alemã, enquanto as letras são interpretadas oralmente em alemão.

Depois, há aqueles que colaboram com DJs ouvintes ou surdos. Breaking Barrels, com DefStar, é apenas uma das muitas colaborações entre Wawa e DJ Nicar.

As apresentações também podem envolver instrumentos musicais. Sean Forbes, por exemplo, se apresenta com uma banda ao vivo enquanto também faz rap em ASL e inglês, uma abordagem vista em seu videoclipe Calm Like a Bomb.

Como alternativa, existem rappers que criam música para o público surdo e fazem rap apenas em línguas de sinais. Essas músicas, no entanto, ainda podem ter componentes auditivos, que geralmente consistem em artistas compondo suas próprias batidas ou aumentando o volume de músicas gravadas anteriormente para fazer rap.

Dip hop, como muitos estilos de música, ganha vida por meio de apresentações ao vivo. Os artistas se movem pelo palco com as mãos voando no ar enquanto o público pulsa ao ritmo da batida do baixo.

Alguns artistas mergulham ainda mais seu público na experiência musical usando instrumentos e equipamentos especializados, como subwoofers, objetos que podem conduzir vibrações como balões, ou novas formas de tecnologia háptica (tecnologias que um usuário experimenta por meio do sentido do tato).

Alguns artistas também incorporam recursos visuais em suas apresentações por meio do uso de telas de vídeo e luzes ativadas por som.


Entrando no 'mainstream'

Os artistas do dip hop têm lutado para serem reconhecidos como músicos — para que sua arte seja o foco das atenções, em vez do fato de serem surdos ou deficientes auditivos.

Isso está começando a mudar.

Em 2009, o rapper finlandês Marko "Signmark" Vuoriheimo assinou um contrato com a gravadora Warner Music Finland e lançou Smells Like Victory e Speakerbox no mesmo ano.

Foi a primeira vez na história que um artista surdo assinou contrato com uma grande gravadora.

No ano seguinte, o rapper de Detroit e ex-aluno do Instituto Técnico Nacional de Surdos, Sean Forbes, assinou um contrato com a WEB Entertainment e lançou o single I'm Deaf, atraindo a atenção popular para esse estilo de rap.

E com o apoio da comunidade surda, aliados ouvintes e fãs, o EP da Forbes "Little Victories" alcançou o primeiro lugar na categoria hip hop no iTunes e chegou ao top 200 da parada da Billboard em 2020.

No ano seguinte, o single LOUD de Wawa foi considerado uma das 20 melhores faixas de dança no iTunes.

Em 2022, Forbes e Wawa fizeram história novamente como os primeiros artistas da ASL em um show do intervalo do Super Bowl, a final da liga de futebol americana.

À medida que o dip hop evolui, ele continua a ultrapassar os limites da convenção. No espírito do hip hop, o dip hop se rebela tanto musical quanto socialmente contra as normas culturais, quebrando paradigmas e expandindo as possibilidades para a arte musical.

Por meio de suas apresentações, os artistas do dip hop não apenas subvertem noções preconcebidas sobre música, mas também sobre a cultura surda e a surdez, mudando o que significa

significado da música ser ouvida.

*Katelyn Best é professora-Assistente de Ensino de Musicologia, na Universidade do Oeste da Virgínia (EUA)

Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado sob licença Creative Commons. Leia aqui a versão original em inglês.

FONTE: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cernnp4xrwzo



quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Em agosto acontece a Semana da Libras: Evento Intercursos - 21 A 24/08/23

  



No mês de agosto está programado para o campus São Borja o evento intitulado “A Semana da Libras: Evento Intercursos”. O evento acontece entre os dias 21 e 24 de agosto, por iniciativa e interesse dos estudantes universitários dos diferentes cursos de graduação do campus São Borja. A semana é promovida pelos docentes surdos do campus, que ministram aulas do componente curricular Libras (Língua Brasileira de Sinais), em todos os cursos de graduação da Unipampa campus São Borja.

O evento visa relacionar Libras aos temas de cada curso, buscando aprimorar os conhecimentos nas diferentes áreas de formação acadêmica. Cada tema será abordado por profissionais da área, sendo um surdo e outro ouvinte, possibilitando assim discussões pertinentes às áreas de conhecimento relacionando a cultura surda e ouvinte. Desta forma, vai mostrar as diferentes perspectivas de cada profissão e a importância de ter profissionais envolvidos e atuantes com as comunidades surdas, assim como, conhecedores de Libras.

A organização está a cargo dos professores e estudantes de Libras Unipampa - São Borja. O evento acontece de forma presencial (alunos, docentes, pesquisadores da Unipampa) e online (alunos, docentes, pesquisadores e demais interessados de outras instituições de ensino superior). As atividades do dia 22 começam às 8h30 com duração até às 9h30.

Programação:

Dia 22/08/23, (Terça-feira) – O tema é: O caminho e possibilidade do uso de Avatar. O link de transmissão será divulgado oportunamente .

Horário: 8h30 às 9h30

Link de inscrição:

Dia 23/08/2023 (Quarta-feira) – Serviço Social Sem Audismo: Desafios do Atendimento às Pessoas Surdas
Link de inscrição:
Link de transmissão:
Dia 24/08/2023 (Quinta-feira) – Orientação ao âmbito dos recursos tecnológicos a Libras

- Vida Acadêmica e Profissional

Link de inscrição:
Horário: 19h às 20h
Dia 21/08/2023 (Segunda-feira) – Atendimento aos surdos na área de jurídica

Dia 22/08/2023 (Terça-feira) – Novo Currículo do Ensino Médio

- Reflexão do currículo nas Ciências Humanas para os alunos surdos

Dia 23/08/2023 (Quarta-feira) – Acessibilidade em Programações de Eventos
Link de inscrição:

Dia 24/08/2023 (Quinta-feira) – Experiência de Trabalho com Políticas Públicas para Surdos
Link de inscrição:

Créditos: Assessoria do curso de Libras

FONTE: https://unipampa.edu.br/saoborja/em-agosto-acontece-semana-da-libras-evento-intercursos


terça-feira, 1 de agosto de 2023

CURSO DE LIBRAS BÁSICO II - CAS DIAMANTINA

 


Para você que já fez o curso de 180 horas de Libras, venha aproveitar essa oportunidade e se inscreva no Básico II.

Não perca!!!

Aproxime seu celular do código QR ou clique no link abaixo.👇

https://forms.gle/5F5ywqCafTeiDyNY7

FONTE: 
https://www.facebook.com/photo/?fbid=1241398506559538&set=a.385604155472315

CURSO DE LIBRAS BÁSICO I - CAS DIAMANTINA

 


Para você que quer aprender Libras, venha aproveitar essa oportunidade.

Faça sua inscrição no curso "gratuito" do CAS Diamantina.

Não perca!!! 
🤟


Aproxime seu celular do código QR ou clique no link abaixo.


FONTE: 
https://www.facebook.com/photo/?fbid=1241397799892942&set=a.385604155472315

Oficina de "Práticas de Interpretação II" no CAS Diamantina.

 


Estão abertas as inscrições dos Cursos e oficinas do Cas Diamantina!!!!

Você, Intérprete de Libras que deseja se capacitar em busca de aprimorar seus conhecimentos, se inscrever na oficina de "Práticas de Interpretação II" no CAS Diamantina.

Não perca!!!

Aproxime seu celular do código Qr ou clique no link abaixo.

FONTE: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1241305883235467&id=100020682016092&set=a.103604170338983&eav=Afb0JFN9Eu8WvKVESWypRSmyhY5aFh-bYRTSbVqBy_POBvR86BSDnxR-M7a9fgw2fKE&paipv=0&source=57

Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência abre inscrições para curso online de Libras em 2 de agosto

 


Curso é gratuito e já qualificou mais de 22 mil pessoas de 398 municípios do Estado de São Paulo; vagas são limitadas

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência abre em 2 de agosto, a partir das 10h, as inscrições para o curso básico online e gratuito da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Serão três turmas: uma com aulas às segundas, quartas e sextas-feiras; outra às terças e quintas-feiras; e outra aos sábados. A ação, realizada em parceria com o Centro de Tecnologia e Inovação (CTI), já qualificou 22,6 mil pessoas de 398 municípios do Estado de São Paulo.

O conteúdo programático é abordado por professores surdos e contempla os seguintes temas: O que é libras; Identidade surda; Cultura surda; Comunicação: surdo x ouvinte; Regionalismos na libras; Sistema de notação da libras; Alfabeto manual; Sinais pessoais; Cumprimentos/saudações; Condições climáticas; Advérbios de tempo e calendário; Singular e plural; Animais; Expressões faciais; Materiais escolares e de escritório; Pronomes pessoais, possessivos, demonstrativos e interrogativos; Números: cardinais e quantidades; Dias da semana; Família; Sentimentos; Horas/duração; Ambientes da residência; Localidades; Direção/perspectiva; Meios de transporte; Profissões; Documentos; Verbos; Configurações de mão.

O curso tem o total de 40 horas, divididas em 30 horas ao vivo pela plataforma Zoom, e 10 horas de atividades extras. É necessário o uso de câmera durante as aulas. Para obter o certificado de participação, é preciso ter frequência mínima de 75% das aulas ao vivo, e atingir média final 5,0 ou superior.

Os cursos de Libras acontecem mensalmente e têm vagas limitadas. O público em geral a partir dos 18 anos pode se inscrever. A iniciativa tem como objetivo ensinar Libras a pessoas sem deficiência auditiva para que estas estejam habilitadas a se comunicar com as mais de 492,9 mil pessoas com deficiência auditiva que vivem no estado de São Paulo, de acordo com os índices da Base de Dados dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

As inscrições abrem no início de cada mês e podem ser realizadas através do site pessoacomdeficiencia.sp.gov.br.

Serviço – Inscrições para o Curso de Libras Básico de agosto/2023
Formulários de inscrição por turma serão abertos ao público em 2 de agosto, às 10h no site da Secretaria.​

FONTE: https://www.librasol.com.br/secretaria-dos-direitos-da-pessoa-com-deficiencia-abre-inscricoes-para-curso-online-de-libras-em-2-de-agosto/?fbclid=IwAR3hVAYeX6OFzARKCaejipsqCGQva0Hf6t0VL1uC5S4X9tqmnCw7Yy3n1mU