RYBENINHA

RYBENINHA
SINAL: BEM -VINDOS

DÊ-ME TUA MÃO QUE TE DIREI QUEM ÉS



“Em minha silenciosa escuridão,
Mais claro que o ofuscante sol,
Está tudo que desejarias ocultar de mim.
Mais que palavras,
Tuas mãos me contam tudo que recusavas dizer.
Frementes de ansiedade ou trêmulas de fúria,
Verdadeira amizade ou mentira,
Tudo se revela ao toque de uma mão:
Quem é estranho,
Quem é amigo...
Tudo vejo em minha silenciosa escuridão.
Dê-me tua mão que te direi quem és."


Natacha (vide documentário Borboletas de Zagorski)


SINAL DE "Libras"

SINAL DE "Libras"
"VOCÊ PRECISA SER PARTICIPANTE DESTE MUNDO ONDE MÃOS FALAM E OLHOS ESCUTAM, ONDE O CORPO DÁ A NOTA E O RÍTMO. É UM MUNDO ESPECIAL PARA PESSOAS ESPECIAIS..."

LIBRAS

LIBRAS

LIBRAS

LIBRAS
"Se o lugar não está pronto para receber todas as pessoas, então o lugar é deficiente" - Thaís Frota

LIBRAS

LIBRAS
Aprender Libras é respirar a vida por outros ângulos, na voz do silêncio, no turbilhão das águas, no brilho do olhar. Aprender Libras é aprender a falar de longe ou tão de perto que apenas o toque resolve todas as aflições do viver, diante de todos os desafios audíveis. Nem tão poético, nem tão fulgaz.... apenas um Ser livre de preconceitos e voluntário da harmonia do bem viver.” Luiz Albérico B. Falcão

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS
“ A língua de sinais anula a deficiência e permite que os sujeitos surdos constituam, então, uma comunidade linguística minoritária diferente e não um desvio da normalidade”. Skliar

terça-feira, 24 de março de 2020

O INES oferece estágio na área da surdez para estudantes de graduação da rede pública e privada, além de cursos e um programa de capacitação. Saiba mais

 

Estágio

O INES oferece estágio obrigatório na área da surdez para estudantes de graduação da rede pública e privada. O estágio é supervisionado por profissional da área de formação do estudante. Finalidade do estágio: oportunizar campo de experiências e conhecimentos que contribuam para o desenvolvimento de habilidades, hábitos e atitudes pertinentes e necessários ao desempenho profissional. Para realizar estágio no INES é necessário que a instituição de Ensino seja conveniada com o INES.
Para abertura do processo de estágio, devem ser entregues na DFCRH:
  • - Carta de apresentação da Instituição de Ensino contendo: nome do estudante; matrícula; nome do curso, semestre/ período; carga horária de estágio; modalidade de estágio;
  • - plano de atividades do estagiário e setor onde deverá atuar;
  • - Preenchimento da solicitação de estágio no INES (na DFCRH);
  • - Entrevista inicial com o supervisor de estágio, em horário agendado previamente com o estudante;
  • - Termo de Compromisso de Estágio, assinado pelo estudante e pelas Instituições de ensino e concedente do estágio;
  • - 2 (dois) retratos 3×4.
Observação: documentos adicionais serão solicitados após a vaga ser disponibilizada ao candidato a estágio.
Mais informações sobre estágio pelo email: estagio@ines.gov.br
IMPORTANTE: antes de iniciar qualquer procedimento sobre estágio, é fundamental verificar se sua instituição de ensino possui convênio com o INES.
Você encontra os convênios em vigor do INES aqui.

Programa de Prática Profissional na Área da Surdez – PROPP

O PROPP tem como finalidade possibilitar aos participantes que atuam ou pretendem atuar com surdos a observação e coparticipação em ambientes reais de atuação técnico-pedagógica, sob a supervisão direta de profissionais do INES. Oferecido semestralmente, o programa é gratuito e tem carga horária total de 80 horas. Para participar é necessário acessar a página do INES e verificar o período de inscrição constante em edital. Acompanhe a área de notícias para ficar informado sobre a próxima edição do programa ou entre em contato pelo e-mail dfcrh@ines.gov.br ou pelo telefone (21) 3826 2139.

http://www.ines.gov.br/component/content/article?id=141

[Edição especial] - CORONAVÍRUS Libras

A Língua de Sinais é Universal?




Se um surdo do Brasil viaja para os Estados Unidos ele vai entender o que um surdo americano quer dizer? Toda a comunidade surda usa a mesma língua de sinais?

De acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS), existem mais de 466 milhões de pessoas com deficiência auditiva em todo o mundo, sendo só no Brasil quase 10 milhões (IBGE). Entre elas, 80% dos surdos têm dificuldades com as línguas escritas e dependem das línguas de sinais para sua comunicação.
Um dos equívocos mais comuns é acreditar que todos eles utilizam a mesma língua de sinais no mundo todo. Atualmente são falados 7.117 idiomas em diferentes países e com as línguas de sinais funciona do mesmo jeito. Existem entre 138 e 300 tipos de língua de sinais utilizadas ao redor do planeta. Isso acontece porque cada lugar possui sua própria cultura e identidade. Por conta disso, a língua foi se desenvolvendo organicamente, independentes das línguas orais, e evoluindo com o passar do tempo. 

Então a Libras é uma língua própria do Brasil?

Como o nome já diz, a Língua Brasileira de Sinais é uma língua reconhecida e utilizada no nosso país. Ela foi criada junto com o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), a partir de uma mistura entre a Língua Francesa de Sinais e de gestos já utilizados por surdos brasileiros. Por ser uma língua viva, constantemente passa por melhorias e formação de novos vocábulos. Alguns sinais ainda possuem variações de acordo com o local em que o surdo vive. Assim como temos os nomes mexerica, bergamota e tangerina para uma mesma fruta, conforme a região, também há sinais diferentes para a mesma palavra, o que é chamado de regionalismo. 

Então a resposta para a pergunta é que se um surdo do Brasil viaja para os Estados Unidos ele não vai entender o que surdo americano quer dizer, correto?
Exatamente!
Nos Estados Unidos a língua utilizada pela comunidade surda é a American Sign Language (ASL), em português Língua Americana de Sinais. Existem alguns sinais semelhantes entre a Libras e a ASL, mas são línguas distintas. 
Vale lembrar que nenhuma língua é mais importante do que outras, todas possuem suas particularidades e estruturas próprias. Porém, da mesma forma como alguns idiomas são mais falados ao redor do mundo, como o inglês e o espanhol, existem línguas de sinais mais conhecidas, como a ASL, a FSL (Língua Francesa de Sinais) e a Libras.
Isso só mostra como a cultura surda é rica e precisa ser cada dia mais valorizada. 

http://blog.handtalk.me/lingua-de-sinais-universal/?fbclid=IwAR1a4qqgAnF5Vu1v-EfPREXlV1Kx2MOPoNT9ey9f5sEl-XN79ONrkFIYynY

Vencedora do Oscar Marlee Matlin usa vestido de prêmio 33 anos depois: “Ainda serve”

 

 Atriz foi a primeira surda a ganhar prêmio por sua atuação em ‘Os Filhos do Silêncio’

Marlee Matlin, que ganhou o Oscar de Melhor Atriz em 1987 pelo filme Os Filhos do Silêncio, está em isolamento nos Estados Unidos devido ao coronavírus e aproveitou o tempo em casa para fazer uma limpeza no armário. E, no meio do trabalho, achou o vestido que usou quando recebeu a estatueta. “O vestido ainda serve”, disse a atriz de 54 anos, ao postar uma foto no Instagram vestindo a peça de Theoni V. Aldredge e segurando seu Oscar.
Ela, que fez várias participações em filme e séries como The West Wing,contou que a arrumação é uma forma de desestressar durante o isolamento. “Estou enlouquecendo, mas o que mais há para fazer?”, explicou Marlee que, ao receber seu Oscar, usou óculos e flores no cabelo.
Até hoje ela é a atriz mais jovem ao receber o Oscar de Melhor Atriz e a única surda. Em uma entrevista em 2012, Marlee contou que a Paramount, que produziu o filme, comprou o vestido, que disse ser elegante e romântico. “O que posso dizer; era minha juventude e eram os anos 80”, disse ela.

https://www.librasol.com.br/vencedora-do-oscar-marlee-matlin-usa-vestido-de-premio-33-anos-depois-ainda-serve/?fbclid=IwAR2WrxxE8I3KsQG1j6n07c3yPeQP5JDKP9wq7wUqaeSBOZwB9Ea-iHd6GkU

Adaptações feitas com os livros de português como segunda língua

Olá, professores.
Temos adotado os livros de português para estrangeiros como material didático base para disciplina de português. Essa é uma tentativa de implementar a aplicação do método de ensino de segunda língua. Concomitante a isso temos estudado (grupo de discussão semanal) as publicações sobre métodos de segunda língua, em especial o método comunicativo que vem sendo apontado na lingüística aplicada como o mais adequado para ensino-aprendizagem de L2.
Sentimos que precisamos fazer várias adaptações quando vamos aplicar o material de ouvintes em alunos surdos.

TRABALHANDO A HABILIDADE DE COMPREENSÃO:
Por exemplo, os livros vêm com um CD para trabalhar a compreensão auditiva da fala em português, nesses casos pensamos em adaptar da seguinte maneira, se a habilidade a ser trabalhada é a compreensão, então vamos fazê-la pela leitura. Os professores precisam ouvir o CD e transcrever em um slide do PowerPoint cada diálogo. Dessa forma, quando tiver no livro um exercício de compreensão o aluno surdo poderá visualizar o diálogo e escolher a alternativa correta conforme as informações retiradas do diálogo escrito.


TRABALHANDO A HABILIDADE DE EXPRESSÃO:
Há também várias atividades de conversação em português, para que os alunos façam uso do vocabulário e estruturas apresentadas na unidade. Pensamos que se os alunos o fizerem por meio da Libras não estarão atingindo o objetivo que é de treinar o português, então segue algumas adaptações pensadas por nós.
1- Usar a sala de informática com o MSN. Dessa forma os alunos podem treinar a conversação real por meio da escrita.
2- Escrever o diálogo em uma folha de papel.
3- Escrever previamente as sentenças do dialogo em fichas e misturá-las. Dessa forma um aluno A escolhe uma ficha que contenha um texto pertinente ao início de um diálogo, o aluno B escolhe outra que combine como resposta ao que o A selecionou e assim por diante.



Acreditamos estar no caminho certo...

O professor deve se apropriar dos recursos tecnológicos para proporcionar aulas mais interessantes.

http://ensinodeportuguesparasurdos.blogspot.com/2009/03/adaptacoes-feitas-com-os-livros-de.html

Estratégias e materiais interessantes...

Ferreira Brito (2001:07) inicia sua colocação dizendo que

"Os problemas acarretados pelas restrições impostas pela modalidade espaço-visual de língua e pelas especificidades linguísticas da Língua brasileira de sinais, no ensino de português como segunda língua aos surdos, são, infinitamente, menores do que aqueles causados pela ausência de uma língua materna nas pessoas surdas. Esta ausência coíbe a aquisição de princípios e estratégias linguístico-pragmáticas e cognitivas, imprescindíveis, inclusive, na aquisição do material léxico-gramatical do português. Os textos acabam por se caracterizarem, basicamente, pelo seu caráter informacional, onde as sentenças são justapostas e o evento narrado segue, quase sempre, uma ordem cronológica. A ausência dos referidos princípios e estratégias revelam-se na ausência de estruturação textual. As estruturas textuais, no entanto, fazem-se presentes nos textos de surdos usuários de Língua brasileira de sinais, principalmente, naqueles de surdos filhos de surdos. A estes, não faltam habilidades na utilização de estratégias que gerarão expectativas, que levarão em consideração o conhecimento prévio do mundo e do interlocutor, que permitirão uma contextualização adequada do evento narrado e, consequentemente, proporcionarão uma maior aquisição de conteúdo semântico e usado de forma funcional e adequada, mas com estruturas específicas orientadas pelas de sua língua de sinais, as quais constituem um problema, facilmente solucionado quando abordado dentro de um contexto de ensino de segunda língua que não desconsidere que a aquisição do léxico decorre da aquisição de estruturas."

ESTRATÉGIAS METALINGUÍSTICAS:
- Explicação em Libras sobre as regras do português, comparação com a estrutura da primeira língua
- Leitura com os alunos- assim eles começam a identificar e dar significado as partes das palavras, como: flexões de verbos, raiz das palavras, etc.

O PROCESSO:
A leitura precede a escrita no processo de aprendizagem de segunda língua.
A criança reconhece os morfemas e elementos da escrita, mas na escrita nem sempre sabe onde usar;

RECURSOS MATERIAIS:
- glossário de verbos com SW, consulta a dicionário de libras, tabelas com flexão dos verbos, cartaz com palavras chaves para leitura e sua escrita em sinais, explicações em libras, etc.






PROPOSTA DE ATIVIDADE:
Essa é uma atividade que aconteceu no decorrer de aulas com propósito de conhecer os usos do tempo verbal do pretérito imperfeito do modo indicativo. Dessa forma é explicado em Libras aos alunos que esse tipo de verbo é utilizado para diversos fins, como:
- quando o locutor enuncia fatos ocorridos, transportado mentalmente para o momento da ocorrência, descrevendo os fatos da forma como iam prosseguindo.

Primeiro se apresenta vários modelos aos alunos,lemos o livro "O homem que amava caixas!. Nessa atividade eles podem consultar o caderno de verbos e se propôs que pensassem em uma situação daqui a muito anos para frente, quando já estariam velhinhos e relembrando do passado, deviam escrever os fatos marcantes de cada período da sua vida.


PRODUTO (escrita):



Observem a produção do aluno surdo, os "erros" são na verdade hipóteses inadequadas na tentativa de seguir a regra da língua portuguesa, como para a palavra "comava"

REESCRITA:
Os alunos reescrevem seus textos com um nível de maior competência e o professor estimula-os a tomar consciência do que já aprenderam.

http://ensinodeportuguesparasurdos.blogspot.com/2009/04/estrategias-e-materiais-interessantes.html

Português para surdos: políticas e práticas pedagógicas.

As políticas educacionais para surdos e suas práticas pedagógicas no que se refere ao ensino de língua portuguesa apresentam um grande descompasso. Temos trabalhado com a orientação de professores, cursos de capacitação e consultorias à instituições que buscam um aprimoramento no ensino de português como segunda língua para surdos.


A política nacional, mais precisamente o decreto 5626/2005 orienta em seu 14º artigo que As instituições de ensino devem garantir, obrigatoriamente, às pessoas surdas acesso à comunicação, à informação e à educação nos processos seletivos, nas atividades e nos conteúdos curriculares desenvolvidos em todos os níveis, etapas e modalidades de educação, desde a educação infantil até à superior; sendo previsto o ensino da Língua Portuguesa, como segunda língua para pessoas surdas.


Todavia a realidade da educação brasileira e os surdos inseridos nas escolas regulares diante de uma política paralela que impõe uma educação inclusiva ocasiona a falta de capacitação suficientes para os professores tanto de escolas regulares quanto os que atuam na educação especial.

A realidade é cruel aos surdos, temos em sala de aula professores ouvintes que desconhecem a língua de sinais e trabalham com salas mistas (surdos e ouvintes), que desconhecem métodos específicos que ajudariam os surdos a alcançar a proficiência em português por escrito e ainda carregam a concepção que a oralidade é essencial para o ensino da escrita; espaços educacionais que não oferecem o suporte da educação especial, como: intérprete de língua de sinais ou sala de recurso para complementação pedagógica (libras e português), não podendo ser denominados, a meu ver, de escolas inclusivas. Entretanto, a política diz que é, ou melhor, que deveria ser.
 
http://ensinodeportuguesparasurdos.blogspot.com/2009/05/portugues-para-surdos-politicas-e.html

Avaliação da escrita em português dos alunos surdos

Muitas escolas inclusivas já tem a noção de que o português é uma segunda língua para surdos, mas não sabem como fazer para ensiná-los a ler e escrever sem tomar como base a oralidade ou o princípio do som, como fazem as crianças ouvintes.
Percebemos que o fracasso escolar do aluno surdo muitas vezes está na forma como é conduzida a aprendizagem da leitura e escrita da Língua Portuguesa, considerando a prática pedagógica inadequada.

O aluno está lá, não é proporcionado o ensino como segunda língua, mas ao final o aluno precisa ser avaliado. Geralmente suas respostas não correspondem as expectativas para o nível de escolaridade que está inserido. O que a escola deve fazer? Como avaliar esse aluno?
O decreto 5626/2005 considera que o aluno com surdez tem direito a uma avaliação diferenciada. Apresenta em seu texto o seguinte:

VI - adotar mecanismos de avaliação coerentes com aprendizado de segunda língua, na correção das provas escritas, valorizando o aspecto semântico e reconhecendo a singularidade lingüística manifestada no aspecto formal da Língua Portuguesa;

VII - desenvolver e adotar mecanismos alternativos para a avaliação de conhecimentos expressos em Libras, desde que devidamente registrados em vídeo ou em outros meios eletrônicos e tecnológicos;

§ 3o As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal, estadual, municipal e do Distrito Federal buscarão implementar as medidas referidas neste artigo como meio de assegurar atendimento educacional especializado aos alunos surdos ou com deficiência auditiva.

Consideramos que as medidas de avaliação de certa forma contribuem para que o surdo não seja punido por não saber ler e escrever como um ouvinte. Mas, a escola deve traçar objetivos para cada aluno. Até quando vai aceitar que um aluno surdo no ensino médio não saiba flexionar um verbo, não saiba construir uma sentença fazendo uso de preposição? É também muito injusto continuar considerando que qualquer produção vinda de um aluno surdo seja aceitável.

Vejamos a produção escrita de um aluno surdo do 5º ano do ensino fundamental. Nessa produção aparece o verbo irregular ter com a concordância adequada e dinâmica e expressões linguísticas usadas em um diálogo. Fica evidente algumas influência da Língua de sinais.

A escola deve definir quais são as estruturas, o vocabulário ensinado e que devem aparecer na produção dos alunos. Uma reflexão e definição dos critérios de avaliação se fazem fundamental em uma educação consciente, sem deixar de considerar que o português é uma segunda língua. 
 
http://ensinodeportuguesparasurdos.blogspot.com/2009/05/avaliacao-da-escrita-em-portugues-dos.html

Ensino de Expressões Idiomáticas


desenhista: Neiva de Aquino
Ensino de Expressões Idiomáticas:
Muitas metodologias adotadas hoje não levam o aluno ao domínio pleno do português. Isso por vários motivos que vão desde o fato de ser uma disciplina ainda voltada muito para a gramática, para o conhecimento das “regras do bom escrever” e se deixa de lado a língua no seu processo interativo e formas de falar.

Uma proposta motivadora é o ensino através das expressões idiomáticas. Esses recursos lingüísticos representam milhares de possibilidades na comunicação em português. Tais idiomatismos no português são vistos através de análises com as expressões da libras e explicações de suas possíveis origens, as quais provêm de fatos e algumas são até engraçadas.

Existem expressões com léxico e sentido parecidos nos dois idiomas, outras com o mesmo sentido, mas estruturas morfossintáticas diferentes. Portanto, como elemento lingüístico enriquecedor do ato comunicativo, consideram-se as expressões idiomáticas de suma importância para o ensino.

Nos últimos dias eu venho tentando elaborar algumas atividades para melhorar a fixação de expressões idiomáticas em português para alunos surdos.

Anotamos as expressões em fichas (no formato daqueles cartões de apresentação), de um lado escrevemos a expressão e do outro a tradução em Libras.

Eu selecionei algumas das frases que já anotei, veja abaixo:

Expressão em português
Transcrição da tradução para a Libras
O que você tem feito de bom?
VOCÊ TEM NOVIDADE LEGAL
Você se ofenderia se eu perguntasse…
EU PODER PERGUNTAR VC BRAV@ NÃO

O que você achou da comida?
COMIDA GOTOS@?

Só por curiosidade…
EU CURIOSIDADE

Você não mudou nada.
VOCÊ MESMO

Como vão as coisas?
VIDA BEM?

Nós precisamos nos falar mais.
VONTADE CONTATO SUMIR NÃO

Isso foi divertido.
LEGAL

Vê se não some.
VOCÊ SUMIR NÃO


http://ensinodeportuguesparasurdos.blogspot.com/2009/05/ensino-de-expressoes-idiomaticas.html

Atividades de sala de aula no ensino comunicativo

 Foto do grupo de estudos "Ensino de português para surdos" da Escola Instituto Santa Teresinhas". Da esquerda para direita, professora Ana Maria Moço, Cristina Parmer e eu.

Estamos a cada dia nos aprofundando mais nas questões de ensino de português como segunda língua para surdos.

Uma característica inerente ao professor é a criatividade. Precisamos pensar em atividades para serem propostas em sala de aula com base no ensino comunicativo.

O livro de Richards (2006) nos dá muitas sugestões, como:
Atividades com foco na fluência:- Reflete o uso natural do idioma ;
-Concentra-se na efetivação da comunicação ;
- Exigem o uso significativo da linguagem;
- Exigem a utilização de estratégias de comunicação;
-Buscam interagir o uso da linguagem ao contexto.
Atividade com o foco na precisão:- Refletem o uso da linguagem que ocorre em sala de aula;
- Concentram-se na formação de exemplos linguísticos corretos;
- Praticam a linguagem fora do contexto;
- Praticam pequenas amostras da linguagem;
- Não exigem que a comunicação seja significativa;
- A escolha da linguagem é controlada.

Tipos de atividades:
Atividades de realização de tarefas;
Atividades de levantamentos de informações;
Atividades de expressão de opinião;
Atividades de transferências de informação;
Atividade de dedução lógica;
Dramatizações.

Quer saber mais? Leia o livro. He, He, He


RENANDYA, Wills A. e RICHARDS, Jack C. O Ensino Comunicativo de Línguas Estrangeiras – Coleção Portfolio Sbs13: reflexões sobre o ensino de idiomas. São Paulo: Editora SBS, 2006.

http://ensinodeportuguesparasurdos.blogspot.com/2009/05/atividades-de-sala-de-aula-no-ensino.html

LIBRAS: ESTRATÉGIAS PARA A SALA DE AULA E DICAS DE ATIVIDADES PARA O PROFESSOR

A educação tem a finalidade de formar os educandos e prepará-los para atuar em sociedade, buscar seus sonhos e realizar-se como ser humanos ativos no mundo contemporâneo. Portanto, seu papel vai além do simples ato de ensinar.
E se o fundamento da educação é proporcionar o ensino, a escola e o professor devem estar preparados para todos os tipos de diversidades dos educandos. Respeitando e conhecendo todo tipo de limitação, dificuldades e transtornos.
Quando se fala em Escola Inclusiva, logo devemos pensar que a escola também deve estar preparada para receber a criança com deficiência auditiva. E é aí que entra o educador conhecedor de LIBRAS.
A Língua Brasileira de Sinais é usada por cerca de 5 milhões de pessoas no Brasil e é a principal forma de comunicação para a maioria das pessoas surdas no país.
O Dia nacional da Libras, comemorado em 24 de abril, foi instituído em 2002, quando a língua passou a ser reconhecida como meio legal de comunicação e expressão por meio da lei nº 10.436.
A norma embasou políticas públicas que incluem determinações como o ensino da Libras na educação básica, entre outras.
MAS COMO FUNCIONA A ESCOLA INCLUSIVA?
O Decreto nº. 3.956, de 8/10/2001, garante a eliminação de todas as formas de discriminação contra pessoas portadoras de deficiência e, a Lei nº 10.436, de 24/4/2002, dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) como meio de comunicação de pessoas surdas e/ou mudas (BRASIL, 2005), entre outras providências.
Quando essa diversidade de educandos inclui Surdos, a escola deve estar preparada para realizar todo o processo de inclusão para seu pleno desenvolvimento e integração na comunidade escolar, além de atuar conjuntamente com os professores para que ocorra a formação desse educando em sua língua materna: a Libras
E uma estratégia criada e implantada foi a SALA DE RECURSOS.
Diferentemente do que muitos pensam, o foco do trabalho de uma sala de Recurso não é clínico. É pedagógico. Nas salas de recursos, um professor (auxiliado quando necessário por cuidadores que amparam os que possuem dificuldade de locomoção, por exemplo) prepara o aluno para desenvolver habilidades e utilizar instrumentos de apoio que facilitem o aprendizado nas aulas regulares.
Os exemplos de aprendizagem são variados. Estudantes cegos aprendem o braile para a leitura, alunos surdos estudam o alfabeto em Libras para se beneficiar do intérprete em sala, e todas as outras dificuldades são trabalhadas. A tarefa tem naquilo que os especialistas chamam de Atendimento Educacional Especializado (AEE).
Também vale lembrar que o trabalho não é um reforço escolar, como ocorria em algumas escolas antes de a nova política afinar o público-alvo do AEE.
Com o foco definido, o professor volta a atenção para o essencial: proporcionar a adaptação dos alunos para a sala comum. Cada um tem um plano pedagógico exclusivo, com as atividades que deve desenvolver e o tempo estimado que passará na sala.
O CONHECIMENTO E O LÚDICO: ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS
Por mais que os equipamentos das salas de recursos sejam importantes, é a atuação do professor que tem mais impacto na aprendizagem. Entre as responsabilidades do educador propostas pela nova lei, estão a criação de um plano pedagógico específico para cada aluno e a elaboração de material. Nesse sentido, o caminho para uma inclusão efetiva é o conhecimento especializado do professor.
Portanto, diversificar sua metodologia de ensino se faz necessário, e o lúdico vem como um caminho para ser adaptado e utilizado pelo corpo docente. Para isto, também é necessário que o professor tenha este tipo de conhecimento e saiba a importância dele para o aprendizado de seu aluno.
A ludicidade está presente na condição humana, sendo um fenômeno universal da humanidade, em todas as sociedades e culturas, em diversas etapas da vida, principalmente na infância, é no brincar que se promove a condição humana e a preparação para a vida adulta; brincar é uma concepção analisada pelas diversas áreas das ciências humanas.
Nesse sentido, faz-se importante evidenciar o lúdico, os jogos, os brinquedos e as brincadeiras e, consequentemente, como esses elementos podem ser relevantes ao desenvolvimento e à aprendizagem das crianças, sejam elas surdas ou ouvintes. Assim promovendo o que realmente se propõe a educação, proporcionar aprendizado independentemente da condição do aluno.
DICAS PARA TRABALHAR COM O ALUNO SURDO EM SALA DE AULA, UTILIZANDO DO LÚDICO
  • CONTE HISTÓRIAS
Para contar histórias (oralizadas) aos alunos, se você tem na sala alunos surdos ou com deficiência auditiva, utilize recursos visuais e, ao longo da narrativa, observe se as crianças – mediante, por exemplo, expressões de admiração, medo, riso, etc. – demonstram compreender o que está ocorrendo. Utilize objetos: bonecos, bichos, carrinhos, casinhas, etc. Ao terminar, peça aos alunos que desenhem a história e então procure perceber no desenho da criança surda os detalhes das cores, dos tamanhos e, sobretudo, dos sentimentos que se evidenciam no texto: medo, maldade, alívio, etc.
  • FAÇA KITS DE “CONTAÇÃO” DE HISTÓRIAS
Avental de histórias;
Saco de histórias;
Caixa de histórias;
  • QUEBRA-CABEÇA
Faça um quebra-cabeça de palavras associando-as um desenho, pois as imagens constituem um suporte importante no processo de aprendizagem.
  • PAINEL DE ALFABETO
Faça um painel com as letras do alfabeto e, na vertical, na direção da letra, peça aos alunos que colem figuras e escrevam o nome correspondente.
Ex:
Existem muitos meios e estratégias pedagógicas para trabalhar com o aluno surdo, mas vemos que é de suma importância que a escola esteja preparada para ter os recursos necessários, porém a maior importância está no conhecimento e habilidades desenvolvidas do professor. Por este motivo temos um curso 100% on-line de Libras, onde o professor poderá obter este conhecimento e entender melhor o que é trabalhar com este aluno. Clique aqui e confira o que este curso pode proporcionar, com certeza será surpreendente!

https://blog.rhemaeducacao.com.br/libras-estrategias-para-a-sala-de-aula-e-dicas-de-atividades-para-o-professor/

segunda-feira, 23 de março de 2020

Vá em frente e veja com o som desligado.




https://www.facebook.com/anna.sedelmaier.3/videos/10158147661732290/UzpfSTEwMDAwNjUyNTAwNDYwODoyNzE0NDQ5MzQ4NzgyNTM5/

Fonte – Libras

Fonte Libras

O alfabeto manual da Língua Brasileira de Sinais (Libras) segue estampado em milhões de publicações nas redes sociais. Para utilizar essa tipologia em seu editor de texto, no entanto, é necessário ter instalada em seu computador a fonte correspondente – entre elas, destacam-se a:

Fonte Libras 2002 (clique aqui para fazer download) 

Fonte Libras 2016 (clique aqui).

Agora, uma nova versão com traços mais arredondados, desenvolvida por Anderson Pereira, já está disponível na Internet: a Fonte Libras 2019. Para baixar a fonte, clique no link abaixo (disponível em maisfontes.com), salve o arquivo, abra-o em seu computador e clique em “Instalar”.

 Fonte Libras 2019:



Fonte Libras 2019

https://culturasurda.net/2015/02/19/fonte-libras/

Adaptando atividades de Leitura e escrita para Surdos

O que  ajuda um Surdo a ler?
O Surdo precisa ter contato com a escrita do Português de forma dinâmica e várias vezes.
Será que se hoje eu trabalhar um tema e amanhã já mudar vai ficar algo de leitura ?
Não. A repetição vai trazer a familiaridade ao Surdo com aquela palavra.
Ah então devo trabalhar sempre com atividades adaptadas em Libras?
Não, primeiramente pode ser trabalhado os sinais relacionando imagem/ palavra/ sinal, depois use somente as imagens e o português porque ele já vai ter relacionado sinal a imagem. Mesmo assim podem ser feito atividades usando LIBRAS e a mesma sem a Libras, assim ele vai ter oportunidade de repetir a mesma atividade de formas e momentos diferentes.
Salientando que devemos parti do todo para as partes. Usar uma história um tema gerador para poder passar para o vocabulário.
Hoje trouxe uns modelos de atividades adaptadas tanto em Libras como simplesmente em português. O importante é ter trabalhado antes os sinais relacionando eles ao português.
Um exemplo:
A cruzadinha abaixo posso fazer ela:
 Dando o banco de dados com palavras e sinal
Só com as imagens dos Materiais escolar sem sinal e sem português;
Só o português.
O importante é ir aumentando a dificuldade, para ele conseguir reconhecer a palavra, mas para isso precisa treinar. Ter contato com essa palavra.
 

 
 Neste de relacionar podemos trabalhar com Relacionar coluna ou Ligar o objetivo vai ser o mesmo.
 

 
 
 
Trabalhar a formação da palavras também é importante para o aluno pensar sobre a ordem que elas são distribuídas em cada palavra. Vale lembrar que devemos trabalhar sempre com alternativas CORRETAS, para não interferir na aprendizagem do aluno Surdo.
  • Nesta atividade poderíamos ter o desenho no lugar dos sinais. Podemos pensar em mais uma atividade não é mesmo? 

Ordenar as palavras também é uma boa atividade, antes de fazer ela escrita faça com Alfabeto Móvel , dando lhe apenas as sílabas exatas para formar a palavra. Isso ajudará ainda mais ele a acertar a atividade escrita.



 Depois de várias atividades com banco de dados, é hora do aluno escrever sem auxilio, aqui podemos ver o que ele internalizou. Não fique triste se ele não acertar tudo de uma vez, ou conseguir só algumas sílabas, fique feliz esse trabalho é um pouco de cada vez, TRABALHO DE FORMIGUINHA, mas que vale muito a pena.

 https://trabalhandocomsurdos.blogspot.com/2019/05/adaptando-atividades-de-leitura-e.html

Unesc oferece capacitação em Libras

 

Aulas ocorrerão todas as quintas-feiras durante quatro meses e iniciam em 2 de abril.

Aos interessados em aprender a Língua Brasileira de Sinais (Libras), a Unesc oferece um curso com início em 2 de abril. A capacitação Libras: Tradução, Interpretação e Conversação, nível 1, vai ajudar nos diálogos e na melhoria da qualidade de vida para quem encontra dificuldades na conversação. Os encontros ocorrerão todas as quintas-feiras, das 19 às 22 horas, durante quatro meses.
As inscrições podem ser realizado pelo e-mail sce@unesc.net ou pelo telefone (48) 3431-2570.
O curso irá promover conhecimentos para identificar os aspectos da estrutura gramatical da Libras e seus parâmetros linguísticos, utilizando o vocabulário adquirido nas aulas para melhorar a comunicação.
A metodologia de ensino será prática e expositiva, com conteúdos como “História e Cultura Surda”, “A interpretação e suas modalidades”, “O léxico da Libras”, “Alfabeto e numerais manuais”, “Parâmetros da Libras”, “Verbos na Língua de Sinais Brasileira” e “Pronomes nas Línguas de Sinais”.
Fonte: https://www.librasol.com.br/unesc-oferece-capacitacao-em-libras/

Dois são indiciados por amarrar e filmar colega surdo em Caxias do Sul

 

 Investigados admitiram participação, mas alegaram que intenção era de uma brincadeira.

A Polícia Civil indiciou dois homens por tortura contra o jovem surdo de 22 anos que foi amarrado e filmado por colegas de trabalho em uma área de acesso restrita a funcionários do supermercado Andreazza, em Caxias do Sul. De acordo com o delegado Vitor Carnaúba, o açougueiro de 26 anos e o repositor de 42 anos prestaram depoimento e admitiram participação no vídeo, mas alegaram que não tinham intenção de ofender a vítima e que se arrependeram dos fatos, pois era para ser uma brincadeira que evoluiu para algo que não tinham a intenção.
No depoimento, os indiciados afirmaram que as brincadeiras com a vítima eram constantes, mas que nunca tiveram a intenção de ofender ou de agredir o colega surdo. O autor das imagens também admitiu ter compartilhado o vídeo nas redes sociais — novamente alegando que pensava ser uma brincadeira.
Sobre outros possíveis envolvidos, o delegado Carnaúba afirma que apenas estes dois indiciados faziam as brincadeiras. Outros colegas foram ouvidos pela investigação como testemunhas, mas acreditavam que os atos tratavam-se de brincadeiras entre os envolvidos e não deram a devida importância aos fatos.
A reportagem procurou o advogado Vinicius de Figueiredo, que representa o autor do vídeo. O defensor aponta que seu cliente prefere não se manifestar, mas que admitiu a brincadeira e reconhece que passou dos limites. O defensor ressalta que o seu cliente não tinha a intenção de causar sofrimento à vítima. O advogado Juarez Dambros, que representa o açougueiro indiciado, afirma que a defesa só pretende se manifestar em juízo.
O delegado Vitor Carnaúba não divulgou a identidade dos dois indiciados por tortura alegando que eles não são criminosos contumazes — ambos não possuem antecedentes criminais. O inquérito foi remetido à Justiça no início desta semana e, na sequência, deverá ser analisado pelo Ministério Público (MP).
Ministério Público do Trabalho analisa situação na empresa
No entendimento da Polícia Civil, o crime foi praticado apenas pelos dois funcionários indiciados. Ambos foram demitidos por justa causa logo que a empresa tomou conhecimento do fato, após a divulgação das imagens em redes sociais. Em nota, o Grupo Andreazza repudiou as ações dos dois ex-funcionários e informou que trabalhava no acolhimento da vítima.
Após o acontecido, o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Caxias do Sul instaurou um inquérito civil para apurar a conduta do supermercado diante das “condutas intoleráveis e repugnantes envolvendo trabalhador com deficiência”. Procurado pela reportagem, o procurador Rodrigo Maffei resumiu que o inquérito civil segue em andamento, com algumas diligências já realizadas e um encontro está sendo agendada com o supermercado Andreazza. Inicialmente, a audiência aconteceria nesta quinta-feira (24), mas a empresa solicitou uma nova data — que será agendada para novembro.
Fonte: http://pioneiro.clicrbs.com.br/rs/policia/noticia/2019/10/dois-sao-indiciados-por-amarrar-e-filmar-colega-surdo-em-caxias-do-sul-11884483.html

Professor incentiva o ensino de Libras para ajudar aluno surdo e atitude viraliza

 

A atitude mudou não só a vida da criança com deficiência, mas de todos os colegas. Entenda.

Quando o professor Edilson dos Santos, de Rolim de Moura (RO), recebeu Carlos Henrique, 5 anos, em sua sala, sabia que tinha um grande desafio pela frente, mas não imaginava o que conquistaria com a sua dedicação para lidar com a questão. O aluno não escuta, e o professor era o único na escola municipal que tinha noções de Libras, a linguagem de sinais. “Eu faço um curso, ainda estou no nível intermediário, mas percebi que eu era a única esperança daquela criança”, conta o professor.
Edilson passou a dar aulas em Libras e começou a ensinar a linguagem para os outros alunos. “De repente, todos queriam sentar perto dele, tentar se comunicar e ajudá-lo nas lições. Carlos Henrique virou a criança mais popular da classe!”
Um dia, o professor contou a história da Chapeuzinho Vermelho para a turma e, quando se virou para o quadro para seguir com a aula, percebeu que um dos colegas estava contando novamente a história para o amigo, em Libras. Edilson filmou a cena para mostrar para os pais dos meninos e o vídeo viralizou.
“Comecei a receber telefonemas de jornalistas e de programas de televisão querendo falar sobre a atitude de inclusão do colega”, conta. “Claro que fiquei muito feliz, mas penso que, se uma ação de inclusão que deveria ser normal para qualquer pessoa chama tanto a atenção, é porque pouca gente faz, e precisamos que todos façam. A certeza que tenho é que esses meus alunos vão crescer sem preconceito e vão levar essa experiência para as suas vidas.”
Fonte: https://www.librasol.com.br/professor-incentiva-o-ensino-de-libras-para-ajudar-aluno-surdo-e-atitude-viraliza/

Pesquisador da UFG desenvolve mapas com Libras para surdos

Professor conta que a mãe – que é surda – foi a primeira a testar a novidade: ‘Ela leu e entendeu. Foi incrível’.

Um pesquisador da Universidade Federal de Goiás (UFG) desenvolveu mapas adaptados com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Eles podem auxiliar no ensino de cartografia na escola e até mesmo na locomoção de surdos pela cidade.
“A primeira pessoa que testou o mapa foi minha mãe, que é surda, e foi uma felicidade enorme. Eu vi a expressão no rosto dela, de que ela leu e entendeu o mapa, foi bacana demais, foi incrível”, disse o professor de geografia Pedro Moreira.
O projeto foi desenvolvido em 2016, durante o doutorado do pesquisador. Segundo ele, os mapas são usados em diversos locais e situações, como em pontos de ônibus, shoppings e aplicativos de transporte, mas, geralmente, não estão em libras.
“Meus pais são surdos. Alguns primos e tios também são. Sou professor de geografia e também tenho alunos surdos. Eu sempre via uma dificuldade muito grande deles em entender mapas, por um motivo simples, os mapas não têm Libras”, afirma Pedro.
Mapas
Ele desenvolveu o mapa-múndi e um mapa da população do Centro-Oeste. As adaptações são no título, legenda, escala, orientação, que indica a direção, e as coordenadas geográficas, que informam latitude e longitude.
O projeto saiu do papel em abril de 2019. Para garantir que os surdos pudessem ler os mapas de forma mais completa, o pesquisador também usou a datilologia, que é um sistema de representação das letras do alfabeto, e a visografia, uma representação gráfica da língua de sinais.
O pesquisador disse que o próximo projeto será o desenvolvimento de um atlas, com mais possibilidades de sinais e espaços para a compreensão de pessoas surdas. Ele destacou que o resultado da pesquisa foi gratificante, tanto pelo lado pessoal quanto pelo profissional.
“Ver meus pais e meus alunos lendo o mapa foi gratificante demais. Lembrei de quando eles não conseguiam ler, Hoje isso não existe mais. Eu, como professor, posso dar um mapa aos meus alunos surdos e eles conseguem entender, assim como os outros alunos. É uma possibilidade de inclusão imensa”, conta o professor.
Além dos mapas didáticos desenvolvidos, Moreira desenvolve mapas de inclusão em língua de sinais para shoppings, empresas de ônibus e até para aplicativos.
Fonte:https://www.librasol.com.br/pesquisador-da-ufg-desenvolve-mapas-com-libras-para-surdos/

Oficina de Libras nível 2 abre inscrições na próxima semana

 

Se você já tem o conhecimento básico na Língua Brasileira de Sinais (Libras) e quer dar continuidade aos seus estudos, o Campus Osório traz a oportunidade, com a Oficina de Libras nível 2!

RIO GRANDE DO SUL – A atividade é voltada para participação da comunidade em geral, com requisito mínimo de estar cursando o Ensino Médio e ter realizado o nível 1 de Libras, ou nível básico, ou projeto de Ensino do IFRS na área da Libras, ou disciplina de Libras (de 2 a 4 créditos). É responsável pela atividade a professora Ingrid Ertel Stürmer Ingrassia.
Para fazer a inscrição, que estará aberta no período de 21 a 24 de março de 2020, envie um e-mail para librasifrsosorio@gmail.com contendo seu nome completo, CPF, escolaridade e comprovação de realização de curso ou disciplina na área de Libras (cópia de certificação).
As 30 vagas disponíveis serão preenchidas por ordem de inscrição e os selecionados receberão um e-mail de confirmação até o dia 26 de março de 2020. As aulas acontecem nas sextas-feiras, das 18h45 às 20h45, com início em 27 de março. A atividade gera certificação de 50h e a previsão de encerramento é em 21 de agosto.
Será aceita apenas uma inscrição por e-mail e os selecionados que não comparecerem ao primeiro encontro perderão a vaga.
Fonte: https://www.librasol.com.br/oficina-de-libras-nivel-2-abre-inscricoes-na-proxima-semana/

UFMA abre inscrições para contratação de profissionais de Libras

  SÃO LUÍS – A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep) informa que estarão abertas entre os dias 16 e 31 de março, as inscrições para o Processo Seletivo Simplificado, destinado à contratação de Profissionais Técnicos Especializados em Linguagem de Sinais, de nível superior.

Serão disponibilizadas duas vagas para Tradutor/Intérprete de LIBRAS, podendo ocupar os turnos de trabalho nos períodos manhã, tarde ou noite, inclusive aos sábados, de acordo com as necessidades da Instituição. As inscrições serão realizada no site do DEC, no valor de R$ 50.
Fonte: https://www.librasol.com.br/ufma-abre-inscricoes-para-contratacao-de-profissionais-de-libras/

Em protesto, estudantes interrompem aulas por falta de intérpretes para alunos surdos

 

 De acordo com os estudantes, 4 pessoas de cursos distintos do IFCE carecem de intérprete nas aulas no campus de Fortaleza. Instituto reconhece que os dois profissionais do local estão em regime de trabalho extenuante.

CEARÁ – A turma do 1º semestre do cursos de Artes Visuais o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), em Fortaleza, decidiu, em protesto, interromper as aulas sempre que não tiver intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para o estudante surdo Henrique Sousa.
De acordo com os estudantes, 4 pessoas de cursos distintos e horários semelhantes carecem de intérprete nas aulas no campus de Fortaleza. No entanto, há somente 2 profissionais que se revezam para atender ao público da instituição.
O estudante Henrique explica que quando ingressou no IFCE “estranhou bastante o ambiente”. Ele reitera que número de intérpretes não é suficiente e reforça que esse é um trabalho que precisa de revezamento porque demanda muito do físico do profissional.
A coordenadora do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNE) do IFCE, Lucineide Penha Torres de Freitas e a vice-coordenadora do NAPNE, Nádia Maria, reconhecem que os intérpretes estão em regime de trabalho extenuante, visto que no campus Fortaleza há apenas dois servidores tradutores intérpretes de Libras atuando nos cursos de Artes Visuais (matutino), Licenciatura em Matemática (vespertino) e Guia de Turismo (noturno), dentro de sua carga de 8 horas diárias.
As servidoras dizem que as medidas para superar as dificuldades precisam partir de instâncias superiores, dentre elas, decisões de contratação de profissionais, mas com o Decreto nº 10.185/2019, publicado pelo Governo Federal em dezembro de 2019, “não há mais possibilidade de abertura de concursos públicos pois os cargo de Intérprete de linguagem de sinais está vedado para abertura de concurso público e provimento de vagas adicionais.”
Solidariedade
A estudante Michele Veras de Sousa relata que Henrique sente-se prejudicado sempre que a aula ocorre e não há intérprete para auxiliá-lo. “Não é culpa dos intérpretes. Eles estão cansados, sobrecarregados e fazem o possível. Mas para atender aos outros precisam faltar e a gente percebe que o Henrique fica prejudicado. Eu tento ajudar porque tenho noção básica de Libras. Tento fazer a tradução básica”, afirma.
A turma deles tem originalmente 35 alunos, e junto aos outros semestres chega a ter 50. Mesmo com os obstáculos, há empatia. “Teve atividades que os professores passaram e o Henrique não conseguiu fazer. Mas fizemos vídeos explicando a ele e ele conseguiu”. Os alunos também criaram um grupo no whatsapp e tentam conversar em Libras suprimindo artigos, preposições e conjunções para garantir a inclusão de Henrique.
Ministério Público Federal
No dia 4 deste mês, Ministério Público Federal (MPF) foi acionado devido ao número insuficiente de intérpretes Libras nas salas de aula para auxiliar alunos surdos. O MPF acolheu a representação registrada formalmente pela Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos. Na última quinta-feira (12), o MPF expediu um ofício para a reitoria do IFCE dando um prazo de 10 dias para que a instituição se manifeste sobre a representação feita pela Federação.
Henrique garante ainda que as ações da turma buscam garantir os direitos da comunidade surda.
“Preciso ter meu direito garantido em Libras. Precisamos ter uma equipe que dê conta desse serviço”, diz o estudante.
O estudante do curso do 2º semestre de Guia de Turismo, Weverson Valdivino Saboia Martins também é um dos prejudicados pelo número insuficiente de intérpretes.
Segundo o aluno, “essas visitas técnicas são obrigatórias para minha formação de guia. Além disso, também faço outras atividades aqui (no IFCE) como natação e não compreendo o que a professora diz. Sinto meus direitos de estudante serem cerceados devido à falta de acessibilidade”, pontua.

Fonte: https://www.librasol.com.br/em-protesto-estudantes-interrompem-aulas-por-falta-de-interpretes-para-alunos-surdos/

Bombeiro que conversou em Libras com vítima de acidente pinta casa com alfabeto de sinais para estimular aprendizado

 

 Vídeo do soldado de Franca se comunicando com homem ferido em acidente ganhou repercussão nas redes sociais. Walker Sousa propõe desafio a crianças e ganha elogio.

A comunicação por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi decisiva durante o resgate de um surdo que se feriu em um acidente da Rodovia Anhanguera (SP-330), em Leme (SP). A ação do soldado do Corpo de Bombeiros Walker Sousa acalmou a vítima e, já no hospital, evitou que o rapaz recebesse uma medicação da qual é alérgico.
O momento da conversa entre o soldado e a vítima foi gravado e publicado em 31 de janeiro na página do Corpo de Bombeiros (veja acima). A publicação atingiu 4,6 mil reações e 2,8 mil compartilhamentos.
Com a repercussão, o bombeiro resolveu pintar a casa dele em Franca (SP), o alfabeto e escolheu a frase “eu te amo” para ocupar o centro do muro.
“Eu acho que hoje em dia está faltando amor e quando as pessoas passam aqui direto batem na porta de casa para perguntar se eu dou aula de libras. Eu indico o lugar que eu faço curso e falo que se a pessoa quiser vir aqui a gente divide conhecimento”. 

Importância do diálogo

Sousa lembra que a conversa por meio dos sinais ainda na ambulância ajudou na estabilização da vítima para que fosse feito o transporte para o hospital.

“Ele estava bem agitado pelo fato de ninguém entender ele. Ele estava procurando a carteira, estava com dor. Quando a gente gente chegou e eu pude me comunicar com ele, parece que o cenário se transformou. Ele ficou atento a tudo que eu falava, me passou todas as informações necessárias, nós conseguimos estabilizar ele e transportar até o hospital”.
“No hospital, ninguém da equipe de enfermagem, da equipe médica, tinha noções de libras, então eles pediram para eu ficar lá para terminar de colher dados. Foi quando eu vi que ele tinha alergia a um medicamento que possivelmente seria aplicado”.

Desafio para crianças

Os vários sinais desenhados na casa do bombeiros contrastam e servem para chamar a atenção de quem passa pela rua, principalmente crianças. Sousa aproveita a oportunidade para estimular que os mais jovens se interessem pela linguagem.
“A criança que eu vejo que mostrou interesse eu chamo e proponho um desafio. Se ela fizer o nome dela em libras ela ganha um alfabeto e um brinquedo”, explica o bombeiro.

‘Ele é um modelo’

O bombeiro fez o curso de libras na Associação de Pais e Amigos do Deficiente Auditivo de Franca. A professora Izabel Alves Souza afirma que o bombeiro serve de exemplo para outros profissionais.
“É um modelo para outros profissionais. É muito bacana você chegar ao hospital e ter um médico [que sabe o idioma]”.

Fonte: https://www.librasol.com.br/bombeiro-que-conversou-em-libras-com-vitima-de-acidente-pinta-casa-com-alfabeto-de-sinais-para-estimular-aprendizado/

IFRN abre inscrições para estágio em Letras Libras

 

Estão abertas inscrições para seleção de estágio em Letras Libras. O candidato à vaga deve estar regularmente matriculado na Licenciatura em Letras Libras ou em curso de pós-graduação em Letras Libras.

Para se inscrever, os interessados devem comparecer nos dias 17, 19 e 20 de março de 2020, das 8h às 12h e das 13h às 18h, na Sala do NAPNE. Os candidatos devem levar a seguinte documentação: Ficha de inscrição devidamente preenchida, declaração que comprove a matrícula regular no curso, histórico acadêmico/escolar dos períodos cursados, curriculum com comprovação (cópias impressas acompanhadas dos originais) de todos os títulos que serão analisados pela banca examinadora.
O selecionado deverá ter disponibilidade para atuar das 7h às 13h30. Serão atribuições do estagiário: acompanhar, juntamente com a equipe de tradutores intérpretes de Libras da Instituição, atividades de tradução e interpretação de Libras, assessorar alunos surdos em sala de aula sob a supervisão da equipe de tradutores, auxiliar os profissionais de Libras na produção de materiais informativos, conversações, narrativas, palestras, atividades didáticas-pedagógicas, entre outras ações.
A análise curricular ocorrerá no momento da inscrição, e a prova prática acontecerá no dia 24 e 25 de março de 2020, das 13h às 17h, na sala de projeções do NAPNE. O resultado da prova prática será divulgado no dia 27 de março de 2020, no portal do Campus Natal-Central.
É preciso ler atentamente o Edital e acompanhar todas as fases do processo seletivo através da página.


Fonte: https://www.librasol.com.br/ifrn-abre-inscricoes-para-estagio-em-letras-libras/

Vereador pede disponibilização de interprete de Libras para acompanhar paciente surdo

A disponibilização de interprete de libras para acompanhar paciente com deficiência auditiva em consultas medicas e demais procedimentos de saúde, em Rio das Pedras, foi solicitada pelo vereador Edison Marconato (PSDB), através da Indicação nº 1044/2017, durante a última sessão deste ano da Câmara de Rio das Pedras.

SÃO PAULO – Marconato destaca que os moradores surdos sofrem no atendimento na área da saúde, por não conseguirem passar as informações necessárias aos profissionais da área.
“A inclusão social e um melhor atendimento às pessoas com deficiência auditiva é uma medida necessária. Diante disso, solicitamos ao Executivo Municipal a disponibilização desses intérpretes, pois os deficientes auditivos não conseguem passar as informações necessárias aos médicos, ao pessoal da enfermagem e aos agentes de saúde, enfrentando diversos transtornos por isso”, disse o vereador Edison Marconato.

Fonte: https://www.librasol.com.br/vereador-pede-disponibilizacao-de-interprete-de-libras-para-acompanhar-paciente-surdo/

Sala inteira aprende Libras para ‘cantar’ parabéns para estudante surdo no PR

Uma sala inteira de estudante se uniu para aprender Libras e ‘cantar’ parabéns para um dos alunos, que é surdo.
A surpresa aconteceu no dia 6 de março no Colégio Estadual do Paraná, em Curitiba (PR).
“Nosso amigo surdo fez aniversário, então todo mundo da nossa turma aprendeu o parabéns em Libras para cantar pra ele”, disse um dos estudantes.
Sala inteira aprende Libras para cantar parabéns estudante surdo
Imagem: Reprodução/Instagram @ana_daluz
Sala inteira aprende Libras para cantar parabéns estudante surdo
Imagem: Reprodução/Instagram @ana_daluz
 
 
FONTE: https://razoesparaacreditar.com/sala-aprende-libras-cantar-parabens-surdo/

Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência - Versão completa em Libras

Cuidados para evitar o coronavírus - TV INES

https://www.facebook.com/tvines.oficial/videos/199909824636863/UzpfSTE2NzkwMDU1NDQ6MTAyMTM4NDY0NzcyNzA5NzA/

CORONAVÍRUS (COVID-19) - UNÍNTESE

https://www.facebook.com/assuc.canes/videos/664758470944552/UzpfSTE2NzkwMDU1NDQ6MTAyMTM4NTc0MTczMDQ0NjQ/

Sem abraço, sem beijinho, sem aperto de mão - EM LIBRAS

https://www.youtube.com/watch?v=GK8NHDJn4WY

PLANTÃO CORONAVÍRUS - TV INES

https://www.facebook.com/tvines.oficial/videos/523028898399407/UzpfSTE2NzkwMDU1NDQ6MTAyMTM4NjIzNTYzNDc5Mzc/

Aprenda com o Hugo como se prevenir do Coronavírus



https://www.ssyoutube.com/watch?v=soSmWZeRWQs

CORONAVÍRUS - FIQUE EM CASA

https://www.facebook.com/CILBAbahia/videos/1349034091954466/