RYBENINHA

RYBENINHA
SINAL: BEM -VINDOS

DÊ-ME TUA MÃO QUE TE DIREI QUEM ÉS



“Em minha silenciosa escuridão,
Mais claro que o ofuscante sol,
Está tudo que desejarias ocultar de mim.
Mais que palavras,
Tuas mãos me contam tudo que recusavas dizer.
Frementes de ansiedade ou trêmulas de fúria,
Verdadeira amizade ou mentira,
Tudo se revela ao toque de uma mão:
Quem é estranho,
Quem é amigo...
Tudo vejo em minha silenciosa escuridão.
Dê-me tua mão que te direi quem és."


Natacha (vide documentário Borboletas de Zagorski)


SINAL DE "Libras"

SINAL DE "Libras"
"VOCÊ PRECISA SER PARTICIPANTE DESTE MUNDO ONDE MÃOS FALAM E OLHOS ESCUTAM, ONDE O CORPO DÁ A NOTA E O RÍTMO. É UM MUNDO ESPECIAL PARA PESSOAS ESPECIAIS..."

LIBRAS

LIBRAS
" A Língua de Sinais é, nas mãos de seus mestres, uma linguagem das mais belas e expressivas, para a qual, no contato entre si é como um meio de alcançar de forma fácil e rápida a mente do surdo, nem a natureza nem a arte proporcionaram um substituto satisfatório." J. Schuyler Long

LIBRAS

LIBRAS
"Se o lugar não está pronto para receber todas as pessoas, então o lugar é deficiente" - Thaís Frota

LIBRAS

LIBRAS
Aprender Libras é respirar a vida por outros ângulos, na voz do silêncio, no turbilhão das águas, no brilho do olhar. Aprender Libras é aprender a falar de longe ou tão de perto que apenas o toque resolve todas as aflições do viver, diante de todos os desafios audíveis. Nem tão poético, nem tão fulgaz.... apenas um Ser livre de preconceitos e voluntário da harmonia do bem viver.” Luiz Albérico B. Falcão

PEDAGOGIA SURDA

PEDAGOGIA SURDA
PROFESSOR BILÍNGUE

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS
“ A língua de sinais anula a deficiência e permite que os surdos constituam, então, uma comunidade lingüística minoritária diferente e não um desvio da normalidade”. Skliar

domingo, 21 de setembro de 2014

Professor cria cursinho para o Enem e a Fuvest só para alunos surdos

Aulas são todas dadas em libras, que é a língua materna dos surdos.
Segundo o Inep, número de candidatos surdos no Enem cresceu 35%.

Ana Carolina Moreno Do G1, em São Paulo
Um professor da rede estadual de São Paulo começou neste semestre um cursinho pré-vestibular gratuito voltado exclusivamente para preparar estudantes surdos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a Fuvest. As aulas são realizadas aos sábados em uma escola estadual da Vila Matilde, na Zona Leste da Capital (veja no vídeo acima).
Rafael Dias Silva, professor de biologia, química e física, diz que pretende oferecer aos alunos a oportunidade de aprenderem diretamente na sua língua materna, a Língua Brasileira de Sinais (Libras), e não por meio de interlocutores ou intérpretes de professores que dominam apenas o português.
O Rafael Dias Silva criou um curso pré-vestibular em São Paulo só para alunos surdos (Foto: Ana Carolina Moreno/G1) 
O professor Rafael Dias Silva criou um curso
pré-vestibular em São Paulo só para alunos surdos
(Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
 
"Hoje infelizmente o vestibular bloqueia esse aluno, faltam mecanismos para esse aluno entender como funciona o vestibular", explicou o professor em entrevista ao G1.
O Enem será realizado em 8 e 9 de novembro, e dos 8,7 milhões de inscritos, mais de 3 mil solicitaram atendimento especial para surdos ou com alguma deficiência auditiva. O número é 35% maior do que o de surdos inscritos no Enem de 2013.
As aulas do cursinho tiveram início no dia 30 de agosto com seis professores que usam a linguagem brasileira de sinais no diálogo com os alunos.
Jovem quer ser engenheiro
Os jovens Lucas dos Santos Silva e Vanessa Gonçalves de Araújo, de 19 anos, são dois dos 12 estudantes do terceiro ano do ensino médio que estão matriculados na primeira edição do curso. Eles pretendem fazer vestibular para engenharia e administração, respectivamente. Vanessa tem surdez severa desde o nascimento. Lucas perdeu a audição progressivamente aos seis anos, depois de bater a cabeça durante uma brincadeira.
No primeiro dia de aula, os dois estudantes contaram ao G1 que, pela primeira vez, estavam sendo ensinados diretamente na sua primeira língua e explicam que há uma diferença grande entre ter um professor que se comunique na linguagem de sinais e estar em uma sala de aula com um professor falando em português e recebendo a tradução por meio de um intérprete.
Segundo os jovens, muitas vezes o conteúdo explicado pelo professor acaba se perdendo na interpretação do interlocutor. Além disso, quando todos os alunos se comunicam na mesma língua –no caso, libras–, eles conseguem se ajudar no entendimento de um tema. "Tem a questão da palavra, tem a troca com o outro. Um conhece uma palavra e o outro não", explicou Lucas, com a ajuda do professor Rafael. Além de cursar o ensino médio, o jovem trabalha em um supermercado, mas um dia pretende atuar como engenheiro na construção civil.
Vanessa Gonçalves e Lucas dos Santos Silva são surdos e neste ano vão prestar o Enem e a Fuvest (Foto: Ana Carolina Moreno/G1) 
Vanessa Gonçalves e Lucas dos Santos Silva são surdos e neste ano vão prestar o Enem e a Fuvest
(Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
 
Aulas gratuitas e professores surdos
O professor diz que o curso aumenta a facilidade do ensino do conteúdo do vestibular para os estudantes surdos. "Você garante maior clareza por estar na língua deles", afirmou. Uma das principais defasagens dos alunos, segundo ele, é justamente a produção de texto e a língua portuguesa.
Além de ajudar nos estudos, ele diz que o objetivo é também dar ao grupo maior contato com todo o processo da realização de provas com as da Fuvest e do Enem, que eles não têm costume de fazer e, por isso, acabam ficando em desvantagem em relação aos demais candidatos. "Falta preparo desse aluno, dar conhecimentos prévios para na hora da prova ele fazer leitura e compreensão daquilo que está sendo solicitado. E é importante melhorar a auto-estima desses meninos, que muitas vezes ficam perdidos", explicou.
O curso é grátis para os alunos e é financiado pela empresa Libras na Ciência, que Rafael mantém em uma incubadora do campus na Zona Leste da Universidade de São Paulo (USP). As aulas são realizadas na Escola Estadual Dom João Maria Ogno aos sábados, como parte do programa Escola da Família.
Dois dos docentes também são surdos. "É importante eles terem um professor surdo que conseguiu vencer obstáculos e está lá na ponta. Fiz questão de chamar colegas", explicou o professor. "Eles não têm heróis, não têm ninguém em quem se espelhar."
Atendimento especial no Enem
Apesar do crescimento de alunos surdos inscritos no Enem 2014, em relação a 2013, a quantidade absoluta ainda é pequena: a variação foi de 2.460 para 3.330, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).
Segundo o relatório pedagógico das edições de 2009 e 2010, divulgado pelo Inep no início do mês, 2.850 surdos ou deficientes auditivos fizeram as provas em 2009, número que caiu para 2.098 no ano seguinte. Na nota técnica sobre o atendimento diferenciado do Enem, o Inep afirma que, durante a prova, o tradutor-intérprete de Libras "não se limita a traduzir as comunicações orais, mas deve auxiliar na compreensão dos textos escritos".
Assim como os demais candidatos com atendimento especializado, os estudantes surdos podem solicitar até 60 minutos a mais para fazer as provas nos dois dias do Enem.
No último Enem, seis estudantes de Curitiba que têm deficiência auditiva conseguiram na Justiça Federal conseguiram na Justiça Federal o direito de refazer as provas. Eles afirmaram que foram prejudicados porque, segundo os estudantes, os interpretes de Libras, que acompanharam a realização da prova, não traduziram enunciados e respostas. Apenas foram repassadas orientações quanto à realização do exame, como a cor de caneta que deveria ser usada.

 http://g1.globo.com/educacao/enem/2014/noticia/2014/09/professor-cria-cursinho-para-o-enem-e-fuvest-so-para-alunos-surdos.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1

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