RYBENINHA
SINAL: BEM -VINDOS
DÊ-ME TUA MÃO QUE TE DIREI QUEM ÉS

“Em minha silenciosa escuridão,
Mais claro que o ofuscante sol,
Está tudo que desejarias ocultar de mim.
Mais que palavras,
Tuas mãos me contam tudo que recusavas dizer.
Frementes de ansiedade ou trêmulas de fúria,
Verdadeira amizade ou mentira,
Tudo se revela ao toque de uma mão:
Quem é estranho,
Quem é amigo...
Tudo vejo em minha silenciosa escuridão.
Dê-me tua mão que te direi quem és."
Natacha (vide documentário Borboletas de Zagorski)
SINAL DE "Libras"
"VOCÊ PRECISA SER PARTICIPANTE DESTE MUNDO ONDE MÃOS FALAM E OLHOS ESCUTAM, ONDE O CORPO DÁ A NOTA E O RÍTMO. É UM MUNDO ESPECIAL PARA PESSOAS ESPECIAIS..."
LIBRAS
LIBRAS
LIBRAS
Aprender Libras é respirar a vida por outros ângulos, na voz do silêncio, no turbilhão das águas, no brilho do olhar. Aprender Libras é aprender a falar de longe ou tão de perto que apenas o toque resolve todas as aflições do viver, diante de todos os desafios audíveis. Nem tão poético, nem tão fulgaz.... apenas um Ser livre de preconceitos e voluntário da harmonia do bem viver.” Luiz Albérico B. Falcão
QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS
“ A língua de sinais anula a deficiência e permite que os sujeitos surdos constituam, então, uma comunidade linguística minoritária diferente e não um desvio da normalidade”. Skliar
quinta-feira, 30 de setembro de 2021
DIÁLOGO PORTUGAL - BRASIL: MEMÓRIAS E DESAFIOS DA ATILGP E ASTILP - 29/10/2021
LIBRAS: DESAFIOS E CONQUISTAS - 07/10/2021
quarta-feira, 29 de setembro de 2021
MESA REDONDA - NADA SOBRE NÓS, SEM NÓS SURDOS - 30/09/2021
quarta-feira, 22 de setembro de 2021
AÇAÍ COM LIBRAS TÁ ON! - 1º E 15/10/2021
1º WEBNAR EDUCAÇÃO ESPECIAL PARA INCLUSÃO - EDUCAÇÃO BILÍNGUE PARA SURDOS - 30/09/2021
Inscrição: https://forms.gle/gXdPZziU2EssC7PZ8
Link: https://www.youtube.com/watch?v=RPNhOBClhU0
Dunkin’ Donuts nega atendimento a americana por ser surda
A americana Shannon Heroux, que vive na Califórnia, compartilhou dois vídeos no TikTok após denunciar ter sido discriminada numa loja da rede de rosquinhas Dunkin’ Donuts por ser surda. De acordo com o site do programa Today, da emissora americana NBC, Heroux não foi atendida porque não conseguia se comunicar com a equipe da franquia.
Os vídeos foram compartilhados no dia 13 de setembro e logo se tornaram virais na plataforma chinesa de vídeos e chamaram a atenção para as dificuldades enfrentadas por pessoas surdas ou com deficiência auditiva durante a pandemia de covid-19. A primeira gravação já conta com 11 milhões de visualizações.
“Quando cheguei na frente [do balcão], desci minha máscara e disse rapidamente à funcionária: ‘oi, sou surda, como faço o pedido?’. Puxei minha máscara de volta e estava pronto para fazer o pedido”, conta a americana ao Today.Em conversa com o programa de TV, Shannon Heroux, que usa implante coclear e é capaz de ler lábios, explica que estava trabalhando no Uber quando decidiu parar numa loja do Dunkin’ Donuts para lanchar. Ao entrar no estabelecimento usando máscara e se aproximar do balcão não foi capaz de entender a funcionária, que estava falando atrás de uma barreira de acrílico.
Segundo Heroux, a atendente acenou para o gerente que, após alguns minutos, se aproximou e começou a falar com ela. Como o responsável pela loja estava falando usando máscara, atrás do acrílico e a certa distância, além de outros ruídos do local, ela não conseguiu entendê-lo.
“Eu disse a ele: ‘sou surda, não consigo ouvir você’. E ele continuava falando comigo. Eu sei dizer quando uma pessoa está falando porque a máscara se move, óbvio. Eu continuei dizendo: ‘não consigo ouvir você, preciso ler seus lábios’”, diz Shannon Heroux ao programa da NBC.
Ela diz que o gerente ficava gesticulando para a porta e “repetindo a mesma frase indefinidamente”. A americana presumiu que se tratava de uma brincadeira do tipo “tenha um bom dia”.
Heroux tentou pedir ajuda a um cliente que estava na fila atrás dela, mas também não conseguiu ouvi-lo através da máscara. Além disso, apesar de o estabelecimento permitir o uso de formulário para realização de pedidos, não havia caneta disponível.
“Percebi que ele estava apenas repetindo a mesma frase e depois da terceira vez eu disse: ‘então você não vai anotar meu pedido?’. E ele apenas balançou a cabeça negativamente. Meu coração afundou. Pensei: ‘o que eu fiz de errado?’. Então, saí do Dunkin’ e entrei no carro. Demorei um minuto para entender que meu serviço havia sido negado”, afirma Shannon Heroux ao Today.
Em comunicado enviado por e-mail ao programa de TV, a famosa rede americana de rosquinhas afirma que está “comprometida em criar um ambiente acolhedor” para os clientes.
“Levamos questões como essa muito a sério. Na Dunkin’, estamos empenhados em criar um ambiente acolhedor e tratar todos os clientes com dignidade e respeito. Entramos em contato com a cliente para nos desculparmos e estamos trabalhando ativamente com ela para resolver o problema”, diz o texto enviado pela Dunkin’ Donuts ao programa da NBC.
FONTE: https://www.librasol.com.br/dunkin-donuts-nega-atendimento-a-americana-por-ser-surda/?fbclid=IwAR3ndmVWY0uDBKnMLVEHY3guaORCGbvIvGjCyT02gCZZjyqTAfks7nRAWtg
terça-feira, 21 de setembro de 2021
SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA - 24/09/2021
Semana Alusiva ao Setembro Surdo - Escola Bilíngue: Avanços e Desafios - 26 A 30/09/2021
sábado, 18 de setembro de 2021
SETEMBRO AZUL: SIGNIFICADO DE LUTAS, VITÓRIAS E DIREITOS ADQUIRIDOS - 22 A 25/09/2021
Ideia legislativa para tornar Libras língua oficial do país vira PEC no Senado
Quando criança, a advogada Kamila de Souza Gouveia costumava acompanhar sua mãe ao trabalho. A mãe de Kamila era professora e dava aulas a crianças com deficiência em Sergipe. Na hora do recreio, as crianças iam brincar no pátio. Foi lá que, pela primeira vez, ela viu crianças surdas se comunicarem em Libras.
— Eu levava meu lanche e ia brincar também. Aprendi alguns sinais em libras, como lanche, professor, enfim, sinais do universo infantil — lembra.
Ao voltar para casa, Kamila fazia várias perguntas à mãe: por que aquela escola era diferente? Por que os estudantes surdos quase sempre conversavam apenas entre si?
Kamila levou as indagações vida afora. Cursou direito, e, em 2014, decidiu estudar a Língua Brasileira de Sinais (libras) no Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), o mais antigo do país. Em 2016, ingressou no mestrado na PUC-SP. Decidiu fazer sua dissertação sobre o tema “Libras, com primazia na infância, para todos”, e dedicou o trabalho aos surdos, “especialmente as crianças”.
Em agosto de 2019, quando terminou sua dissertação, Kamila tinha uma convicção: a língua brasileira de sinais deveria ser uma língua oficial brasileira. Kamila também achava que deveria ser ensinada desde a infância para todos, não apenas para os surdos.
— Não é justo que uma parte dos brasileiros se sintam como estrangeiros em seu próprio país — argumenta Kamila.

— Eu não sou parlamentar, sou apenas uma cidadã. O e-Cidadania era o caminho para mim.
Depois de cadastrar a ideia legislativa, a advogada montou uma campanha, a Oficializa Libras. Também criou páginas em redes sociais, fez camisas para divulgar a proposta, mandou mensagens. Ela tinha quatro meses para conseguir 20 mil votos. Seu prazo terminaria em dezembro, mas ainda faltavam muitos apoios.
— Dezembro é um mês parado, ninguém mais se lembraria da proposta.
Foi quando Kamila decidiu bater à porta do gabinete do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), de seu estado natal, e apresentar a ideia. Ela levou a pesquisa e falou da proposta legislativa.
A ideia de Kamila não alcançou os 20 mil apoios para que seguisse à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Mas o senador Alessandro Vieira resolveu ‘adotar’ a proposta.
Outros 27 senadores também assinaram a PEC. Na justificativa, os parlamentares destacaram que “a presente Proposta de Emenda à Constituição foi apresentada como Ideia Legislativa no Portal e-Cidadania do Senado Federal pela Srta. Kamila de Souza Gouveia, atual Presidente da Comissão de Acessibilidade e Direito da Pessoa com Deficiência (CADPCD) da OAB/SE”.
— Meu sonho é que um dia sejamos um país bilíngue. Eu acho que o aprendizado de Libras beneficiará a todos, e não apenas aos surdos — diz a advogada.
A PEC 12/2021 aguarda a retomada do funcionamento presencial das comissões para ser analisada pelos senadores.
FONTE: https://www.librasol.com.br/ideia-legislativa-para-tornar-libras-lingua-oficial-do-pais-vira-pec-no-senado/
Aras defende que STF rejeite uso de Libras em concursos
Rosangela Moro é uma das advogadas do caso
O procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu nesta quinta-feira (16/9) que o STF rejeite um pedido para substituir a língua portuguesa pela Língua Brasileira de Sinais (Libras) em processos seletivos feitos por surdos. Uma das advogadas do caso é Rosangela Moro, mulher de Sergio Moro.
No parecer, Aras afirmou que a flexibilização não seria possível porque o português é a língua oficial do Brasil. As entidades haviam alegado ao Supremo que o modelo atual de concursos públicos e exames nacionais dificulta a participação das pessoas surdas.
A Presidência da República e a Advocacia-Geral da União também haviam recomendado que o STF negasse o pedido da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis).
A ação foi apresentada em 2017 pela Feneis. Rosangela Moro está no processo como advogada da Federação Nacional das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes), na posição de amiga da corte, o chamado amicus curiae. O caso era relatado por Marco Aurélio Mello e agora tramita no gabinete de Kassio Nunes Marques.
FONTE: https://www.librasol.com.br/aras-defende-que-stf-rejeite-uso-de-libras-em-concursos/?fbclid=IwAR0zrJy5BwOljBwuVGxXtwFRf-8KlUN2WJLZ4Wqa9gdVXBqtAPJEAeYgt_E
Surdos relatam desafios na trajetória escolar e carreira acadêmica: ‘precisamos de mais garantias de acessibilidade’
Número de estudantes surdos nos cursos superiores cresceu ao longo dos anos, mas é bem menor que os com deficiência física, segundo dados do Inep.
Ingressar em um curso universitário é um desafio para a maioria das pessoas e não é diferente para estudantes com deficiência auditiva. Para os que sabem a Língua Brasileira de Sinais (Libras), a presença de intérpretes em sala pode ajudar, mas o desafio da inclusão vai além desse ponto (veja vídeo aqui).
(Nesta sexta-feira (3), os telejornais da Globo em Pernambuco apresentam uma série de reportagens especiais sobre inclusão.)

Professor de Libras e coordenador do núcleo de acessibilidade da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Antonio Cardoso é surdo e foi um dos primeiros docentes com deficiência auditiva na instituição. Ele aprendeu libras ainda criança, mas encontrou obstáculos durante a formação escolar por falta de intérpretes em sala de aula.
“Precisamos de mais garantias de acessibilidade. Nós já temos a LBI [Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência], que assegura a inclusão. […] Precisamos ampliar mais e entender que a pessoa surda precisa da libras, precisa aprender desde cedo”, afirmou Cardoso.
Dados do Instituto Nacional de Ensino e Pesquisa (Inep), mostram que, em 2015, apenas 33 pessoas surdas estavam inscritas em cursos superiores em Pernambuco, número que passou para 123 em 2019, um aumento de 272%.
No entanto, apesar do crescimento, a quantidade de estudantes surdos ainda é considerada pequena por especialistas. Alunos com deficiência física, por exemplo, em 2019, 1.101 pessoas estavam matriculadas em cursos superiores no estado.
Tanto na rede pública, quanto na rede particular de ensino, libras, que é uma das línguas oficiais do país, passou a ser a primeira língua lecionada a pessoas surdas a partir de uma lei nacional. O português escrito ficou como a segunda língua ensinada às pessoas com deficiência auditiva.
Para a professora do departamento de fonoaudiologia da UFPE Adriana di Donato, a língua brasileira de sinais exige uma estratégia de ensino que precisa ser elaborada e pensada para o ambiente escolar desde a primeira infância.

“Não basta colocar um intérprete na sala de aula e dizer que isso é um modelo inclusivo para toda e qualquer pessoa surda. Para algumas pessoas, pode servir, pode ser adequado, mas para outros grupos não”, contou.
Segundo ela, apesar da lei, ainda é a família da criança ou adolescente que deve optar pela melhor maneira de ensino.
“A FAMÍLIA TEM O DIREITO DE ESCOLHER QUAL É A MODALIDADE DE ENSINO QUE ELA ENTENDER SER MAIS ADEQUADA AO SEU FILHO. SE É UM MODELO INCLUSIVO TRADICIONAL, ONDE A CRIANÇA ESTÁ NA ESCOLA COM UM INTÉRPRETE, OU NÃO, CASO ELA USE A LÍNGUA DE SINAIS. TEM CRIANÇAS SURDAS, POR EXEMPLO, QUE SÃO IMPLANTADAS E QUE TEM O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM ORAL E UMA PERCEPÇÃO ACÚSTICA AUDITIVA MUITO BOA”, APONTOU.
“Consegui passar no primeiro ano do ensino médio com ajuda de um colega, mas não tinha muito contato com os professores. Ao chegar no segundo ano, reprovei mesmo me esforçando muito. Fiquei muito sentido com essa reprovação e desisti da escola, porque não tinha intérprete, não tinha acessibilidade. Por sete anos desisti desse sonho”, declarou Antônio Cardoso.

Apesar das dificuldades, o professor, na época ainda estudante, resolveu voltar às salas de aula e conseguiu concluir o ensino médio. Depois disso, a vontade de continuar estudando foi maior do que os obstáculos encontrados no caminho. “Descobri o magistério na escola. Éramos três surdos na sala de aula, eu tinha 32 anos quando me formei”, contou.
Segundo a professora Donato, o preconceito ainda é um grande desafio dentro das salas de aula. “O que nos incomoda muito enquanto fonoaudiólogos é ouvir que surdo não aprende, que tem problema de memória. Na verdade, […] é a forma com que se utiliza estratégias inadequadas, estratégias para pessoas ouvintes. Daí deseja-se que a pessoa surda desenvolva-se a partir de uma perspectiva de aprendizagem que não é a dela.
A estudante Maria Juliana, de 20 anos, aluna do terceiro ano do ensino médio na Escola Barbosa Lima, no Recife, contou que quer prestar vestibular para o curso de letras em libras, na UFPE. Ela disse que aprendeu libras aos 10 anos, cerca de sete anos após ter pedido a audição.
“Na verdade eu nasci ouvindo e com o passar do tempo, aos 3 anos, eu perdi completamente a audição e fiquei surda […] Existem algumas dificuldades, o que é normal. Mas o nosso desejo é de aprender sempre”, declarou.
“Para o futuro eu tenho um sonho, o objetivo de fazer a graduação em letras e ter diversas experiências nessa área. A minha família também quer me ver feliz, com uma boa autoestima e sendo bem sucedida”, contou a jovem.
FONTE: https://www.librasol.com.br/surdos-relatam-desafios-na-trajetoria-escolar-e-carreira-academica-precisamos-de-mais-garantias-de-acessibilidade/













