RYBENINHA

RYBENINHA
SINAL: BEM -VINDOS

DÊ-ME TUA MÃO QUE TE DIREI QUEM ÉS



“Em minha silenciosa escuridão,
Mais claro que o ofuscante sol,
Está tudo que desejarias ocultar de mim.
Mais que palavras,
Tuas mãos me contam tudo que recusavas dizer.
Frementes de ansiedade ou trêmulas de fúria,
Verdadeira amizade ou mentira,
Tudo se revela ao toque de uma mão:
Quem é estranho,
Quem é amigo...
Tudo vejo em minha silenciosa escuridão.
Dê-me tua mão que te direi quem és."


Natacha (vide documentário Borboletas de Zagorski)


SINAL DE "Libras"

SINAL DE "Libras"
"VOCÊ PRECISA SER PARTICIPANTE DESTE MUNDO ONDE MÃOS FALAM E OLHOS ESCUTAM, ONDE O CORPO DÁ A NOTA E O RÍTMO. É UM MUNDO ESPECIAL PARA PESSOAS ESPECIAIS..."

LIBRAS

LIBRAS

LIBRAS

LIBRAS
"Se o lugar não está pronto para receber todas as pessoas, então o lugar é deficiente" - Thaís Frota

LIBRAS

LIBRAS
Aprender Libras é respirar a vida por outros ângulos, na voz do silêncio, no turbilhão das águas, no brilho do olhar. Aprender Libras é aprender a falar de longe ou tão de perto que apenas o toque resolve todas as aflições do viver, diante de todos os desafios audíveis. Nem tão poético, nem tão fulgaz.... apenas um Ser livre de preconceitos e voluntário da harmonia do bem viver.” Luiz Albérico B. Falcão

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS
“ A língua de sinais anula a deficiência e permite que os sujeitos surdos constituam, então, uma comunidade linguística minoritária diferente e não um desvio da normalidade”. Skliar

domingo, 8 de abril de 2012

Coordenador Nacional de Acessibilidade para Surdos participou do debate sobre o Projeto de Lei torpedo mais barato para Surdos

O Presidente da Comissão, Senador Eduardo Barbosa convidou o Coordenador Prof. Neivaldo Zovico para falar sobre o discurso da comunicação dos Surdos no Brasil.

Aconteceu em Brasília, no dia 29 de fevereiro, no plenário 07 – Ala Alexandre Costa, no Senado, a discussão sobre o Projeto de Lei PL 238/2008 do Ex-Senador Flávio Arns “Tarifas mais baixas nos serviços de mensagens de texto para usuários de celulares surdos ou deficientes da fala” que deverá ser votado na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado.

Compareceram diversos representantes de instituições para justificar a importância de tarifas baixas para as pessoas surdas, como o Presidente da Comissão Eduardo Braga, o Relator do Senador Paulo Paim, o Presidente do CONADE Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência Moisés Bauer, o Secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência Antonio José Ferreira, o Coordenador Nacional de Acessibilidade para Surdos da Feneis Prof. Neivaldo Augusto Zovico, o Presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e Serviço Móvel e Pessoal Eduardo Levy, o Presidente do Sindicato de Interpretes, Tradutores e Guia-Interpretes do DF Michel Platini e o Superintendente de Serviços Privados da Anatel Bruno Ramos.

A audiência iniciou-se com o Presidente da Comissão Eduardo Braga, pronunciando que o Projeto de Lei deverá ser aprovado conforme a decisão da Comissão que tramitará no Senado e que também incluirá uma emenda na MP 549/2011, que ainda tramita na Câmara, permitindo zerar impostos dos equipamentos e serviços que promovam a acessibilidade para pessoas surdas.

Durante a audiência, vários representantes das instituições de pessoas com deficiência discursaram sobre a importância do Projeto de Lei “Tarifas mais baixos para pessoas surdas ou deficientes da fala”.

O Coordenador Nacional de Acessibilidade para Surdos da Feneis, Prof. Neivaldo, iniciou seu discurso agradecendo a todos o convite pela sua participação na audiência pública e também o apoio aos surdos sobre as tarifas mais baixas, que há muito tempo estava guardado na gaveta. Explicou que no Brasil a população surda tem dificuldade em se comunicar por mensagem devido aos altos valores cobrados por esse serviço e que futuramente o SMS mudará por causa da tecnologia evoluída e que o acesso a internet nos celulares poderá ajudar a melhorar a comunicação dos Surdos através de Videochamada. Alertou ainda que não existem equipamentos para serem usados em casos de emergências pelo surdo como chamar a policia, bombeiro ou resgate e sobre a importância em ter uma Central de Intermediação para a Comunicação do surdo com o ouvinte, onde o surdo transmite a mensagem escrita para a central que passará oralmente ao ouvinte

Antonio José Ferreira frisou que a ciência e a tecnologia garantem a equiparação de oportunidades para as pessoas com deficiência.

O telefone celular e a internet eliminam ou diminuem as dificuldades de comunicação enfrentadas por quem tem deficiência auditiva ou de fala. Há anos um surdo e um cego não se comunicam sem o auxilio de um interprete. ¨Hoje é possível, sou cego e tenho me comunicado muito bem com pessoas com deficiência auditiva¨, argumentou Moises Bauer.

O relator Paulo Paim fez sua apresentação reiterando que os avanços científicos e tecnológicos são essenciais para ampliar a acessibilidade e portanto, a inclusão social dessa parcela da população.

FONTE:
 http://cursolibrasnet.blogspot.com.br/search?updated-min=2012-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2013-01-01T00:00:00-08:00&max-results=18

Gramatica Libras - INES







Babá Eletrônica - Samsung Sew-3030WN



FONTE:
http://cursolibrasnet.blogspot.com.br/search?updated-min=2012-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2013-01-01T00:00:00-08:00&max-results=18

10° Aniversário da Lei de Libras


FONTE:
http://cursolibrasnet.blogspot.com.br/search?updated-min=2012-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2013-01-01T00:00:00-08:00&max-results=18

Legenda ou Janela de Intérpretes?


Falar em acessibilidade para deficientes auditivos costuma, na sua maioria dos debates, resumir-se a incluir intérpretes de Líbras. Realmente, existem muitos deficientes auditivos que são fluentes ou usuários exclusivos dessa língua, mas e os que não são?


Outro dia, isso me resultou num debate pertinente sobre o tema numa lista de discussão de TV Acessível. Alguém mandou um vídeo que falava sobre deficiência auditiva, mas só tinha janela de interprete. Nem a legenda oculta (closed caption) havia. Resultado, o vídeo não era acessível aos deficientes auditivos que não eram fluentes em Líbras.


Foi aí que começou o debate: Mas todo deficiente auditivo não é fluente em Libras?


Como já contei aqui na coluna, existem deficientes auditivos de grau moderado que suprem suas necessidades com as próteses auditivas. E deficientes auditivos unilaterais. E deficientes auditivos que foram oralizados e tem a língua portuguesa como única base idiomática, os surdos oralizados. E nem todo surdo oralizado nasceu surdo, alguns perderam a audição no final da infância, outros na adolescência e até na idade adulta. A solução de acessibilidade pra todos esses é forçar que mudem o idioma em que se comunicam?


Aprender português fluentemente a ponto de conseguir ler as rápidas legendas, para quem tem Líbras como principal idioma não é fácil. Para eles, português é segunda língua. Por isso, o acesso à Língua de Sinais é prioridade para este grupo! Seja pela janela de interprete nos programas, seja pela presença de interpretes em palestras e cursos. Seja criando grupos de teatro que interpretam usando a Líbras como forma de comunicação principal.


Só não se pode esquecer dos outros deficientes auditivos que também existem e também querem acesso à informação. E isso não se resolve exigindo que se adaptem a um idioma que eles não dominam e que é um idioma como qualquer outro e depende de anos de estudo e bastante prática para se ter total domínio. Afinal, a Líbras não é português em mímica, é uma língua com estrutura e sintaxe próprias e nos soa tão confuso quanto qualquer outro idioma que não tenhamos fluência.


Para nós, surdos oralizados, a adaptação que precisamos é a legenda. Inclusive, existe uma específica para nós, a legenda descritiva, que descreve não apenas o que é falado, mas também quais os sons ambientes dos programas. Avisa quando cachorro late, quando campainha toca, quando um bebê chora fora do ângulo da câmera. Essas adaptações nos são necessárias, para que possamos aproveitar um filme, uma novela, um programa, tanto quanto um ouvinte.


As legendas também ajudam estrangeiros que estão no Brasil e precisam aprender português.


Imagine se você, ouvinte, acordasse sem audição amanhã. Iria preferir aprender outro idioma ou ter acesso ao idioma que você sempre usou, ainda que visualmente?


Esse é o mesmíssimo caso dos surdos oralizados, nós queremos acesso ao português escrito.


Por isso, a acessibilidade para a deficiência auditiva não se dá pela questão do “ou”: janela de intérpretes OU legendas. Ela se dá pela solução do “e”: janela E legenda. Precisamos de ambos!


Isso é acessibilidade: permitir que cada pessoa tenha acesso ao que necessita da maneira que é mais adequada para ela. Do contrário, não pode ser chamado de acessibilidade.
FONTE:
http://cursolibrasnet.blogspot.com.br/2011_08_01_archive.html

A Editora Arara Azul disponibiliza textos para download gratuito em formato PDF.to PDF.

 A Editora Arara Azul disponibiliza textos para download gratuito em formato PDF.

São artigos, traduções e adaptações, pesquisa em estudos surdos, livros diversos.

Acesse AQUI:

FONTE:
 http://cursolibrasnet.blogspot.com.br/2011_08_01_archive.html

Novas pesquisas.



A pesquisadora e professora Edi Lúcia Sartorato, do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética da Unicamp (CBMEG), é um bom exemplo de como as pesquisas podem beneficiar diretamente a população. Ela desenvolveu um método de diagnosticar a surdez genética em bebês recém-nascidos usando um pedaço de papel com uma gota de sangue, dos quais é feito em teste de DNA. “Pode ser usada a mesma amostra para fazer o Teste do Pezinho, que e obrigatório por lei”, conta.

Sua pesquisa ganhou o Prêmio Governador do Estado em 2001. O pedido de patente para esta tecnologia foi depositado no Inpi e um laboratório do Rio de Janeiro comercializa o teste desde 2004.

Ela conta que o teste é importante porque a criança pode nascer ouvindo, mas terá surdez progressiva e ficará surda. A média de idade da detecção da surdez no Brasil é 2 anos e meio. “É essencial a identificação precoce".

O recomendado é que haja intervenção até três meses de idade. É preciso colocar aparelho para que a criança tenha ao menos uma audição residual ou iniciar a reabilitação por linguagem de sinais, estimulação é essencial para garantir desenvolvimento normal da criança”, explica. A pesquisadora explica que vários genes causam surdez, mas um determinado gene causa um problema específico. “A mutação é muito frequente”, diz. Edi acrescenta que 50% dos casos de surdez são genéticos e o restante é provocado por fatores ambientais, como complicações provocadas pela rubéola e meningite. Ela acrescenta que o teste da orelhinha, obrigatório por lei, não é o suficiente para aferir a qualidade da audição do recém-nascido, já que o problema pode se desenvolver com o tempo.

FONTE:
http://cursolibrasnet.blogspot.com.br/2011_08_01_archive.html

SINAIS (BONEQUINHA)


A AQUISIÇÃO DE LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS E LÍNGUA PORTUGUESA ORAL POR UMA CRIANÇA OUVINTE NUM LAR BILÍNGUE - Revista Pandora Brasil - ISSN 2175-3318


 Revista Pandora Brasil - ISSN 2175-3318
Revista de humanidades e de criatividade filosófica e literária


 A AQUISIÇÃO DE LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS E LÍNGUA PORTUGUESA ORAL POR UMA CRIANÇA OUVINTE NUM LAR BILÍNGUE

Débora Rodrigues Moura

Pesquisadora da área da surdez, professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Centro Universitário Unifieo , tutora do curso de Letras Libras da USP e mãe de Fábio (criança foco deste artigo)

Fábio de Sá e Silva

Surdo, pesquisador da área da surdez, professor de Língua Brasileira de Sinais do SENAC, das Faculdades Anhanguera e pai de Fábio (criança foco deste artigo)


Mini currículo dos autores


O presente relato tem como principal objetivo compartilhar a experiência em relação à aquisição de línguas por um bebê ouvinte num lar bilíngüe, onde os pais comunicam-se em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e em Língua Portuguesa. Trata-se de um estudo inicial que pretende dar base e sustentação para futuros trabalhos de pesquisa mais aprofundados. No ambiente em questão, o pai surdo profundo utiliza exclusivamente a LIBRAS para comunicar-se, a mãe ouvinte utiliza a LIBRAS e a Língua Portuguesa e na ausência do pai predominantemente a Língua Portuguesa. Salienta-se que a criança interage em ambientes onde se usa exclusivamente a LIBRAS, pois freqüenta eventos, festas, casas, etc. em que as pessoas são, em sua grande maioria, surdas usuárias de Língua de Sinais e em outros em que se utiliza exclusivamente a Língua Portuguesa. É interessante observar ainda que, nos ambientes em que se usa somente a língua oral, o bebê faz uso da língua gestual, quando deseja algo e quando simplesmente quer partilhar, confirmar ou refutar alguma afirmação. Para ilustração do exposto no relato, serão utilizadas fotos, vídeos e análise dos mesmos, ancorada em alguns estudos desenvolvidos na área da surdez.

Fábio é uma criança ouvinte que já recebeu seu nome em Língua Portuguesa e seu nome em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) na maternidade. Este último, denominado seu sinal em LIBRAS foi escolhido por seus pais, após seu nascimento, observando algumas características visuais que lhe eram peculiares. Sorrindo desde o primeiro dia, fora possível observar covinhas em seu rosto e a maneira de dormir, sempre colocando a mão ao lado do queixo, próximo ao local da covinha, conforme exposto na foto abaixo.


 Abaixo podemos observar por meio da imagem o sinal de Fábio sendo produzido pelo pai.

Um dos aspectos que merecem destaque neste relato é a percepção visual da criança. Fábio presta atenção a tudo que acontece ao seu redor, ao que o pai sinaliza, mesmo antes de se expressar oralmente ou em sinais. Já nos primeiros meses, observava atentamente o pai lhe contando histórias, sem desviar o olhar ou dormir. De acordo com Quadros e Karnopp (2001), para que o bebê possa transcender para etapas posteriores na aquisição da língua de sinais, o contato visual mantido com o interlocutor tem papel importante, pois é nesta prática que o uso de expressões faciais, repetição de alguns sinais, além de movimentos mais lentos ou amplos são fundamentais para que a criança compreenda e se aproprie dos significados envolvidos, podendo assim emiti-los posteriormente. No vídeo abaixo podemos observar o pai brincando com Fábio e utilizando a língua de sinais. 



É interessante observar que a criança foca o olhar no pai, no rosto, movimentos e responde com o sorriso. Nesta época estava com cerca de 4 meses de vida e nem conseguia sentar ainda.

Com o passar do tempo, observou-se que Fábio começou a tentar imitar não só a língua oral por meio de vocalizações, mas também a língua sinalizada, por meio de gesticulações. A pesquisadora Petitto, da Universidade McGill, no Canadá, inicia em 1987, os estudos sobre a aquisição de língua de sinais por crianças surdas filhas de pais surdos. Apesar desse não ser o caso, pois Fábio é ouvinte, pode-se constatar que o mesmo se aplica nesta situação. A autora afirma que, da mesma forma como os bebês ouvintes balbuciam, os bebês surdos expostos à línguas de sinais também o fazem com as mãos, tentando imitar os movimentos seus pais. Em alguns vídeos e livros, a professora comparou os movimentos realizados com as mãos por bebês expostos a línguas orais e por bebês expostos a língua de sinais, verificando que as gesticulações são distintas nos lares onde se utiliza uma língua visual. Os movimentos em dessas crianças seguem o que a autora chamou de um padrão de rítmo específico e diferem de outros movimentos realizados com as mãos por bebês expostos somente a línguas orais. No Brasil, Karnopp e Quadros respectivamente em 1994 e 1995, iniciam os estudos sobre a aquisição de Língua Brasileira de Sinais. Ao pesquisarem as fases de aquisição denominam de pré-linguístico, o período que corresponde do nascimento aos primeiros sinais. No vídeo abaixo podemos observar Fábio com 6 meses de vida, sentado no colo do pai imitando-o com suas mãos, ainda que de forma imprecisa. Em várias outras situações de vida diária foi possível observar o balbucio em sinais de Fábio, principalmente quando os pais conversavam nesta língua visual e, na tentativa de participar, ele começava a movimentar suas mãos utilizando movimentos circulares, com expressão facial, sem inteligibilidade, porém demonstrando intenção comunicativa.




Segundo Karnopp e Quadros (2001) após esse período chamado de pré-linguístico, a criança exposta a língua sinais passa ao período denominado estágio de um sinal. Nesta fase, o uso do apontar pela criança diminui gradativamente. Conforme Petitto (1987), neste momento a criança passa a utilizar o sinal como um elemento linguístico. Segundo as autoras este período inicia-se por volta dos 12 meses e se estende até os dois anos. Nos vídeos abaixo podemos observar alguns sinais emitidos por Fábio, que serão explicados em sua respectiva ordem. No primeiro deles estava com 6 meses de vida.





Neste vídeo a mãe diz oralmente que está fazendo, faz o sinal correspondente a comer e ao agir mostra para a criança o significado da palavra e do sinal. A criança imita o sinal apresentando indícios que já começou a estabelecer algumas significações entre a ação, a palavra e o sinal.

No próximo vídeo observa-se uma interação da mãe com a criança que pergunta onde está o pai. Ao dizer oralmente que o pai foi ao banheiro, a criança emite o sinal de banho, demonstrando que já conhece o sinal e o associa com a palavra banheiro. A mãe explica-lhe que o pai não foi tomar banho, mas sim foi fazer xixi e desta forma, a criança corrige o sinal adequando-o a situação comunicativa. 


No vídeo a seguir, pode-se observar os sinais correspondentes a tomar banho e a banheiro sendo produzidos da maneira convencional. O bebê ainda não domina totalmente a posição correta para produção dos sinais, do mesmo modo que uma criança ouvinte também não emite os fonemas da mesma maneira que um adulto.







A seguir, temos uma situação em que Fábio, a partir da observação do ambiente, emite o sinal correspondente a coelho ao visualizar duas promotoras de venda fantasiadas devido a Páscoa. O sinal foi emitido espontaneamente e em seguida, confirmado pela mãe.


Podemos concluir que já teve início o período denominado estágio de um sinal e agora aguarda-se que se dê início a combinação de múltiplos sinais para a formação de sentenças. Um aspecto que suscita debates e discussões entre os pesquisadores, já destacado por Karnopp e Quadros (2001), está relacionado a possibilidade de que a aquisição da língua de sinais tenha início antes da aquisição da língua oral. Nesta experiência, observa-se que Fábio compreende muitas palavras ditas a ele oralmente, porém emite muito mais sinais do que fala palavras em português. De acordo com as autoras, entre os estudiosos discute-se sobre a iconicidade presente nas línguas de sinais, aspecto este que segundo Ferreira-Brito (1995) refere-se as “formas linguísticas que tentam copiar o referente real em suas características visuais”; sobre o desenvolvimento motor das mãos e a própria interferência dos pais na produção dos sinais. Acreditamos que este aspecto merece mais estudos e pesquisas, visto que há tanto a ser descoberto.

Outro aspecto que merece destaque é o questionamento: qual será a Língua Materna de Fábio? Conforme Ferreira-Brito (1995), a língua materna do Surdo é a língua de sinais por ser uma língua que pode ser adquirida sem artificializações, por intermédio de exposição, de modo natural. Além disso, é uma língua que ele pode dominar totalmente, visto que utiliza a visão, canal que tem preservado. Também há relatos de ouvintes, filhos de pais surdos, que utilizam a Língua de Sinais como primeira língua e a língua oral aprendem somente mais tarde. Algumas dessas pessoas relatam no livro de Sacks (1989), que pensam em sinais quando necessitam refletir sobre uma situação mais complexa. E Fábio? Estando num lar bilíngüe desenvolverá duas línguas maternas?


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

KARNOPP, L. & QUADROS, R. M. de. A criança de 0 a 6 anos e a Educação Infantil: um retrato multifacetado. Edulbra. Canoas. 2001.

PETITTO, L. On the Autonomy of Language and Gesture: Evidence from the Acquisition of Personal Pronoums in American Sign Language. IN: Cognition. Elsevier Science Publisher B.V. vol. 27, 1987, p. 1-52.

FERREIRA-BRITO, L. Por uma Gramática de Língua de Sinais. Rio de Janeiro:Tempo Brasileiro/ UFRJ, Departamento de Lingüística e Filologia, 1995.

SACKS, Oliver. Vendo vozes. Rio de Janeiro, Imago Editora, 1990. 

Fonte:
http://revistapandora.sites.uol.com.br/libras/videos_texto.htm

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Libras X IC

http://fabiosellani.blogspot.com.br/2011_04_01_archive.html

cartilha A Classificação Indicativa na Língua Brasileira de Sinais – 2008







FONTE:
 http://fabiosellani.blogspot.com.br/2011_04_01_archive.html

CLICK NO LINK E BAIXE A CARTILHA:








PIADA

Educação bilíngue para surdos


http://fabiosellani.blogspot.com.br/2011_05_01_archive.html 




A POLÍCIA MILITAR E A ACESSIBILIDADE DE COMUNICAÇÃO PARA OS SURDOS

 http://fabiosellani.blogspot.com.br/2011_10_01_archive.html

Os três macacos de gestos e Língua de sinais

 http://fabiosellani.blogspot.com.br/2012_01_01_archive.html

I love you!

Fonte:
http://fabiosellani.blogspot.com.br/2012_03_01_archive.html

FICHAS PARA SINALIZAÇÃO DO AMBIENTE ESCOLAR







Fonte:
 http://libraseducandosurdos.blogspot.com.br/2012/04/placas-para-rotina.html
 http://libraseducandosurdos.blogspot.com.br/2012/04/fichas-par-sinalizacao-do-ambiente.html

Debate sobre surdos oralizados na Câmara dos Deputados


Escrito por laklobato em 05/04/2012

Esta semana houve um fato inusitado à nossa luta pelo reconhecimento dos direitos dos surdos oralizados e/ou usuários de aparelhos e implantes auditivos: Nossas considerações foram levadas à Câmara do Deputados sob as vozes da Anahi Guedes de Melo (implantada) e Sônia Ramires (usuária de AASI, autora do blog parceiro SULP).

Leiam a matéria do site da Câmara:

    Deputados reivindicam redução de impostos em equipamentos para surdez
    Beto Oliveira

    Na audiência, participantes apontaram grande diferença, no País, no preço dos equipamentos para surdez.
    A Comissão de Seguridade Social e Família promoveu nesta terça-feira audiência pública para discutir o direito à comunicação e à informação das pessoas com deficiências auditivas. A deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), que sugeriu o debate, afirmou que é necessária atenção da sociedade e dos parlamentares para os surdos que usam apenas a língua portuguesa para se comunicar e não conhecem a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

    Além disso, a parlamentar defendeu a redução de impostos para tecnologias que melhoram a qualidade da comunicação das pessoas com deficiência. Cada aparelho auditivo, por exemplo, pode custar até R$ 10 mil. Já o implante coclear, conhecido popularmente como ouvido biônico, custa em média R$ 50 mil. “O preço alto desses aparelhos acaba por promover a exclusão dessas pessoas. É uma barreira que precisa ser derrubada”, disse.

    Essa opinião também é compartilhada pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP). Segundo ele, a redução dos preços dos equipamentos deve ser feito pelo governo. “Já existem políticas para que esses produtos sejam mais acessíveis. Mas o governo precisa de políticas mais agressivas”, afirmou.

    Em entrevista à TV Câmara, a procuradora Eugênia Fávero lista as dificuldades enfrentadas pelos surdos.
    Barreiras
    Para a procuradora da República no Estado de São Paulo Eugênia Fávero, o poder público precisa investir para pôr fim a barreiras de comunicação que prejudicam pessoas surdas ou com deficiência auditiva.
    “Temos que garantir as duas formas de comunicação, tanto pela língua portuguesa, como pela Libras. A falta de tecnologia é barreira que dificulta não só o dia a dia, mas exclui as pessoas surdas de princípios fundamentais, como o direito à educação e à informação”, disse.

    Para a socióloga Sônia Ramires de Almeida, que é deficiente auditiva, as pessoas surdas são reféns dos fornecedores de equipamentos, porque não oferecem preços acessíveis. “Já vi aparelhos aqui no Brasil vendidos por R$ 10 mil, ao passo que na internet encontrei o mesmo equipamento por U$ 2 mil. Os fornecedores sempre dão a mesma desculpa. Dizem que é por causa dos impostos, mas não dizem que impostos são esses.”

    A Câmara analisa a Medida Provisória 549/11, que reduz impostos para equipamentos usados por pessoas com deficiência, como próteses e aparelhos auditivos. O parecer foi lido nesta terça-feira em Plenário, e a MP deve ser votada na próxima semana."

Fonte:
http://desculpenaoouvi.laklobato.com/index.php/2012/04/05/debate-sobre-surdos-oralizados-na-camara-dos-deputados/

quarta-feira, 4 de abril de 2012

SURDO X LIBRAS X PORTUGUÊS



Quando nos referimos a educação de surdos, outros procedimentos além da estruturação das salas multifuncionais e consequentemente do atendimento especializado são necessários. É importante que não esqueçamos que a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) é a primeira língua dos surdos e que o Português uma segunda língua. Se o primeiro requisito para que aprendamos uma segunda língua, é o conhecimento da nossa língua, os surdos só estarão preparados para aprender uma segunda língua quando entenderem que existem diferentes línguas e culturas e tomarem conhecimento da sua, ou seja, quando eles tiverem um referencial linguístico que servirá de base para toda aprendizagem futura. A presença de um interprete na sala de aula, e do trabalho deste em parceria com o professor titular e vice-versa, é algo imprescindível no processo educacional dos surdos, não basta ter a presença física do interprete, é importante que este tenha conhecimento do assunto que irá ser trabalhado pelo professor em sala, para que ele possa interpretá-lo para o surdo e não apenas traduzi-lo, pois há uma diferença muito grande entre um e outro. Enquanto ao tradutor cabe apenas a missão de transpor de uma língua para outra, ao interprete é dada à missão de explicar, esclarecer, representar, ser o intermediário para que o surdo compreenda o que está sendo trabalhado e o professor em sala de aula tenha o retorno daquilo que está ou não sendo compreendido. O contato diário de crianças surdas com adultos surdos também é algo necessário, pois consiste num instrumento de conhecimento e manutenção da sua língua, além de oportunizar aos outros alunos a aprendizagem da LIBRAS, oportunizar inclusão social.
Fonte:

http://artigos.netsaber.com.br/resumo_artigo_23644/artigo_sobre_uma_sintese_da_historia_da_educacao_de_surdos_e_o_modelo_educacional_bilingue.

A SURDEZ ATRAVÉS DOS TEMPOS

 
De acordo com alguns estudos, percebemos que a surdez já “foi vista por diferentes anglos” através dos tempos. Ao longo dos séculos grandes “batalhas” foram conquistadas até que o reconhecimento e respeito das pessoas surdas fossem garantidos . 

No antigo Egito, os surdos eram venerados como deuses. Para aquele povo, os surdos serviam como mediadores entre os deuses e o Faraó, na qual eram respeitados e temidos por todos.

Porém, nem sempre foi assim. Na maioria dos outros países, as pessoas com surdez eram tidas como uma aberração da natureza, maldição lançada pelos deuses. De acordo com o site Surdo.org,

Na antiguidade chinesa os surdos eram lançados ao mar. Os gauleses os sacrificavam ao deus Teutates por ocasião da Festa do Agárico. Em Esparta os surdos eram jogados do alto dos rochedos. Em Atenas eram rejeitados e abandonados nas praças públicas ou nos campos.

Os surdos não eram considerados seres humanos competentes. Diziam que sem a fala não se desenvolveria o pensamento. Aristóteles falava que a linguagem era o que dava condição de humano ao indivíduo.

Para os Romanos, os surdos que não falavam não tinham direitos legais, não podiam fazer testamentos e precisavam de um curador para todos os seus negócios. Eram considerados incapazes de gerenciar seus atos, perdiam sua consição de ser humano e eram confundidos com o retardado.

A igreja católica até a Idade Média acreditava que os surdos não tinham almas, por isso, não poderiam ser considerados imortais porque esses cidadãos não podiam falar em sacramentos.

Desta forma, percebemos o quanto as pessoas com surdez sofreram durantes séculos, na qual nem o reconhecimento como seres humanos tinham. Continuando, o mesmo site diz que os primeiros educadores surdos apareceram na Espanha, no século XVI, entre eles estão,

É na Espanha do século XVI que encontramos os primeiros educadores surdos.

Bartolo Della Marca D´Ancona - Advogado e escritor do século XIV faz a primeira alusão à possibilidade para que o surdo possa aprender por meio da Língua de Sinais ou Língua Oral.

Século XVI encontramos a primeira referência às distinção entre surdez e mutismo, no livro "De Inventione Dialéctica" de Rodolfo Agrícola (1528).

Girolamo Cardamo (1501-1576), médico italiano, declara que os surdos podiam e deviam receber uma instrução. Interessou-se pelo estudo do ouvido, nariz e cérebro porque seu filho era surdo.

Ponce de Léon (1520-1584) Monge benedetino (Onã, Espanha), considerado o primeiro professor de surdos na história e cujo trabalho serviu de base para diversos outros educadores surdos - o verdadeiro início da educação do surdo. Educava filhos de nobres que nasciam com problemas auditivos porque, se fossem os filhos primogênitos e não falassem, não receberiam a herança.>

Juan Pablo Bonet - Filólogo e soldado a serviço do rei se interessou pela educação de um surdo. Luis de Velasco, irmão do capitão-geral do exército. A família de Velasco tinha uma história de surdez familiar e Ponde de Leon foi responsável pela educação de alguns dos descendentes de Luis de Velasco. Sua família deve ter apresentado algumas das técnicas de trabalho de Leon, inclusive o alfabeto manual que usava Bonet se apropriou de alguns desses métodos. Em 1620 Bonetpublica "Reducion de las Letras Y Arte para Enseñar á Hablar los Mudos" em que o alfabeto manual era usado para ensinar a ler e a gramática era ensinada por meio da Língua de Sinais. É o primeiro livro sobre educação de surdos que consiste no aprendizado do alfabeto manual e da importância da intervenção precoce. Ele insistia em que as pessoas envolvidas com uma criança surda fossem capazes de utilizar o alfabeto manual.

Rodrigues Pereire (1715-1780) Tinha fluência na Língua de Sinais, mas defendia a oralização. Utilizava os sinais para instruções, explicações lexicais, conversações com alunos até que pudessem se comunicar oralmente ou pela escrita - nunca publicou seus métodos. Usava diariamente o alfabeto manual.

Outras pessoas que tiveram grande importância na história dos surdos neste período foram : Johann Conrad Amman, John Wallis, Thomas Braiswood, Abée de L' epée.

Dando continuidade na cronologia, chegamos a uma fase importante na história, na qual aconteceram estudos mais aprofundados sobre a deficiência.

1790 - Abbi Card é nomeado diretor do Instituto Nacional de Surdos-Mudos (Paris) no lugar de L' Eppe. publicou dois livros : uma gramática geral e um relato detalhado de como havia treinado Jean Massieu (surdo). Massieu se tornou um famoso professor e começara a enfrentar as acusações do oralismo alemão.

1814 - Jean Marc Gaspard Itard, médico cirurgião se tornara médico residente do Instituto Nacional de Surdos Mudos (Paris). Estudou com Philipe Pinel, seguindo os pensamentos do filósofo Condillac, para quem as sensações eram a base para o conhecimento humano e que reconhecia somente a experiência externa como fonte de conhecimento. Dentro desta concepção eras exigida a erradicação ou a "diminuição" da surdez para que o surdo tivesse acesso a este conhecimento.

Vale destacar que esse último pesquisador, Jean Marc, para poder ter um maior conhecimento sobre as causas da surdez,

Dissecou cadáveres de surdos; Aplicou cargas elétricas nos ouvidos dos surdos; Usou sanguessugas para provocar sangramentos; Furou as membranas timpânicas de alunos (um aluno morreu por este motivo); Fraturou o crânio de alguns alunos; Infeccionou pontos atrás das orelhas dos surdos. (Surdo.org).

Como podemos observar, grandes atrocidades foram cometidas tentando descobrir ou justificar as possíveis causas da surdez.

Entretanto, a partir de século XX, mesmo com muito preconceito, as condições para a população surda começa a ter um novo horizonte, como fala Perlin, 1998.

Toda a argumentação do sucesso do oralismo começou a desintegrar-se. A partir dos estudos sobre cognição e linguagem se soube que os surdos filhos de pais surdos conseguem um grau mais rápido de aprendizagem. Ali nasceu o bilingüismo, ou seja, a idéia da utilização de duas línguas na educação dos surdos. (Perlin, 1998. Pag. 53)

No entanto, como sabemos o bilingüismo que vigora hoje é, dentro de uma perspectiva ouvintista, uma interpretação errada sobre a questão das identidades e da cultura surdas.


2. COMPREENDENDO A SURDEZ

Poderíamos conceituar “surdez” como aquele individuo que possui baixa ou nenhuma audição. Porém, conceituar surdez requer uma compreensão que não é tão simples quanto parece ser. Segundo Skliar (1998),

a surdez constitui uma diferença a ser politicamente reconhecida; a surdez é uma experiência visual; a surdez é uma identidade múltipla ou multifacetada e, finalmente, a surdez está localizada dentro do discurso sobre a deficiência. (Skliar, 1998, p.11. Apud , Inácio, 2009)

A deficiência auditiva pode ser de nascença ou adquirida com o passar dos tempos de acordo com a vida que leva o sujeito, ou seja, fatores externos ou internos também podem contribuir significativamente para a perca parcial ou total da audição. A surdez, que também é conhecida como “hipocusia”, pode surgir durante a gravidez, causada por viroses e doenças tóxicas ou adquirida por ingestão de remédios que lesam o nervo auditivo, como por exemplo, meningite e outras doenças.

Para entendermos melhor a deficiência auditiva, devemos ressaltar, que “há, entretanto uma enorme disparidade quanto às perdas auditivas, que vão desde perda auditiva leve, moderada, grave e profunda, essas diferenças também devem ser discutidas e analisadas em seus vários aspectos para compreensão da surdez.”(Inácio, 2009). Na qual,

Perda Auditiva Leve: A incapacidade de ouvir sons abaixo de 30 decibéis. Discursos podem ser de difícil Audição especialmente se estiverem presentes ruídos de fundo.

Perda Auditiva Moderada: A incapacidade de ouvir sons abaixo de cerca de 50 decibéis. Aparelho ou prótese auditiva pode ser necessária.

Perda Auditiva Grave: A incapacidade de ouvir sons abaixo de cerca de 80 decibéis. Próteses auditivas são úteis em alguns casos, mas são insuficientes em outros. Alguns indivíduos com perda auditiva severa se comunicam principalmente através de linguagem gestual, outros contam com uso das técnicas de leitura labial.

Perda Auditiva Profunda: A ausência da capacidade de ouvir, ou a incapacidade de ouvir sons abaixo de cerca de 95 decibéis. Tal como aqueles com perda auditiva severa, alguns indivíduos com perda auditiva profunda se comunicam principalmente através de linguagem gestual, outros com uso das técnicas de leitura labial. (Portal Brasil Media, acesso em 10 de março de 2011)

Como já pudemos perceber, a surdez é uma deficiência invisível nos primeiros meses de vida, portanto é importante o acompanhamento médico durante toda a gestação, como também o exame que é popularmente conhecido como teste da orelhinha nos recém-nascidos.

Fonte:
http://cerebropedagogico.blogspot.com.br/

Língua de Sinais Portuguesa

segunda-feira, 2 de abril de 2012

ESCOLA ESPECIAL X ESCOLA INCLUSIVA

A escola inclusiva vê o surdo como DIFERENTE (aquela escola que proporciona uma educação voltada para todos, de forma que qualquer aluno que dela faça parte, independente deste ser ou não portador de necessidades especiais, tenha condição de conhecer, aprender, viver e ser, num ambiente livre de preconceitos que estimule suas potencialidades e a formação de uma consciência crítica) e questiona o modelo médico-pedagógico porque este tem um ideal médico-terapêutico (visão clínica), onde o surdo é tido como DEFICIENTE."na visão clínica a escola de surdos só se preocupa com as atividades da área de saúde, vêem os sujeitos surdos como pacientes ou ‘doentes nas orelhas’ que necessitam serem tratados a todo custo por exemplo os exercícios terapêuticas de treinamento auditivos e os exercícios de preparação dos órgãos fonador, que fazem parte do trabalho do professor de surdos quando atua na abordagem oralista. Nesta visão clinica geralmente categorizam os sujeitos surdos através de graus de surdez e não pelas suas identidades culturais."
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhBfNo7FyqYcX0N_c7pO3LNemYk2Yr2CGvjNrvuSjsT_IzDY_y2We5NafvqDy2zak_wmcFSqZVHV33WJ6hRjhyHLjwzUthyphenhyphen0hJuXZdioragLtOBJYHITIChvrJvk01mB5K29gEPtSTmNjk/s1600/escola.JPG

http://www.libras.ufsc.br/hiperlab/avalibras/moodle/prelogin/adl/fb/logs/Arquivos/textos/fundamentos/Fundamentos%20da%20Educa%E7%E3o%20de%20Surdos_Texto-Base.pdf


ESCOLA ESPECIAL: adota um modelo médico-pedagógico, se apoiando na concepção de uma necessidade de cuidados médicos. Visa a reabilitação das funções "prejudicadas" pela deficiência.

ESCOLA INCLUSIVA: Atende a todos os alunos, sem discriminação.

EDUCAÇÂO INCLUSIVA: Hoje os especialistas pregam que a escola especial deve servir de apoio à escola regular, defendem o trabalho em conjunto entre escolas regulares e escolas especiais. As crianças especiais tem direito a frequentar a escola regular e de ter um atendimento educacional especializado.

"No âmbito escolar, a educação de alunos com necessidades especiais deve ser entendida como processo que visa ao desenvolvimento do educando assegurando-lhe a formação necessária para o exercício da cidadania plena". (Rosita Edler Carvalho)

Sendo assim Geraldo, acreditamos que as escolas especiais não acabarão. "Nesta ótica, a ressignificação da educação especial vai exigir uma interlocução permanente entre a escola comum e a escola especial, de forma que seja construída uma prática cooperativa entre elas e que seja possível organizar os serviços de apoio mútuo. Essa interlocução, que se torna tão necessária nesse momento de transição de um modelo educacional para outro, deverá se concretizar mediante a sua inclusão nos eventos de planejamento, avaliação e monitoramento da ação pedagógica de ambas as escolas. É preciso acreditar que as duas têm muito o que aprender e o que ensinar. Quem sabe chegará o dia em que todas as escolas serão especiais na qualidade do atendimento, na infra-estrutura física, prontas a atender, sem restrições, a todas as necessidades especiais de todos os alunos? Nesse dia, viveremos numa sociedade onde não haverá espaço para a exclusão, porque a diversidade será respeitada por todos."

Fonte: juazeirodonorte.apaebrasil.org.br

Relação entre LS e Braille

Libras é uma língua de sinais e Braille é uma língua escrita.

"Não devemos confundir língua com escrita, pois são dois meios de comunicação distintos. A escrita representa um estágio posterior de uma língua. A língua escrita não é apenas a representação da língua falada, mas sim um sistema mais disciplinado e rígido, uma vez que não conta com o jogo fisionômico, os gestos (língua de sinais) e o tom de voz do falante(línguas orais)."
http://www.mundovestibular.com.br/articles/5377/1/Lingua-Falada-e-Lingua-Escrita/Paacutegina1.html


O QUE É LIBRAS

Libras é a sigla da Língua Brasileira de Sinais. As Línguas de Sinais (LS) são as línguas naturais das comunidades surdas. Ao contrário do que muitos imaginam, as Línguas de Sinais não são simplesmente mímicas e gestos soltos, utilizados pelos surdos para facilitar a comunicação. São línguas com estruturas gramaticais próprias. Atribui-se às Línguas de Sinais o status de língua porque elas também são compostas pelos níveis lingüísticos: o fonológico, o morfológico, o sintático e o semântico. O que é denominado de palavra ou item lexical nas línguas oral-auditivas são denominados sinais nas línguas de sinais. O que diferencia as Línguas de Sinais das demais línguas é a sua modalidade visual-espacial. Assim, uma pessoa que entra em contato com uma Língua de Sinais irá aprender uma outra língua, como o Francês, Inglês etc. Os seus usuários podem discutir filosofia ou política e até mesmo produzir poemas e peças teatrais.
O QUE É BRAILLE

O Braille é um processo de escrita em relevo para leitura táctil, inventado por Luís Braille (1809-1852). Compõe-se de 63 sinais formados por pontos, a partir dum conjunto matricial idêntico a uma sena de dominó, ao alto. Com o Braille representam-se os alfabetos latino, grego, hebraico, cirílico e outros, bem como os alfabetos e outros processos de escrita das línguas orientais; escreve-se o texto vocabular, tanto no modo integral como no estenográfico, a matemática, a geometria, a química, a fonética, a informática, a música, etc.

Como escrever e ler em BRAILLE:

O braille escreve-se com pautas e punções, e também em máquinas datilográficas especiais.


Pauta



Punção





Datilografia




A escrita pode ainda obter-se por meio de impressoras braille ligadas a computadores assistidos por software apropriado, a partir da digitação do texto ou do seu reconhecimento óptico. Lê-se em folhas de papel escritas à mão, datilografadas ou impressas, e em linhas braille incorporadas em terminais de computador.
http://www.bv.am.gov.br/bibliotecabraille/braille/braille.php

SURDO NÃO É MUDO II




Surdos não são mudos. 
1º) porque os surdos falam, não a língua oral-auditiva, mas a sua, visual-espacial.
 2º) porque não existe na surdez qualquer característica fisiológica que impeça a expressão oral. A sociedade começa a entender que ser surdo não é ser deficiente, mas, sim, ser diferente linguística e culturalmente. Pode-se concluir que a história dos surdos, sobretudo de sua educação, é marcada pelo etnocentrismo e pela colonização dos surdos pelos ouvintes, com o devido apoio da tradição oralista.

Surdo-mudo é, provavelmente a mais antiga e incorreta denominação atribuída ao Surdo, e ainda utilizada em certas áreas e divulgada nos meios de comunicação, principalmente televisão, jornais e rádio. O fato de uma pessoa ser surda não significa que ela seja muda. A mudez é uma outra deficiência, sem conexão com a surdez. São minorias os surdos que também são mudos. Fato é a total possibilidade de um surdo falar, através de exercícios fonoaudiológicos, aos quais chamamos de surdos oralizados.

Também é possível um surdo nunca ter falado, sem que seja mudo, mas apenas por falta de exercício. Por esta razão, o surdo só será também mudo se, e somente se, for constatada clinicamente deficiência na sua oralização, impedindo-o de emitir sons. Portanto, o termo surdo-mudo tem sido encarado pela cultura surda, como um erro social dado ao fato de que o surdo viveria num "silêncio" rotulado pela própria sociedade (por falta de conhecimento do real significado das duas palavras).

http://pt.wikipedia.org/wiki/Surdo-mudo

O SURDO E A LÍNGUA PORTUGUESA - frisando alguns pontos

Observe o que nos diz o Decreto 5626/05 em seu Capítulo III e IV:

CAPÍTULO III

DA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE LIBRAS E DO INSTRUTOR DE LIBRAS


Art. 13. O ensino da modalidade escrita da Língua Portuguesa, como segunda língua para pessoas surdas, deve ser incluído como disciplina curricular nos cursos de formação de professores para a educação infantil e para os anos iniciais do ensino fundamental, de nível médio e superior, bem como nos cursos de licenciatura em Letras com habilitação em Língua Portuguesa.

Parágrafo único. O tema sobre a modalidade escrita da língua portuguesa para surdos deve ser incluído como conteúdo nos cursos de Fonoaudiologia.

CAPÍTULO IV

DO USO E DA DIFUSÃO DA LIBRAS E DA LÍNGUA PORTUGUESA PARA O

ACESSO DAS PESSOAS SURDAS À EDUCAÇÃO



III - prover as escolas com:
c) professor para o ensino de Língua Portuguesa como segunda língua para pessoas surdas; e
d) professor regente de classe com conhecimento acerca da singularidade linguística manifestada pelos alunos surdos;

VI - adotar mecanismos de avaliação coerentes com aprendizado de segunda língua, na correção das provas escritas, valorizando o aspecto semântico e reconhecendo a singularidade linguística manifestada no aspecto formal da Língua Portuguesa;

Art. 15. Para complementar o currículo da base nacional comum, o ensino de Libras e o ensino da modalidade escrita da Língua Portuguesa, como segunda língua para alunos surdos, devem ser ministrados em uma perspectiva dialógica, funcional e instrumental, como:

I - atividades ou complementação curricular específica na educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental; e

II - áreas de conhecimento, como disciplinas curriculares, nos anos finais do ensino fundamental, no ensino médio e na educação superior.

Art. 16. A modalidade oral da Língua Portuguesa, na educação básica, deve ser ofertada aos alunos surdos ou com deficiência auditiva, preferencialmente em turno distinto ao da escolarização, por meio de ações integradas entre as áreas da saúde e da educação, resguardado o direito de opção da família ou do próprio aluno por essa modalidade.

Parágrafo único. A definição de espaço para o desenvolvimento da modalidade oral da Língua Portuguesa e a definição dos profissionais de Fonoaudiologia para atuação com alunos da educação básica são de competência dos órgãos que possuam estas atribuições nas unidades federadas.

Assim sendo, o surdo pode não só ler e compreender o português como pode até (em alguns casos) ser oralizado.

 Click no link abaixo da foto e baixe o livro "Idéias para ensinar português para alunos surdos", de Ronice Müller de Quadros e Magali L. P. Schmiedt. Este livro contém um conjunto de propostas de atividades para ensinar língua portuguesa escrita para alunos surdos, desde a alfabetização até os anos iniciais do ensino fundamental. Auxilia o professor no desenvolvimento de práticas educacionais na sala de aula comum e no atendimento educacional especializado.