RYBENINHA

RYBENINHA
SINAL: BEM -VINDOS

DÊ-ME TUA MÃO QUE TE DIREI QUEM ÉS



“Em minha silenciosa escuridão,
Mais claro que o ofuscante sol,
Está tudo que desejarias ocultar de mim.
Mais que palavras,
Tuas mãos me contam tudo que recusavas dizer.
Frementes de ansiedade ou trêmulas de fúria,
Verdadeira amizade ou mentira,
Tudo se revela ao toque de uma mão:
Quem é estranho,
Quem é amigo...
Tudo vejo em minha silenciosa escuridão.
Dê-me tua mão que te direi quem és."


Natacha (vide documentário Borboletas de Zagorski)


SINAL DE "Libras"

SINAL DE "Libras"
"VOCÊ PRECISA SER PARTICIPANTE DESTE MUNDO ONDE MÃOS FALAM E OLHOS ESCUTAM, ONDE O CORPO DÁ A NOTA E O RÍTMO. É UM MUNDO ESPECIAL PARA PESSOAS ESPECIAIS..."

LIBRAS

LIBRAS

LIBRAS

LIBRAS
"Se o lugar não está pronto para receber todas as pessoas, então o lugar é deficiente" - Thaís Frota

LIBRAS

LIBRAS
Aprender Libras é respirar a vida por outros ângulos, na voz do silêncio, no turbilhão das águas, no brilho do olhar. Aprender Libras é aprender a falar de longe ou tão de perto que apenas o toque resolve todas as aflições do viver, diante de todos os desafios audíveis. Nem tão poético, nem tão fulgaz.... apenas um Ser livre de preconceitos e voluntário da harmonia do bem viver.” Luiz Albérico B. Falcão

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS
“ A língua de sinais anula a deficiência e permite que os sujeitos surdos constituam, então, uma comunidade linguística minoritária diferente e não um desvio da normalidade”. Skliar

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Carta aberta de uma surda aos aeroportos brasileiros

Eu estava sentada no aeroporto de Brasília quando dois funcionários de uma companhia aérea cutucaram um senhor ao meu lado querendo saber se por acaso ele era o Sr. John Alguma Coisa. Achei curioso e fiquei observando. Ele respondeu que não, e os funcionários explicaram que já haviam chamado este nome várias vezes no alto-falante, tanto em inglês quanto em português. Foi aí que pensei: “Não passou pela cabeça deles que essa pessoa possa ser surda?“
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Certamente, não passou. Os aeroportos brasileiros acreditam piamente que todos os surdos usam Língua de Sinais e, pior, acho que acreditam inclusive que surdos não viajam. Só isso pode explicar tamanho despreparo.
Vamos começar do básico. Desde os meus 20 anos encaro aeroportos sozinha. Sou surda oralizada, e durante muitos anos fui usuária de aparelhos auditivos. Hoje, tenho um implante coclear no ouvido direito e sou capaz de escutar muito bem com ele, mas jamais vou esquecer de todos os perrengues que já passei dentro de aeroportos. Escrevo essa carta em nome dos milhões de surdos que transitam diariamente pelos  aeroportos brasileiros e têm os mesmos anseios que eu tinha (e às vezes ainda tenho).
Na primeira vez em que estive num vôo internacional sozinha, avisei a companhia aérea sobre a minha surdez – eles têm essa opção quando compramos a passagem. Fiz isso porque não era capaz de entender os avisos que são dados no avião e também por ser a minha primeira vez e estar um pouco apavorada. Aliás, vocês, OUVINTES, já imaginaram o que é viajar não ouvindo ou ouvindo mal? O ‘atendimento preferencial’ que tive foi ser colocada numa fileira da aeronave junto com as mães com bebês de colo. Nenhuma comissária perguntou se eu precisava de alguma coisa por estar ali ouvindo mal como eu ouvia naquela época. Nenhuma comissária veio me avisar sobre turbulência, pouso ou decolagem. Apenas fui colocada ali e esquecida. Se soubesse que era assim, não teria perdido meu tempo avisando sobre minha deficiência auditiva.
Nenhum projeto arquitetônico de aeroporto leva em conta a questão acústica. Até mesmo os ouvintes reclamam da dificuldade que sentem para entender o que é dito pelos alto-falantes em determinados aeroportos. O Galeão é uma tragédia nesse sentido, enquanto o Santos Dumont, por exemplo, é ótimo. Com tanto dinheiro gasto em reformas milionárias, custava dar uma atenção especial a esta questão? Aeroportos e aviões são tensos para pessoas que não ouvem ou ouvem mal por uma única razão: o som – inclua aí a falta dele e a sua má qualidade! Hoje consigo entender o que é dito nos aeroportos com boa acústica por causa do meu implante coclear, mas nos anos em que usei aparelhos auditivos para viajar não era capaz desta proeza. E tudo o que eu mais queria era apoio visual para compensar minha falta de audição. 
Nos anos em que usei aparelhos auditivos, nunca consegui entender uma palavra dita pelos malditos alto-falantes. Ficava vidrada nas TV’s que anunciam chegadas e partidas feito uma louca, e não foram poucas as vezes em que precisei sair correndo de lá para cá por mudança de portão. E os vôos perdidos por causa disso? Um surdo confia nos avisos da TV e não está nem aí para anúncios de voz. Custa sincronizarem a mudança de portão de embarque entre alto-falantes e TV? Tanto custa, que isso não é feito. Semana passada, esperando um vôo para Belém no aeroporto de Confins, ouvi o alto-falante avisar sobre o meu portão de embarque (meu implante coclear me permite isso) mas a informação não foi colocada no painel de vôos pelos próximos 15 minutos! Se eu ainda usasse aparelhos auditivos, poderia ter perdido o vôo porque os aeroportos brasileiros não dão a mínima para a acessibilidade das pessoas que não ouvem ou ouvem mal.
Desde que fiz implante coclear preciso passar pela revista especial, já que não posso passar pelo detector de metais para não correr o risco de desprogramar meu IC. Devo dar crédito para o fato de que 90% dos  aeroportos que já fui têm o adesivo “Proibida passagem de portadores de implante coclear e marcapasso” nos detectores. Já fui revistada por um número grande de funcionárias, e já passei por momentos bizarros e ouvi pérolas nesses momentos. Tais como ‘Que negócio é esse? Quero ver pra ver se é verdade‘, ‘Mostra isso aí!’, ‘Por que a senhora está fazendo essa revista se a senhora é normal?‘. Mas o pior foi a minha primeira revista, no aeroporto de Porto Alegre, em janeiro de 2014. A funcionária colocou as luvas de plástico com um olhar assustador, me dizendo num tom de voz terrorista: “E aí, quer começar por trás, pela pior parte?“. Naquele momento fiquei achando que a revista seria tal qual uma revista íntima de presídio. Ela percebeu meu semblante apavorado e começou a rir da minha cara e dizer “Hahaha, tô brincando filha!” Desagradável e desnecessário, para dizer o mínimo. Ao que parece, os adesivos foram colocados nos detectores mas a maioria dos funcionários não foi treinada para lidar com pessoas que têm um implante coclear. E o número de implantados só cresce. Hoje, já sou vacinada contra atendimento sem noção e não deixo barato. Mas ainda acontece muito de me peitarem no detector como se eu estivesse mentindo sobre ter um IC. Me sinto agredida nesses momentos.
Um fato irônico: o aeroporto de Santa Maria (RS) possui um telefone especial TDD (a maior falácia dinossáurica já inventada em prol da acessibilidade dos que não ouvem) mas não possui o adesivo sobre marcapasso e implante coclear. As vezes em que peguei vôos lá, ao informar que tinha um IC, os funcionários me olhavam com cara de ‘que diabo é isso‘, me mandavam passar por fora do detector e…não me revistavam!
Voltando ao fato que me fez sentir vontade de escrever essa carta, fica a pergunta: com tanta tecnologia simples e acessível hoje, por que não usá-la? No caso em questão, todos os passageiros informam seus números de telefone ao comprar uma passagem. Os funcionários poderiam ter lhe enviado um SMS em vez de saírem cutucando meio aeroporto em busca do passageiro que não respondeu aos chamados do alto-falante. TÃO SIMPLES!
Os banheiros dos aeroportos poderiam ter uma pequena televisão com os avisos de chegadas e partidas. Já me aconteceu de estar apertada numa fila enorme do banheiro feminino quando houve troca de portão de embarque e cancelamento de vôo e eu, logicamente, não ouvi o anúncio do alto-falante avisando.
Surdos usuários de aparelhos auditivos e implantes cocleares adorariam ver nos aeroportos brasileiros uma tecnologia chamada Hearing Loop (o aro de indução magnética). A grande maioria dos aparelhos auditivos e IC’s disponíveis hoje possui a opção “T-coil“, que transmite o som diretamente para estes dispositivos quando há um Hearing Loop instalado, ajudando sobremaneira na inteligibilidade da fala humana. É simples e é uma realidade num grande número de aeroportos ao redor do mundo. Por que não aqui? Por que no Brasil essa tecnologia é ignorada? Para saber mais sobre o aro de indução magnética, clique aqui.
Surdos oralizados – ou não – sofrem com o despreparo dos funcionários no quesito ‘como-lidar-com-um-passageiro-com-deficiência’. As vezes em que não entendi algo que me foi dito no checkin ou despacho de bagagem recebi um olhar de desprezo seguido por um tom de voz ridiculamente alto. Acho que cursos de capacitação que ensinem a lidar com todo e qualquer tipo de passageiro que possui alguma deficiência são uma necessidade básica nos aeroportos.
Alguns gestores poderão alegar ‘custos elevados’ para não darem a devida atenção à acessibilidade TOTAL – aquela que dá as ferramentas necessárias a TODAS as pessoas com deficiência para que sejam capazes de se virar sozinhas aonde quer que seja – no caso, nos aeroportos. Posso garantir que o custo da discriminação é muito mais alto. Quem convive com uma deficiência, como eu, já pensou que se um grande gestor/diretor/presidente do setor aeroviário ficasse surdo de repente, as coisas seriam diferentes. Essa pessoa se sensibilizaria com nossas necessidades ao sentir na pele a emoção de ficar como uma barata tonta perdida e abandonada dentro de um aeroporto.
E para não dizer que não falei dos surdos que usam apenas a LIBRAS para se comunicar: até parece que algum aeroporto possui um intérprete de LIBRAS à disposição 24 horas por dia, 7 dias por semana… Acham que está de bom tamanho aquele videozinho da Infraero com uma intérprete que às vezes passa na TV. Como se ele fosse útil para alguma coisa.
É muito triste para um surdo que quer viajar em paz se ver envolvido nessa série de perrengues desagradáveis por pura falta de acessibilidade. Mas não pensem que paramos por aqui pois a saga continua! Ao entrar no avião, a falta de acessibilidade é ainda mais sufocante. Quando o avião tem TV’s para entretenimento dos passageiros, nenhum programa possui legenda, pois eles pensam que todas as pessoas do mundo são capazes de colocar um fone de ouvido e…ouvir! Os avisos de segurança e anúncios da cabine nunca são legendados – minto, já vi aviso de segurança legendado numa companhia aérea brasileira sim. Irritante pensar que avisos e anúncios são repetidos no alto-falante em várias línguas, mas legendar que é bom, aí, não dá, impossível. Como se explica isso? É pura má vontade ou alguma forma doentia de sadismo com os passageiros que não ouvem e ouvem mal?
Por fim, eu continuo sonhando com aeroportos acessíveis para todos aqueles que não ouvem. Nós merecemos. Se esta carta chegar ao conhecimento de alguma autoridade ligada aos aeroportos brasileiros, eu imploro: mudem essa realidade. É tão simples que chega a ser ridículo que ainda tenhamos que passar por certas situações. Acessibilidade não é um favor. É um direito. E se você hoje não precisa dela, não esqueça que nunca se sabe o dia de amanhã – e amanhã você pode precisar dela.

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10 coisas que você nunca deve dizer a uma mãe de criança surda ou com baixa audição

A Sabine Schaade foi uma das pessoas que me emocionou no lançamento do novo livro em São Paulo. Lembro dela me dizendo “Paula, você não deve lembrar, mas a primeira mensagem que troquei com você o Guilherme tinha 3 meses…” – realmente, fui olhar no meu email e havíamos nos falado pela primeira vez em 2010! O tempo voa! O Gui já é um guri grande e LINDO, com os belos olhos verdes que herdou desta mãe corajosa que não mede esforços por ele. Hoje reproduzo aqui com muito orgulho um post lindíssimo escrito por ela no Filhos Especiais, Pais Abençoados.
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Estima-se que no Brasil existem cerca de 9,7 milhões de deficientes auditivos, isso segundo o último Censo realizado em 2010. O que não é pouco. Vivemos em uma época que temos muitas informações, mas a impressão que tenho é que muitas pessoas ainda não sabem lidar com as “diferenças ” e muito menos com a deficiência. E quando se trata de uma criança especial então, nem se fala. Os olhares são inevitáveis. Não sei se é por falta de conhecimento, de interesse ou de algo melhor para falar, muitas pessoas ao se deparar com uma mãe de deficiente acabam magoando aquela mãe com perguntas indiscretas ou comentários sem noção. Ninguém nasce sabendo e perguntar teoricamente não ofende. Mas tudo depende da forma que é feito. Aquela mãe pode ainda estar no processo de aceitação, luto ou até mesmo se criança ainda é muito pequena, aprendendo sobre a surdez. Filho nenhum vem com bula e isso é um algo a mais na vida daquela mãe. Afinal nenhuma mãe sonha em dar à luz a uma criança deficiente. O amor de uma mãe é incondicional, mas nesse caso toda mãe precisa de um tempo. E cada uma tem o seu!
Dito isso vou listar algumas coisas que muitas mães já ouviram.
1) “Tadinho”:
Isso é um comentário quase que unânime em que praticamente todas as mães de crianças crianças deficientes já ouviu. Não é restrito só entre mães de surdos. Nenhuma mãe quer que seu filho desperte pena ou compaixão nas pessoas e sim querem respeito.
2) A “Doença do seu filho” ou o “Probleminha que ele tem”:
Cuidado com as palavras. Deficiência não é doença e tão pouco um problema.
3) “Sinto muito”:
Ninguém precisa sentir muito. Nem muito e nem pouco. Se tem uma coisa que não precisamos é que alguém lamente por nós. Muitas mães assim como eu acredita que nada na vida é por acaso e se nos foi confiado um filho “especial” é porque com certeza saberemos dar conta do recado.
4) ” Eu no seu lugar não saberia lidar com isso”:
Por mais que você queira dizer algo para a mãe, mostrar a sua solidariedade, não diga isso. Toda mãe pode e é capaz de fazer tudo por filho, independente do cuidado que ele precisar. Só quem é mãe sabe do que somos capazes por um filho.
5) ” Ele parece tão normal” “Nem percebi que ele tem alguma coisa”
E quem disse que meu filho é anormal? A surdez não impede e não impedirá meu filho de absolutamente nada. Nenhuma mãe quer que seu filho pareça “normal”, só quer que ele seja feliz e respeitado do jeito que ele é.
6) ” Por que ele nasceu assim? Tem alguém na família deficiente? De quem ele herdou? Sua gravidez foi saudável?”
A não ser que você seja muito próxima, mas ficar querendo invadir a intimidade de uma mãe com tantas especulações e perguntas não é legal. Como já disse, nenhuma mãe sonha com um filho deficiente e muitas vezes nem nós temos essa resposta. Pode ter certeza que em algum momento esse assunto já foi “debatido” na família daquela mãe e por muitas vezes já foi motivo para discussões. Não é raro entre as famílias surgirem acusações de quem é o “culpado” da deficiência do filho. Esse assunto poderá trazer à tona culpas das quais a mãe ainda está tentando se livrar.
7) ” Lembrei de você: Há um tempo atrás conheci um rapaz SURDO E MUDO igual ao seu filho. Ele ele era um amor.”
Isso é um termo que mais irrita e chateia uma mãe de criança surda. De uma vez por todas: Surdo não é mudo! A surdez não impede o surdo de falar. É possível através de acompanhamento com Fono e muito treino. Hoje também podemos contar com a tecnologia e existem vários aparelhos auditivos no mercado. Cada um com a sua potência e indicação. Uns conseguem ouvir mais outros menos, tudo depende do grau da surdez e o tipo do aparelho.
8) “Seu filho fala com gestos e mímica”?
Quem tem um filho que faz uso da Libras fatalmente já ouviu isso ou algo parecido. Muitas pessoas desconhecem que a Libras é uma língua. Acham que são gestos ou mímica isolada… Não, a criança não faz mímica. Ele se comunica com Libras ( Língua brasileira de sinais), inclusive ela foi devidamente reconhecida como a segunda língua do nosso país.
9) Misturar a deficiência com religião. Sugerir, rezas, curandeiros, simpatias, igrejas e etc…
Eu já passei por isso e posso garantir que não tem nada mais constrangedor. O Meu filho não tinha nem 2 meses, eu tinha uma loja e levava ele comigo quando uma pessoa conhecida (conhecida e não amiga), pediu para fazer uma oração para ele. Deixei, pensando comigo que mal teria uma oração? Bom, depois da oração a pessoa me disse que o Guilherme seria curado, mas que isso dependia de mim. Eu tinha que falar para “Jesus” que eu não aceitava ele ter me dado uma criança com deficiência. Achei aquilo o cúmulo do absurdo mas mesmo assim agradeci e disse a ela que jamais questionaria nada que me é dado ou confiado ao contrário, agradeço. A pessoa ainda ficou brava comigo e quando conto isso para outras mães muitas acabam me contando coisas parecidas ou até pior. Então gente não façam isso!
10) “Você não tem medo do futuro do seu filho” ?
E quem não tem medo? Toda mãe tem medo e fica insegura quando imagina seu filho daqui 10, 20 anos independente se o filho tem ou não alguma deficiência. Por isso temos que prepara-lo para o mundo!
Acho que consegui fazer um apanhado das coisas que ouvimos por aí. Se pudesse falar algo para alguém que não sabe ou não convive com pessoas “especiais” é: Use o bom senso. E Quanto menor for a criança tenha ainda mais cuidado e cautela. É ainda um momento de descobertas, conhecimento e aprendizado para a mãe. Mas se por acaso acontecer ao contrário de a mãe chegar e desabafar: Escute-a! As vezes acontece de ser mais fácil desabafar com pessoas conhecidas ou até mesmo estranhas do que pessoas da própria família. Então deixe a mãe desabar e quando for falar algo, diga coisas positivas. Jamais, nunca, em hipótese alguma critique, julgue ou questione as escolhas de uma família! Cada um sabe o que faz com o seu filho e não cabe a você saber o que é o melhor para uma criança que não é sua!
Um beijo,
Sabine Schaade
(Mãe do Guilherme de 5 anos, surdo profundo bilateral, usuário de Implante Coclear e estuda em colégio Bilíngue onde a primeira língua é a Libras)
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Eu e o Gui no lançamento do novo livro em São Paulo! <3 div="">
 
 http://cronicasdasurdez.com/10-coisas-que-voce-nunca-deve-dizer-a-uma-mae-de-crianca-surda-ou-com-baixa-audicao/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+CronicasSurdez+%28Cr%C3%B4nicas+da+Surdez%29

Amo a tecnologia que me permite ouvir o mundo



Há algum tempo atrás iniciei uma campanha na FanPage e aqui também para que todo mundo começasse a customizar seus aparelhos auditivos e implantes cocleares. Pessoalmente, detesto de um jeito muito forte toda e qualquer menção à palavra ‘discrição‘ dentro dessa indústria. Embora isso parta na grande maioria das vezes do próprio paciente, acho que o profissional da fonoaudiologia que ouve esse pedido “quero que seja discreto já que não existe invisível” tem nas mãos o poder de mudar a mentalidade e a saúde dessa pessoa. Não acho legal ser conivente com isso. Não acho legal incentivar a vergonha que muitas pessoas sentem da própria deficiência auditiva. E como a surdez é a deficiência invisível, nada mais lindo do que pessoas corajosas e orgulhosas o suficiente para lhe dar visibilidade.
Comecei essa campanha sem pretensões e hoje me arrepio toda quando recebo fotos de mães orgulhosas mostrando os AASI cor-de-rosa de suas princesinhas – e lamento TANTO pelas mães que me escrevem contando da vergonha horrível que sentem porque seus filhos têm que usar AASI ou IC. Cada vez mais a publicidade está empenhada em quebrar paradigmas e tabus, quando é que a indústria dos AASI’s vai perceber isso? Ontem mesmo vi uma propaganda na Inglaterra que mostrava uma mulher com um camarão na orelha imitando um AASI dizendo “Seus aparelhos auditivos são feios? Os nossos são invisíveis!” e senti vontade de chorar de raiva por tamanho desserviço. Na indústria do IC isso não existe, afinal, discrição não combina com implante coclear, ainda bem!
Algumas vezes, aqui na Sonora, quando um paciente candidato ao IC pede para conversar comigo, acabo ouvindo frases clássicas como ‘dá para esconder com o cabelo né?, ‘porque você prende o cabelo e deixa ele aparecendo?’, ‘ai, como é grande’. Me dá uma dor no coração ouvir essas coisas. Mas o ser humano é assim mesmo, e o único jeito de lidar com desinformação é tendo aquela paciência divina de ser um agente disseminador de informação. O tempo inteiro. Às vezes, cansa. Me pergunto por que as pessoas me fazem esse tipo de pergunta, enquanto poderiam fazer outras muito mais inteligentes – afinal, eu sou uma surda profunda que está ouvindo graças à isso que tanto os apavora por ser ‘grande e visível’. Dá até uma certa vontade de dizer: ‘Se você quisesse mesmo ouvir não teria esse tipo de pensamento pequeno e fútil. A surdez aparece mil vezes mais que o aparelho auditivo e o implante coclear que você quer tanto esconder’.
Aliás, que paradoxo bizarro: as pessoas não querem que os outros notem exatamente aquilo que fará com quem eles não notem o que mais as incomoda e perturba, que é a surdez. Pobres IC’s e AASI’s, com tanta gente sentindo vergonha deles…
Já eu sou da turma que sente ORGULHO, AMOR E ADMIRAÇÃO pela tecnologia que me permite ouvir o mundo. E mal posso acreditar na legião de pessoas que lê este blog e faz parte desta turma comigo. Emannuel, Vanessa, Isabella, Diego, Cleberson, Thayanne, Rita, Rebeca, Alexandre e todo mundo que enviou foto, só tenho uma coisa a dizer: vocês estão mudando o modo como o mundo enxerga os aparelhos auditivos e implantes cocleares. É por causa da personalidade e da atitude de vocês que outras pessoas deixarão de sentir vergonha e começarão a usar também – e isso mudará a vida e a qualidade de vida delas. Continuem assim, vocês me matam de orgulho! E um recado para as fonos e otorrinos que estão lendo este post: REVOLUCIONEM A REABILITAÇÃO AUDITIVA! Vamos juntos erradicar essa mentalidade besta que os pacientes insistem em perpetuar. VERGONHA E DISCRIÇÃO? EU DIGO NÃO!

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Cliquem nas imagens abaixo e salvem em seus computadores/smartphones e ajudem a espalhar essa campanha pelos quatro cantos desse país! No Instagram usem as hashtags #cronicasdasurdez #implantecoclear #aparelhoauditivo e no Facebook, me marquem na publicação! 😀


http://cronicasdasurdez.com/amo-a-tecnologia-que-me-permite-ouvir-o-mundo/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+CronicasSurdez+%28Cr%C3%B4nicas+da+Surdez%29

Como limpar seu aparelho auditivo


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RETROAURICULARES
Este modelo de aparelho auditivo da foto acima é composto por 2 partes:
A. O aparelho auditivo propriamente dito (parte eletrônica) – onde encaixamos a pilha
LIMPEZA:  Somente um pano ou papel SECO. Naaaaada de paninho úmido, com água, álcool ou Veja. E por que? A umidade é uma vilã na vida do aparelho auditivo.
B. O molde – é aquela peça de silicone (material mais flexível) ou acrílico (material mais rígido) que  se conecta ao aparelho auditivo através de um tubo plástico ( “tubinho”).
LIMPEZA DIÁRIA:  ao retirar o aparelho auditivo depois do uso, limpe somente o molde com um papel (pode ser úmido) e verifique se o orifício da ponta está desobstruído. Isso vai garantir que o som passe livremente sem perda de energia. Se vc encontrar um pouco de cera neste orifício, retire-a com um papel ou escovinha.
#ficadica: se vc tem 2 moldes (um de cada orelha), use um papel para cada molde e descarte em seguida. Assim vc vai garantir não haja contaminação no caso de um de seus ouvidos estar doente.
LIMPEZA MENSAL:  somente o molde pode ser lavado com sabão neutro e água. O que você vai precisar?
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  • escovinha
  • água e sabão neutro
  • bombinha de ar
#ficadica: se o seu ouvido produz algum tipo de secreção ou você tem infecções frequentes, faça essa limpeza sempre que o molde estiver com um odor diferente.
Siga as instruções abaixo:
  1. Desconecte as 2 partes e coloque a parte eletrônica no estojo. Deixe o estojo fechado em local seguro e bem longe da zona de perigo ( perto da água). Atenção:  a região pia é uma área de risco! ;)
  2. Lave o molde normalmente com a escovinha e sabão e enxague em água corrente. Deixe secar.
  3. Tire a água que ficou no tubinho com a bombinha de ar.
  4. Pronto! Agora é só conectar e usar novamente!
#ficadica: Verifique se o “tubinho” está  em bom estado e não necessita de troca.

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RETROAURICULARES COM TUBO FINO
Este modelo de aparelho auditivo é composto por 3 partes:
A. O aparelho auditivo propriamente dito (parte eletrônica) – onde encaixamos a pilha
LIMPEZA:  Somente um pano ou papel SECO. Naaaaada de paninho úmido, com água, álcool ou Veja.   E por que? A umidade é uma vilã na vida do aparelho auditivo.
B. O tubo fino – é aquela peça de plástico que conecta o aparelho auditivo a  sonda.
C. A sonda – é aquela peça de silicone flexível que se conecta ao tubo fino. É a parte que fica dentro do canal do ouvido.
LIMPEZA DIÁRIA:  ao retirar o aparelho auditivo depois do uso, limpe somente o tubo fino e a sonda com um papel (pode ser úmido) e verifique se o orifício da ponta da sonda está desobstruído. Isso vai garantir que o som passe livremente sem perda de energia. Se vc encontrar um pouco de cera neste orifício, retire-a com um papel ou escovinha. Caso vc não consiga desobstruir o orifício, faça uma limpeza completa (mensal).
#ficadica: se vc tem 2 sondas e tubos finos ( um de cada orelha),  use um papel para cada lado e descarte em seguida. Assim vc vai garantir não haja contaminação no caso de um de seus ouvidos estar doente.
#ficadica: se o seu tubo e/ou sonda entupiu e vc está sem tempo de limpar, tenha um kit reserva sempre a mão para troca imediata. Pergunte ao seu fonoaudiólogo o seu tamanho de tubo e sonda.

LIMPEZA MENSAL:  somente o tubo fino e a sonda podem ser lavados com sabão neutro e água.
O que você vai precisar?
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  • escovinha
  • bombinha de ar
  • fio limpador longo
  • água e sabão neutro
#ficadica: se o seu ouvido produz algum tipo de secreção ou vc tem infecções frequentes, faça essa limpeza sempre que a sonda estiver com um odor diferente.
Siga as instruções abaixo:
  1. Desconecte as 3 partes e coloque a parte eletrônica no estojo. Deixe o estojo fechado em local seguro e bem longe da zona de perigo ( perto da água). Atenção:  a região pia é uma área de risco! ;)
  2. Passe o fio limpador no tubo fino e na sonda – indo de um lado para o outro
  3. Lave o tubo fino e a sonda normalmente com a escovinha e sabão e enxague em água corrente. Deixe secar.
  4. Tire a água que ficou no tubinho com a bombinha de ar.
  5. Pronto! Agora é só conectar e usar novamente!
#ficadica: Verifique se o tubo fino está  em bom estado e não necessita de troca. Tubinhos que foram dobrados devem ser trocados pois o som não passa direito.
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RETROAURICULARES COM TECNOLOGIA RIC (receptor no canal)
Este modelo de aparelho auditivo é composto por 3 partes:
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A. O aparelho auditivo propriamente dito (parte eletrônica) – onde encaixamos a pilha.
B. O tubo fino (com fio de metal dentro) com receptor na ponta – é aquela peça de plástico por fora mas com um componente eletrônico na ponta (parte de metal).
LIMPEZA:  Somente um pano ou papel SECO. Naaaaada de paninho úmido, com água, álcool ou Veja.   E por que? A umidade é uma vilã na vida do aparelho auditivo.
C. A sonda – é aquela peça de silicone flexível que se conecta ao tubo fino com receptor na ponta. É a parte que fica dentro do canal do ouvido.
LIMPEZA DIÁRIA:  ao retirar o aparelho auditivo depois do uso, limpe somente a sonda com um papel SECO e verifique se o orifício da ponta da sonda está desobstruído. Isso vai garantir que o som passe livremente sem perda de energia. Se vc encontrar um pouco de cera neste orifício, retire-a com um papel ou escovinha. Caso vc não consiga desobstruir o orifício, faça uma limpeza completa (mensal).
#ficadica: se vc tem 2 sondas (uma de cada orelha),  use um papel para cada lado e descarte em seguida. Assim vc vai garantir não haja contaminação no caso de um de seus ouvidos estar doente.
#ficadica: se o sua sonda entupiu e vc está sem tempo de limpar, tenha uma reserva sempre a mão para troca imediata. Pergunte ao seu fonoaudiólogo o seu tamanho de sonda.
LIMPEZA MENSAL:  somente a sonda pode ser lavada com sabão neutro e água. O que vc vai precisar?
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  • escovinha
  • bombinha de ar
  • água e sabão neutro
#ficadica: se o seu ouvido produz algum tipo de secreção ou vc tem infecções frequentes, faça essa limpeza sempre que a sonda estiver com um odor diferente.
Siga as instruções abaixo:
  1. Desconecte a sonda do restante do aparelho auditivo e coloque toda a parte eletrônica no estojo. Deixe o estojo fechado em local seguro e bem longe da zona de perigo ( perto da água). Atenção:  a região pia é uma área de risco! ;)
  2. Lave a sonda normalmente com a escovinha e sabão e enxague em água corrente. Deixe secar.
  3. Tire a água que ficou na sonda com a bombinha  de ar.
  4. Pronto! Agora é só conectar e usar novamente!

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INTRACANAIS E MICROCANAIS
Na verdade, nesse caso, o modelo não interfere no tipo de limpeza.
Mais uma vez, repito…quando um novo usuário adquire um aparelho auditivo essa é uma parte muito importante da orientação.
Qual o motivo? Simples: a falta de informação pode levar o usuário a limpar seu aparelho auditivo de forma inadequada e assim encurtar a vida útil do produto.
Nas semanas anteriores falamos da limpeza dos aparelhos auditivos retroauriculares convencionais, com tubo fino e com tecnologia RIC. 
Então vamos lá….
Este modelo de aparelho auditivo é composto por  2 partes:
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  • O aparelho auditivo propriamente dito (parte eletrônica) – onde encaixamos a pilha
LIMPEZA:  Somente um pano ou papel SECO. Naaaaada de paninho úmido, com água, álcool ou Veja.   E por que? A umidade é uma vilã na vida do aparelho auditivo.
  • Filtro de cera – proteção na entrada do aparelho para que não entre cera na parte do receptor. Existem vários modelos de protetores de cera. Mas atenção!  Cada marca usa 2 a 3 tipos diferentes! Antes de trocar o seu, verifique se vc tem o protetor de cera adequado para seu aparelho auditivo.
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LIMPEZA DIÁRIA:  ao retirar o aparelho auditivo depois do uso, limpe a ponta do filtro com um papel  e verifique se o orifício da ponta da sonda está desobstruído. Isso vai garantir que o som passe livremente sem perda de energia. Se vc encontrar um pouco de cera neste orifício, retire-a com a escovinha. Caso vc não consiga desobstruir o orifício, faça uma limpeza completa.

LIMPEZA COMPLETA:  troca de filtro
O que vc vai precisar?
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  • escovinha
  • filtros (protetores de cera)
#ficadica: se o seu ouvido produz algum tipo de secreção ou você tem infecções frequentes, faça essa limpeza sempre que sentir seu ouvido mais úmido.
Siga as instruções abaixo:
  1. Com a ferramenta adequada, retire o protetor de cera usado. Coloque a parte eletrônica no estojo. Deixe o estojo fechado em local seguro e bem longe da zona de perigo ( perto da água). Atenção:  a região pia é uma área de risco! ;)
  2. Descarte o filtro usado.
  3. Ainda com a ferramenta adequada, retire um protetor de cera novo e encaixe no orifício do aparelho auditivo.
  4. Pronto! Agora é só conectar e  usar novamente!
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