RYBENINHA

RYBENINHA
SINAL: BEM -VINDOS

DÊ-ME TUA MÃO QUE TE DIREI QUEM ÉS



“Em minha silenciosa escuridão,
Mais claro que o ofuscante sol,
Está tudo que desejarias ocultar de mim.
Mais que palavras,
Tuas mãos me contam tudo que recusavas dizer.
Frementes de ansiedade ou trêmulas de fúria,
Verdadeira amizade ou mentira,
Tudo se revela ao toque de uma mão:
Quem é estranho,
Quem é amigo...
Tudo vejo em minha silenciosa escuridão.
Dê-me tua mão que te direi quem és."


Natacha (vide documentário Borboletas de Zagorski)


SINAL DE "Libras"

SINAL DE "Libras"
"VOCÊ PRECISA SER PARTICIPANTE DESTE MUNDO ONDE MÃOS FALAM E OLHOS ESCUTAM, ONDE O CORPO DÁ A NOTA E O RÍTMO. É UM MUNDO ESPECIAL PARA PESSOAS ESPECIAIS..."

LIBRAS

LIBRAS

LIBRAS

LIBRAS
"Se o lugar não está pronto para receber todas as pessoas, então o lugar é deficiente" - Thaís Frota

LIBRAS

LIBRAS
Aprender Libras é respirar a vida por outros ângulos, na voz do silêncio, no turbilhão das águas, no brilho do olhar. Aprender Libras é aprender a falar de longe ou tão de perto que apenas o toque resolve todas as aflições do viver, diante de todos os desafios audíveis. Nem tão poético, nem tão fulgaz.... apenas um Ser livre de preconceitos e voluntário da harmonia do bem viver.” Luiz Albérico B. Falcão

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS

QUANDO EU ACEITO A LÍNGUA DE SINAIS
“ A língua de sinais anula a deficiência e permite que os sujeitos surdos constituam, então, uma comunidade linguística minoritária diferente e não um desvio da normalidade”. Skliar

sábado, 23 de maio de 2026

USP nega prova em Libras para candidatos surdos em seleção de mestrado

 


OUTRO LADO: Faculdade de Educação afirma que adaptação violaria igualdade e que deu hora adicional a candidatos; Argumento é contestado por comissão da OAB, que possível discriminação; Ministério Público é acionado

Dois candidatos surdos denunciaram o processo seletivo de mestrado da Faculdade de Educação da USP após serem impedidos de realizar a prova em Libras (Língua Brasileira de Sinais) e acabarem sendo reprovados.

Jaqueline Pristello, 40, e Alexandre Jurado Melendes, 56, se inscreveram no programa de pós-graduação em Educação e, antes da prova, solicitaram o direito de responder às questões em Libras, com gravação em vídeo e tradução posterior para o português por intérprete.

O pedido foi negado sob o argumento de que a adaptação violaria o princípio da igualdade entre os candidatos.

Em nota, a Faculdade de Educação da USP diz que o processo seletivo segue edital público que prevê prova exclusivamente em português. A unidade afirma que garantiu uma hora adicional e apoio de intérprete, como previsto para candidatos com deficiência.

Segundo a faculdade, o domínio do português escrito é necessário para as atividades acadêmicas e está alinhado às diretrizes da educação de surdos no país.

Sem a autorização, os dois fizeram a prova escrita em português no dia 7 de abril. Havia intérpretes durante a aplicação, mas a gravação das respostas em vídeo não foi permitida. Ao fim do processo, Jaqueline foi reprovada com nota 3,5, abaixo da mínima exigida, 7,0.

Após a divulgação do resultado, os candidatos afirmam que solicitaram acesso às provas corrigidas e aos critérios de avaliação, mas dizem que os pedidos foram negados.

Jaqueline levou o caso ao Ministério Público de São Paulo. Na representação, ela afirma ter sido “duplamente prejudicada”: pela ausência de adaptação linguística e pela falta de transparência no processo. O documento pede também a abertura de investigação e medidas como acesso às provas corrigidas, divulgação dos critérios de avaliação e adoção de adaptações linguísticas.

Os candidatos também apontam que outros programas da própria USP, como o de linguística na FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), já permitem provas em Libras com tradução posterior, o que indicaria a viabilidade da medida.

Para a advogada Adriana Monteiro, especializada em direitos de pessoas com deficiência, o fato de outro instituto da própria USP já adotar provas em Libras enfraquece argumentos contrários. Segundo ela, a Lei Brasileira de Inclusão não proíbe apenas práticas discriminatórias explícitas, mas também aquelas que, embora aparentemente neutras, colocam pessoas com deficiência em desvantagem.

“Ao exigir exclusivamente respostas em português escrito, a instituição pode desconsiderar que, para muitos surdos usuários de Libras, essa é uma segunda língua, criando uma barreira linguística que compromete a igualdade de oportunidades”, afirma.

Segundo ela, a legislação brasileira reconhece a Libras como meio legal de comunicação e impõe às instituições de ensino o dever de eliminar barreiras.

A Faculdade de Educação afirma que cada programa tem autonomia para definir políticas afirmativas e que adaptações ocorrem na etapa de arguição, quando candidatos podem se expressar em Libras com intérprete. A instituição diz ainda que mantém compromisso com a inclusão e que a demanda será considerada em discussões internas.

À Folha a Comissão de Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo) afirma que a recusa pode configurar discriminação. Segundo o órgão, negar a prova em Libras com tradução posterior pode caracterizar a recusa de adaptação razoável, prevista na legislação brasileira e em tratados internacionais. O parecer também aponta que exigir respostas apenas em português pode distorcer a avaliação, ao medir a proficiência na língua escrita, e não o conhecimento do candidato.

Para a comissão, o argumento de garantir igualdade entre os candidatos é equivocado, por desconsiderar as diferenças linguísticas e contrariar o princípio da igualdade material, já consolidado na jurisprudência do STF (Supremo Tribunal Federal).

FONTE:

https://www.librasol.com.br/usp-nega-prova-em-libras-para-candidatos-surdos-em-selecao-de-mestrado/

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